2010/05/26

Transmissão vertical do HIV é alta em Campos

Com uma taxa de transmissão vertical de HIV acima do índice estabelecido pelo Ministério da Saúde, o município de Campos necessita ampliar o serviço de diagnóstico precoce da AIDS. É o que indica a pesquisa realizada pelos alunos Gustavo Fernandes Ribas e Fernanda Alves Barbosa, da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), intitulada Persistência do desafio de diminuição das taxas de transmissão vertical do HIV em Campos dos Goytacazes, RJ.

O trabalho obteve o primeiro lugar, na semana passada, no XV Congresso Médico Cidade de Campos e XXV Congresso da Sociedade Universitária de Pesquisas e Estudos Médicos (Supem), na categoria "Temas Livres - Apresentações Orais".

Segundo Gustavo, a taxa de transmissão vertical do HIV em Campos, de outubro de 1999 a março de 2010, foi de 6,5%, enquanto o Ministério da Saúde estabelece o índice máximo de 5,3%. A pesquisa mostrou uma associação estatística entre a transmissão materno-infantil do HIV e o diagnóstico da infecção materna no pós-parto, a amamentação ao seio, a não utilização de antirretrovirais para profilaxia ou tratamento e o parto vaginal.

- A taxa de transmissão é muito alta, já que dispomos de todos os recursos para profilaxia. É urgente a demanda por testagem precoce de todas as gestantes. Continuam insuperáveis, para a redução da transmissão vertical do HIV, o diagnóstico e a correta abordagem da doença materna - afirma Gustavo, que para a realização da pesquisa, fez a revisão dos prontuários das gestantes soropositivas e de seus bebês acompanhados no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) do Programa DST/AIDS de Campos, de outubro de 2009 a março de 2010.

Já Viviane, desenvolveu um novo método para o diagnóstico indireto de Hemofilia B. Ela introduziu, com sucesso, a utilização de STR tetranucleotídeos e pentanucleotídeos. Embora já tenha sido descrito no diagnóstico de outras doenças, é a primeira vez que o método é usado para o diagnóstico indireto de Hemofilia B. Atualmente usa-se a técnica de RFLP''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''''s (Restriction Fragment Length Polymorphisms).

Ascom da UENF

Nenhum comentário: