2019/05/31

SESI Campos - programação cultural junho/2019


SESI Cultural Junho 2019


SESI Cultural Junho 2019

SESI Cultural Junho 2019
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SESI Cultural Junho 2019

2019/05/30

Cooperativas: Confederações apoiam reforma da Previdência

Brasília – A Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) é uma das nove entidades sindicais a entregarem uma carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro manifestando apoio às reformas, em especial, à da Previdência. A audiência ocorreu na terça-feira, no Palácio do Planalto, e contou com a presença de ministros, dentre eles Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil).
 
Segundo o documento, as entidades reconhecem a coragem e o patriotismo do presidente em conduzir os ajustes na Previdência Social brasileira o que, segundo elas, trata-se de imprescindível prioridade do governo. “Confiamos também no apoio e no bom senso do Congresso Nacional que, atento ao senso de urgência da situação, certamente irá aprovar uma Previdência justa e sustentável”, consta em trecho do documento.
 
 
REPRESENTATIVIDADE
 
Além do presidente da CNCoop, Márcio Lopes de Freitas, quem também assinou o documento foram os seguintes presidentes:
 
- João Martins da Silva Junior, da Confederação Nacional da Agricultura, Pecuária do Brasil;
- José Roberto Tadros, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo;
- Robson Braga de Andrade, da Confederação Nacional da Indústria;
- José Ricardo da Costa Aguiar Alves, da Confederação Nacional das Instituições Financeiras;
- Vander Costa, da Confederação Nacional dos Transportes;
- Márcio Coriolano, Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização;
- Breno de Figueiredo Monteiro, da Confederação Nacional da Saúde;
- Gláucio Binder, da Confederação Nacional da Comunicação Social;
- Daniel Kluppel Carrara, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.
 

2019/05/27

Brasil ultrapassa Índia e se torna o 2.º maior exportador de algodão do mundo

ilustração

Eliane Silva
Colaboração para o UOL, em Ribeirão Preto (SP)
c/ed.
 
Com três recordes registrados nesta safra de algodão, o Brasil atinge um novo patamar no mercado internacional, passando a Índia e tornando-se o segundo maior exportador mundial de pluma, atrás apenas dos Estados Unidos. O desafio agora para o país manter-se competitivo é aumentar a participação nos mercados da Ásia, onde estão as maiores indústrias de algodão, já que o mercado interno está estagnado há cerca de dez anos.
 
Os recordes são:
 
  •  em área plantada, que registra um aumento de 35,4% em relação à safra passada
  •  em produção, com alta de 32,8%
  •  nos volumes exportados, com embarque de 998 mil toneladas até abril

  •  
    Os números foram publicados em boletim da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento).
     
    Em área plantada, a estimativa da safra que se encerra em junho é de 1,590 milhão de hectares, com produção de 2,66 milhões de toneladas de plumas.
     
    Pelos dados da Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão), os embarques para o exterior até abril já atingiram 1,045 milhão de toneladas, ante as 915 mil toneladas da safra passada, e devem passar de 1,2 milhão de toneladas até junho, quando se encerra a safra 2018/19.
     

    Passando o recorde histórico de 2012

    A Índia, que ocupava a segunda posição no ranking mundial, deve exportar 980 mil toneladas até junho, segundo estimativa da USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). Já os líderes preveem embarcar 3,5 milhões de toneladas.
     
    "Já passamos nosso recorde histórico de 2012, quando exportamos 1,030 milhão de toneladas", disse Henrique Snitcovski, presidente da Anea. Segundo ele, com o aumento de produção, o Brasil deixou de lado a sazonalidade que caracterizava a exportação de algodão.
     
    Tradicionalmente, 70% dos embarques se concentravam no segundo semestre, período de entressafra da produção norte-americana. "Desde o ano passado, passamos a participar mais do mercado internacional e vender volumes grandes também no primeiro semestre."
     
    O recorde mensal foi obtido em dezembro de 2018, com 215 mil toneladas embarcadas.

    Crescimento em áreas de milho

    Bruno Nogueira, analista de mercado da Conab, e Daniele Santos, analista de algodão da Céleres, consultoria focada no agronegócio, afirmaram que a demanda internacional por pluma está em alta, o que atrai mais produtores e investimentos.
     
    Apesar disso, o grande aumento da produção brasileira nesta safra e a estagnação do mercado interno vão elevar os estoques de passagem, que devem atingir 1,081 milhão de toneladas ante as 691 mil toneladas da safra passada.
     
    Milton Garbugio, presidente da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), disse que a cultura vem crescendo em cima de áreas de milho, especialmente no Mato Grosso, que produz quase 70% da pluma nacional. Na safra 2017/18, a produção no estado foi de 1,290 milhão de toneladas. Nesta safra, deve chegar a 1,765 milhão.
     
    As estimativas da Abrapa indicam que a produção brasileira vai atingir 2,8 milhões de toneladas nesta safra, pouco mais de 100 mil toneladas na comparação com os dados da Conab.

    Boa remuneração ao produtor

    Apesar do custo de produção alto, de R$ 7.000 a R$ 8.000 por hectare, Garbugio disse que a atividade está remunerando bem o produtor na comparação com outros produtos e que pelo menos dois terços da safra são vendidos antes da colheita.
     
    Rodrigo Rigon, administrador da fazenda Mirandópolis, em Rondonópolis (MT), afirmou que pelo menos 50% da produção de algodão já está vendida. A área plantada dessa cultura na propriedade de 16.500 hectares cresceu de 2.200 ha para 4.260 ha nesta safra. "O mercado está pagando bem, o clima está favorável e a nossa produtividade deve subir de 110 arrobas de pluma por ha para 125 arrobas."
    Segundo ele, o que está atrapalhando um pouco é a infestação do bicudo, praga do algodão. No grupo Bom Jesus, que inclui a Mirandópolis, a área de algodão subiu de 50 mil hectares para 70 mil nesta safra.

    Desafio é chegar mais rápido à Ásia

    O desafio de produtores e exportadores agora é resolver problemas de logística para conseguir ser mais competitivo no mercado internacional e elevar suas exportações para os países que já compram o algodão brasileiro: China, Vietnã, Turquia, Coreia do Sul e, especialmente, Bangladesh, que é o maior importador mundial da pluma e já recebeu neste ano 14% dos embarques do Brasil, ante os 9% do ano passado.
     
    Nesta safra, as exportações para a China, que respondiam por 10% em média, passaram para quase 35%. Parte disso é creditada à guerra comercial da China com os EUA.
     
    "Nosso 'transit time' (tempo de viagem) até os portos da Ásia, na melhor das rotas, é de 35 dias. Os americanos chegam em 20 dias, e australianos e indianos, em menos de 15 dias", afirmou Snitcovski.
    Para tentar diminuir esse tempo, o setor reativou um comitê de logística para abrir novos portos para a exportação, já que mais de 90% do algodão é exportado via Santos (SP). Estão em testes os portos de Paranaguá (PR), Salvador (BA), Pecém (CE) e Manaus (AM).
     
    Para se manter competitivo, além de reduzir o tempo de viagem, o dirigente avalia que o país precisa manter a qualidade de seu algodão, enquadrado na categoria não contaminante, assim como a eficiência no planejamento da safra e a regularidade de exportação o ano todo.
     
    O presidente da Abrapa afirmou que, além da falta de contêineres em outros portos para transportar o algodão para a Ásia, outro gargalo da exportação é a logística de transporte rodoviário do país, que inclui a tabela de frete. "Essa questão da tabela vem judiando do produtor."
     
    Para Garbugio, a qualidade do algodão brasileiro melhorou muito graças ao uso de mais tecnologia e novas cultivares. Dono de 1.700 hectares de algodão em Campo Verde (MT), ele afirma que 90% da produção brasileira é certificada por boas práticas ambientais e sociais, e todas as cargas embarcadas têm sistema de rastreabilidade.
     

    2019/05/26

    Todos os estados e o DF registram manifestações a favor do Governo Bolsonaro

    Até por volta de 20h40, todos os 26 estados e o DF tinham registrado manifestações em ao menos 156 cidades. Grupos defendem propostas como as reformas ministerial e da Previdência e pacote anticrime.

    Por G1
     
    Ao menos 156 cidades em 26 estados e no Distrito Federal tiveram protestos entre a manhã e a tarde deste domingo (26) em defesa do presidente Jair Bolsonaro e de medidas do governo, como a reforma da Previdência e o pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro.
    As convocações ganharam força após os protestos em defesa da educação do último dia 15, contra os cortes anunciados pelo governo para os ensinos superior e técnico federais.
    Grupos de manifestantes saíram em passeatas e carreatas a partir desta manhã levando bandeiras do Brasil e faixas com frases de apoio a propostas apresentadas pelo governo de Bolsonaro. Até a última atualização desta reportagem, os atos eram pacíficos.
    Os protestos também apoiavam a reforma ministerial do governo Bolsonaro, com redução de 29 para 22 no número de ministérios. Houve, ainda, grupo de manifestantes no Rio de Janeiro que pedia o fechamento do Congresso, o que é ilegal, inconstitucional e contra a democracia.

    Bolsonaro fala em 'recado' para quem temia 'velha política'

    Neste domingo, por volta de 20h40, 156 cidades em todos os 26 estados e no Distrito Federal tinham tido protestos. No dia das manifestações em defesa da educação, às 19h30, 222 cidades de todos os 26 estados e do Distrito Federal tinham registrado atos.
    Ao participar de culto no Rio de Janeiro ainda durante a manhã deste domingo, o presidente Jair Bolsonaro disse que as manifestações pró-governo são um "recado" aos que "teimam com velhas práticas" e, segundo afirmou, não permitem que o "povo se liberte". O presidente disse que a manifestação era "espontânea", tinha pauta definida e respeitou leis e instituições.
     
    Matéria na íntegra em:
     

    2019/05/24

    Brasil cria 129 mil vagas de emprego formal no melhor mês de abril em 6 anos

    No acumulado de janeiro a abril, país registra a criação de 313.835 empregos com carteira assinada, queda de 6,83% frente ao mesmo período do ano passado.

    Por Alexandro Martello, G1 — Brasília
     
    A economia brasileira gerou 129.601 empregos com carteira assinada em abril, de acordo com números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Ministério da Economia.
    O saldo é a diferença entre as contratações e a demissões. Em abril, o país registrou 1.374.628 contratações e 1.245.027 demissões.
    Esse é o melhor resultado para meses de abril desde 2013, ou seja, em seis anos. No mesmo período do ano passado, foram abertas 115.898 vagas com carteira assinada.
     
    RESULTADO DO EMPREGO FORMAL EM MESES DE ABRIL
    DADOS SÃO DO CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS
    Fonte: MINISTÉRIO DA ECONOMIA
     
    Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais.

    Parcial do ano


    Os números oficiais do governo mostram também que, nos quatro primeiros meses deste ano, foram criados 313.835 empregos com carteira assinada.
    Com isso, houve queda de 6,83% frente ao mesmo período do ano passado - quando foram abertas 336.855 vagas formais.
    Os números de criação de empregos formais do primeiro quadrimestre, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro e março. Os dados de abril ainda são considerados sem ajuste.
    Já nos últimos 12 meses, segundo o Ministério do Trabalho, foi registrada a criação de 477.896 postos de trabalho formais. Com o resultado de abril, o estoque de empregos estava, no final daquele mês, em 38.590 milhões de vagas, contra 38.118 milhões no mesmo mês de 2018.

    Por setores


    Os números do governo revelam que, em abril, houve abertura de vagas em todos os oito setores da economia.
    O maior número de empregos criados aconteceu no setor de serviços. Já a indústria extrativa minera foi o setor que criou menos vagas.
    • Indústria de Transformação: +20.479
    • Serviços: +66.290
    • Agropecuária: +13.907
    • Construção Civil: +14.067
    • Extrativa Mineral: +454
    • Comércio: +12.291
    • Administração Pública: +1.241
    • Serviços Industriais de Utilidade Pública: +867
     

    Dados regionais


    Segundo o governo, houve abertura de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em todas as regiões do país em abril deste ano.
    • Sudeste: +81.106
    • Sul: +14.570
    • Centro-Oeste: +15.240
    • Norte: +3.092
    • Nordeste: +15.593

    O governo informou ainda que, das 27 unidades federativas, 23 tiveram saldo negativo (fechamento de empregos formais) em abril deste ano.
    Os maiores saldos positivos de emprego ocorreram em São Paulo (+50.168), Minas Gerais (+22.348) e Paraná (+10.653 vagas).
    Os maiores volumes de demissões foram registrados em Alagoas (-4.692), Rio Grande do Sul (-2.498) e Rio Grande do Norte (-501).

    Trabalho intermitente e parcial


    Segundo o Ministério do Trabalho, foram realizadas 9.972 admissões e 4.550 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente em abril deste ano. Como o total de admissões nessa modalidade foi maior que o de demissões, houve um saldo positivo de 5.422 empregos no período.
    O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado.
    Foram registradas ainda, no mês passado, 7.419 admissões novas novas modalidades de regime de trabalho parcial e 4.592 desligamentos, gerando saldo positivo de 2.827 empregos.
    As novas modalidades de trabalho parcial, definidas pela reforma trabalhista, incluem contratações de até 26 horas semanais com restrições na hora extra ou até 30 horas por semana sem hora extra.

    Salário médio de admissão


    O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.584,51 em abril. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve queda de 1,32% no salário de admissão, ou de R$ 21,17, na comparação com o mesmo mês de 2018.
    Em relação a março de 2019, porém, houve uma alta real de 0,45%, ou de R$ 7,14, no salário médio de admissão, informou o Ministério da Economia.
     

    2019/05/23

    Em conferência, EUA apoiam entrada do Brasil na OCDE

    Declaração de apoio foi feita na conferência da organização nesta quinta-feira (23), em Paris, que teve a participação do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O compromisso havia sido anunciado no encontro entre Bolsonaro e Trump em março.

    Por G1
     
     
     

    2019/05/22

    Caixa dará desconto de até 90% em dívidas para reabilitar consumidores

    O banco público espera obter, pelo menos R$ 1 bilhão com programa.

    Por Valor Online
     
    A Caixa Econômica Federal pretende iniciar um grande programa de renegociação de crédito para reabilitar consumidores que hoje, devido à inadimplência, estão fora do mercado. A informação é de Pedro Guimarães, presidente da Caixa, que conversou com jornalistas ao chegar para reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
    Segundo Guimarães, serão oferecidos descontos de 40% a 90% na renegociação. O presidente da Caixa explicou que os valores a serem negociados já foram contabilizados como prejuízo, “ou seja, estão fora do balanço” da instituição.
    O banco público espera obter, pelo menos R$ 1 bilhão com programa. Conforme Guimarães, se tudo fosse recuperado, o montante alcançaria R$ 4 bilhões. Porém, tratam-se de valores já considerados perdidos e, portanto, com baixas chances de retornarem aos cofres do banco.
     
    “Trazendo essas pessoas que estão à margem [do mercado de crédito], podemos voltar a oferecer produtos, como consignados, com taxa de 2% a 3%, em vez de 10% ou 20%”, disse Guimarães.
    Segundo ele, o alvo do programa são pessoas de menor renda. A estimativa é que possam ser beneficiados até 300 mil pequenas e médias empresas e 2,8 milhões de pessoas físicas com dívidas de até R$ 2 mil.
     
    Setor imobiliário
     
    O presidente da Caixa também anunciou que a instituição pretende fazer mudanças nas linhas de crédito imobiliário, principal carteira da instituição. A ideia, segundo Guimarães, seria oferecer empréstimos com correção pelo IPCA e Price em lugar da taxa referencial (TR).
    A mudança traria mais atratividade para o mercado de securitização, em, por exemplo, emissões de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) uma vez que os investidores costumam ser refratários aos contratos corrigidos pela taxa referencial.
     
    “Para securitizar carteira de crédito, só com IPCA ele [mercado] não compra. Mas com IPCA mais alguma coisa, eu consigo vender”, afirmou Guimarães. “Acreditamos que vamos conseguir mais R$ 10 bilhões em carteira de crédito nessa mudança [de indexador nos contratos], com 400 mil pessoas beneficiadas e 46 mil imóveis”, acrescentou. Segundo ele, as mudanças não envolvem o Minha Casa, Minha Vida.
    A Caixa anunciou há alguns meses a intenção em vender até R$ 100 bilhões por meio de securitização de crédito imobiliários. A instituição planeja realizar cerca de 40 operações com emissões de CRIs lastreados em sua carteira de financiamentos de propriedades.
     

    2019/05/20

    Editorial de O Globo

    Partidos usam o Coaf para vingança contra a Lava-Jato

    Retomada do desenvolvimento deveria ser prioridade das lideranças do Congresso

    O tempo que já se gastou nesse falso debate sobre a retirada do Coaf do Ministério da Justiça representa o mais puro desperdício de energia num país aflito com a deterioração das condições sociais e econômicas. A retomada do desenvolvimento deveria ser prioridade absoluta das lideranças do Congresso.

    2019/05/19

    Santo Ivo

    19 de maio - Dia do Advogado


    Além do dia 11 de agosto, que marca a criação do curso de advocacia no Brasil, os advogados também comemoram o 19 de Maio, dia da morte de Santo Ivo (1253-1303), padroeiro da profissão. Nascido em uma família pobre na Bretanha, ele começou a estudar direito civil e canônico aos 14 anos de idade em Paris e Orleans. Santo Ivo atuou nas causas civis e eclesiásticas e defendia os pobres que não podiam pagar por um advogado.
     
    Fonte: Livro: A origem de Datas e Festas
    Autor: Marcelo Duarte
    Editora: Panda Books
     

    2019/05/18

    Polícia caça grupo terrorista que ameaça Bolsonaro e ministros

    Documento sigiloso obtido por VEJA revela a preocupação das autoridades com as ameaças de ataque ao presidente da República

    Por Thiago Bronzatto
    access_time  17 maio 2019, 08h41 - Publicado em 17 maio 2019, 08h00

     A divisão antiterrorismo da Polícia Federal está tentando descobrir a identidade dos integrantes de um grupo extremista que ameaça matar o presidente Jair Bolsonaro e dois ministros. Autointitulado “Sociedade Secreta Silvestre”, o movimento se diz “ecoterrorista” e “anticristão” e tem feito “ameaças a figuras públicas, notadamente ao presidente da República Jair Messias Bolsonaro”, segundo o documento obtido por VEJA.
    As ameaças são postadas num site – e vieram à tona quando, em dezembro do ano passado, o grupo disse que poderia promover um atentado na cerimônia de posse presidencial. Na época, a polícia desarmou uma bomba colocada na porta de uma igreja que fica a cerca de 50 quilômetros do Palácio do Planalto.
    Recentemente, a “Sociedade Secreta” incendiou dois carros numa das sedes do Ibama, em Brasília. No local, a polícia localizou fragmentos de uma bomba caseira. O grupo assumiu a autoria do atentado e anunciou que o próximo alvo será o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente.
    Segundo os investigadores, as condutas dos envolvidos são “extremamente graves, inclusive com a utilização de artefatos explosivos” e representam “atos criminosos”. Os detalhes das ameaças ao presidente e aos ministros estão numa reportagem publicada nesta edição de VEJA.
     
     

    2019/05/17

    Texto "sinistro"

    Bolsonaro distribui texto que fala em Brasil 'ingovernável' fora de conchavos

    Presidente compartilhou mensagem de "autor desconhecido" nas redes sociais

    Jornal do Brasil     
     
    O presidente Jair Bolsonaro (PSL) compartilhou nesta sexta-feira (17) um texto de um "autor desconhecido" no qual fala sobre as dificuldades que ele tem para governar o país.
     
    Pela mensagem, distribuída em grupos de WhatsApp pelo presidente, Bolsonaro estaria sendo impedido de atuar por sofrer pressão e não concordar com os interesses das corporações.
     
    O texto foi publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmado à Folha de S.Paulo pelo porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros.
    Macaque in the trees
    Presidente Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

    "Venho colocando todo meu esforço para governar o Brasil. Os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e colocarmos o país de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude!", diz texto distribuído pelo porta-voz e assinado por Bolsonaro, em resposta ao questionamento.
     
    O presidente compartilhou o texto dizendo ser "no mínimo interessante" para os que se preocupam em antecipar os fatos, apontando como "leitura obrigatória".
     
    "Em Juiz de Fora (06/set/2018), tive um sentimento e avisei meus seguranças: Essa é a última vez que me exporei junto ao povo. O Sistema vai me matar. Com o texto abaixo cada um de vocês pode tirar suas próprias conclusões", escreveu o presidente ao distribuir a mensagem.
     
    Veja a íntegra do texto:
     
    "TEXTO APAVORANTE - LEITURA OBRIGATÓRIA
     
    Alexandre Szn
     
     
    Temos muito para agradecer a Bolsonaro.
     
    Bastaram 5 meses de um governo atípico, 'sem jeito' com o congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores. Sejam eles de esquerda ou de direita.
     
    Desde a tal compra de votos para a reeleição, os conchavos para a privatização, o mensalão, o petrolão e o tal 'presidencialismo de coalizão', o Brasil é governado exclusivamente para atender aos interesses de corporações com acesso privilegiado ao orçamento público.
     
    Não só políticos, mas servidores-sindicalistas, sindicalistas de toga e grupos empresariais bem posicionados nas teias de poder. Os verdadeiros donos do orçamento. As lagostas do STF e os espumantes com quatro prêmios internacionais são só a face gourmet do nosso absolutismo orçamentário.
     
    Todos nós sabíamos disso, mas queríamos acreditar que era só um efeito de determinado governo corrupto ou cooptado. Na próxima eleição, tudo poderia mudar. Infelizmente não era isso, não era pontual. Bolsonaro provou que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável.
     
    Descobrimos que não existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as
    corporações deem suas bênçãos. Sempre a contragosto.
     
    Nem uma simples redução do número de ministérios pode ser feita. Corremos o risco de uma MP caducar e o Brasil ser OBRIGADO a ter 29 ministérios e voltar para a estrutura do Temer.
     
    Isso é do interesse de quem? Qual é o propósito de o congresso ter que aprovar a estrutura do executivo, que é exclusivamente do interesse operacional deste último, além de ser promessa de campanha?
     
    Querem, na verdade, é manter nichos de controle sobre o orçamento para indicar os ministros que vão permitir sangrar estes recursos para objetivos não republicanos. Historinha com mais de 500 anos por aqui.
     
    Que poder, de fato, tem o presidente do Brasil? Até o momento, como todas as suas ações foram ou serão questionadas no congresso e na justiça, apostaria que o presidente não serve para NADA, exceto para organizar o governo no interesse das corporações. Fora isso, não governa.
     
    Se não negocia com o congresso, é amador e não sabe fazer política. Se negocia, sucumbiu à velha política. O que resta, se 100% dos caminhos estão errados na visão dos 'ana(lfabe)listas políticos'?
    A continuar tudo como está, as corporações vão comandar o governo Bolsonaro na marra e aprovar o mínimo para que o Brasil não quebre, apenas para continuarem mantendo seus privilégios.
     
    O moribundo-Brasil será mantido vivo por aparelhos para que os privilegiados continuem mamando. É fato inegável. Está assim há 519 anos, morto, mas procriando. Foi assim, provavelmente continuará assim.
     
    Antes de Bolsonaro vivíamos em um cativeiro, sequestrados pelas corporações, mas tínhamos a falsa impressão de que nossos representantes eleitos tinham efetivo poder de apresentar suas agendas.
     
    Era falso, FHC foi reeleito prometendo segurar o dólar e soltou-o 2 meses depois, Lula foi eleito criticando a política de FHC e nomeou um presidente do Bank Boston, fez reforma da previdência e aumentou os juros, Dilma foi eleita criticando o neoliberalismo e indicou Joaquim Levy. Tudo para manter o cadáver procriando por múltiplos de 4 anos.
     
    Agora, como a agenda de Bolsonaro não é do interesse de praticamente NENHUMA corporação (pelo jeito nem dos militares), o sequestro fica mais evidente e o cárcere começa a se mostrar sufocante.
     
    Na hipótese mais provável, o governo será desidratado até morrer de inanição, com vitória para as corporações. Que sempre venceram. Daremos adeus Moro, Mansueto e Guedes. Estão atrapalhando as corporações, não terão lugar por muito tempo.
     
    Na pior hipótese ficamos ingovernáveis e os agentes econômicos, internos e externos, desistem do Brasil. Teremos um orçamento destruído, aumentando o desemprego, a inflação e com calotes generalizados. Perfeitamente plausível. Claramente possível.
     
    A hipótese nuclear é uma ruptura institucional irreversível, com desfecho imprevisível. É o Brasil sendo zerado, sem direito para ninguém e sem dinheiro para nada. Não se sabe como será reconstruído. Não é impossível, basta olhar para a Argentina e para a Venezuela. A economia destes países não é funcional. Podemos chegar lá, está longe de ser impossível.
     
    Agradeçamos a Bolsonaro, pois em menos de 5 meses provou de forma inequívoca que o Brasil só é governável se atender o interesse das corporações. Nunca será governável para atender ao interesse dos eleitores. Quaisquer eleitores. Tenho certeza que esquerdistas não votaram em Dilma para Joaquim Levy ser indicado ministro. Foi o que aconteceu, pois precisavam manter o cadáver Brasil procriando. Sem controle do orçamento, as corporações morrem.
     
    O Brasil está disfuncional. Como nunca antes. Bolsonaro não é culpado pela disfuncionalidade, pois não destruiu nada, aliás, até agora não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou. Ele é só um óculos com grau certo, para vermos que o rei sempre esteve nu, e é horroroso.
     
    Infelizmente o diagnóstico racional é claro: 'Sell'.
     
    Autor desconhecido"
     
     
    TALITA FERNANDES

     
     
     

    Verba da Educação no Brasil: assista ao vídeo sem paixão e tire suas conclusões


    2019/05/16

    E por falar em educação...

    Brasil

    Professora que vai virar filme tem diploma em Harvard falso

    Joana D'Arc Félix de Sousa também repetidamente dizia em entrevistas e palestras que entrou na faculdade aos 14 anos, o que ela agora reconhece não ser verdade

    Por ESTADÃO CONTEÚDO
     
    Professora Joana D'Arc ganhou notoriedade por ser de família pobre, nascida em um curtume no interior de São Paulo, e chegar a um pós-doutorado em Harvard
    Professora Joana D'Arc ganhou notoriedade por ser de família pobre, nascida em um curtume no interior de São Paulo, e chegar a um pós-doutorado em Harvard -
     
    São Paulo - Conhecida por uma história de superação que deve virar filme, a professora de ensino técnico Joana D'Arc Félix de Sousa, de 55 anos, declara uma formação na Universidade Harvard que não possui e usou diploma falso para tentar confirmar a informação, destaca o jornal O Estado de S. Paulo. Joana também repetidamente dizia em entrevistas e palestras que entrou na faculdade aos 14 anos, o que ela agora reconhece não ser verdade.
     
    A professora ganhou notoriedade por ser de família pobre, nascida em um curtume no interior de São Paulo, e chegar a um pós-doutorado em uma das mais conceituadas universidades do mundo. Nos últimos anos, recebeu dezenas de prêmios e, no mês passado, a Globo Filmes divulgou a preparação de um filme sobre a sua biografia, que teria a atriz Taís Araujo como protagonista O Estado entrevistou Joana pela primeira vez no fim de 2017. Na oportunidade, ela afirmou ter morado por dois anos em Cambridge, onde fica Harvard, e voltou ao país após a morte do pai.
     
    A reportagem pediu documentos que demonstrassem o trabalho que havia sido feito nos Estados Unidos. Ela enviou um diploma, datado de 1999, com o brasão de Harvard, o nome dela e a titulação "Postdoctoral in Organic Chemistry". O Estado mandou o documento para Harvard que, ao analisá-lo, informou que não emite diploma para pós-doutorado. Também alertou sobre um erro de grafia (estava escrito "oof", em vez de "of").
     
    Há, ainda, duas assinaturas no diploma: uma delas é do professor emérito de Química em Harvard Richard Hadley Holm. Procurado, ele respondeu por e-mail. "O certificado é falso. Essa não é a minha assinatura, eu não era o chefe de departamento naquela época. Eu nunca ouvi falar da professora Sousa."
     
    A informação do pós-doutorado em Harvard consta no currículo de Joana na plataforma Lattes, o sistema oficial que reúne informações de pesquisadores de todo o país. O preenchimento é feito pelo profissional. Para realizar a suposta pesquisa nos Estados Unidos, o currículo informa que ela recebeu bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação. A Capes, no entanto, afirmou que o nome de Joana não consta em nenhum registro de bolsista.
     
    Já em sua ficha cadastral como professora do Centro Paula Souza, autarquia do governo que administra as escolas técnicas, o pós-doutorado não é citado. Joana fez concurso público e trabalha como professora de Química na Escola Técnica Professor Carmelino Corrêa Júnior em Franca, desde 1999. Segundo seu currículo Lattes, ela teria acabado de sair de Harvard (1997-1999).
     
    A reportagem entrevistou Joana novamente esta semana. Só depois de ser questionada sobre o diploma que enviou à reportagem, disse que o documento foi feito para uma "encenação de teatro". "Mas eu não concluí (o pós-doutorado), eu não tenho certificado", afirmou. "As meninas mandaram junto quando o jornalista me pediu documentos. Eu pensei: tenho de contar isso para o jornalista, mas não falei mais com ele."
     
    Ao contrário da primeira entrevista, ela também informou que não trabalhou no laboratório da universidade nem morou na cidade de Cambridge. "Não fiquei o tempo físico lá, conversei com orientador. Participei até de um congresso em Boston", conta. Segundo ela, a pesquisa foi desenvolvida no Brasil. "Coloquei isso no Lattes, não sei se está certo ou errado."
     
    O Estado não conseguiu confirmar nenhuma passagem de Joana por Harvard. A pedido da reportagem, dois ex-alunos procuraram o nome dela em um sistema fechado apenas para quem estudou na instituição e não encontraram, mesmo tentando com diferentes grafias. A professora também disse que não lembrava se havia recebido uma bolsa da Capes, como informa seu currículo.
     
    Segundo cientistas, em um pós-doutorado o pesquisador é convidado para fazer parte de um programa preestabelecido de um profissional que está no topo da carreira em uma universidade, no Brasil ou no exterior. O  pós-doutorando faz suas pesquisa no ambiente de trabalho desse outro professor, que atua como um supervisor. Ao fim da pesquisa, em geral, é publicado um artigo sobre a pesquisa. Também é obrigatório enviar relatórios periódicos ao órgão financiador da bolsa para prestar contas. A comunicação ou a colaboração com pesquisadores de fora, em hipótese nenhuma, pode ser considerada um pós-doutorado.
     
    Joana, de fato, cursou graduação, mestrado e doutorado na área de Química na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Suas pesquisas envolvem produção de couro ecológico e a reprodução de pele humana artificial para transplante. A maior parte de prêmios, palestras e entrevistas, entretanto, foca na história de vida da professora.
     
    Aos 14
    Uma das passagens de destaque, informada em várias ocasiões, é que Joana entrou na universidade aos 14 anos e concluiu a graduação aos 17. Na primeira entrevista ao Estado, ela chegou a relatar dificuldades de entrar na faculdade tão nova. "A mais próxima da minha idade era uma menina de 16 anos. Para mim, festa era com bolo e guaraná", disse.
     
    A data de matrícula na Unicamp, porém, contraria a narrativa a narrativa da professora e mostra que Joana começou a graduação aos 19 anos, em 1983. Novamente questionada, ela admitiu que ingressou aos 18, mas sustenta que foi aprovada no vestibular com 14 anos.
     
    No mês passado, a professora foi escolhida como entrevistada do programa Roda Viva, da TV Cultura, mas a emissora decidiu não veicular o programa por causa das inconsistências no currículo de Joana. "É uma pena, a história dela já seria bonita suficiente, se não tivesse essas coisas", diz o jornalista e apresentador Ricardo Lessa. 
     
    Alerta
    O Estado procurou a professora Joana D'Arc Félix de Sousa pela primeira vez em 2017, com o intuito de contar sua história de superação. Em entrevista de mais de duas horas, Joana recontou várias passagens que ela reproduzia em palestras, eventos e matérias. Já perto do fim da conversa, a reportagem perguntou a idade da professora. "Trinta e sete anos", Joana mentiu. Nascida em outubro de 1963, ela tinha acabado de completar 54. 
     
    A informação errada acendeu o sinal de alerta sobre outras declarações, como o pós-doutorado. Por causa das inconsistências, o jornal optou por não publicar reportagem na ocasião, mas retomou a apuração, após a notícia de que a biografia de Joana ia virar filme, divulgada este ano.
     
    Entre os entrevistados pela reportagem está um professora da USP que ficou responsável por analisar o resultado da pesquisa de Joana sobre pele artificial em 2013. "Ela (Joana) nunca mandou amostras", disse.
     
    Defesa
    A professora divulgou nota na manhã desta quarta-feira, 15, dizendo que o Estado quer "denegrir" a sua imagem. No mesmo texto ela admite que não foi aluna da Universidade Harvard nem concluiu seu pós-doutorado na instituição, como vinha repetindo há alguns anos.
     
    "Tudo o que foi publicado, já está sendo apurado por um advogado ligado ao movimento negro brasileiro porque tenho certeza que ainda estão achando que os negros (as) ainda tem que viver na senzala (sic)", diz a nota da professora. "Não tenho o pós doutorado concluído e por isso, não tenho o diploma de pós doutorado e muito menos diploma falso (sic)", escreveu Joana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
     

    2019/05/15

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    Dia Internacional da Família

    O Dia Internacional da Família é comemorado anualmente em 15 de maio.
    Esta data homenageia a instituição familiar, um núcleo essencial para a formação moral de todos os indivíduos.
    O Dia Internacional da Família foi instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, durante reunião feita em 20 de setembro de 1993. A data foi celebrada pela primeira vez em 1994.

    2019/05/13

    Onyx: governo discute transformar Coaf em agência nacional de inteligência financeira


    Por Andréia Sadi
    Repórter da TV Globo e da GloboNews. Cobre os bastidores da política em Brasília
     
    O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse ao blog que "está no horizonte" do governo neste ano ou no próximo "caminhar" para transformar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em uma agência nacional de inteligência financeira – a Anif.
    Segundo a Casa Civil, o objetivo seria dar mais autonomia para o órgão, “porque agência é vinculada, mas não é subordinada. E teria mais autonomia administrativa e orçamentária, por exemplo”.
    As funções básicas da Anif seriam as mesmas atribuídas internacionalmente às unidades de inteligência financeira: receber as comunicações de operações suspeitas e as de natureza automática (exemplo: movimentações em espécie acima de determinado montante) de entidades obrigadas, analisá-las e informar as autoridades competentes quando houver indícios de fraudes e ilícitos.
    Onyx afirmou que defende a criação da agência desde 2006, época em que foi relator da CPI dos Correios, que investigou o mensalão do PT.
     
    “Defendo isso desde 2006, para permitir que se faça preventivamente o cruzamento de dados”, disse o ministro.
     
    O Coaf é uma unidade de inteligência financeira do governo federal, que já atua principalmente na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro (crime que consiste na prática de disfarçar dinheiro de origem ilícita).
    Onyx afirmou que a proposta de levar o Coaf para o Ministério da Justiça foi dele, ainda na transição – quando não havia ainda a escolha do ministro da Justiça, Sergio Moro.
    Depois a proposta foi avalizada por Moro. Agora, diz Onyx, o governo discute fortalecer o trabalho do Coaf com a proposta de transformá-lo em agência.
     
    “Está no horizonte, neste ano ou no outro, caminhar para fazer a Anif. Uma ideia que precisa amadurecer, mas foi isso que Moro me falou: que teria o Coaf fortalecido neste ano e analisaria a criação da agência. A pasta dele tem muitas atribuições neste ano, como o pacote anticorrupção e a segurança pública. E pode (ter a Anif) no horizonte, porque seria muito bom para o Brasil, como já foi para outros países”.
     
    Na proposta de Onyx, independentemente da troca de direção, a Anif teria uma estrutura permanente de servidores. Anualmente, o presidente e direção da agência apresentariam relatórios e contas sobre a política de lavagem de dinheiro.
    Perguntado pelo blog qual seria a grande diferença entre Anif e Coaf, o ministro Onyx disse:
    “A grande diferença é que o Coaf é órgão registrador, toma conhecimento e não faz investigação, ele não faz análise, a prevenção. Por isso, que nos Estados Unidos e outros países , a Anif está junto ao Banco Central para fazer a prevenção da lavagem de dinheiro. Trabalha analisando cenários, vendo as distorções, movimentações atípicas e correlacionando. O Coaf não faz correlação, só a pedido. A Anif tem trabalho preventivo, é antes de o problema acontecer. Por isso, a maior parte dos países tem Anif, diferentemente daqui. A agência é melhor do que o conselho para prevenir”, afirmou o ministro.

    Portaria interministerial


    Onyx esteve com o presidente Jair Bolsonaro neste domingo (12) para discutir a agenda do governo junto ao Congresso. Entre os temas, a transferência do Coaf para a Economia.
    Ele disse que o governo prepara uma portaria interministerial para os ministérios da Justiça e da Economia poderem compartilhar medidas do Coaf no que for possível.
     

    2019/05/12

    Editorial de O Globo

    Recuos no combate à impunidade

    Volta do Coaf à Economia e limitação aos auditores fiscais se somam a decisões polêmicas do STF

    Não significa aderir a teses conspiratórias reconhecer que os últimos dias têm sido negativos para o combate à corrupção e às organizações criminosas que atuam em grandes cidades e no exterior. Uma sucessão de decisões tomadas no Supremo e no Congresso pode causar forte retrocesso no enfrentamento de criminosos do colarinho branco, de bandidos que atuam no tráfico e exploram outros ramos do dito crime comum.
     
    Na comissão especial que examina a MP 870, da reforma administrativa proposta pelo governo Bolsonaro, duas derrotas do Planalto fraturam a base da estrutura para reprimir a criminalidade em geral. A devolução do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do ex-juiz Sergio Moro, para a esfera da pasta da Economia, do ministro Paulo Guedes, prejudica a integração de organismos de inteligência e forças de segurança pública do Estado para enfrentar com mínimas chances de êxito o crime organizado.
     
    O Coaf, ao rastrear dinheiro sujo e detectar remetentes e destinatários, tem sido chave nas investigações de corrupção e acontecerá o mesmo no enfrentamento do tráfico. Sob a Justiça, o Coaf pode ser mais efetivo. Porém, uma aliança entre o Centrão e a oposição (PT à frente) retirou o Conselho de Moro — pelo menos até a votação em plenário.
     
    O PT procura acertar contas com o ex-juiz, considerado por ele culpado pela prisão do ex-presidente Lula, embora a sentença de Moro tenha sido confirmada em duas outras instâncias, por vários magistrados. Não se deve, também, menosprezar a intenção da velha política em trazer aos seus pés um governo que assumiu dizendo que não faria negociações espúrias.
     
    Com a mesma intenção de manietar Moro, foi contrabandeada para o texto da MP emenda para afastar operacionalmente auditores fiscais de procuradores. Devem eles se ater apenas a crimes tributários, e caso queiram comunicar indícios de outros delitos ao Ministério Publico, precisam de ordem judicial. Burocracia a serviço do crime.
     
    E ainda para entrar neste capítulo de vitórias da impunidade, o Supremo concluiu que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) estava no seu direito quando revogou prisões de deputados.
    Conhecendo-se o corporativismo das Casas legislativas, isso significa dar a chave da cadeia ao preso. E, na quinta, a Corte validou os termos da anistia concedida em dezembro de 2017 pelo então presidente Temer, feita sob medida para beneficiar presos condenados por corrupção.
     
    Nenhuma das sentenças tem efeito imediato. Deputados presos não serão libertados logo nem é intenção de Bolsonaro, pelo que já disse, incluir corruptos em anistias natalinas. Mas não pode passar despercebido da sociedade um conjunto tão pouco edificante de ações em sentido contrário ao desejo majoritário de uma limpeza na vida pública e do combate ao crime organizado. Seja ele qual for.
     

    2019/05/11

    Entenda por que o corte anunciado pelo MEC nas universidades federais é de 3,5%

    Alvo de críticas, contingenciamento de 30% se refere à verba para despesas não obrigatórias das instituições de ensino superior

    De acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil, o MEC vem fazendo bloqueios desde 2014, mas nenhum teve essa dimensão.
     
    Gil Castello Branco, fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas, afirma que os 3,5% calculados por Weintraub estão corretos quando se considera o orçamento global das universidades federais. Ele lembra, no entanto, que o bloqueio de 30% das verbas destinadas à manutenção básica não é trivial, pois atinge despesas que mantêm o dia a dia das universidades, além de afetar a capacidade de investir em obras nos campi.
     
    Em sua defesa dos contingenciamentos, Weintraub afirmou que foram preservadas "todas as áreas" em que governo avaliou que "não tem como cortar".
     
    https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/entenda-por-que-corte-anunciado-pelo-mec-nas-universidades-federais-de-35-23658898