2018/09/29

Sicoob está entre As Melhores da Dinheiro no setor de Serviços Financeiros

O Sicoob, maior sistema de cooperativa financeira do Brasil, ficou entre as cinco melhores companhias do setor Serviços Financeiros, ao lado da Tecban, Smiles e Alelo, no prêmio As Melhores da Dinheiro, produzido pela revista Isto é Dinheiro.

A premiação reconhece a atuação e o desempenho de companhias de 26 setores e destaca as seis companhias que tiveram as melhores práticas nos indicadores avaliados. Em responsabilidade Social o Sicoob conquistou o 1º lugar. No quesito Governança Corporativa a instituição ocupou a 3ª posição. Em Recursos Humanos, Inovação e Qualidade e no indicador As melhores o Sistema ficou em 4º no ranking.

Números

No primeiro semestre de 2018, o Sicoob teve desempenho positivo e manteve o patamar elevado dos números para o período, apesar da lenta recuperação da economia brasileira. Em operações de crédito, foi registrado a marca de R$ 46,8 bilhões o que representa um avanço de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os ativos chegaram a 97,1 bilhões com acréscimo de 16,3%.

As cooperativas do Sistema encerraram o 1S18 com lucro líquido (sobras) de R$ 1,6 bilhão, um crescimento de 32,2% em relação ao mesmo período de 2017. Outro número relevante é o de novos cooperados: 427 mil, uma alta de 11,5% no período.

Números recentes mostram que o Sicoob alcançou a marca de R$100 bilhões em ativos, 100 mil consórcios ativos, tornando-se a 15ª maior empresa de consórcios do Brasil, e a marca de 100 mil vidas atendidas pelo Sicoob Previ.

 

 
 

O que pode haver por trás da candidatura Haddad?

Petistas se inspiram em propaganda peronista para boicotar Haddad

Slogan "Haddad no governo, Lula no poder" faz alusão a movimento que levou o ex-presidente argentino Juan Domingo Perón ao poder em 1973

Por Eduardo Gonçalves
28 set 2018, 15h43 - Publicado em 28 set 2018, 08h08 

A confirmação do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como candidato à Presidência da República pelo PT foi marcada por um momento simbólico no dia 11 de setembro. Em uma reunião da Executiva Nacional do partido em um hotel no centro de Curitiba, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) declarou que Haddad tinha o “coração de Lula e a alma do PT”. Gleisi buscava passar a mensagem de que, com o aval do ex-presidente Lula, preso em uma sala da Polícia Federal a 10 quilômetros dali, a sigla estava unida em torno do nome dele.
Apesar da demonstração da senadora, a escolha do ex-prefeito ainda não foi bem digerida pelo partido. Mal ele começou a fazer campanha e petistas históricos e pensadores da sigla começaram a difundir o slogan “Haddad no governo, Lula no poder”. Trata-se de um recado para lembrar ao candidato que ele não estaria nessa posição se não fosse o Lula. E, sobretudo, que se ele ganhar, o ex-presidente deverá ter uma posição de destaque no novo governo.
A frase faz uma clara alusão ao movimento “Cámpora al gobierno, Perón al poder“, criada na Argentina pelos peronistas quando o ex-presidente Juan Domingo Perón foi impedido de concorrer à eleição de 1973 por estar exilado. Seu aliado, o ex-deputado Héctor Cámpora, cuja maior qualidade era ser fiel, foi apresentado como seu poste e ganhou o pleito daquele ano. Ficou um pouco mais de um mês no poder, anistiou os presos políticos (entre eles Perón), e renunciou ao cargo. Perón regressou à Argentina, e venceu as novas eleições que foram convocadas após o afastamento voluntário de Cámpora, com mais de 60% dos votos. Com a saúda debilitada, Perón morreria em julho de 1974. Sua mulher, Isabelita Perón, assumiria o seu lugar, ficando cerca de dois anos no poder, do qual seria tirada por um novo golpe militar, em março de 1976.
Apesar da inspiração, os petistas dizem que seria uma “maluquice” imaginar que Haddad renunciaria ao cargo para abrir espaço a Lula – nem há previsão constitucional para isso. De qualquer forma, consideram que o recado foi dado. Desde que passou a ser cogitado como substituto de Lula, o ex-prefeito tem buscado demonstrar total lealdade a ele.

2018/09/28

Ciro Gomes diz que disputa a 'última eleição' e que 'não é mais possível' apoiar o PT

Presidenciável do PDT também afirmou que PT virou 'organização odienta de poder'

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, afirmou nesta sexta-feira (28) que, caso não vença a disputa pelo Palácio do Planalto, esta terá sido sua última eleição. Ex-prefeito de Fortaleza, ex-governador do Ceará e ex-deputado, Ciro Gomes está em sua terceira tentativa de chegar à Presidência.
Ele já havia concorrido ao Planalto nas eleições de 1998 e 2002, mas acabou derrotado pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, respectivamente.
"Vou disputar a minha última eleição. Por isso, vou ter que lutar como um obstinado até as 17h do dia 7 de outubro", declarou Ciro em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul.
 
Ciro suspendeu as agendas externas de campanha nos últimos dois dias em razão de um problema de saúde. Ele foi internado na última terça (25) no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com sangramento na urina relacionado ao crescimento benigno da próstata, mas recebeu alta médica no dia seguinte após fazer uma cauterização. Nesta sexta, o pedetista foi a um consultório médico para retirar a sonda que foi colocada durante sua internação hospitalar.
Na entrevista à rádio, o pedetista também disse que, na visão dele, "não é mais possível" apoiar o PT, referindo-se a uma eventual aliança com o presidenciável petista, Fernando Haddad, em um segundo turno.
Nesta quinta (27), Haddad afirmou em entrevista coletiva no Rio Grande do Sul que tem "certeza" de que PT e PDT apoiarão um ao outro em um eventual segundo turno.
Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (26) apontou o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, com 27% das intenções de voto, Haddad, com 21%, e Ciro, com 12%.
"Eles [PT] acusam que existiu um golpe em 2016 e estão juntos com Eunício Oliveira, no Ceará, e Renan Calheiros, em Alagoas. Não é mais possível andar com eles [petistas]", afirmou o presidenciável do PDT, ao ser questionado sobre se cogitava apoiar Haddad caso o petista consiga chegar ao segundo turno.
Após fazer várias críticas ao PT – seu antigo aliado –, Ciro afirmou na entrevista que a sigla de Lula e Haddad não é mais um partido. Para ele, o PT virou "uma organização odienta de poder".
 
Por Fabiano Costa e Glauco Araújo, G1 — Brasília e São Paulo
     
 

Após pedido de Lewandowski, Toffoli mantém prisão em 2ª instância só para 2019

Guilherme Mazieiro Do UO presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, não atendeu ao pedido do ministro Ricardo Lewandowski para que fossem julgadas com urgência as ações que discutem a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. O pedido de Lewandowski era para que a questão fosse a plenário antes que um recurso apresentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob sua relatoria, seja julgado.

 Veja mais em:
http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/09/28/apos-pedido-de-lewandowski-toffoli-mantem-prisao-em-2-instancia-so-para-2019.htm

Facebook é invadido e dados de 50 milhões de usuários podem ter vazado

Um ataque confirmado pelo próprio Facebook em sua rede interna causou a exposição e vazamento dos dados de aproximadamente 50 milhões de usuários. O fato ocorreu no começo da semana e foi confirmado pela gigante de tecnologia nesta sexta-feira, 28.
A empresa descobriu que seu sistema havia sido violado no começo desta semana. Segundo o Facebook, os invasores exploraram um recurso no código da plataforma. Assim, o sistema ficava vulnerável e possibilitava a invasão em contas.

O que aconteceu?

De acordo com o Facebook, o problema aconteceu com uma brecha o código do sistema relacionado ao item “ver como”, que mostra aos usuários como outras pessoas podem ver o perfil. A falha permitiu o roubo de tokens de acesso à rede, o que permite que as pessoas se mantenham conectadas sem a necessidade de colocar a senha.
Uma das primeiras medidas do Facebook, após comunicar autoridades, foi realizar o logout de pelo menos 90 milhões de usuários de forma preventiva. “Invalidamos os tokens de quase 50 milhões de contas que sabemos que foram afetadas, para torná-las seguras novamente. Por precaução, nós também invalidamos acesso a tokens de outras 40 milhões de contas que usaram a funcionalidade ‘Ver como’ no último ano”,
“Estamos levando isso extremamente a sério e vamos informar a todos o que acontece e que ações estão sendo tomadas para proteger a segurança das pessoas”, declarou a rede social, em comunicado. Até o momento, não se sabe quem foram os responsáveis pelo ataque, mas a companhia garante já estar investigando. O recurso, pelo menos por enquanto, está desativado.

Crise no Facebook

A descoberta da invasão acontece em um dos momentos mais delicados da curta história do Facebook. A empresa já encara diversas acusações de ter colaborado com a desinformação no processo eleitoral dos Estados Unidos em 2016.

https://br.yahoo.com/financas/noticias/facebook-e-invadido-e-dados-de-50-milhoes-de-usuarios-podem-ter-vazado-172252899.html

2018/09/27

O tesoureiro de Haddad é alvo de inquérito da PF

Haddad põe acusado de caixa 2 como tesoureiro da campanha

O petista Fernando Haddad nomeou como tesoureiro de sua campanha ao Planalto seu ex-secretário Francisco Macena. Os dois são alvo de inquérito da Polícia Federal que apura suposto uso de caixa 2 na eleição dele à Prefeitura de São Paulo em 2012. A acusação foi feita pela empresária Mônica Moura
Coluna do Estadão27 de Setembro de 2018 | 05h30

https://busca.estadao.com.br/?q=Francisco+Macena

https://www.oantagonista.com/brasil/o-tesoureiro-de-haddad-e-alvo-de-inquerito-da-pf/

"A pobreza que Lula erradicou estava escondida no Nordeste"




O PT está inconformado com o cancelamento de 3,4 milhões de títulos eleitorais por falta de recadastramento biométrico. Alegam que a decisão do Supremo Tribunal Federal afastou das urnas uma imensidão de nordestinos pobres, que votariam em Fernando Haddad, mais conhecido na região como Andrade.

Para que essa discurseira fique de pé, os devotos de Lula precisam esclarecer um mistério. Em 2008, o agora presidiário jurou que a pobreza tinha acabado. Em 2013, Dilma jurou ter eliminado os últimos miseráveis brasileiros. De onde vieram, então, esses milhões de desvalidos excluídos da eleição? Gleisi Hoffmann decerto dirá que foram ressuscitados por Michel Temer.

https://veja.abril.com.br/tveja/1-minuto-com-augusto-nunes/a-pobreza-que-lula-erradicou-estava-escondida-no-nordeste/

Maioria dos ministros do TSE barra candidatura de Anthony Garotinho

Ele já havia sido barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral do RJ e recorreu ao TSE para tentar se manter na disputa. Ministros levaram em conta condenação por improbidade administrativa.

Por Renan Ramalho, G1 — Brasília
 
   

2018/09/26

Álvaro Dias: "PT é implacável com o pobre"

"Na Olimpíada da mentira e da corrupção o PT ganha medalha de ouro. Em 2007, trabalhei duro para derrubar a CPMF, em janeiro [de 2008] o PT aumentou o IOF (Imposto Sobre Transações Financeiras) para recuperar os R$ 40 bilhões que perdera com o fim da CPFM e agora alega que vai reduzir impostos. O PT é implacável com o pobre, ele distribui a pobreza", disse.

Leia matéria na íntegra em:
http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/eleicoes/2018/09/26/em-embate-com-haddad-alvaro-dias-diz-que-pt-e-implacavel-com-o-pobre.htm

2018/09/25

" É preciso não banalizar o risco de golpe "

Editorial de o Globo
25/09/2018


Talvez devido a uma característica desta eleição — o confronto direto entre duas posições extremadas: à direita (Bolsonaro) e à esquerda (Haddad) —, o risco de golpe apareça com perigosa naturalidade nas análises político-eleitorais. Trata-se de uma banalização indevida e desinformada.

Mas apenas a disputa entre campos ideológicos opostos não explica esta banalização com que a possibilidade de ataques ao estado democrático de direito tem sido tratada em debates, conversas e prospecções.

Há também especulações desastradas de candidatos sobre situações-limite de anarquia derivadas da ausência do Estado em que seria necessária a intervenção estabilizadora de militares.

Existem também, como ameaça à democracia, menções, na esquerda, ao controle dos meios de comunicação — censura — e um descabido apoio à ditadura nacional-populista venezuelana, regime que deve ser repudiado sem condescendência.

Admitir a possibilidade de golpe, não importa de que lado venha, é subestimar as instituições e uma sociedade civil robusta que se constrói no Brasil.

São três décadas de edificação, desde a promulgação da Carta de 1988, que lançou as bases da redemocratização, do restabelecimento das liberdades democráticas, processo que se fortaleceu e se consolidou nestes 30 anos.

São poucos anos, mas se trata do mais longo período consecutivo sem rupturas institucionais vivido pelo país no regime republicano.

E é dentro deste marco de legalidade que o Brasil tem enfrentado e superado crises. Foi assim no impeachment do primeiro presidente eleito pelo voto direto depois da ditadura, Collor de Mello, e acaba de ser assim no afastamento da presidente Dilma Rousseff, por comprovado crime de responsabilidade ao investir contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Dois presidentes de campos políticos opostos.

A lei vale para todos. É o que também tem sido praticado no combate à corrupção, em que representantes da direita e da esquerda são denunciados pelo Ministério Público e condenados pela Justiça.

É neste espaço de institucionalidade que o vencedor das eleições, não importa de que partido, tentará implementar seu programa, de forma legítima.

Todas as ideias e propostas devem ser debatidas na campanha. O povo escolhe aquele candidato que considerar o melhor, cabendo às instituições vigiarem a aplicação da Constituição. Como vem sendo feito. Não há espaço para conjecturas fora da Carta.

O próximo presidente enviará ao Congresso suas propostas, para serem aprovadas ou não. No caso de divergências, o Judiciário fará a mediação. Neste ambiente institucional de estado de direito, não é cabível sequer cogitar um golpe. Prejudica a democracia.
 
https://oglobo.globo.com/
 

 

 

PF abre segundo inquérito para apurar atentado contra Bolsonaro

De acordo com delegado, possível participação de organização criminosa será investigada.

Por Fernando Zuba, TV Globo — Belo Horizonte

De acordo com o delegado Regional de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais Rodrigo Morais, será investigado também o possível envolvimento de uma organização criminosa no atentado. “Vamos apurar se Adélio tem alguma conexão com algum grupo ou organização criminosa”, informou.
 
No entanto, o delegado Rodrigo Morais afirmou, em entrevista à TV Globo, que todas as informações e dados colhidos até o momento sustentam que o agressor Adélio Bispo de Oliveira não teve ajuda para executar o crime.
 
O atentado contra Bolsonaro ocorreu no último dia 6 durante uma caminhada que ele realizava com simpatizantes de sua campanha em uma das ruas do centro de Juiz de Fora. O presidenciável levou uma facada na região abdominal enquanto era carregado nos ombros por um apoiador.
O agressor, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso em flagrante após a ataque. A Polícia Federal abriu o primeiro inquérito no mesmo dia para investigar o caso. Oliveira disse que o atentado contra Bolsonaro foi "a mando de Deus", segundo boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil mineira.
Segundo o delegado que preside o inquérito, tudo que foi extraído do material apreendido em posse do agressor Adélio Bispo de Oliveira – um notebook, quatro aparelhos celulares e documentos, além de seis computadores de uma lan house –, continua sendo minuciosamente processado e analisado.
 
“Elementos importantes foram encontrados no material apreendido, como agenda de contatos, troca de telefonemas e mensagens via aplicativos nos dias que antecederam o atentado, o que motiva a investigação de novos suspeitos. Em um dos celulares que Adélio Bispo utilizava para navegar na internet detectamos que ele buscava na mídia informações relacionadas ao presidenciável Jair Bolsonaro”, afirmou Morais.
A PF agora pretende investigar pelo menos os últimos dois anos da vida de Adélio Bispo. O objetivo é tentar identificar se houve um mandante ou pessoas que tenham incentivado o autor a atacar o candidato à presidência da República.
Já o primeiro inquérito relacionado à conduta de Adélio Bispo deve ser concluído até sexta-feira (28). “Se no futuro for identificado a participação de Adélio em alguma organização criminosa, ele também responderá por esse crime”, destacou o delegado Rodrigo Morais.
O agressor de Bolsonaro foi indiciado no dia 7 pela PF pelo crime de "atentado pessoal por inconformismo político" com base no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional.
 

Recuperação em hospital


Bolsonaro tem boa aceitação à "dieta leve" que começou neste domingo e mantém "boa evolução clínica", diz o último boletim médico divulgado na tarde de segunda pelo hospital.
O documento afirma que "o paciente evolui com melhora clínica progressiva" e que ele segue "com recuperação dos movimentos intestinais, recebendo dieta pastosa em associação à nutrição parenteral".
 

2018/09/24

Pesquisa Ibope: Bolsonaro, 28%; Haddad, 22%; Ciro, 11%; Alckmin, 8%; Marina, 5%

João Amoêdo (Novo) tem 3%; Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) têm 2% cada um; Guilherme Boulos (PSOL), 1%; Cabo Daciolo (Patriota), Vera (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram.

Por G1

2018/09/22

Livro

Wattpad é um aplicativo que permite compartilhar novas histórias com outras de pessoas. Pode ser usado por meio de seu lugar no site, por meio de um computador ou app no celular. Os usuários podem publicar artigos, relatos e poemas sobre qualquer coisa, já seja em linha ou através do aplicativo Wattpad (para iOS, Android, Windows Phone e On-line). O conteúdo inclui obras tanto de autores desconhecidos como conhecidos. Os usuários podem comentar e votar pelas histórias ou unir-se a grupos associados com o lugar no site.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Baixem o app e confiram o livro:
 
 
 https://www.wattpad.com/story/35664230-palavras-e-poemas

Facções criminosas miram influência em eleições nas 5 regiões do país

Leandro Prazeres e Luís Adorno
Do UOL em Brasília e em São Paulo 22/09/201804h01

As autoridades estaduais e federais brasileiras têm indícios de que as facções criminosas que atuam no país já agem para tentar influenciar o processo eleitoral em pelo menos nove estados, espalhados pelas cinco regiões do Brasil, segundo documentos e relatos obtidos pelo UOL.

Essa relação pode ser ainda maior porque, na grande maioria dos casos, as investigações sobre as tentativas das facções de se infiltrarem no mundo político são conduzidas sob enorme sigilo.

Leia matéria na íntegra em:

http://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/09/22/crime-organizado-nas-eleicoes-faccoes-criminosas-do-brasil-na-politica.htm

2018/09/21

Análise do ILISP: catastrófico legado econômico petista

 
No dia 31 de agosto de 2016, o Senado Federal decretou, por 61 votos a 20, a queda da presidente Dilma Rousseff. Após pouco mais de cinco anos e meio de governo, Dilma entregou a seu sucessor uma economia destruída com déficit e dívida pública explodindo, recessão e inflação alta; uma combinação que, segundo o economista Marcos Lisboa, requer muito profissionalismo.

Com uma equipe formada por economistas de pensamento duvidoso, Dilma optou por implantar políticas diversas do usual. Ao lado de Guido Mantega e Arno Augustín, e ainda gozando da popularidade de seu antecessor, Dilma teve espaço para implantar sua agenda integralmente: aumentou os gastos estatais, baixou os juros na marra, controlou preços, agigantou a Petrobrás, concedeu desonerações específicas e crédito subsidiado a setores e empresas selecionados, aumentou tarifas e ergueu mais barreiras às importações, criou regras de conteúdo nacional, concentrou mercados, se intrometeu no setor elétrico e, principalmente, realizou as fraudes fiscais que renderam seu impeachment.

Esse conjunto de medidas ficou conhecido como Nova Matriz Econômica e começou um pouco antes de Dilma ser eleita, como resposta à crise de 2008. A presidente, por sua vez, expandiu e amplificou tais políticas.

O resultado é (mais) uma década inteira perdida, muito pior do que a primeira. Projeções apontam que, em 2020, teremos uma renda per capita igual àquela observada em 2010.

A lição que a ex-presidente nos deixa é uma só: a economia é uma ciência com leis que não podem ser desrespeitadas em hipótese alguma sob a pena de sacrificar o futuro das gerações que estão por vir. Por isso, reuni neste texto 13 dados que ilustram o resultado das políticas estapafúrdias, que careceram de embasamento teórico e empírico, tomadas por Dilma e o PT enquanto estavam no poder..

1. Déficit Primário

Tudo começa com a política fiscal. Desde o segundo mandato de FHC até o fim do governo Lula, a política fiscal se manteve sólida, gerando bons superávits primários (economia do governo para pagar os juros da dívida pública), mas ao longo do mandato de Dilma, o resultado primário da União (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) se deteriorou progressivamente de tal sorte que o governo foi obrigado a recorrer a todo tipo de malandragem contábil, atingindo déficits recordes e deixando uma herança macabra para os futuros governantes.

No ano de 2016, por exemplo, o governo federal teve um déficit de R$ 154 bilhões, ou 2,4% do PIB, um recorde digno de seções específicas nos futuros livros de história.
superavit-primario

2. Inflação

Mesmo num contexto de inflação elevada, Dilma forçou o Banco Central, capitaneado por Alexandre Tombini, a cortar a taxa de juros na marra. Some-se isso à sua política fiscal expansionista (leia-se: com aumento de gastos) e o resultado foi nada menos do que desastroso: ao longo de todo seu mandato, a inflação jamais esteve no centro da meta (de 4,5%), e namorou o teto da meta (6,5%), chegando ao pico de 10,67% em 2015.

O governo ainda tentou enganar o público antes das eleições de 2014, represando os chamados preços administrados para maquiar a estatística de inflação. A complacência com o aumento de preços forçou o Banco Central a aumentar a taxa de juros, que foi artificialmente reduzida para 7,25% em 2012, para 14,25% ao final do mandato de Dilma.
inflacao

3. Fraude Fiscal

Numa tentativa desesperada de esconder a real situação fiscal do país, Dilma passou a atrasar repasses aos bancos estatal, no ficou conhecido como pedalada fiscal (na verdade, uma fraude fiscal)
No entendimento do TCU, tais manobras constituíam uma operação de crédito entre os bancos estatais e o governo, algo proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O abuso foi tanto que isso rendeu à presidente um impeachment. Nunca antes na história deste país, desde a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, se viu tamanho descaso e desrespeito para com as contas públicas e a contabilidade nacional.
pedaladas-fiscais

4. BNDES

Dilma e sua equipe de economistas acreditavam que o aumento do investimento no país deveria ser puxado pelo governo por meio de crédito subsidiado concedido pelos bancos estatais. Dessa forma, endividaram o estado em mais de R$416 bilhões apenas para repassar o dinheiro ao BNDES. Vitaminado com recursos extras, o BNDES concedeu empréstimos a taxas camaradas a mega-empresários amigos do partido.
Os pormenores dessa farra já renderam até uma CPI. Afinal, alguns sortudos com boas conexões políticas conseguiram empréstimos a taxas tão baixas quanto 2,5% ao ano por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).
O custo dessa festa é estimado em R$323 bilhões até o ano de 2060. Considerando ainda o custo econômico de financiar o BNDES (igualmente financiado pelos pagadores de impostos), conhecido em economia como custo-sombra, bem como o custo de oportunidade de se emprestar ao banco (o que poderia ter sido feito com o dinheiro), a conta é ainda maior.
desembolsos-bndes
agigantamento-bndes

5. Dívida Pública

Como resultado disso tudo, a dívida pública explodiu, saltando de cerca de 50% do PIB para quase 67% em apenas dois anos. Mas não para por aí: as expectativas para trajetória da dívida são ainda mais assustadoras do que esse salto. Algumas estimativas apontam para uma relação dívida/PIB de quase 90% ainda nesta década. Nosso país já é o mais endividado entre os emergentes. A conta, infelizmente, será das gerações futuras.
divida-bruta

6. Juros da Dívida

Graças à expansão do endividamento público, bem como o aumento da percepção de risco em relação a um possível default, os gastos com juros (em % do PIB) que vinham caindo há anos, quase dobraram ao longo do mandato Dilma, chegando a atingir 9,13% em janeiro de 2016. Para se ter uma ideia, a Grécia, país que ficou mundialmente conhecido por ter ido à bancarrota, paga algo como 5% de seu PIB em juros. Os rentistas agradeceram.
juros-nominais

7. Recessão

A combinação de todas as lambanças e malandragens nos trouxe à pior recessão da história do país. O investimento, variável-chave para o crescimento sustentado com aumentos de produtividade (sem inflação) caiu mais de 24% desde o início oficial da recessão, comprometendo a capacidade de crescimento futuro da produtividade do trabalhador brasileiro, bem como o aumento dos salários.

A queda generalizada da confiança dos consumidores, investidores e empresários ocasionou uma retração do PIB de 3,8% em 2015, e mais uma queda, estima em torno de 3%, para 2016. As projeções para o futuro, por sua vez, também não são nada animadoras. Devemos ter um crescimento em 2017 da ordem de 0,5%, e nada muito brilhante nos anos posteriores. Em outras palavras: ao contrário das recessões anteriores, a recuperação, desta vez, deverá ser bem mais lenta,

A recessão de hoje é, inclusive, pior do que aquela experimentada nos anos da Grande Depressão. Trata-se de algo inédito em toda a nossa história. Somos, ainda, um dos últimos colocados no ranking de crescimento mundial. De acordo com projeções do FMI, o Brasil terá, em 2016, um desempenho melhor apenas do que Macau, Venezuela, Equador, Guiné Equatorial e Sudão do Sul.
116-anos-de-pib-no-brasil
crescimento-esperado

8. Desemprego

Como resultado da crise, o mercado de trabalho também se deteriorou, retroalimentando a recessão. Em 2015, por exemplo, foram destruídas 1,54 milhão de vagas formais. Como resultado, o desemprego atingiu 11,6% em julho de 2016, segundo dados do IBGE, o que representa algo em torno de 12 milhões de pessoas desempregadas.

A situação é tão grave que o desemprego vem batendo justamente naqueles empregos ditos “mais resilientes”, isto é, mais longevos, geralmente chefes de família. As consequências são graves em termos de produtividade presente e futura, como bem explica Sergio Firpo nesse texto.

Algumas estimativas apontam que o resultado final da crise será uma destruição líquida de cerca de 3 milhões de vagas. O Itaú BBA, por sua vez, estima que a taxa de desemprego deve atingir 13% até o final de 2017.
desemprego

9. Petrobras

Com uma política de crescente estatização e agigantamento da Petrobras, aliada ao controle de preços dos combustíveis, o governo Dilma fez da estatal brasileira a empresa mais endividada do mundo. A Petrobras se viu obrigada a importar combustíveis e vender a um preço menor no mercado interno para controlar a inflação.

Some-se isso ao fato de, até então, a empresa ter uma participação obrigatória de 30% em todos os campos do pré-sal, bem como ser a única operadora, e o resultado foi a explosão da dívida da empresa, assim como a drenagem de seu caixa. A dívida bruta da empresa subiu assustadores 330% em cinco anos, atingindo mais de R$507 bilhões ao final do 3º trimestre de 2015.
endividamento-da-petrobras
Em virtude disso, as ações da Petrobras derreteram em bolsa, caindo mais de 50% desde que Dilma assumiu. Fora isso, cabe lembrar que boa parte dos fundos de pensão brasileiros investe em ações da empresa, o que representou uma grande perda para centenas de milhares de trabalhadores Brasil afora.

No auge histórico, as ações preferenciais da Petrobras já atingiram quase R$60,00. Em janeiro de 2016, mais especificamente, no dia 26, as ações fecharam a R$4,20.


Conclusão


Em posse de todas as informações apresentadas, fica impossível não concluir que Dilma Rousseff foi, sem sombra de dúvidas, uma das piores presidentes da história do Brasil. Ao apostar no voluntarismo político e em ideias comprovadamente fracassadas, tanto teórica quanto empiricamente, Dilma hipotecou o futuro de milhões de brasileiros em favor de um sonho nacional-desenvolvimentista que já nasceu morto.

Dilma não está mais no poder. Seu legado, entretanto, se fará sentir por décadas à frente, tanto no bolso quanto na vida e no futuro dos brasileiros. A história nos mostra, mais uma vez, que a irresponsabilidade elevada à máxima potência cobra seu preço.

Originalmente publicado no site Estado Mínimo

2018/09/20

Em carta aos eleitores, FHC pede serenidade e união entre partidos para que futuro presidente promova ajustes necessários

Ex-presidente afirma que as eleições de outubro serão um momento decisivo para o Brasil.

Por G1
 
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou uma carta na noite desta quinta-feira (20) direcionada aos eleitores, na qual pede serenidade e prega união entre partidos para que o futuro presidente promova os ajustes necessários para evitar uma "crise econômica ainda mais profunda".
 
"Em minha já longa vida recordo-me de poucos momentos tão decisivos para o futuro do Brasil em que as soluções dos grandes desafios dependeram do povo", diz o ex-presidente na abertura da carta, referindo-se às eleições que ocorrem em outubro.
 
Veja abaixo a íntegra da carta de Fernando Henrique Cardoso:
 
Carta aos eleitores e eleitoras
 
Em poucas semanas escolheremos os candidatos que passarão ao segundo turno. Em minha já longa vida recordo-me de poucos momentos tão decisivos para o futuro do Brasil em que as soluções dos grandes desafios dependeram do povo. Que hoje dependam, é mérito do próprio povo e de dirigentes políticos que lutaram contra o autoritarismo nas ruas e no Congresso e criaram as condições para a promulgação, há trinta anos, da Constituição que nos rege.
 
Em plena vigência do estado de direito nosso primeiro compromisso há de ser com a continuidade da democracia. Ganhe quem ganhar, o povo terá decidido soberanamente o vencedor e ponto final.
A democracia para mim é um valor pétreo. Mas ela não opera no vazio. Em poucas ocasiões vi condições políticas e sociais tão desafiadoras quanto as atuais. Fui ministro de um governo fruto de outro impeachment, processo sempre traumático. Na época, a inflação beirava 1000 por cento ao ano. O presidente Itamar Franco percebeu que a coesão política era essencial para enfrentar os problemas. Formou um ministério com políticos de vários partidos, incluída a oposição ao seu governo, tal era sua angústia com o possível despedaçamento do país. Com meu apoio e de muitas outras pessoas, lançou-se a estabilizar a economia. Criara as bases políticas para tanto.
Agora, a fragmentação social e política é maior ainda. Tanto porque as economias contemporâneas criam novas ocupações, mas destroem muitas outras, gerando angústia e medo do futuro, como porque as conexões entre as pessoas se multiplicaram. Ao lado das mídias tradicionais, as “mídias sociais” permitem a cada pessoa participar diretamente da rede de informações (verdadeiras e falsas) que formam a opinião pública. Sem mídia livre não há democracia.
 
Mudanças bruscas de escolhas eleitorais são possíveis, para o bem ou para o mal, a depender da ação de cada um de nós.
 
Nas escolhas que faremos o pano de fundo é sombrio. Desatinos de política econômica, herdados pelo atual governo, levaram a uma situação na qual há cerca de treze milhões de desempregados e um déficit público acumulado, sem contar os juros, de quase R$ 400 bilhões só nos últimos quatro anos, aos quais se somarão mais de R$ 100 bilhões em 2018. Essa sequência de déficits primários levou a dívida pública do governo federal a quase R$ 4 trilhões e a dívida pública total a mais de R$ 5 trilhões, cerca de 80% do PIB este ano, a despeito da redução da taxa de juros básica nos últimos dois anos. A situação fiscal da União é precária e a de vários Estados, dramática.
 
Como o novo governo terá gastos obrigatórios (principalmente salários do funcionalismo e benefícios da previdência) que já consomem cerca de 80% das receitas da União, além de uma conta de juros estimada em R$ 380 bilhões em 2019, o quadro fiscal da União tende a se agravar. O agravamento colocará em perigo o controle da inflação e forçará a elevação da taxa de juros. Sem a reversão desse círculo vicioso o país, mais cedo que tarde, mergulhará em uma crise econômica ainda mais profunda.
 
Diante de tão dramática situação, os candidatos à Presidência deveriam se recordar do que prometeu Churchill aos ingleses na guerra: sangue, suor e lágrimas. Poucos têm coragem e condição política para isso. No geral, acenam com promessas que não se realizarão com soluções simplistas, que não resolvem as questões desafiadoras. É necessária uma clara definição de rumo, a começar pelo compromisso com o ajuste inadiável das contas públicas. São medidas que exigem explicação ao povo e tempo para que seus benefícios sejam sentidos. A primeira dessas medidas é uma lei da Previdência que elimine privilégios e assegure o equilíbrio do sistema em face do envelhecimento da população brasileira. A fixação de idades mínimas para a aposentadoria é inadiável. Ou os homens públicos em geral e os candidatos em particular dizem a verdade e mostram a insensatez das promessas enganadoras ou, ganhe quem ganhar, o pião continuará a girar sem sair do lugar, sobre um terreno que está afundando.
 
Ante a dramaticidade do quadro atual, ou se busca a coesão política, com coragem para falar o que já se sabe e a sensatez para juntar os mais capazes para evitar que o barco naufrague, ou o remendo eleitoral da escolha de um salvador da Pátria ou de um demagogo, mesmo que bem intencionado, nos levará ao aprofundamento da crise econômica, social e política.
 
Os partidos têm responsabilidade nessa crise. Nos últimos anos, lançaram-se com voracidade crescente ao butim do Estado, enredando-se na corrupção, não apenas individual, mas institucional: nomeando agentes políticos para, em conivência com chefes de empresas, privadas e públicas, desviarem recursos para os cofres partidários e suas campanhas. É um fato a desmoralização do sistema político inteiro, mesmo que nem todos hajam participado da sanha devastadora de recursos públicos. A proliferação dos partidos (mais de 20 na Câmara Federal e muitos outros na fila para serem registrados) acelerou o “dá-cá, toma-lá” e levou de roldão o sistema eleitoral-partidário que montamos na Constituição de 1988. Ou se restabelece a confiança nos partidos e na política ou nada de duradouro será feito.
 
É neste quadro preocupante que se vê a radicalização dos sentimentos políticos. A gravidade de uma facada com intenções assassinas haver ferido o candidato que está à frente nas pesquisas eleitorais deveria servir como um grito de alerta: basta de pregar o ódio, tantas vezes estimulado pela própria vítima do atentado. O fato de ser este o candidato à frente das pesquisas e ter ele como principal opositor quem representa um líder preso por acusações de corrupção mostra o ponto a que chegamos.
 
Ainda há tempo para deter a marcha da insensatez. Como nas Diretas-já, não é o partidarismo, nem muito menos o personalismo, que devolverá rumo ao desenvolvimento social e econômico. É preciso revalorizar a virtude da tolerância à política, requisito para que a democracia funcione. Qualquer dos polos da radicalização atual que seja vencedor terá enormes dificuldades para obter a coesão nacional suficiente e necessária para adoção das medidas que levem à superação da crise. As promessas que têm sido feitas são irrealizáveis. As demandas do povo se transformarão em insatisfação ainda maior, num quadro de violência crescente e expansão do crime organizado.
 
Sem que haja escolha de uma liderança serena que saiba ouvir, que seja honesto, que tenha experiência e capacidade política para pacificar e governar o país; sem que a sociedade civil volte a atuar como tal e não como massa de manobra de partidos; sem que os candidatos que não apostam em soluções extremas se reúnam e decidam apoiar quem melhores condições de êxito eleitoral tiver, a crise tenderá certamente a se agravar. Os maiores interessados nesse encontro e nessa convergência devem ser os próprios candidatos que não se aliam às visões radicais que opõem “eles” contra ”nós”.
 
Não é de estagnação econômica, regressão política e social que o Brasil precisa. Somos todos responsáveis para evitar esse descaminho. É hora de juntar forças e escolher bem, antes que os acontecimentos nos levem para uma perigosa radicalização. Pensemos no país e não apenas nos partidos, neste ou naquele candidato. Caso contrário, será impossível mudar para melhor a vida do povo. É isto o que está em jogo: o povo e o país. A Nação é o que importa neste momento decisivo.

2018/09/19

Ciro diz que ‘Brasil não aguenta mais um presidente fraco, que tenha que consultar seu mentor’

Candidato do PDT à Presidência foi entrevistado pelo G1 e CBN. Ele também falou sobre a proposta de mudar a política de preços da Petrobras.

Por G1, São Paulo
 
    O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse em entrevista ao G1 e à CBN, nesta quarta-feira (19), que "o Brasil não suporta mais um presidente fraco, um presidente sem autoridade, um presidente que tenha que consultar o seu mentor", em referência ao PT.
 
O pedetista ficou estável na última pesquisa Ibope, com 11%, e viu Fernando Haddad (PT) ultrapassá-lo e se isolar na segunda colocação com 19%, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), com 28% (veja os números completos da última pesquisa Ibope).
Ciro falou sobre o convite para ser vice na chapa que era encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PT chegou a registrar a candidatura de Lula, mas ela foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na Lei da Ficha Limpa. O partido, então, trocou o nome de Lula pelo de Fernando Haddad, que havia sido registrado como vice, em 11 de setembro. 

"Petistas furtaram e a culpa é dos outros, jura Haddad"


No Jornal Nacional, para defender a correligionária Dilma, o "Andrade" recorreu ao fogo amigo de Tasso para retirar dela a pecha de presidente da História

José Nêumanne (publicado no Blog do Nêumanne) 


A transformação de estepe em poste de Lula em cadeia nacional, na primeira sabatina a que se submeteu na televisão comercial como candidato a presidente da República, foi uma excelente oportunidade para o público já enfronhado nas circunstâncias reais que impediram a candidatura do ex conhecer os dotes que fizeram o substituído escolher o substituto. 
Os entrevistadores William Bonner e Renata Vasconcellos usaram grande parte dos 27 minutos que lhes couberam da entrevista ao vivo para cobrar do professor da Universidade de São Paulo (USP) algo que se assemelhasse a uma autocrítica. Essa estratégia, como se sabe, é um antigo truque retórico de engodo da opinião pública, useiro e vezeiro em partidos comunistas, ao qual, aliás, nunca aderiu o Partido dos Trabalhadores (PT), que se diz socialista, mas sempre foi inimigo de comunistas. Agora Fernando Haddad, que nos redutos petistas do Brasil profundo é chamado de “Andrade”, revelou que o partido se dispõe a adotar a autocrítica dos outros para com ela conseguir o efeito supremo de transferir para adversários crimes dos quais seus correligionários são acusados pela polícia e pelo Ministério Público e severamente apenados pelos juízes de primeira e segunda instâncias. Não é propriamente uma inovação, muito menos uma surpresa, mas não deixa de revelar uma estratégia de simulação, no mínimo, interessante, embora não se saiba quando e se produzirá efeito.
A oportunosa ensancha foi dada ao poste petista por um adversário de alto coturno. No sábado, o Estado publicou entrevista exclusiva do repórter de política Pedro Venceslau, enviado especial a Fortaleza, na qual o ex-presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e presidente do Instituto Teotônio Vilela, da mesma legenda, Tasso Jereissati, fez uma autocrítica em regra das atitudes de seus aliados. Na entrevista, o “Galego”, como é conhecido pelos íntimos, soltou a língua, com a qual despejou fogo amigo de matar de inveja qualquer dragão.
De início, vituperou correligionários que recorreram à Justiça Eleitoral para exigir a recontagem dos votos na eleição de 2014, pondo em dúvida o triunfo dos adversários Dilma Rousseff e Michel Temer. Na opinião de Jereissati, notório adversário de Lula e irmão de um dos maiores amigos do desafeto, Carlos, dono do Shopping Center Iguatemi e da La Fonte, o pedido de recontagem afronta a democracia. Além disso, o cearense não poupou ferinas condenações à adesão do PSDB ao governo de Michel Temer logo após o impeachment de outro poste de Lula, Dilma Rousseff. Haddad seria um tolo se não usasse as mágoas fratricidas do adversário. E, como se sabe sobejamente tolo, Haddad não é.


 

 

 

2018/09/18

Ciro Gomes diz que Lula sabia de esquema na Petrobras e não se desculpa por temperamento

Por G1, Brasília e São Paulo

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, afirmou em entrevista ao Jornal da Globo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia do esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.

Veja a matéria na íntegra em:
https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/noticia/2018/09/18/ciro-gomes-promete-veto-a-venda-da-embraer-e-diz-que-lula-sabia-de-esquema-na-petrobras.ghtml

Longe da unanimidade

Haddad é ignorado por petistas em evento

PATRÍCIA CAMPOS MELLO,
Folhapress
 
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em seminário internacional promovido pela Fundação Perseu Abramo, centro de estudos do PT, o candidato do partido à Presidência, Fernando Haddad, foi virtualmente ignorado.

Em discurso de 10 minutos na abertura do seminário "Ameaças à democracia" a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, não citou nem uma única vez Haddad, que substituiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa do partido nesta terça-feira (11).

"Lutamos até o último minuto para que nossa suprema corte revisse esse processo injusto [que impediu Lula de concorrer], mas não conseguimos", disse Gleisi. "Tanto o Lula quando o PT avaliaram que iríamos substituir a candidatura de Lula e concorrer às eleições", disse ela, sem se referir à candidatura de Haddad, que estava em agenda de campanha no Rio.

A presidente da legenda afirmou que o fato de Lula não participar das eleições já desestabiliza o processo porque, segundo ela, uma parcela grande da população não poderá exercer livremente seu direito de voto.

"Não estamos totalmente certos de que essa eleição ocorra em ambiente normal, vai depender muito do desempenho que o PT vai ter."

A filósofa Marilena Chauí, uma das fundadoras do PT, citou Haddad apenas de forma indireta e, mesmo assim, para criticá-lo.

Falando sobre os acontecimentos que desencadearam as manifestações de 2013, Marilena lembrou de uma reunião de que participou com "o prefeito" (que era Haddad na época) e membros do Movimento Passe Livre, que pedia redução das tarifas de ônibus.

Na reunião, segundo ela, houve uma decisão de não se elevar a tarifa de ônibus.

Mas o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto resolveu aumentar as tarifas mesmo assim, disse Marilena.

O seminário, organizado pelo ex-ministro de Relações Exteriores Celso Amorim (2003-2010), reuniu ex-líderes mundiais como o ex-premiê francês Dominique Villepin, o ex-primeiro-ministro italiano Massimo D'Alema e o ex-primeiro ministro espanhol José Luis Rodriguez Zapatero, além do linguista americano e ídolo da esquerda Noam Chomsky.

Todos criticaram o processo judicial que mantém Lula preso em Curitiba e o impede de concorrer à Presidência.

D'Alema, que visitou Lula na prisão em Curitiba na quinta-feira (13), afirmou que ele "está um pouco mais magro, e machucado por seu julgamento injusto, mas não está fundamentalmente diferente".
"Lula continua com a mesma visão, a mesma determinação lúcida, e falou mais sobre a fome no mundo do que sobre seus problemas", afirmou o político italiano.

Coube a Zapatero pedir à plateia de intelectuais ligados ao PT apoio à candidatura de Haddad.
Zapatero citou Haddad, a quem chamou de Fernando, dizendo estar otimista e acreditar que o próximo presidente do Brasil será do PT. A plateia, que havia aplaudido em vários outros momentos, ficou silenciosa.

"Eu sei o que significou para vocês o presidente Lula não poder ser candidato, sei o que vocês sentem", disse Zapatero. "Mas vocês têm que acatar [o pedido de Lula] e apoiar seu candidato, assim Lula ficará onde ele deveria estar e estarão fazendo um grande serviço para a democracia."
No final, participantes puxaram um coro "Lula Livre" e se levantaram, enquanto alguns poucos, depois, entoaram um breve "Haddad presidente".

https://br.yahoo.com/noticias/haddad-%C3%A9-ignorado-por-petistas-081000929.html
 

2018/09/17

Já viu se sua restituição do IR 2018 foi liberada? 4.º lote é pago hoje

Do UOL, em São Paulo
17/09/2018 04h00

A Receita Federal paga nesta segunda-feira (17) o quarto lote de restituições do Imposto de Renda 2018. Também estão no lote restituições de 2008 a 2017 que haviam caído na malha fina e foram regularizadas.
As restituições de 2.646.626 contribuintes, que totalizam R$ 3,3 bilhões, serão depositadas na conta bancária indicada pelo contribuinte ao fazer a declaração.
O valor é corrigido pela Selic (taxa básica de juros), mas, após cair na conta, não recebe nenhuma atualização. A correção pela Selic vai de 3,15% (correspondente a 2018) a 105,27% (correspondente a 2008).

Mais em:
http://economia.uol.com.br/imposto-de-renda/noticias/redacao/2018/09/17/restituicao-do-ir-2018-liberada-lote-pagamento.htm

Economia: a incompetência petista


Os erros de Lula na crise de 2008


Míriam Leitão
Erros de Lula e Dilma, antes e depois da crise financeira, fazem com que o ano de 2008 ainda não tenha acabado para o Brasil na economia 

Na economia, 2008 é o ano que não terminou. E talvez tenha começado antes do seu princípio. Entender a sucessão de eventos que nos infelicita é fundamental neste período eleitoral em que estão sendo feitas as escolhas. A crise internacional iniciada com a quebra do Lehman Brothers no dia 15 de setembro assustou o mundo e bateu na nossa praia. “Uma marolinha”, gabou-se Lula. Mas os erros cometidos antes e depois daquele dia explicam o buraco fiscal no qual estamos. A onda ainda nos derrota.
A crise não havia começado, o mundo crescia mais do que o Brasil, em 2007, quando foram tomadas decisões que abririam um rombo nas contas públicas. Lula editou o PAC I, com a meta de crescer 5% ao ano, e para isso ampliou muito os gastos públicos. Daí nascem as milhares de obras hoje paradas.
O governo tomou várias decisões na mesma direção. Iniciou a construção de quatro refinarias, começou as transferências do Tesouro para o BNDES, ampliou o conceito de micro e pequena empresa para o faturamento de R$ 2,4 milhões. Isso elevou a despesa tributária com o Simples. Existe em outros países, mas o teto é muito menor do que no Brasil. É dessa época também a criação do FI-FGTS, que pegou dinheiro do trabalhador para entregar a empresários a juros baixos e, em algumas ocasiões, em negociatas como a que se viu no caso JBS. O PAC deu também dinheiro à Caixa, R$ 5,2 bilhões.
A crise de 2008 foi um tsunami que ameaçou engolir todas as economias do mundo. Os bancos centrais dos países ricos adotaram medidas para expandir a oferta de crédito, de dinheiro na economia e de gastos públicos. Foi feito aqui no Brasil também. Uma coisa é a emergência que precisava de atenção imediata. Outra coisa foram os estímulos excessivos que começaram antes da crise e continuaram após o pior já ter passado no Brasil.
A ordem dos eventos foi assim: o país crescia a 4% quando em janeiro de 2007 o ex-presidente Lula lançou o programa para acelerar o crescimento. “Não vamos descer a Rua Augusta a 120 por hora. O objetivo é acelerar o crescimento sem comprometer a estabilidade”, disse. Mas ele apertou o acelerador em hora errada e em intensidade perigosa. Chegou a 2008 crescendo a 6% quando estourou o tsunami no mundo, provocado pelos empréstimos arriscados e sem lastro no mercado hipotecário americano e europeu. Bancos ameaçavam quebrar nas maiores economias. Lehman Brothers, com 170 anos, não abriu as portas na manhã do dia 15.
No Brasil, algumas empresas haviam feito operações perigosas no mercado de derivativo cambial. Sadia e Aracruz encabeçavam a lista de empresas que apostaram em queda constante do dólar. Com a crise, o dólar disparou.
O BNDES teve que entrar financiando a fusão da Sadia com a Perdigão, da Aracruz com a Votorantim Celulose. O braço financeiro da Votorantim foi vendido para o Banco do Brasil. O Unibanco uniu-se ao Itaú. O Banco Central ampliou a oferta de dólar na economia usando recursos das reservas cambiais.
Como resultado da crise, o crescimento foi a zero em 2009. As medidas anticíclicas para enfrentar a emergência da crise global foram acertadas. O problema é que haviam começado antes e permaneceram depois. Em 2010, o país crescia 7,5%, e o governo em vez de reduzir os estímulos os aumentou. Era ano eleitoral e a candidata Dilma Rousseff fora uma escolha pessoal de Lula. Neófita em eleições e sem carisma, precisava de um ambiente de euforia econômica e de toda a maquiagem que João Santana e Monica Moura sabem fazer, quando são bem pagos.
O governo manteve os estímulos usados antes, durante e depois da crise. Reduziu impostos para setores escolhidos, turbinou bancos públicos, aumentou o subsídio do BNDES e estimulou o endividamento das famílias. Com isso, houve o período da euforia de 2010, que está na mente dos eleitores como boa lembrança que o PT tenta avivar, e o rombo fiscal que jogou o país na recessão, que o PT tenta apagar da história. São filhos da mesma política, nascida no governo Lula e mantida enquanto foi possível no governo Dilma.
O mundo saiu da crise, nós estamos nela. Dilma poderia ter feito o ajuste, mas expandiu ainda mais os estímulos. Foram os erros locais de Lula-Dilma que produziram a crise da qual ainda não saímos.