2014/04/19

Filha de 10 anos de Ricardo Teixeira recebeu dinheiro de Rosell, diz jornal

Londres, 19 abr (EFE).- O jornal inglês "The Telegraph" publicou na edição deste sábado que em 2011 o ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell teria feito pagamento de 2 milhões de libras (R$ 7,5 milhões em cotação atual), a uma das filhas de Ricardo Teixeira, na época com 10 anos.

Segundo a publicação, Antônia Wigand Teixeira, filha do ex-presidente da CBF e ex-presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, recebeu a quantia em conta corrente registrada no Rio de Janeiro. O depósito teria sido feito em nome de Rosell, que foi diretor de marketing da Nike na América Latina.

O "The Telegraph" lembra na matéria a polêmica decisão da Fifa de conceder a Rússia e Catar o direito de sediar os Mundiais de 2018 e 2022, respectivamente. Na época, o Barcelona já havia acertado patrocínio com a Qatar Foundation, órgão que investe em educação, pesquisa científica e desenvolvimento social no emirado.

Em janeiro do ano passado, a revista francesa "France Football" publicou longa reportagem que apontava que a nação asiática comprou o direito de organizar a Copa de 2022. Ricardo Teixeira teve nome ligado à fraude, e também se apontava a forte influência de Rosell na decisão da Fifa.

Além disso, o ex-presidente do Barcelona é sócio da Ailanto, empresa que recebeu R$ 9 milhões do governo de Brasília pelo amistoso entre as seleções de Brasil e Portugal, em 2008, quando Teixeira ainda estava à frente da entidade.

De acordo com investigações da Polícia Civil, uma empresa de propriedade da Ailanto chegou a ter como endereço uma fazenda que pertencia a Ricardo Teixeira em Piraí, no estado do Rio de Janeiro.

No ano passado, uma reportagem publicada pela "Folha de S. Paulo" apontou que essa empresa, que tem como sócia majoritária a esposa de Ricardo Teixeira, Ana Carolina Wigand, recebeu R$ 2,8 milhões da Ailanto.

A W Trade Brasil Importação e Exportação teria se associado a Rosell (como pessoa física) e à Brasil 100% Marketing (que tem o catalão como sócio) na compra de duas salas no Shopping Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, avaliadas em R$ 13 milhões.

Com R$ 50 mil de capital social, a empresa de Ana Carolina teria ficado com 24% de cada imóvel. Porém, dois anos depois, a Ailanto teria pagado R$ 2,8 milhões pela participação da W Trade nas salas - R$ 1,4 milhão por cada, valor abaixo ao da compra. O jornal informou na época que os documentos foram registrados no 2º Ofício de Registro de Imóveis do Rio.

Os advogados da W Trade afirmaram à "Folha de S. Paulo" que o negócio foi feito de forma legal e que a empresa ficou com R$ 1,9 milhão do total, já que pagou R$ 188 mil de impostos e usou R$ 700 mil para quitar o financiamento das salas.

Por conta das diversas irregularidades em seus negócios que foram denunciadas, o Ministério Público do Distrito Federal pediu que Sandro Rosell fosse condenado a oito anos de prisão, além da devolução do dinheiro recebido para a realização do amistoso entre Brasil e Portugal.

Ao "Telegraph", nem Sandro Rosell, nem Ricardo Teixeira se pronunciaram. O Barcelona garantiu que não tem conhecimento de qualquer pagamento à filha do dirigente brasileiro, cuja família vive atualmente nos Estados Unidos.
Leia mais em: http://zip.net/bgm8Tx

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/esporte/2014/04/19/filha-de-10-anos-de-ricardo-teixeira-recebeu-dinheiro-de-rosell-diz-jornal.htm

Morre aos 66 anos o narrador Luciano do Valle


O narrador Luciano do Valle, 66 anos, morreu neste sábado. Ele passou mal durante uma viagem de avião para Uberlândia, onde narraria Atlético-MG e Corinthians pela primeira rodada do Brasileirão. Luciano, que viajava de São Paulo, foi socorrido no aeroporto da cidade mineira pelo Corpo de Bombeiros. Ainda não se sabe as causas de sua morte.

Segundo informações do médico que estava no voo e prestou os primeiros socorros, Luciano sofreu uma morte súbita. "O Luciano não sofreu. O que ele apresentou é chamada de morte súbita, ela acontece menos de uma hora quando começam os sintomas", informou.

"As hipóteses vão de interdição de aorta, a um infarto e isso só será definido após necropsia. Ele não sofreu e teve o atendimento que precisava. Sou solidário ao time Band", completou.

Luciano se preparava para narrar a Copa do Mundo no Brasil e acreditava em mais um título da seleção brasileira. Otimista por natureza, confiava que tudo daria certo no Mundial e acreditava em uma evolução do país depois de receber o maior evento do futebol.

Também não pensava em aposentadoria. Em 2012, chegou a se afastar das suas funções devido a um problema de saúde, mas se dizia entusiasmado com os próximos eventos esportivos do Brasil.

Saiba mais em:
http://esporte.band.uol.com.br/gente/noticia/100000677628/morre-aos-70-anos-o-narrador-luciano-do-valle.html#foto1

2014/04/17

"Momento histórico: encontramos outra Terra no Universo"

Desde a descoberta do primeiro planeta a orbitar uma estrela similar ao Sol, em 1995, a humanidade estava à espera deste anúncio. Finalmente ele chegou, com toda pompa e circunstância, num artigo publicado no periódico científico “Science”: encontramos um planeta praticamente idêntico à Terra orbitando outra estrela numa região que o torna capaz de abrigar água líquida — e vida — em sua superfície.

O anúncio está sendo feito neste momento numa entrevista coletiva conduzida pela Nasa (uma reportagem mais completa sobre o achado, produzida por este escriba, estará amanhã nas páginas da Folha). O planeta orbita uma estrela chamada Kepler-186 e tem, segundo as estimativas, praticamente o mesmo diâmetro da Terra — 1,1 vez o do nosso mundo. Até onde se sabe, ele é o quinto a contar de seu sol e leva 129,9 dias terrestres para completar uma volta em torno de sua estrela. Ou seja, um ano lá dura mais ou menos um terço do que dura o nosso.

A estrela-mãe desse planeta é uma anã vermelha com cerca de metade do diâmetro do nosso Sol, localizada a cerca de 490 anos-luz daqui. Um dos aspectos interessantes dessa descoberta em particular é que, além de estar na chamada zona habitável — região do sistema em que o planeta recebe a quantidade certa de radiação de sua estrela para manter uma temperatura adequada à existência de água líquida na superfície –, o planeta está suficientemente distante dela para não sofrer uma trava gravitacional. Caso fosse esse o caso, o Kepler-186f, como foi batizado, teria sempre a mesma face voltada para a estrela, como acontece, por exemplo, com a Lua, que sempre mostra o mesmo lado para a Terra. Embora modelos mostrem que a trava gravitacional não é um impeditivo definitivo para ambientes habitáveis (a atmosfera trataria de distribuir o calor), é sempre melhor ter um planeta com dias e noites, em vez de um em que um hemisfério é sempre aquecido pelo Sol e outro passa o tempo todo na fria escuridão.

Numa nota pessoal, lembro-me de ter já conversado antes com Elisa Quintana, pesquisadora da Nasa que é a primeira autora da descoberta. Em 2002, ela produziu uma série de simulações que mostravam que o sistema Alfa Centauri — o trio de estrelas mais próximos de nós, sem contar o Sol — podia abrigar planetas de tipo terrestre na zona habitável. Imagino a realização pessoal dela de, depois de “conceber” por tantos anos mundos como esse em computador, finalmente poder reportar uma descoberta dessa magnitude. Não de uma simulação, mas da fria realidade da observação!

Trata-se de um momento histórico. A partir de agora, os astrônomos devem se concentrar cada vez mais na busca de outros mundos similares à Terra e a Kepler-186f, gerando alvos para futuras observações de caraterização — a efetiva análise da composição desses mundos e suas atmosferas –, em busca, quem sabe, de evidências de uma outra biosfera.

Nosso planeta está prestes a ganhar muitas companhias.

Por Salvador Nogueira
17/04/14 15:00 

 http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2014/04/17/momento-historico-encontramos-outra-terra-no-universo/

Qualificação pelo Senai


Energia ficará mais cara para 24 milhões de clientes

BRASÍLIA e RIO - A conta de luz de cerca de 24 milhões de unidades consumidoras de nove distribuidoras do Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste ficará mais cara a partir deste mês. Os aumentos variam de 11,16% a 28,99% para residências e foram fortemente influenciados pelo alto custo da compra de energia, devido ao uso das térmicas e aos preços do mercado de curto prazo.

Para as indústrias, a conta sairá ainda mais salgada. A gaúcha Uhenpal (Usina Hidrelétrica Nova Palma Ltda.), por exemplo, foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a elevar a tarifa da indústria em 35,7% a partir de 19 de abril. A conta dos consumidores residenciais ficará 22% maior. A empresa fornece energia para 15 mil unidades consumidoras de sete cidades do estado.

O custo da energia comprada pelas distribuidoras aumentou substancialmente em razão de três fatores: o uso das usinas térmicas (mais caras), que começou no ano passado, para compensar a escassez de água nos reservatórios das hidrelétricas, a falta de contratos de longo prazo — que forçou as empresas a buscar energia no mercado livre — e assinatura de novos contratos de longo prazo já com preços mais altos.
 
Com a escalada dos preços da energia, a indústria passou a pagar a 10ª tarifa mais cara, num ranking de 28 países elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O custo do MWh no país já chega a R$ 301,66. A Índia tem a energia mais cara da lista, a R$ 630,92. Mas o custo no Brasil supera em larga escala o da China (R$ 201,48) e da Rússia (R$ 150,35).

O custo de energia no Rio de Janeiro e em São Paulo, segundo a Firjan, também fez os dois polos industriais avançarem no ranking dos estados onde a energia é mais cara. A lista tem Mato Grosso em primeiro lugar, com preço do MWh em R$ 424,27. O Rio passou da 6ª para a 4ª colocação, após reajuste da Ampla, totalizando R$ 368,94/MWh. Já São Paulo, avançou três posições, ficando em 15º lugar, com tarifa de R$ 285,34/MWh.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/energia-ficara-mais-cara-para-24-milhoes-de-clientes-12220038#ixzz2z9QEit4X 

2014/04/16

A importância que Neymar dá para a seleção brasileira

Considerado a maior estrela do time, o jogador parece mais preocupado em faturar comercialmente, ao mostrar "displicentemente" a marca da roupa íntima que usa, obviamente um de seus 13 (!) patrocinadores particulares. A FIFA e a CBF proíbem a prática. Saiba mais em:

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2014/04/1441263-neymar-mostra-marca-de-cueca-em-jogo-do-barca-e-cbf-ja-liga-alerta.shtml

Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito entra em operação



A conquista mais recente das cooperativas do ramo Crédito – o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) – começou a sua operacionalização como agente de proteção às operações realizadas junto aos sistemas financeiros cooperativistas.
O FGCoop é uma associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, de direito privado, de abrangência nacional, tendo como associadas todas as cooperativas singulares de crédito e os dois bancos cooperativos a saber: Bancoob e Banco Sicredi S.A.. Além disso, também constituem o FGCoop, as instituições que compõem o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, afirma que a criação do FGCoop (resolução nº 4284/13), pelo Conselho Monetário Nacional, representa um marco normativo importantíssimo para que o cooperativismo de crédito firme-se como um dos grandes players da indústria financeira.
A partir de agora, temos um fundo único para o cooperativismo de crédito, que funcionará como um seguro para os cooperados de todo o Brasil. Com o FGCoop, cada brasileiro associado a uma cooperativa de crédito saberá que seus investimentos estarão protegidos, até o limite de R$ 250 mil, garantia similar à que é oferecida pelas instituições bancarias“, comemora Márcio Freitas.
OBJETIVOS – O FGCoop tem por objeto prestar garantia de créditos contra as instituições associadas nas situações de decretação da intervenção ou da liquidação extrajudicial e também, no futuro, poderá contratar operações de assistência e de suporte financeiro, incluindo operações de liquidez com as instituições associadas, diretamente ou por intermédio de central ou confederação.
CONTRIBUIÇÃO – A contribuição mensal ordinária das instituições associadas está prevista pela Circular nº 3.700, de 6 de março deste ano, do Banco Central do Brasil. Ela prevê que o percentual de repasse é de 0,0125%, até o dia 25 de cada mês, sobre os saldos das contas objeto de garantia (basicamente depósitos a vista e a prazo e depósitos de poupança, no caso dos bancos cooperativos). O recolhimento mínimo mensal não deverá ser inferior a R$ 100,00.
FUNCIONAMENTO – O FGCoop terá contas no Bancoob e Bansicredi, que receberão as contribuições. As centrais ou confederações deverão fazer o recolhimento em nome de suas filiadas. Já as cooperativas independentes farão o recolhimento em uma das duas contas, que serão informadas pelo FGCoop. Vale ressaltar que as cooperativas que não captam depósitos, as chamadas “capital-empréstimo”, contribuirão com o valor mínimo.
LOCALIZAÇÃO – A estrutura funcional e administrativa do FGCoop está localizada na Quadra 6, do Setor de Autarquias Sul, em Brasília. Para o esclarecimento de dúvidas ou prestação de informações complementares, o interessado pode enviar email para contato.fgcoop@fgcoop.coop.br ou ligar para o número (61) 2196-2819.
 
Fonte: Brasil Cooperativo em 15/04/2014 (224)

2014/04/15

ONG denuncia assassinatos impunes de ecologistas no Brasil

Mais de 900 pessoas morreram desde 2002 na defesa do ambiente, metade delas no Brasil, mas apenas 10 foram condenadas pelos crimes, afirma um relatório da ONG britânica Global Witness divulgado nesta terça-feira em Londres.

As disputas por terra aumentaram e por consequência a violência. No total, 908 pessoas morreram entre 2002 e 2013 em 35 países, segundo o documento da Global Witness, publicado poucos meses depois do 25º aniversário do assassinato do ativista Chico Mendes.

O ano com mais mortes no período foi 2012, com 147. Em apenas 1% dos crimes, os responsáveis foram detidos, julgados e condenados.

O Brasil é o país mais perigoso do mundo para os ativistas, com 448 mortes. Em seguida aparecem Honduras, com 109, e Filipinas, com 67.

"Isto mostra que nunca foi tão importante proteger o meio ambiente como agora, e que nunca havia sido tão letal", disse Oliver Courtney, da Global Witness, que se define como uma organização que deseja "mudar o sistema expondo os interesses econômicos que se escondem por trás dos conflitos, da corrupção e da destruição do meio ambiente".

"Não há sintomas mais evidentes da crise no meio ambiente no mundo que o aumento de assassinatos de pessoas comuns, que defendem o direito a suas terras. No entanto, o problema, que cresce rapidamente, passa em grande parte despercebido e os criminosos quase sempre saem impunes", disse Courtney.

Capítulo dedicado ao Brasil

O documento tem um capítulo dedicado a Brasil. O elevado número de mortes é atribuído em parte ao "modelo de propriedade da terra, que está entre os mais concentrados e desiguais do mundo".

"Apesar do forte crescimento econômico parcialmente sustentado pelas exportações agroindustriais, a maioria da população do Brasil continua sendo pobre e a maior parte de sua comida é produzida em propriedades pequenas ou média", afirma o documento.

"Isto leva os agricultores de subsistência e os grupos indígenas a entrar em conflito com proprietários poderosos e bem conectados pelos direitos legais sobre florestas e terras", completa o relatório.

A luta pela Amazônia, por sua terra e por sua madeira, é responsável pela maioria das mortes de ativistas.

"Primeiro chegam os trabalhadores ilegais e levam a madeira. A segunda indústria é a do gado, depois a a soja. Este é o ciclo natural da fronteira amazônica", afirma no documento Natalia Viana, da ONG brasileira Pública.

A Global Witness afirma que o número de mortes pode ser maior, mas que mesmo assim o relatório apresenta uma ideia aproximada do grau de violência sofrido pelos ativistas. Segundo o documento começa com intimidações e até mesmo acusações, como as sofridas pelos grupos indígenas quando são recriminados por prejudicar o desenvolvimento de uma região na defesa de suas terras.

A ONG, fundada em Londres em 1993, exige medidas.
"Começando por uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU especificamente dirigida à crescente ameaça que sofrem os defensores da terra e do meio ambiente".