2018/10/31

Sicoob Fluminense: 3.º lugar em concurso nacional da OCB


O Sicoob Fluminense conseguiu uma vitória na noite de terça-feira, 30 de outubro, em Brasília – conquistou o 3.º lugar nacional do Prêmio SomosCoop - Melhores do ano, na categoria Cooperjovem, concedido pelo sistema da Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB.

De todo o país foram inscritos 437 projetos, de 267 cooperativas. O Sicoob Fluminense ficou atrás apenas do Sicoob Creditapiranga SC/RS (SC) e do Sicredi União MS/TO (MS). Este ano sete categorias foram abrangidas (Comunicação e difusão do cooperativismo; Cooperativa cidadã; Cooperjovem; Desenvolvimento sustentável; Fidelização; Inovação e tecnologia e Intercooperação).

A cooperativa esteve representada pelo Diretor-Presidente Neilton Ribeiro da Silva (recebendo o prêmio na foto), pela vice-Presidente do Conselho de Administração, Eunice Nogueira, e pela assistente social do Sicoob Fluminense, Maria Clara Oliveira, que trabalha diretamente com a implementação do Cooperjovem na região de abrangência da instituição. Eles estavam acompanhados de Iran Pitthan, instrutor do Cooperjovem, programa de educação cooperativista de crianças e adolescentes, desenvolvido em âmbito nacional pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) desde 2000. No Rio de Janeiro a responsabilidade é do Sicoob Fluminense.

A cada dois anos, um grupo de cooperativas recebe do Sistema OCB o título de “Cooperativa do Ano” – um reconhecimento à criatividade, à visão e aos resultados obtidos por elas ao longo do biênio. Em 2016 a premiação passou a se chamar Prêmio SomosCoop – Melhores do Ano, considerado uma forma de reconhecimento público das boas práticas de cooperativas com benefícios comprovados aos seus cooperados e à comunidade onde estão inseridas.
 
 
 

 

Isolamento do PT (?) 2

Fomos miseravelmente traídos por Lula, não farei mais campanha para o PT, diz Ciro

Candidato derrotado nega que tenha traído partido de Lula e diz que foi convidado a ser vice do ex-presidente no lugar de Haddad

*Sobre 2022: "Só essa cúpula exacerbada do PT é que começou a campanha de agressão. Eu não."
 
Matéria na íntegra em:

Isolamento do PT (?)

Líderes de PDT, PCdoB e PSB discutem atuação conjunta como oposição a Bolsonaro

Juntos, os três partidos elegeram 69 deputados para a próxima legislatura. Segundo líder do PDT, objetivo também é fazer frente ao 'hegemonismo' que o PT 'quer impor' aos demais partidos.

Por Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília
   

2018/10/30

Petrobras cortará preço da gasolina na refinaria em 6,2% a partir de quarta-feira

30/10/2018 10h46

A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina nas refinarias em 6,2% a partir de quarta-feira (31), no maior corte já feito pela estatal desde o anúncio de uma política de reajustes até diários do combustível, em vigor desde julho do ano passado.

Com a alteração, o valor médio do combustível cairá para R$ 1,8623 por litro, o menor valor em quase seis meses, desde o R$ 1,8523 visto em 9 de maio, conforme informações do site da petroleira compiladas pela agência de notícias Reuters.

Esses são os preços cobrados nas refinarias. Isso não significa necessariamente que a redução da gasolina chegará ao consumidor final na bomba. Os postos são livres para aplicar ou não o reajuste, e na porcentagem que desejarem.

Mais em:
http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2018/10/30/petrobras-cortara-preco-da-gasolina-na-refinaria-em-62-a-partir-de-quarta-feira.htm

2018/10/29

Dólar opera em queda após eleições

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (29), após Jair Bolsonaro (PSL) ser eleito presidente do Brasil e o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, dizer que a prioridade será a reforma da previdência.

Acompanhe em:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/10/29/cotacao-do-dolar-29102018.ghtml

2018/10/26

Paraná Pesquisas: Bolsonaro tem 60,6% dos votos válidos; Haddad, 39,4%

Levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas, a pedido da Empiricus e da revista Crusoé, mostra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) com 60,6% dos votos válidos, contra 39,4% de seu adversário, o petista Fernando Haddad.

Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos, forma usada pela Justiça Eleitoral para calcular o resultado da eleição. A diferença entre os dois candidatos é, portanto, de 21,2 pontos percentuais.

Na pesquisa anterior realizada pelo instituto, divulgada em 17 de outubro, Bolsonaro tinha 60,9% dos votos válidos e Haddad 39,1%.

A pesquisa foi feita de 23 a 25 de outubro e está registrada no TSE sob o número BR-06785/2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Quando são considerados nulos, brancos e indecisos, o cenário fica da seguinte forma:

Jair Bolsonaro – 53%
Haddad – 34,4%
Nenhum – 8,6%
Não sabe – 3,9%

2018/10/25

Datafolha para presidente, votos válidos: Bolsonaro, 56%; Haddad, 44%

Nos votos totais, Jair Bolsonaro, do PSL, tem 48%, e Haddad, 38%. Pesquisa ouviu 9.173 eleitores na quarta-feira (24) e na quinta-feira (25).

Por G1

2018/10/22

Sicoob Fluminense inaugura agência em Italva

Nesta quarta-feira, 24 de outubro, a partir das 17 horas, o Sicoob Fluminense estará inaugurando a sua 16.ª agência no Rio de Janeiro. O contemplado será o município de Italva.
 
A nova unidade será instalada na rua José Luiz Marinho, n.º 66, no Parque Industrial da cidade do Noroeste Fluminense. Estão sendo aguardados para a solenidade de inauguração representantes de entidades cooperativistas, indústria, comércio, governo e representativas da sociedade de Italva e região.
 
O Sicoob Fluminense pé uma cooperativa de crédito de livre admissão com sede central em Campos dos Goytacazes e atuação em todo o estado do Rio de Janeiro, contando hoje com cerca de 12 mil associados.

www.sicoobfluminese.com.br

2018/10/20

Informação e contrainformação


Merval Pereira 

A situação é mais simples do que parece nessa guerra de informações, falsas ou verdadeiras, sobre a suposta — embora plausível — guerrilha ilegal de WhatsApp na campanha presidencial. O PT está fazendo uma luta política, pois não existe possibilidade de impugnar a candidatura de Bolsonaro neste momento, a oito dias do segundo turno, e é muito difícil provar que houve abuso de poder econômico neste caso. Não há nenhuma prova para basear o pedido de cassação de Bolsonaro, além da matéria jornalística inconclusiva da “Folha de S.Paulo”. Suspender a eleição, cassar Bolsonaro, ou chamar o terceiro colocado, como o PT e também o PDT querem, é fora de propósito. É preciso uma investigação aprofundada — já aberta pelo TSE —, que demora muito. E a denúncia é de que os torpedos estavam contratados para a última semana de campanha, o que ainda não aconteceu. E não acontecerá, diante da denúncia. Portanto, impossível de comprovar.
Para se ter ideia da impossibilidade, o processo de abuso de poder econômico contra a chapa Dilma/Temer, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi aberto pelo PSDB logo depois da proclamação do resultado da eleição de 2014, como manda a legislação. Tramitou por três anos, período em que houve muitas mudanças políticas no país, sob a Operação Lava-Jato, até mesmo o impeachment da presidente, com seu vice, Temer, assumindo o governo. O PSDB, que queria impugnar a chapa, passou a ser o principal aliado do novo governo, e quem conseguiu impedir que o processo fosse arquivado foi o ministro Gilmar Mendes, que não apenas o reabriu depois que, em outubro de 2015, a então relatora, Maria Thereza de Assis, decidira arquivar a ação, como incluiu nele fatos referentes às investigações da Operação Lava-Jato, inclusive algumas delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht.
No julgamento, um dos argumentos para absolver a dupla foi que as delações premiadas incluídas no processo não poderiam ser usadas. O relator Herman Benjamin chegou à conclusão de que houve abuso de poder econômico e fraudes na contratação das gráficas fantasmas por parte da chapa Dilma-Temer. Numa das delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht, foi revelado que a chapa presidencial do PT-PMDB recebeu R$ 30 milhões de caixa 2 na campanha de 2014. Essa informação foi confirmada pela delação recente do ex-ministro Antonio Palocci —delações cruzadas que fortalecem a denúncia. Mas aí o presidente já era Temer, Dilma estava fora do poder, e o interesse no caso era menor. Alegava-se que era necessário manter a estabilidade do novo governo. Em votação apertada, por 4 votos a 3, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou a cassação da chapa Dilma-Temer na eleição de 2014.
Agora o PT, que sempre acusou a Justiça brasileira de usar rito sumário na condenação do ex-presidente Lula, quer pressa para a decisão do TSE, como se fosse razoável, apenas com suspeitas, interferir na eleição presidencial. Além do que as acusações que hoje fazem à equipe de Bolsonaro são repetições das que foram feitas contra Dilma na eleição de 2014. A Quick Mobile, uma das empresas que teriam sido contratadas por empresários para turbinar mensagens contra o PT, é de propriedade de Peterson Quirino, ex-sócio da Door2Doors, acusada de campanha idêntica para atacar Aécio Neves em 2014. E o que dizer do movimento conhecido como MAV, Militância em Ambientes Virtuais? Criado já em 2011, utiliza militantes treinados para atuar na internet, e em outros novos meios de comunicação, segundo orientações partidárias, forjando correntes de opinião favoráveis ao PT.
O ex-deputado André Vargas, que ficou famoso ao sentar-se ao lado do ministro Joaquim Barbosa em uma cerimônia na Câmara e erguer o punho como sinal de resistência, ganhou ontem liberdade condicional depois de cumprir parte da pena, condenado três vezes por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele era um dos coordenadores do MAV, que tinha como uma de suas especialidades espalhar que o adversário — em 2014, Aécio Neves; em 2018, Bolsonaro — iria acabar com o Bolsa Família. Há um inquérito sigiloso em Brasília sobre as atividades do MAV. Para André Vargas, no tempo em que estava solto e tinha poder: “Guerra de guerrilha na internet é a informação e a contrainformação.” (O Globo – 20/10/2018)

https://blogs.oglobo.globo.com/merval-pereira/

2018/10/16

Facebook anuncia medidas para evitar informações falsas sobre eleições e locais de votação

Empresa expandiu política de exclusão de informações falsas e incorporou ferramenta de denúncia para esse tipo de post.

Primeira pesquisa do segundo turno mostra Jair Bolsonaro 18 pontos percentuais à frente de Fernando Haddad nos votos válidos

Na primeira pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência no segundo turno da eleição para presidente da República, sob encomenda da TV Globo e do jornal O Estado de São Paulo, Jair Bolsonaro (PSL) lidera a disputa com 59% dos votos válidos e Fernando Haddad atinge 41%. O percentual de votos válidos de cada candidato corresponde à proporção de votos do candidato sobre o total de votos, excluídos os votos brancos, nulos e indecisos.

VOTOS VÁLIDOS: JAIR BOLSONARO 59% X FERNANDO HADDAD 41%

Considerando os votos totais, Jair Bolsonaro têm 52% das intenções de voto e Fernando Haddad, do PT, alcança 37% das menções entre os eleitores brasileiros. Aqueles que declaram votar em branco ou anular o voto somam 9% e os que não sabem ou não respondem totalizam 2%.

Os resultados completos desta pesquisa serão divulgados a partir de 16/10/18
* O objetivo de uma pesquisa eleitoral não é antecipar os resultados da eleição, mas sim o de mostrar o cenário no momento em que foi realizada. A pesquisa é uma fotografia do momento e não tem o poder e nem a intenção de prever o resultado de uma eleição. Por isso, seus resultados não podem ser usados para prever o resultado das urnas

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisaIntenção de voto para presidente
 
Margem de erro
a margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.
 
Tema
Eleições
 
Contratante
pesquisa contratada por GLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S/A. e S/A O ESTADO DE SÃO PAULO
 
Período
13/10/2018 a 14/10/2018
 
Local
Brasil
 
Amostra
foram entrevistados 2506 votantes. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral.
 
Registro TRE/TSE
registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-01112/2018.
 

2018/10/09

Firjan: gastos do estado estão na contramão das demandas da população fluminense

O cruzamento de dois estudos da Federação da Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)—o Diagnóstico do Estado do Rio e a Pesquisa Orçamento Firjan-Ibope junto à população fluminense— revela a existência de dois mundos paralelos: aquele demandado pelos habitantes e a realidade da alocação dos recursos. Os documentos foram divulgados nesta terça-feira, 9/10, em coletiva na sede da Federação.

A pesquisa, encomendada pela Firjan ao Ibope Inteligência, teve por objetivo identificar as prioridades da sociedade em relação ao orçamento do governo estadual. Segundo o levantamento, elas são, nesta ordem: Saúde, Educação, Segurança Pública, Geração de Emprego e Renda, Saneamento e Transportes. O Diagnóstico do Estado do Rio, porém, mostrou que juntas, em 2017, essas áreas receberam apenas 36,7% do orçamento. Enquanto isso, a maior parte das verbas estaduais foi destinada ao custeio da Previdência e da máquina pública: 37,4% e 24,95%, respectivamente.

“Fica claro que existe um descasamento brutal entre as prioridades de alocação de recursos do estado em relação às necessidades da população”, afirmou o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.
 
O levantamento com a população fluminense foi feito no mês de junho. Houve 1.204 entrevistas presenciais e domiciliares, com pessoas de idade superior a 18 anos, em 37 municípios. Em paralelo, a Firjan elaborou o diagnóstico sobre os gastos públicos, a fim de comparar os resultados. “Num ambiente em que a crise fiscal impõe dificuldades para a gestão do orçamento, a priorização alinhada com os anseios da sociedade precisa ser o objetivo do novo governo”, aponta Jonathas Goulart, coordenador de Estudos Econômicos da Federação.

Pauta para os candidatos e a sociedade

O diagnóstico mostra que a Previdência Social está voltada para atender apenas 1% da sociedade fluminense. “Esse gasto impacta brutalmente o restante da população. Hoje, 35% dos jovens do estado, de 18 a 24 anos, estão desempregados. É preciso dar emprego, educação de qualidade a esses jovens; dar dignidade às famílias que precisam de saúde, de saneamento básico. Não resolver o problema da Previdência é socialmente injusto e imoral”, cobra o presidente da Firjan.

Os estudos apontam ainda que nove entre 10 entrevistados destinariam a maior parcela do orçamento do estado à Saúde Pública, porém o setor recebeu apenas 9,2% das verbas, em 2017. Para metade das pessoas ouvidas, o governo deveria deixar de gastar com a máquina pública. Mas a realidade é bem diferente. O estado descumpriu o mínimo estabelecido na Constituição para a área de Saúde e ultrapassou os limites legais para endividamento e despesas com pessoal.
 
Outro dado em destaque é que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), por exemplo, ficou abaixo da meta estabelecida para 2017 e retrocedeu a níveis próximos ao de 2011. Além disso, outras despesas encolheram de tamanho, como o Bilhete Único, que de 2014 a 2017 sofreu um corte de 38%; e os investimentos na UERJ, que reduziu em 46%.

Segundo Eduardo Eugenio, os estudos da Federação têm entre seus objetivos pautar a discussão do problema no momento em que se aproxima o segundo turno das eleições para o governo do Rio de Janeiro. “A luz vermelha foi acesa. A sociedade precisa entender o que é preciso ser levado em consideração. E os candidatos precisam focar nisso e explicar como utilizarão os recursos”, afirma.

Fonte: Ascom
http://www.ururau.com.br/noticias/cidades/firjan-gastos-do-estado-estao-na-contramao-das-demandas-da-populacao-fluminense/20230/

2018/10/08

Exposição conta a história dos 70 anos da Firjan SENAI em Campos

Nesta terça-feira, 09/10, o aniversário será comemorado pela unidade em Campos


A Firjan SENAI Campos comemora, neste ano, 70 anos de funcionamento. Na terça-feira (09/10), será inaugurada na unidade a Exposição Memória da Indústria - 70 Anos da Firjan SENAI. Serão sete painéis que destacam os momentos mais importantes da instituição. Uma história marcada pela preparação de mão de obra qualificada para a indústria e por oportunidades criadas por meio da educação profissional.

No mesmo dia, acontece um evento em comemoração com a presença do presidente da Firjan Eduardo Eugenio Gouvêa Viera, empresários, alunos e ex- funcionários, a partir das 15h30m. As comemorações continuam nos dias 16 e 17/10, com palestras sobre empreendedorismo e inovação abertas aos alunos das redes pública e privada da cidade.

http://www.ururau.com.br/noticias/diversao/exposicao-conta-a-historia-dos-70-anos-da-firjan-senai-em-campos/20126/
c/ed.

Deputados estaduais eleitos no RJ; veja lista

Foram eleitos 70 parlamentares para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Rodrigo Amorim foi o mais votado; ele é do partido com maior número de eleitos, o PSL, de Jair Bolsonaro.

Por G1 Rio

Deputados federais eleitos no RJ; veja lista

Quarenta e seis parlamentares foram eleitos; Helio Fernando Barbosa Lopes, do PSL, foi o mais votado, com 345.234 votos. Confira o percentual e o total de votos de todos os eleitos.

Por G1 Rio

2018/10/07

G1 : Guia do eleitor

Veja local de votação, como justificar ausência, quais são as regras do dia da eleição, entre outros.

2018/10/06

"Uma ditadura"

O PT quer vencer a eleição e por fim à democracia, criar comitês externos ao Judiciário e censurar os meios de comunicação

Por J.R. Guzzo

 Toda a estratégia do PT é provar que Lula mandará de verdade no país (Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
Publicado na edição impressa de VEJA 

As eleições para eleger o novo presidente colocam o eleitor brasileiro numa situação que nunca aconteceu antes. Eleições, normalmente, são uma das ferramentas mais importantes da democracia ─ mas na eleição deste fim de semana um dos lados tem como objetivo, caso ganhe a eleição, acabar com o regime democrático no Brasil. É uma droga de democracia, como todo mundo está cansado de saber, mas por pior que seja ainda é menos ruim que uma droga de ditadura ─ e é justamente isso que o consórcio formado pelo ex-presidente Lula, o PT e sua vizinhança quer fazer no país. Não falam assim, é claro. Mas os atos concretos que prometem praticar depois de assumir o governo vão deformar de tal maneira o poder público, os direitos individuais e a máquina do Estado que o resultado prático vai ser a construção de um regime de força no Brasil. Não se trata apenas, como já aconteceu tantas outras vezes, de eleger um presidente ruim. O problema, agora, é que um dos possíveis finalistas, pelo que dizem há meses as “pesquisas de opinião”, tem um projeto público de ditadura para o país.
Acabar com o Poder Judiciário, por exemplo, anulando o seu tribunal mais elevado e interferindo nas decisões dos juízes e desembargadores ─ isso é ou não é uma providência básica que toda ditadura, sem exceção, julga indispensável tomar? Sim, é. Então: o candidato a presidente do PT promete que se for eleito vai criar um negócio chamado “controle social na administração da Justiça”. Isso quer dizer que as sentenças dos magistrados estarão sujeitas, no mundo real, a comitês externos ao Poder Judiciário, com membros nomeados pelo governo. Promete-se, também, “repensar” os conselhos nacionais da Justiça e do Ministério Público. Todo mundo sabe muito bem o que significa “repensar” alguma coisa neste país ─ é virar a mesa. No caso, querem criar “ouvidorias”, compostas por pessoas que representem a “sociedade”, para vigiar juízes e MP. Querem, também, criar algum sistema de cotas para a escolha de juízes, de forma a “favorecer o ingresso e ascensão” de “todos os segmentos da população” nas carreiras do Judiciário, sobretudo as “vítimas históricas de desigualdades”. A coisa vai por aí afora, de mal a pior, mas o ex-deputado José Dirceu achou uma boa ideia acrescentar um plus a mais: segundo disse, deveriam ser tirados “todos os poderes do Supremo Tribunal Federal”. Segundo o pensador-chefe do PT, o “Judiciário não é um poder da República”. Quem manda, diz ele, é o povo, através do voto. Além do mais, afirmou, o que interessa é “tomar o poder”. Eleição é outra coisa.
O futuro governo Lula também promete criar oficialmente a censura à imprensa no Brasil. (Isso mesmo, governo Lula: o ex-presidente está na cadeia, condenado como ladrão em primeira e segunda instâncias, mas toda a estratégia do PT é provar que quem vai mandar de verdade no país é ele, e não seu preposto nas eleições.) Como acontece em relação à democracia, não se utiliza a palavra “censura”, assim abertamente; o que anunciam é o “controle social dos meios de comunicação”. É exatamente a mesma coisa. Esse “controle” não vai ser exercido pelo Espírito Santo. Quem vai “controlar” são pessoas de carne e osso nomeadas pelo governo, e “controlar” significa decidir o que a mídia pode ou não pode publicar. Isso é censura ─ e o resto é conversa, sobretudo os desmentidos de que haverá censura. A partir daí, só fica pior. Falam em “fortalecer” a prodigiosa TV Brasil, que eles mesmos inventaram, consegue gastar 1 bilhão de reais por ano de dinheiro publico e até hoje tem audiência próxima ao zero. Falam em dar concessões de tevês e de rádios para sindicatos, “coletivos” e “movimentos sociais” ─ e mais do mesmo.
O projeto do PT inclui também uma “Assembleia Constituinte” paralela ao Congresso, como se fez na Venezuela, para criar um novo regime político e social no país. O que será isso? Nada fica dito em português claro, mas nem é preciso ─ basta ouvir o que dizem todos os dias as lideranças do partido. Propõe-se orientação “política” para o ensino básico, a parceria com governos criminosos, como os da Venezuela e Nicarágua, e com ditaduras africanas, e um governo dos “povos do campo, das águas e das florestas”, seja lá isso o que for. Mais que tudo, a candidatura do PT quer a volta dos governos Lula-Dilma ─ que acabam de ser acusados pelo ex-ministro Antonio Palocci de gastarem 800 milhões de reais em dinheiro basicamente sujo para se manter no poder na última campanha presidencial. Francamente, não é preciso mais nada. 

2018/10/05

Núcleo da campanha de Haddad enfrenta acusações e processos na Justiça

Equipe tem delatados, réus e investigados

São Paulo
O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, vem se cercando em sua campanha de auxiliares que foram delatados em desdobramentos da Operação Lava Jato ou que possuem pendências na Justiça, como denúncias e ações cobrando ressarcimento aos cofres públicos.
A escolha da equipe ocorre na esteira de uma sequência de embates do partido com o Poder Judiciário e investigadores.
Para a função de tesoureiro de campanha, Haddad escolheu o ex-vereador paulistano Francisco Macena, que responde com o presidenciável a um processo na Justiça Eleitoral por suposto caixa dois na campanha municipal de 2012.
A escolha da equipe ocorre na esteira de uma sequência de embates do partido com o Poder Judiciário e investigadores.
Para a função de tesoureiro de campanha, Haddad escolheu o ex-vereador paulistano Francisco Macena, que responde com o presidenciável a um processo na Justiça Eleitoral por suposto caixa dois na campanha municipal de 2012.
Macena foi o responsável pelas contas da candidatura do partido na capital naquela eleição. As finanças foram postas sob suspeita por delatores da empreiteira UTC em desdobramento da Lava Jato.
O próprio comando nacional do partido atualmente está a cargo de uma denunciada na Lava Jato. A senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, conseguiu em junho se livrar de ação penal no STF (Supremo Tribunal Federal) em que era acusada de se beneficiar de recursos desviados da Petrobras.
Ela ainda enfrenta, porém, duas denúncias da Procuradoria-Geral da República pendentes de análise na Justiça. Uma delas, de 2017, acusa a cúpula do PT, incluindo Lula e Dilma Rousseff, de formar uma organização criminosa que se beneficiou de pagamentos da Odebrecht e da JBS.
Em outra denúncia, apresentada em abril deste ano, o Ministério Público Federal acusou a Odebrecht de pagar R$ 3 milhões para a campanha de Gleisi de 2014 tendo como contrapartida a ampliação de linha de crédito do BNDES para projetos em Angola.
O PT também recrutou para a coordenação da campanha um quadro veterano da sigla, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, que não vinha ocupando cargos públicos nos últimos anos.
Ele se tornou alvo de ao menos duas ações de improbidade (em que não são apurados crimes, mas responsabilidade cível em danos aos cofres públicos) em decorrência de sua atuação na estatal.
Na esfera penal, figurou entre os investigados em um dos principais inquéritos sobre a operação no Supremo, mas nunca virou réu nem foi denunciado (acusado formalmente).
Seu maior revés foi uma decisão do Tribunal de Contas da União que o responsabilizou em 2017 pelos danos provocados à empresa na negociação da refinaria de Pasadena (EUA) e o condenou, com o ex-diretor Nestor Cerveró, a devolver US$ 79 milhões (R$ 320 milhões em valores de hoje) ao erário, além de pagamento de multa.
Em junho, Gabrielli conseguiu no Supremo desbloquear seus bens em uma medida que havia sido imposta em outro procedimento do TCU, sobre obras na refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.
Braço direito de Lula após a saída da Presidência, Paulo Okamotto também atua junto à campanha presidencial e ainda consta como investigado em um inquérito da Lava Jato em Curitiba aberto na sequência de investigações sobre o ex-presidente deflagradas ainda em 2015.
O inquérito aborda o financiamento da empresa de palestras do petista, que recebeu recursos de empreiteiras, e o Instituto Lula. Okamotto é sócio minoritário dessa empresa e administrador dela, além de ter dirigido o instituto que leva o nome do ex-presidente.
O auxiliar de Lula foi réu no processo do tríplex de Guarujá, no qual o ex-presidente foi condenado, sob a acusação de lavagem de dinheiro. Okamotto, porém, foi absolvido pelo juiz Sergio Moro e também na segunda instância.
Gilberto Carvalho, um dos coordenadores da campanha petista, é réu, junto com Lula, sob acusação de corrupção passiva por, segundo o Ministério Público Federal, ter aceito promessa de vantagem indevida de R$ 6 milhões para favorecer montadoras em edições de medidas provisórias.
Em troca, o dinheiro serviria para arrecadação ilegal de campanha do PT. A ação penal é relativa à Operação Zelotes.
O ex-ministro Ricardo Berzoini, que também integrou a coordenação de campanha, foi um dos investigados no inquérito chamado de “quadrilhão do PT”.
Em março, o ministro do STF Edson Fachin determinou o desmembramento da ação e enviou o caso do ex-ministro para a Justiça Federal do Distrito Federal.
O pedido para investigar Berzoini no âmbito das irregularidades na Petrobras chegou ao STF em 2016, pela Procuradoria-Geral da República.
A defesa de Berzoini até pediu o arquivamento do trecho do inquérito que o menciona, argumentando que o Ministério Público não havia encontrado evidências de atuação irregular dele, mas o STF negou o pleito.
Nunzio Briguglio, assessor de imprensa de Haddad, foi relacionado em ação civil do Ministério Público de São Paulo, ao lado do ex-prefeito.
O processo investigou supostas irregularidades nas contas do Theatro Municipal. Nunzio foi secretário municipal de Comunicação na gestão do petista (de 2013 a 2016).
Outro lado
Em nota, a assessoria de imprensa da campanha de Fernando Haddad (PT) diz que “as ações e investigações arroladas na reportagem não levaram a nenhuma condenação e são todas elas fortemente contestadas pelas provas de inocência apresentadas em cada um dos casos”.
O partido sustenta ainda que “são procedimentos antigos, em sua maioria deflagrados por setores partidarizados do Ministério Público e do sistema judicial, ressuscitados artificialmente às vésperas das eleições”.
“O conjunto comprova a seletividade do sistema judicial contra o PT, prática que ocorre em conluio com a mídia. E a análise individual dos casos expõe uma tentativa de pré-julgamento, que não corresponde ao Estado de Direito”, segue o comunicado da sigla.

A legenda também respondeu sobre cada um dos casos.
Segundo a sigla, Chico Macena “já esclareceu que são inverídicas as alegações” da publicitária Mônica Moura “e que não participou de reunião para tratativas de pagamento por fora na campanha” de Haddad a prefeito em 2012.
“A senadora Gleisi Hoffmann foi inocentada por unanimidade na Segunda Turma do STF ante uma falsa denúncia”, disse, acrescentando que “o STF concluiu que não havia nenhuma prova contra a senadora, apenas delações contraditórias e inconsistentes”.
“O arquivamento do caso desmonta, por sua vez, a delação negociada por dirigentes da Odebrecht em troca de benefícios penais, bem como a ação contra a cúpula do PT em curso no STF, incluindo a ação sem qualquer prova contra Ricardo Berzoini, que baixou à primeira instância.”
O ex-ministro Berzoini vem afirmando desde o início do caso que está tranquilo em relação às investigações e que “a verdade prevalecerá”.
Sobre José Sergio Gabrielli, o PT disse que “não há qualquer acusação de corrupção contra ele, não houve conclusão sobre investigações em curso no STF, e a decisão do TCU, no caso Pasadena, encontra-se sustada por recursos, sem conclusão condenatória”.
O PT afirmou que “também se baseiam em ilações sem provas e delações de criminosos, em troca de benefícios, as ações contra Gilberto Carvalho, no caso Zelotes, e Paulo Okamotto, na ação da Lava Jato sobre as palestras de Lula”.
Segundo a legenda, as palestras foram “comprovadamente realizadas, contratadas e pagas dentro da lei com recolhimento de impostos”.
O ex-secretário Nunzio Briguglio afirma que não teve nenhum envolvimento nos supostos contratos fraudulentos do Theatro Municipal.
“Meu nome apareceu no episódio na delação dos dois réus confessos identificados pela CGM (Controladoria Geral do Município) como responsáveis por desvios de recursos superiores a R$ 20 milhões”, disse. Segundo ele, o objetivo de ambos era tentar atingir o então prefeito Fernando Haddad, que tinha tinha feito a denúncia à CGM.
“Os dois réus jamais apresentaram qualquer prova, nem contra mim nem contra o prefeito. Além disso, eu não era gestor dos recursos nem do Theatro, nem da terceirizada que o administrava.”
Nunzio sustenta que a CPI aberta na Câmara para apurar o caso foi usado por vereadores da oposição, em meio à campanha de reeleição de Haddad, para prejudicar o petista e “provocar um desgaste direto da administração”.
“A CPI gerou uma ação popular, mais uma vez baseada apenas em ilações e suposições”, segue o ex-secretário.
Nunzio lembra que tanto a denúncia por improbidade como a ação popular estão em fase de citação. “É importante ressaltar que foi a administração Haddad que identificou os desfalques, afastou os responsáveis, bloqueou os seus bens e instaurou os processos administrativos e judiciais contra os responsáveis.”
 
 

2018/10/04

PT, PCO, PSTU e PTC não assinam compromisso contra disseminação de conteúdos falsos

Acordo firmado por outros 31 partidos com o Tribunal Superior Eleitoral visa reprovar a distribuição de publicações falsas na disputa eleitoral.

Por Renan Ramalho, G1 — Brasília

4 de outubro - dia de São Francisco de Assis


2018/10/03

RJ: Lindbergh deverá deixar o Senado

De acordo com os últimos números do Ibope, os eleitores do estado do Rio de Janeiro não deverão reeleger o senador petista Lindbergh Faria para novo mandato.

A preferência do eleitorado recai sobre os candidatos César Maia (DEM) e Flávio Bolsonaro (PSL), com um percentual de diferença que vem crescendo.

Confira em matéria do G1:


Pesquisa Ibope para Senado no RJ: Cesar Maia, 27%; Flávio Bolsonaro, 26%; Lindbergh, 22%

Chico Alencar tem 11%; Miro Teixeira, 10%; Arolde Oliveira, 9%; Pastor Everaldo, 7%; Cyro Garcia, 6%; Aspásia, 5%; Jose Bonifácio, 4%, Senador Eduardo Lopes, 4%, Mattos Nascimento, 3%; Marta Barçante 1%, Fernando Fagundes Ribeiro, 1%, Samantha Guedes, 1%. Levantamento foi feito entre 30 de setembro e 2 de outubro.

Por G1

Campanha de Haddad gasta R$ 2,1 mi com réu da Lava Jato e delator no Peru

"Giovane Favieri, réu por suposta lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, e Valdemir Garreta, colaborador no Peru em investigação sobre caixa dois da Odebrecht, receberam R$ 2,1 milhões da campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República nas eleições de 2018. Sócios na empresa Rental, eles locaram equipamentos e estrutura de gravações à candidatura do petista, em despesa datada da última terça-feira, 25, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

Giovane Favieri foi denunciado na Lava Jato em outubro de 2016. Enquanto prestador de serviços de produção de vídeos à campanha do ex-prefeito de Campinas, Dr. Hélio (PDT), em 2004, ele é acusado de ser receptor de parte de empréstimo fraudulento contraído pelo pecuarista José Carlos Bumlai, junto ao Banco Schahin, naquele ano.

Segundo a acusação, Bumlai, que é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contraiu R$ 12 milhões junto à instituição financeira cujo grupo controlador tinha contratos com a Petrobras. O valor teria sido abatido de forma fraudulenta.

Em depoimento, Bumlai e delatores do grupo Schahin admitiram o suposto crime. O pecuarista foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro 9 anos e 10 meses de prisão na Lava Jato por gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção.

Segundo a Lava Jato, em troca do empréstimo, o Grupo Schahin foi favorecido por um contrato de US$ 1,6 bilhão sem licitação com a Petrobras, em 2009, para operar o navio sonda Vitória 10.000.

O caso se desmembrou em duas ações. Uma se refere à parte dos valores que teriam sido repassados por Bumlai ao empresário Ronan Maria Pinto. Em outra, é acusado o suposto uso do dinheiro do empréstimo para bancar dívidas de campanha que elegeu Dr. Hélio, em Campinas, em 2004.

O montante teria sido repassado por Bumlai ao grupo Bertin, que, de maneira dissimulada, repassou R$ 3,9 milhões a Favieri, segundo a Procuradoria.

O pagamento teria servido para quitar uma dívida de campanha de Dr. Hélio, que fora apoiado pelo PT no segundo turno. Segundo a denúncia, a ordem para abastecer o candidato do PDT teria partido de Delúbio Soares, então tesoureiro petista, também condenado na Lava Jato.

Dr. Hélio Favieri, executivos do grupo Bertin e Delúbio viraram réus em outubro de 2016, por decisão do juiz federal Sérgio Moro.

Em agosto deste ano, a ação recebeu o compartilhamento de mais provas, que envolvem a delação do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Em colaboração com as autoridades, Mônica afirmou que recebeu pelo menos R$ 800 mil “por fora” de Favieri para ajudar na campanha de Hélio em 2004.

Em outro inquérito, que tramita na Justiça Federal de São Paulo, Mônica e João Santana também admitiram que, em 2012, houve suposto caixa dois de R$ 20 milhões na campanha de Haddad. Eles disseram, em depoimento à PF, que foram pagos diretamente pela Odebrecht em contas na Suíça pela campanha do ex-prefeito.

Esta não é a primeira vez que Favieri presta serviços a Haddad. Em 2016, ele foi o maior receptor das despesas eleitorais – cadastradas no TSE – da candidatura do petista à Prefeitura de São Paulo, por meio da empresa F5BI, que recebeu R$ 3,5 milhões – equivalente a 22% dos gastos da campanha.

Segundo a prestação parcial de contas, nesta eleição, o gasto com a empresa de Favieri e Garreta chega a 63% do total de despesas – que atingiu R$ 3,3 milhões – para a candidatura do petista.

Em agosto deste ano, sua empresa Rental Locação de Bens admitiu como sócio Valdemir Garreta, que foi responsável por coordenar os trabalhos de publicidade de candidaturas como a de Alexandre Padilha, em 2014, ao governo de São Paulo, e secretário municipal na gestão de Marta Suplicy (PT). Garreta e Favieri trabalham juntos desde os anos 90.

Em acordo com autoridades peruanas que ainda permanece em sigilo, Garreta admitiu ter recebido da Odebrecht US$ 700 mil para conduzir a campanha de 2011 do ex-presidente peruano Ollanta Humala (2011-2016).

Delatores da empreiteira, entre eles, Marcelo Odebrecht, dizem ter feito repasse de R$ 3 milhões à campanha de Humala a pedido do ex-ministro Antonio Palocci, em 2011.

Em colaboração com as autoridades peruanas, Garreta diz desconhecer o envolvimento de Palocci, mas confirmou ter recebido diretamente da Odebrecht para a campanha de Humala.

Humala chegou a ser preso desde julho de 2017, mas saiu em abril deste ano. Segundo as investigações naquele país, Humala e a ex-primeira-dama, Nadine Heredia, são acusados de terem recebido dinheiro ilícito da Venezuela e da empreiteira Odebrecht para as campanhas presidenciais de 2006 e 2011 – a empresa afirma estar colaborando com as investigações.

O escândalo de corrupção da Odebrecht no Peru também envolveu os ex-presidentes Alejandro Toledo (2001-2006) e Alan García (1985-1990 e 2006-2011), acusados de terem recebido propina para obter a concessão de obras públicas. Delatores da empreiteira citam ainda repasses à campanha de Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, em 2011.

Investigados

Fernando Haddad nomeou como tesoureiro de sua campanha ao Planalto seu ex-secretário Francisco Macena – também alvo do inquérito embasado na delação de João Santana e Mônica Moura. Em delação premiada, Mônica ainda relatou reunião com Antonio Palocci, João Vaccari e Macena na qual ficou combinado que, da conta de R$ 30 milhões no 1.º turno, R$ 10 milhões seriam pagos por fora pela Odebrecht.

Defesas

Giovane Favieri explicou que presta serviços à campanha de Fernando Haddad na área de locação de equipamentos de filmagem, computadores e ilhas de edição. Ele ressalta que a força-tarefa da Operação Lava Jato nunca questionou a prestação de serviços.

“O que somos acusados é que teríamos recebido um dinheiro que veio do Bertin”, disse. “Não tínhamos como identificar de onde vinha o dinheiro. Naquele tempo, caiu na conta da empresa, tudo certo, houve prestação de contas. não aparecia depositado por fulano, como aparece hoje”, afirmou.

Ele afirma ter pedido “absolvição sumária” no processo. “Somos apenas prestadores de serviços”. Favieri também confirma a contratação do casal João Santana e Mônica Moura para realizar a campanha de Dr. Hélio (PDT). “Ela recebeu R$ 600 mil da nossa parte e R$ 200 mil que foram pagos em dinheiro”.

Favieri afirma que à época era mais “difícil” identificar os pagadores dos serviços prestados. “Antigamente, era uma coisa que a gente não sabia. Nem quem pagava, nem quem recebia se preocupava muito com as formalidades”, contou.

“Ainda bem que as leis vieram para elucidar tudo isso, e hoje em dia a gente faz tudo nos conformes. Tomamos as precauções necessárias para não ter esse tipo de dor de cabeça. Acho que vem para melhorar. Hoje, as coisas estão muito mais claras, estão no TSE não tem motivo para ser como eram antes. Tudo é muito disponível a todo mundo”, avaliou.

Ele afirma que presta serviços à campanha de Haddad, e não foi convidado especificamente por ninguém. “Eu sou um dos que eles cotaram os preços. Quando cotam, eles chamam a gente para fazer, negociar preço. Eles devem escolher o melhor preço”. “Eles pediram a redução de preços”, finalizou.

Por meio da assessoria de imprensa, o candidato informou que não irá se manifestar. O mesmo ocorreu com Valdemir Garreta."