2018/03/29

Sicoob Fluminense

Conheça o Sicoob Fluminense - cooperativa de crédito de livre admissão com sede em Campos dos Goytacazes e atuação em todo o estado do Rio de Janeiro. A instituição chega em 2018 a 20 anos de criação, com um leque diversificado de produtos e serviços e atendendo a mais de 10 mil associados.

(22) 27262750
www.sicoobfluminense.com.br


2018/03/27

TCE reprova contas da ex-prefeita Rosinha Garotinho

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro reprovou, por unanimidade, a prestação de contas do município de Campos, referentes ao ano de 2016, sob responsabilidade da ex-prefeita Rosinha Garotinho. O parecer pela reprovação foi apresentado na sessão desta terça-feira (27). Posteriormente, o documento será encaminhado para a Câmara Municipal, que é responsável pelo julgamento final das contas.
 
A relatora do processo, a conselheira substituta Andrea Siqueira Martins, destacou irregularidades como abertura de créditos adicionais sem o correspondente superávit financeiro, não encaminha-mento de decretos comprovando o superávit financeiro ensejador de abertura de créditos adicionais, realização de despesas sem a devida contabilização, déficit financeiro em término de manda-to, gastos inadequados de verba do Fundeb, saída de recursos da conta do Fundeb sem a devida comprovação e o descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal.
 
A ex-prefeita tentou retirar o processo da pauta do TCE. O pedido foi apresentado pelo advogado Matheus da Silva José, ex-procurador de Campos, mas o pedido foi indeferido.
 
Mais informações na edição desta quarta-feira (28) da Folha da Manhã.
 

Laudo da PF comprova autenticidade de e-mails de Odebrecht sobre Instituto Lula

Mirthyani Bezerra
Do UOL, em São Paulo
 
Um laudo feito pela Policia Federal comprovou a autenticidade dos e-mails apresentados pelo empresário Marcelo Odebrecht no processo em que ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são réus sobre a suposta compra de um terreno, pela empreiteira, para o Instituto Lula. O resultado da perícia entrou nesta terça-feira (27) nos autos da ação que corre na Justiça Federal do Paraná.
 
O pedido de perícia havia sido feito pela própria defesa de Lula e ordenado no último dia 16 de março pelo juiz Sergio Moro.
 
O documento informa que "foram localizadas, no material examinado, todas as mensagens eletrônicas relacionadas ao evento". A PF informa que vai disponibilizar à defesa de Lula ou técnico indicado por ela a cópia "da integralidade desse material eletrônico [e-mails] apreendido com Marcelo Bahia Odebrecht para consulta."
 
Material na íntegra em:

2018/03/26

Sergio Moro é o convidado do Roda Viva desta noite


O juiz Sérgio Moro (Lula Marques/PT)

O juiz responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba dará sua primeira entrevista ao vivo a uma emissora de televisão

TRF-4 nega recurso da defesa de Lula sobre condenação em segunda instância no processo do triplex

Por decisão do próprio TRF-4, Lula pode ser preso para começar a cumprir a pena quando acabarem os recursos no tribunal. Porém, uma decisão provisória do STF impede a prisão até que o plenário da Corte julgue pedido de habeas corpus.

Por G1 RS
 
O recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no processo do triplex em Guarujá (SP) foi negado em julgamento realizado nesta segunda-feira (26).

A decisão foi tomada pelos mesmos desembargadores da 8ª turma, que julgaram a apelação de Lula em 24 de janeiro: João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus. Na ocasião, eles mantiveram a condenação imposta pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro e ainda aumentaram a pena aplicada por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Por decisão do próprio TRF-4, Lula pode ser preso para começar a cumprir a pena quando acabarem os recursos no tribunal.
Porém, uma decisão provisória do Supremo Tribunal Federal (STF) impede a prisão do ex-presidente até que o plenário da Corte julgue um pedido de habeas corpus preventivo apresentado pela defesa de Lula. O julgamento está marcado para o dia 4 de abril.
A assessoria do TRF-4 informou que a defesa ainda terá 12 dias para entrar com recurso sobre os próprios embargos de declaração, caso entenda que inconsistências ou obscuridades persistam.
Os embargos de declaração foram protocolados pela defesa de Lula no dia 20 de fevereiro. Este tipo de recurso serve para pedir esclarecimentos sobre a decisão e era o único possível no caso, já que a decisão dos desembargadores foi unânime.
No caso do triplex, Lula é acusado de receber o imóvel no litoral de SP como propina dissimulada da empresa OAS para favorecer a empresa em contratos com a Petrobras. O ex-presidente nega as acusações e afirma ser inocente.
Na sessão do dia 24 de janeiro, em Porto Alegre, os desembargadores aumentaram a pena de Lula para 12 anos e um mês de prisão. Moro havia condenado o ex-presidente a 9 anos e 6 meses.

Instâncias superiores

Esgotadas as possibilidades de recurso no TRF-4, a defesa de Lula poderá recorrer contra a condenação do ex-presidente no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no STF.
Antes de chegar a Brasília, os recursos especiais (STJ) e extraordinários (STF) são submetidos à vice-presidência do TRF-4, responsável pelo juízo de admissibilidade – uma espécie de filtro de acesso às instâncias superiores.
 
Se for o caso, os autos serão remetidos ao STJ que, concluindo o julgamento, pode remeter o recurso extraordinário ao STF.
 
No STJ, poderá ser apresentado recurso especial se a defesa apontar algum aspecto da decisão que configure violação de lei federal, como o Código Penal ou de Processo Penal. No STF, caberá recurso extraordinário se os advogados apontarem que a decisão do TRF-4 viola a Constituição.
Caso Lula esteja preso nessa fase de recursos, a defesa poderá pedir a esses tribunais superiores a soltura do ex-presidente, para que ele recorra em liberdade.

Candidatura de Lula


A Lei da Ficha Limpa impede que condenados por tribunal colegiado (como o TRF-4) se candidatem depois de encerrados todos os recursos na 2ª instância.
 
Na esfera eleitoral, a situação de Lula é definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deverá analisar um eventual registro de candidatura do ex-presidente – o que deve acontecer no segundo semestre deste ano. O PT tem até 15 de agosto para protocolar a candidatura. O TSE tem até o dia 17 de setembro para aceitar ou rejeitar a candidatura de Lula.
A Lei da Ficha Limpa prevê também a possibilidade de alguém continuar disputando um cargo público, caso ainda haja recursos contra a condenação pendentes de decisão.
 

2018/03/25

Lula... já deu

O blog não esperava mais nada do senhor Lula. Mas incitar a violência, acirrar os ânimos da sociedade, falar em "dar porrada", bem ao seu estilo grotesco, pelos protestos contra sua "caravana" no sul, - que por si só já afronta a justiça, pela campanha extemporânea do alquebrado PT, não passa nem perto da figura de um ex-presidente.  Apenas isso, porque estadista ele nunca foi mesmo. Uma irresponsabilidade e um novo tapa na cara do povo. Patética, estúpida e perigosa atitude.
 
Apenas no Brasil. Temos milhares de presos sem condenação, e um condenado em duas instâncias que paga, sabe-se lá como, uma fortuna a advogados para se esgueirar pelas brechas da lei e continuar solto, boquirroto.
 
Já deu.

General Mourão critica STF por dar salvo-conduto a Lula: "covardia moral"

Agência Estado

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

2018/03/23

Do Rio Grande do Sul...

Oportunidades de trabalho no Porto do Açu

COMUNICADO CONSÓRCIO DO AÇÚ 

Com o objetivo de esclarecer informações sobre a contratação para as obras da termelétrica GNA I, no Porto do Açu, o Consórcio do Açu, liderado pela Andrade Gutierrez Engenharia, informa que:
- Hoje o projeto conta com cerca de 70 funcionários contratados e está em fase de preparação para terraplanagem do terreno. A previsão é que, em dezembro de 2018, aproximadamente 460 pessoas estejam trabalhando na obra.
- Os empregos gerados neste ano serão para a fase de construção civil da termelétrica, como ajudantes, armadores, operadores e pedreiros, entre outros.
- É importante ressaltar que o projeto será concluído até o final de 2020, com previsão de geração de 2 mil empregos no pico da obra.
- O Consórcio do Açu está compromissado com o desenvolvimento socioeconômico da região e priorizará, durante toda a realização do empreendimento, a contratação de mão de obra local, sempre que esta puder suprir as necessidades do projeto.
- Cabe informar ainda que o Consórcio do Açu recebe currículos pelo email vagas.utent@agnet.com.br, além da Rede de Empregabilidade do Porto do Açu :
 

2018/03/22

22 de março – Dia Mundial da Água

O dia 22 de março é marcado anualmente como o Dia Mundial da Água, data destinada principalmente a discutir os temas relacionados a esse importantíssimo e necessário bem que a natureza nos dá e que é tantas e tantas vezes relegado a planos inferiores entre aqueles que são necessários à vida.
 
Segundo recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, os países membros da ONU devem promover atividades no dia para promover a conscientização sobre a necessidade de preservação de recursos hídricos, destacando a importância da água para a sobrevivência humana e para a manutenção da saúde.
 
Para marcar a necessidade da preservação da água potável, é necessário saber que, embora um terço da superfície da Terra seja de água, apenas 0,008% dela é potável, servindo para o consumo humano, contando seu uso para ingestão, higiene e até para a crescente industrialização no mundo todo.
 
O Brasil concentra uma quantidade maior da água potável disponível, cerca de 12% dela, mas ainda falta muita vontade política para sanar os problemas que envolvem a utilização desse precioso bem. Nota-se isso nos esgotos, muitas vezes jogado a céu aberto e em sua maioria despejados nos rios sem qualquer tratamento, nas empresas fornecedoras de água potável e sua falta de cuidado com o desperdício e na consciência das pessoas para uma utilização racional.
 
Origem do Dia Mundial da Água
 
A Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial da Água em 1992, quando também divulgou um documento importante para o uso e preservação dos recursos hídricos, a Declaração Universal dos Direitos da Água.
 
O texto discorre sobre as sugestões, medidas e informações necessárias para a solução dos problemas do uso da água, considerando-a um bem perecível, e busca despertar a consciência ecológica dos povos e dos governos para a questão hídrica.
 

2018/03/21

Cartazes na Uenf indicam assédios

Alunas da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), que fazem parte do Coletivo de Mulheres Uenfianas, denunciaram, por meio de cartazes colados em vários pontos da universidade, que alguns professores estão cometendo assédios sexuais e morais contra as universitárias. A denúncia, de acordo com o Coletivo, é antiga e tanto a pró-reitoria quanto a reitoria da Uenf já tomaram conhecimento dos fatos, mas nenhuma denúncia oficial foi feita até o momento. O assunto foi mostrado pelo blog Na Curva do Rio, hospedado no Folha 1 e assinado pela jornalista Suzy Monteiro.

Os abusos foram relatados em forma de cartazes que transcreviam o que, segundo as alunas, eram ditos por professores e orientadores. “Sempre quis uma amante jovem, bonita e inteligente. Fiz muitos planos para você”, teria dito um orientador para sua orientada. Em outro relato, o professor teria se dirigido a todos da turma: “Vocês são uns merdas”.
 
Os cartazes foram colados de forma anônima porque essas mulheres estão com medo de represália. Para a presidente do Conselho dos Direitos da Mulher, Vanessa Henriques, os casos já são conhecidos há algum tempo dentro da instituição e não são relatados.
 
— As mulheres da Uenf estão se unindo para que sejam ouvidas e para que órgãos específicos sejam criados até mesmo para que elas tenham apoio na hora das denúncias. Acho que o debate tem que ser feito amplamente e os cartazes abriram uma brecha para isso, porque se existe o assédio, ele tem que acabar. Mas elas precisam da garantia de que não serão perseguidas ou coagidas — informou Vanessa.
 
A vice-reitora da Uenf, Tereza de Jesus Peixoto Faria, informou que espera uma denúncia oficial para abrir sindicância. “Não temos denúncias formais, mas estamos procurando saber o que realmente está acontecendo. Às mulheres, neste caso específico, estamos procurando saber o que está acontecendo até mesmo para dar acolhimento a elas. A princípio nós precisamos que se faça a denúncia oficial, com um processo solicitando a abertura de uma sindicância. Elas têm queixas concretas tanto que a forma delas se manifestarem foi através desses cartazes. Isso não é uma situação específica da nossa universidade, mas não podemos permitir que continue”, informou a vice-reitora.
 
A equipe de reportagem da Folha também tentou contato com a Associação Docentes da Uenf, mas os telefonemas feitos à presidente Luciane Silva não foram atendidos.
 

2018/03/20

CPI das Rosas sugere investigação de Rosinha por crimes como formação de quadrilha e improbidade

(Campos dos Goytacazes) RJ
Depois da CPI da Odebrecht, a Comissão Parlamentar de Inquérito das Rosas, que investigou contrato da empresa Emec com a Prefeitura de Campos, na gestão de Rosinha Garotinho, também teve seus trabalhos concluídos.
 
O relator da CPI, vereador Cláudio Andrade (PSDC), levou parte do relatório na sessão desta terça-feira. Nas mais de sete mil folhas está sugerida a investigação da ex-prefeita Rosinha por crimes como formação de quadrilha, licitação e improbidade administrativa.
 
Também há a sugestão de investigação dos ex-secretários Suledil Bernardino, Zacarias Albuquerque, Edilson Peixoto, Cesar Romero, Jorge Willian Pereira Cabral.
 
O presidente da Câmara, Marcão Gomes, explicou que o relatório será encaminhado às autoridades para investigações que acharem necessárias.
 
A CPI das Rosas investigou contrato da Prefeitura de Campos durante a gestão da prefeita Rosinha,entre 2011 e 2016, com a Emec Obras e Serviços Ltda, no valor total de R$ 76.150.706,73, para manutenção civil e paisagística de canteiros, parques, praças, jardins e afins.
 

'Não há razões para isso', diz Cármen Lúcia sobre STF voltar a julgar prisão após condenação em 2ª instância

Presidente do Supremo deu declaração em entrevista à GloboNews. Em 2016, Corte decidiu que pena pode começar a ser cumprida após 2ª instância, mas ações visam mudar o entendimento.

2018/03/17

Ministra Cármen Lúcia, Presidente do STF, na revista IstoÉ

“É absolutamente natural que o juiz escute essas alegações para formar o seu juízo. Agora, não se pode levar em conta a eventual importância ou popularidade do réu. As alegações de Lula ou as de qualquer outro preso que eu condenei têm o mesmo peso. São a mesma coisa”.

É a essência do conceito de Justiça cega.

“Revisões de posicionamento acontecem porque a sociedade evolui. Mas isso não pode acontecer num período de apenas um ano e meio. E a revisão não pode surgir por iniciativa de quem foi vencido. Na Suprema corte americana, somente os vencedores podem pedir revisão de um posicionamento. Aqui não pode ser diferente. Imagine: quem foi vencido vai ficar pedindo revisão da decisão até virar vencedor


CONSEQUÊNCIAS SOBRE O FIM DA PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA:
“O fim da prisão em segunda instância faria retroceder em 50 anos o combate à corrupção. As inúmeras possibilidades de recurso fariam os crimes prescreverem. Não haveria mais motivo para que alguém fizesse colaboração premiada”

PRESSÕES DO PT PELA LIBERDADE DE LULA:
“O PT tem o direito de defender suas posições. Mas tudo segue dentro de absoluta formalidade. Aqui, ainda que o interlocutor seja amigo, conhecido de antes de eu ser presidente do Supremo, o tratamento é “senhora”, “ministra”, “presidente”. Tudo segue esse protocolo para que ninguém sinta espaço para extrapolar”

Reportagem completa em:

2018/03/16

Ministro Edson Fachin nega novo pedido da defesa para tentar evitar prisão de Lula

TRF-4 condenou Lula à prisão e determinou execução da sentença depois de esgotados os recursos no tribunal. Defesa pediu ao STF execução só após recursos em todas as instâncias da Justiça.

Por Rosanne D'Agostino, TV Globo, Brasília
 
 
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (16) o novo pedido da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva para tentar evitar a prisão do ex-presidente.
O ministro afirma, na decisão, que não houve mudança no entendimento do Supremo sobre a execução da prisão após condenação em segunda instância.
Lula foi condenado em janeiro pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região a 12 anos e 1 mês, em regime inicialmente fechado. O TRF-4 é responsável pelos processos da Lava Jato em segunda instância.
Os desembargadores do TRF-4 determinaram a prisão assim que se esgotarem os recursos no tribunal. Mas a defesa de Lula pediu ao STF que a prisão só seja decretada após o processo transitar em julgado, ou seja, quando não couber recurso a mais nenhuma instância da Justiça.
O ministro Edson Fachin negou a liminar (decisão provisória) em fevereiro, mas, nesta quarta-feira (14), a defesa fez um acréscimo nesse mesmo habeas corpus, pedindo que uma eventual ordem de prisão do ex-presidente fosse suspensa até que o Supremo julgue duas ações diretas de inconstitucionalidade que tratam da execução da pena após condenação em segunda instância.
A defesa pedia ainda que, em razão de o habeas corpus não ter sido pautado para abril, o próprio ministro Fachin levasse essa questão ao plenário.
Na decisão tomada nesta sexta, o ministro Edson Fachin disse que não houve mudança na jurisprudência do Supremo sobre essa questão desde que a liminar foi negada.
Por isso, não vê motivos para levar o habeas corpus, ele mesmo, ao plenário. Segundo Fachin, essa é uma incumbência da presidente do STF. Além disso, Fachin disse ainda que as ações têm prioridade e devem ser julgadas antes do habeas corpus de Lula.

"No momento da impetração inicial, e mesmo agora após o aditamento, não se alterou, nesse interregno, a orientação da jurisprudência firmada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal quanto ao tema da execução criminal após a sentença condenatória ser confirmada à unanimidade por juízo colegiado de segundo grau", escreveu Fachin.
 
A defesa de Lula havia apresentado um novo pedido nesta quarta, para que uma eventual ordem de prisão fosse suspensa até que o Supremo julgue duas ações que tratam da execução da pena após condenação em segunda instância.
 
Não há previsão para que essas duas ações, que podem alterar o entendimento da Corte sobre a execução da pena, ou o habeas corpus de Lula, sejam colocados em pauta pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia.
 
Nos últimos meses, ela tem reiterado que não pretende voltar a discutir esse tema.
Mesmo com a nova decisão de Fachin, o habeas corpus de Lula ainda pode ser analisado pelo plenário do Supremo, mas isso depende de Cármen Lúcia.
 
 

2018/03/14

Na contramão dos bancos, cooperativas de crédito ampliam agências


Balanço do Sicoob, o maior sistema de cooperativas financeiras do País, registra expansão na rede de 5,7% entre 2016 e 2017.

Enquanto os grandes bancos públicos e privados reduziram o número de agências físicas no ano passado — dados do Banco Central mostram que 2017 encerrou com fechamento recorde e quase 1,5 mil unidades a menos que no ano anterior — cooperativas de crédito seguem estratégia contrária, e quem ganha mais opções de atendimento é o consumidor. Balanço do Sicoob, o maior sistema de cooperativas financeiras do País, registra expansão na rede de 5,7% entre 2016 e 2017, com a criação de 165 novos pontos/agências, o que lhe permitiu tornar-se a quinta maior rede de atendimento no Brasil.
A expansão das cooperativas é uma boa notícia em um mercado fortemente concentrado em quatro grandes instituições que apresentam uma rentabilidade invejável também graças ao poder de formar preços dos empréstimos.
700 agências abertas nos últimos cinco anos
Num cenário em que fusões e aquisições levaram à formação de grandes bancos de varejo, com poucas instituições concentrando grande parte do mercado e reduzindo a competição no setor, o diretor operacional do Sicoob Confederação, Francisco Silvio Reposse Júnior, vê espaço para a expansão das cooperativas. Por não visarem lucro e estarem mais próximas da comunidade e do associado, destaca, elas conseguem cobrar spreads (diferença entre o custo de captacap e a taxa do empréstimo) menores que as demais instituições financeiras, além de oferecer um extenso leque de produtos e serviços e participação nos resultados.
Em paralelo ao atendimento digital — alvo de fortes investimentos dos bancos tradicionais nos últimos anos, em busca de eficiência, enxugamento de custos e segurança — Reposse acredita que as agências físicas ainda são necessárias no processo de expansão e captação de novos associados para as cooperativas, assim como para qualquer instituição que atue no varejo. Nos últimos cinco anos, a instituição abriu 700 pontos de atendimento pelo País.
Diversificação de produtos e serviços
Nas agências de cooperativas de crédito, os associados encontram os principais serviços disponíveis nos bancos, como conta-corrente, aplicações financeiras, cartão de crédito e débito, empréstimos e financiamentos. No Sicoob, diz Reposse, é possível também o pagamento de contas de terceiros. “Nosso portfólio é praticamente completo. Só não conta, por enquanto, com operações de câmbio, mas aguardamos autorização do Banco Central e esperamos oferecer esse serviço ainda no primeiro semestre deste ano”.
Digital representa 71% das transações, mas não dispensa rede física
“É nítido que as operações no mundo digital, online, que já representam 71% das transações em nosso sistema, nos trazem ganhos de eficiência”, diz Reposse Júnior. “Porém, isso ainda não é acessível a todos. E mesmo que signifique custos, nossa estratégia ainda é baseada em estarmos onde exista necessidade, demanda local, como das associações comerciais, das câmaras de lojistas. Buscamos criar relações com as comunidades e associá-las às cooperativas”, explica.
Relacionamento direto e inclusão financeira
“Para nós, significa muito o relacionamento direto, a conversa, o olho no olho com o associado”, completa o executivo, lembrando que muitas vezes as cooperativas são as únicas instituições a atender em algumas localidades, e que ainda existem vários municípios sem a presença do cooperativismo.
No caso do Sicoob, em 200 municípios brasileiros o sistema é a única instituição financeira presente, o que permitiu que mais de 1,2 milhão de pessoas antes não atendidas pelo sistema bancário tradicional fossem incluídas, por meio do cooperativismo financeiro.
Segundo dados do Relatório Anual do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC/2016), o cooperativismo de crédito como um todo no Brasil contava com um total de 8,8 milhões de associados, em 1.041 cooperativas, somando 5.633 pontos de atendimento.
Bancos: 57% das transações em mobile e internet banking, contra 8% nas agências
No caso dos bancos tradicionais de varejo, que no ano passado fecharam quase 1,5 mil pontos de atendimento, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) destaca que, apesar do franco crescimento dos canais digitais, os pontos físicos e outros canais de atendimento também continuam desempenhando papel importante no atendimento aos clientes bancários.
Segundo a última Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária (edição 2017, com dados relativos a 2016), as agências bancárias e POS (pontos de venda no comércio) realizaram 1,2 bilhão de saques, contra 1,1 bilhão no ano anterior. Em relação ao volume de pagamento de contas, o número quase dobrou, passando de 273 milhões para 526 milhões – o que, de acordo com a entidade, mostra que tais canais presenciais se mantém relevantes.
O estudo reforça ainda a tendência de preferência crescente dos clientes em realizar suas transações bancárias por meios eletrônicos – mobile e internet banking que, juntos, representaram 57% das operações realizadas em 2016, enquanto as operações realizadas em agências físicas somaram 8%.
Estabilidade em número de agências bancárias nos últimos seis anos
Nos últimos seis anos (2010-2016), de acordo com a Febraban, observa-se estabilidade em relação ao número de agências bancárias, com movimentos leves de alta e queda, notando-se que o canal físico passa por fase de readequação e redifinição de seu papel. Em 2016, diz a entidade, mesmo com o arrefecimento da atividade econômica, o número de agências no País registrou leve alta, passando de 22,9 mil para 23,4 mil.
 Número de cooperados no Sicoob cresceu 12,8%, para 4 milhões de pessoas
No final do ano passado, ao mesmo tempo em que atingiu 4 milhões de cooperados — um aumento de 12,8% sobre o ano anterior — a rede Sicoob ampliou a capilaridade regional, com a criação das 165 novas agências em estados como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro, entre outros, totalizando 2.697 pontos de atendimento (sendo 2.231 pontos e 466 cooperativas afiliadas).
Presença ainda concentrada em cidades menores, abaixo de 300 mil habitantes
Uma fatia de 76% dessas agências está em municípios do interior, principalmente em cidades com menos de 300 mil habitantes, sendo ainda um desafio para o sistema as regiões metropolitanas e grandes centros. “Nas grandes cidades, ainda não estamos tão presentes. Mas buscamos nos expandir, o que já vem ocorrendo, por exemplo, na grande BH e em cidades paulistas como Bebedouro e Ribeirão Preto”, diz Reposse Júnior.
Grande parte da matriz de receitas das cooperativas de crédito advém da intermediação financeira, promovendo a troca entre aplicadores e tomadores no próprio município. Nos últimos anos, diz Reposse, o segmento registra ampliação de seu ambiente de atuação, diversificação do portfólio de produtos e serviços e maior qualificação da gestão.
Participação das operações de crédito no SFN ainda é pequena, mas crescente
A participação do crédito do Sicoob no Sistema Financeiro Nacional (SFN), apesar de pequena, vem crescendo ano a ano, tendo saído de uma fatia de 1% em 2015 para 1,5% em 2017.
Entre 2016 e 2017, as operações de crédito apresentaram variação positiva de 11,4%, passando de R$ 38,5 bilhões para R$ 42,9 bilhões. Os financiamentos rurais e agroindustriais totalizaram R$ 12,3 bilhões, 7,3% acima de 2016. A taxa média de juros praticada pelas cooperativas do Sicoob no crédito pessoal, por exemplo, ficou em 2,2% ao mês (29,7% ao ano), enquanto no mercado a média foi de 3,1% ao mês (44,3% ao ano).
Como participar
Para associar-se a uma cooperativa de crédito (pessoas físicas), são necessários carteira de identidade (RG), comprovante de residência e comprovante de renda. Micro e pequenos empresários devem apresentar cartão do CNPJ, comprovante de endereço e de faturamento, além de documentos dos sócios (os mesmos das pessoas físicas).
Só podem ter acesso aos produtos de uma cooperativa de crédito os seus associados, que devem estar de acordo com o estatuto social. O interessado em se associar terá de integralizar um capital social, em valores que variam de acordo com cada cooperativa, geralmente baixos, com cotas a partir de R$ 20,00 para se tornar sócio.
Opções de aplicação e investimento
Essas cooperativas também são opção para quem procura alternativas para investir e oferecem produtos para diferentes perfis, dos mais conservadores aos dispostos a maior risco. As agências costumam oferecer tanto a tradicional caderneta de poupança como o RDC (recibo de depósito cooperativo, equivalente ao CDB dos bancos), LCI, LCAs ou fundos de investimentos.
Proximidade e atendimento diferenciado: caminho para competir com os bancos
Para o economista e professor da Saint Paul Escola de Negócios, Carlos Honorato, as cooperativas de crédito estão no rumo certo ao manter o investimento em agências físicas e cultivar a proximidade no atendimento.
“Enquanto os grandes bancos seguem o caminho do atendimento de escala, muito associado à tecnologia, as cooperativas buscam o nicho do atendimento mais próximo, de maior relacionamento, em que costumam ser muito boas, principalmente no interior e nas áreas rurais, mas já começando a se expandir para as grandes cidades”, analisa.
Ainda que essa estratégia possa ter custos maiores para as instituições, diz o economista, trata-se da melhor e talvez da única forma para que elas possam competir com os intensos investimentos dos bancos em tecnologia, muitas vezes em parcerias com as fintechs, e ganhar espaço de mercado.
Os grandes trunfos das cooperativas, diz Honorato, além de oferecer, em geral, menores custos aos usuários de produtos e serviços, é esse atendimento mais pessoal e customizado, na contramão dos grandes bancos de varejo, onde os canais online agilizam soluções mas tornam o relacionamento mais padronizado e distante, em muitos casos só se chegando ao gerente, por exemplo, num segundo momento.

Desafio é mostrar vantagens do modelo e estimular participação
Já o desafio que ele enxerga para essas instituições é conseguir mostrar que a cooperativa, como se vê em vários países do mundo, desde que exista participação, é um bom negócio. Sendo importante lembrar que o resultado positivo da cooperativa, conhecido como ‘sobra’, é repartido entre os cooperados, em proporção com as operações que cada associado realiza com a instituição. E que, da mesma forma que partilha das sobras, o cooperado fica sujeito a participar do rateio de eventuais perdas.
“No Brasil, tivemos questões de fraudes, que pesaram sobre o sistema, que hoje ganhou maior solidez e segurança jurídica. A cultura do cooperativismo também não é forte em estados como São Paulo, Mato Grosso ou Minas Gerais, como é no sul do país, onde existe tradição”, completa Honorato. “Acredito que o cliente médio de bancos, que geralmente é insatisfeito, pode sentir-se atraído pelas cooperativas por ter soluções mais adequadas a suas necessidades, e sentir-se mais valorizado, ou ainda por ter portas fechadas quando busca soluções para suas demandas nos bancos tradicionais.”
Bancos, fintechs, cooperativas
A dica do economista para o consumidor de produtos e serviços bancários, inclusive para quem está em busca de melhores opções de aplicações, crédito ou financiamento, no atual cenário de queda dos juros básicos, é ficar alerta para três grupos com alternativas diferenciadas: os grandes bancos, as cooperativas e as fintechs.
Pesquisar as alternativas e checar perfil das instituições
Um primeiro passo é pesquisar as opções na internet (o google é de grande ajuda com informações), comparando empresas, ofertas e, principalmente, reclamações, buscando confirmar a idoneidade das instituições antes de contratar seus serviços.
Avaliar custos de oportunidade
Em seguida, orienta Honorato, será importante avaliar os custos de oportunidade, que não são apenas financeiros. A pessoa precisará se perguntar o que é importante para ela no momento: bom atendimento; proximidade com o gerente; soluções personalizadas; cesta de tarifas e taxas de crédito mais baixas; opções variadas de aplicação e/ou financiamento; rapidez e agilidade na obtenção de crédito e assim por diante.
Sem medo de experimentar o novo
“Feitas as pesquisas e comparações, será preciso ainda ter flexibilidade para experimentar as alternativas, em vez de ficar restrito ao relacionamento com seu banco, mesmo que seja de muitos anos”, diz o economista. Ele alerta que também pode ser interessante a pessoa manter, por um determinado período, o relacionamento com seu banco e com a nova opção, seja fintech ou cooperativa.
“O importante é analisar e priorizar necessidades, conhecer opções diferentes, tentar não colocar todos os ovos na mesma cesta e, finalmente, não ter medo do novo, buscando a solução mais adequada ao seu momento e perfil”, conclui.
Fonte: exame.abril.com.br

2018/03/12

Câmara de Campos: Linda Mara é comunicada por DO de afastamento

(Foto: JTV)

Por Blog dos Jornalistas   12 de março de 2018

Linda Mara (PTC) foi oficialmente notificada, no Diário Oficial (DO) desta segunda-feira (12), da decisão da Justiça Eleitoral de afastá-la de seu cargo na Câmara de Campos. Ela teve o mandato cassado, os votos anulados e está inelegível por oito anos. O afastamento acontece após o Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmar a setença de primeira instância e indeferir recursos.

Quem também foi notificado por meio de Diário Oficial foi Thiago Virgílio (PTC). O comunicado foi publicado em edição extra do DO, no último dia 9, e republicado na edição desta segunda. Os dois terão três dias para apresentar suas defesas.

O expediente foi o mesmo a que recorreu o presidente da Câmara, Marcão Gomes (REDE) para dar ciência, na última quarta-feira, ao vereador Miguelito (PSL) de seu afastamento, já que nenhum deles compareceu às sessões desde que a Casa de Leis foi notificada pela Justiça Eleitoral para cumprir a determinação do TRE-RJ.

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