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2019/03/27

TCE aprova contas de Rafael Diniz

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro emitiu, na tarde desta quarta-feira (27), por unanimidade, parecer prévio favorável à aprovação das contas de 2017 do prefeito de Campos, Rafael Diniz (PPS). O processo foi relatado pela conselheira Marianna Montebello Willeman, presidente do TCE. O documento segue para a Câmara Municipal, que é responsável pelo julgamento final.
 
O corpo instrutivo e o Ministério Público Especial chegaram a sugerir, no ano passado, a emissão do parecer contrário à aprovação das contas. Após essas análises, a Prefeitura voltou a responder em ofício ao TCE. O Ministério Público acolheu parte das explicações do Prefeitura, mas manteve o entendimento que sugeria a reprovação das contas. Já o corpo técnico do TCE reviu a posição e sugeriu o parecer prévio pela aprovação.
 
O voto da relatora Marianna Montebello Willeman contém ressalvas, determinações e comunicações de ofício, mas emite parecer favorável à aprovação das contas do primeiro ano da gestão Rafael Diniz. Seu entendimento foi seguido pelos demais conselheiros.
 
Prestação de contas anterior — Também no dia 27 de março, em 2018, o TCE analisou as contas da ex-prefeita Rosinha Garotinho, referente ao ano de 2016. O parecer prévio da Corte, aprovado por unanimidade, foi pela reprovação, depois confirmada pela Câmara de Campos.
Foi a primeira vez que o TCE apontou pela rejeição das contas da ex-prefeita, que ficou oito anos à frente do cargo em Campos. A ocasião também foi a primeira em que a decisão foi tomada pelo corpo técnico do colegiado, já que a maior parte dos conselheiros está afastada após ter sido presa na operação O Quinto d’Ouro — deflagrada a partir da delação do ex-presidente do TCE Jonas Lopes de Carvalho, que chegou à Corte de Contas por indicação, em 2000, do então governador Anthony Garotinho.
 

2018/07/18

Câmara de Campos segue parecer do TCE, reprova contas e Rosinha fica inelegível

Quinze vereadores votaram a favor do parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), reprovando, assim, as contas da ex-prefeita Rosinha Garotinho referentes ao exercício de 2016. Desta forma, Rosinha fica inelegível, de acordo com a Lei 64/90, e ainda pode ser responsabilizada criminalmente.  A sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Campos teve início às 11h desta quarta-feira (18).Apenas a vereadora Joilza Rangel Abreu, alegando problemas de saúde, não compareceu à sessão, que conta com Casa cheia.
 
Após os discursos dos vereadores inscritos, a Casa deu início à votação. Votaram a favor do parecer do TCE, que recomenda a reprovação das contas da ex-prefeita, os vereadores Marcão Gomes, Abdu Neme, José Carlos, Fred Machado, Abu, Cláudio Andrade, Ivan Machado, Luiz Alberto Neném, Marcos Bacellar, Paulo Arantes, Marcelo Perfil, Genásio, Enock Amaral, Igor Pereira e Pastor Vanderly.
 
Contra o parecer do TCE votaram os seguintes vereadores: Cabo Alonsimar, Renatinho do Eldorado, Jairinho É Show, Eduardo Crespo, Álvaro Oliveira, Álvaro César, Silvinho Martins, Josiane Morumbi e Jorginho Virgílio.
 
Matéria na íntegra em:
 

2018/05/14

Parecer do TCE pela rejeição das contas de Rosinha está no Portal da Transparência

Desde semana passada, quem quiser, pode conferir o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre as contas da gestão de 2016 da ex-prefeita Rosinha no Portal da Transparência. O documento foi incluído lá por determinação do próprio TCE, como mostrou matéria da Folha da Manhã, domingo (13).
Clicando na imagem abaixo, você pode ter acesso ao Portal e ao documento:
 
 
 

2018/05/08

TCE: após afastamento de investigados, número de prefeitos reprovados cresce 650%

Rosinha está entre os reprovados, em Campos dos Goytacazes.

Quantidade de municípios com contas rejeitadas saltou de 8 para 60. No ano passado, a Lava Jato afastou seis conselheiros por suspeita de corrupção

Por PAULO CAPPELLI

Ao que parece, os seis conselheiros do Tribunal de Contas do Estado investigados por corrupção não têm tanto rigor na hora de fiscalizar a aplicação do dinheiro público. Após a Lava Jato afastar os titulares, o número de prefeitos com contas reprovadas pelo TCE aumentou 650% em apenas um ano.
 
Em 2016, oito prefeituras foram reprovadas. No ano passado, já com a nova composição, a Corte emitiu parecer contrário para 60 municípios. O detalhe é que a quantidade deve aumentar ainda mais, pois os gastos de dez cidades ainda são analisados o atraso ocorre por conta das mudanças no próprio tribunal e porque alguns prefeitos de primeiro mandato pediram mais tempo para apresentar justificativa.
 
O TCE é responsável por supervisionar 91 dos 92 municípios do estado (todos, exceto a capital). Abaixo, em vermelho nos mapas, as prefeituras reprovadas pela Corte em 2015, 2016 e 2017. As contas são sempre referentes ao ano anterior (a rejeitada em 2017, por exemplo, diz respeito à gestão de 2016). No fim da Coluna, os municípios com as contas rejeitas em 2015, 2016 e 2017.
 
Longe de Eduardo Paes?
 
Em reunião ontem no MDB-RJ, no Centro, o partido confirmou que fará prévias para ter um nome ao governo estadual e ao Senado. Para o Palácio Guanabara, os ex-prefeitos Max Lemos (Queimados), Vinicius Farah (Três Rios) e o deputado André Lazaroni disputarão a preferência interna, como a Coluna já havia sinalizado. Para o Senado, o vereador Átila Alexandre Nunes (MDB) e o ator Jorge Coutinho foram os nomes colocados.
 
Municípios com contas rejeitadas em 2015 (referente à gestão de 2014)
Angra dos Reis, Mangaratiba, Santa Maria Madalena.
 
Municípios com contas rejeitadas em 2016 (referente à gestão de 2015)
Aperibé, Araruama, Areal, Belford Roxo, Itaguaí, São João de Meriti e Volta Redonda.
Municípios com contas rejeitadas no ano passado (referente à gestão de 2016)
Angra dos Reis, Aperibé, Araruama, Areal, Belford Roxo, Barra do Piraí, Barra Mansa, Cabo Frio, Conceição de Macabu, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Cantagalo, Cordeiro, Comendador Levy Gasparian, Duque de Caxias, Engenheiro Paulo de Frontin, Guapimirim, Itaguaí, Itaocara, Itaboraí, Laje do Muriaé, Macuco, Magé, Miracema, Mangaratiba, Mesquita, Natividade, Nilópolis, Nova Iguaçu, Pinheiral, Paty de Alferes, Paracambi, Rio Claro, Resende, Rio Bonito, Rio das Flores, São Sebastião do Alto, Santo Antonio de Padua, Seropédica, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, São Gonçalo, Sapucaia, São João de Meriti, Três Rios, Teresópolis, Trajano de Moraes, Volta Redonda, Vassouras, Valença, Búzios, Arraial do Cabo, Cachoeiras de Macacu, Cardoso Moreira, Casimiro de Abreu, Italva, Quissamã, São Jose de Ubá, São Pedro da Aldeia e São Fidélis.
 
Matéria completa em:
 

2018/03/27

TCE reprova contas da ex-prefeita Rosinha Garotinho

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro reprovou, por unanimidade, a prestação de contas do município de Campos, referentes ao ano de 2016, sob responsabilidade da ex-prefeita Rosinha Garotinho. O parecer pela reprovação foi apresentado na sessão desta terça-feira (27). Posteriormente, o documento será encaminhado para a Câmara Municipal, que é responsável pelo julgamento final das contas.
 
A relatora do processo, a conselheira substituta Andrea Siqueira Martins, destacou irregularidades como abertura de créditos adicionais sem o correspondente superávit financeiro, não encaminha-mento de decretos comprovando o superávit financeiro ensejador de abertura de créditos adicionais, realização de despesas sem a devida contabilização, déficit financeiro em término de manda-to, gastos inadequados de verba do Fundeb, saída de recursos da conta do Fundeb sem a devida comprovação e o descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal.
 
A ex-prefeita tentou retirar o processo da pauta do TCE. O pedido foi apresentado pelo advogado Matheus da Silva José, ex-procurador de Campos, mas o pedido foi indeferido.
 
Mais informações na edição desta quarta-feira (28) da Folha da Manhã.
 

2017/12/09

MP Especial recomenda rejeição das contas da prefeitura na gestão Rosinha

Do blog Na curva do rio.


O Ministério Público Especial, que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), emitiu parecer recomendando a rejeição das contas da Prefeitura de Campos de 2016, último ano da gestão Rosinha.
O procurador-geral Sérgio Paulo de Abreu Martins Teixeira cita, entre as irregularidades, as contas da Previcampos e, ainda, o não cumprimento do limite mínimo de 15% das receitas de impostos e transferências de impostos para investimento na Saúde. Valor devido seria de R$69.979.693,24. (Teria sido repassado apenas 1,77%).
 
Sobre a Previcampos, o procurador-geral destaca no parecer:
"O déficit financeiro, acima demonstrado (R$ 243.351.321,80), aliado ao fato de o Ministério da Previdência Social não ter emitido CRP desde 25.05.2015 e a informação, nestas contas, de que o Poder Executivo deixou de repassar parte das contribuições previdenciárias (patronais e descontados dos segurados) devidas ao RPPS municipal (R$ 114.529.141,76), é prova cabal da gestão temerária que vem sendo empreendida na previdência do município de Campos dos Goytacazes, com violações à Lei Federal nº 9.717/98 e demais normas regulamentadoras do sistema. Tal conduta depõe contra a boa gestão do RPPS e, se já não comprometeu, brevemente comprometerá a higidez do regime.
 
O fato representa grave irregularidade que atenta contra a responsabilidade fiscal, com repercussão direta nas presentes contas de governo". 
 
Ainda de acordo com o parecer, "A LOA do exercício financeiro de 2016 aprovou previsão de arrecadação de receita no valor de R$ 1.690.346.800,00, com a fixação de despesa no mesmo valor (fl. 1942).
 
A receita efetivamente arrecadada, R$ 2.605.299.417,65, foi superior em R$ 914.952.617,65 à receita prevista (fl. 1955).
 
Ressalto que a receita arrecadada diretamente pelo município, oriunda do seu poder de tributar, representa 9,22 % da receita total do exercício, conforme quadro do Relatório Técnico de fl. 1956". 
 
Já a conselheira substituta Andrea Siqueira Martins, relatora do caso no TCE, determinou reexame da prestação de constas da Prefeitura, antes que ela própria emita seu parecer
 

2017/09/19

Campos: TCE investiga contas da Câmara na gestão Edson Batista

As contas da Câmara de Vereadores de Campos no período de 2010 a 2014 estão sob investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A Corte apura possíveis irregularidades com despesas de passagens, transporte e hospedagens para eventos fora do estado do Rio de Janeiro. Presidente do Legislativo à época, Edson Batista (PTB) nega qualquer irregularidade. Além de Campos, a Corte apura gastos considerados excessivos em outros 47 municípios fluminenses.

Relatório de auditoria do TCE foi elaborado após inspeções entre os dias 24 e 28 de novembro de 2014. Ao todo, a entidade analisa quatro viagens feitas por servidores em 2013 e outras 11 em 2014, cujos pagamentos realizados pela Câmara somam R$ 29.366,94. Tanto Edson Batista quanto os servidores foram notificados a apresentar defesa.
 
Entre outras irregularidades apontadas pelo Tribunal, estão: ausência de elementos que demonstrem a vantajosidade na escolha de eventos fora do estado do Rio de Janeiro, em detrimento da realização de eventos no âmbito estadual; ausência de comprovação de publicação do certame nos autos do processo administrativo encaminhado; ausência de inserção de edital de licitação nos autos do processo administrativo encaminhado; ausência de comprovação das despesas com as diárias, por meio de documentos que demonstrem o efetivo deslocamento nos eventos de capacitação fora do estado, além de notas de encerramento de hospedagem e lista de presença nos eventos; e ausência de relatório fornecido por fiscal formalmente nomeado para acompanhar a execução dos contratos referentes ao fornecimento de passagens aéreas.
 
Atual presidente da Câmara, Marcão Gomes (Rede) disse que não se pronunciaria sem tomar conhecimento do processo. Já o chefe do Legislativo no período analisado pelo Tribunal de Contas, Edson Batista (PTB), afirmou, por telefone, que está totalmente tranquilo, negou qualquer tipo de irregularidade e declarou, ainda, que o processo de investigação do TCE “só irá atestar a lisura de sua administração à frente da Câmara”.
 

2017/03/29

PF cumpre mandados de prisão contra conselheiros do Tribunal de Contas do Rio

Medidas atingem cinco integrantes e um ex-integrante da corte; presidente da Assembleia Legislativa do estado é alvo de condução coercitiva.

A Polícia Federal faz uma operação nesta quarta-feira (29) contra desvios para favorecer membros do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O esquema ocorreu durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), segundo as investigações. A Justiça determinou a prisão temporária de cinco dos sete membros do TCE-RJ (veja lista mais abaixo).

As investigações têm como base informações de um sexto conselheiro, Jonas Lopes, que já foi presidente do TCE-RJ. Lopes assinou delação premiada e não é alvo de mandado de prisão. Também não foi pedida a prisão da corregedora Marianna Montebello Willeman.
 
O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), é alvo de um mandado de condução coercitiva, que é quando alguém é levado a depor. A assessoria de Picciani disse que até as 8h50 não tinha informações sobre o mandado contra o deputado. O presidente da Alerj é pai do atual ministro do Esporte, Leonardo Picciani. Por volta das 9h, a PF fazia buscas e apreensões na Alerj. Segundo o G1 apurou, os policiais verificaram inclusive a sala da presidência.
 
Alvos dos mandados de prisão:
  • Aloysio Neves, atual presidente do TCE-RJ;
  • Domingos Brazão, vice-presidente do TCE-RJ;
  • José Gomes Graciosa, conselheiro;
  • Marco Antônio Alencar, conselheiro e filho de Marcelo Alencar, ex-governador do estado e ex-prefeito do Rio, morto em 2014;
  • José Maurício Nolasco, conselheiro.

Um ex-integrante do TCE também teve a prisão pedida, mas o nome ainda não foi divulgado. O G1 ligou para os gabinetes dos cinco conselheiros por volta das 9h, mas ninguém atendeu.
Perto das 10h, carros descaracterizados da PF deixaram as casas de Aloysio Neves e do conselheiro José Gomes.
 

Operação Quinto de Ouro


As medidas são parte da Operação Quinto do Ouro. Segundo a PF, os alvos são suspeitos de fazer parte de um esquema de propina que pode ter desviado até 20% de contratos com órgãos públicos para autoridades públicas, sobretudo membros do TCE-RJ e da Alerj.
O Tribunal de Contas é responsável por fiscalizar a gestão de recursos públicos do estado e dar transparência às ações do governo. Ele não é vinculado à Justiça, e sim um órgão de apoio à Assembleia Legislativa. Quando solicitado, também pode auxiliar o Executivo, Judiciário, Ministério Público, Receita Federal, demais tribunais de contas e outros setores. Os conselheiros são nomeados pelo governador do estado.
Quase 200 policiais participam da operação. Os mandados foram expedidos pelo ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, e são cumpridos no Rio, em Duque de Caxias e em São João do Meriti. De acordo com a PF, são mais de 40 ordens judiciais, entre prisões, bloqueios de bens e buscas e apreensões, além da condução coercitiva de Picciani.
 
Matéria completa em:
 
 

2016/12/13

PF leva coercitivamente presidente do TCE-RJ para depor em ação ligada a Lava Jato

Do UOL, no Rio
  • Cris Torres/Governo do Estado do RJ/Divulgação
    O presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes, foi levado para depor na sede da PF O presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes, foi levado para depor na sede da PF
A Polícia Federal do Rio de Janeiro realiza na manhã desta terça-feira (13) uma operação com o objetivo de investigar crimes que teriam sido cometidos pelo presidente do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio), Jonas Lopes, e pessoas ligadas a ele.

De acordo com a PF, Lopes é investigado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, entre outros crimes. Por força de uma ordem judicial, ele foi levado para depor na sede da Polícia Federal de forma coercitiva, isto é, quando o investigado não pode se negar a ir prestar esclarecimentos.
No total, são cumpridos dez mandados de busca e apreensão, além de três de condução coercitiva, todos expedidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Segundo reportagem da "TV Globo", Lopes pediu dinheiro à Odebrecht para que o TCE-RJ aprovasse o edital de concessão do Maracanã e a um relatório sobre as obras da Linha 4 do metrô do Rio –projetos nos quais a empresa está diretamente envolvida.

A solicitação de propina foi relatada pelo diretor de contratos da empreiteira, Leandro Azevedo, em delação premiada feita ao Ministério Público Federal.

Segundo a reportagem, na delação, Azevedo disse que Lopes pediu R$ 4 milhões de reais para interceder pela aprovação do edital de concessão do Maracanã. Desse total, R$ 1 milhão teria sido entregue ao filho do presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes de Carvalho Neto, no escritório de advocacia dele, no centro do Rio.

O Maracanã teve sua administração privatizada em 2013. O negócio nunca foi bem-sucedido. A Odebrecht assumiu o controle do estádio após uma licitação conturbada e questionada pelo Ministério Público. Hoje, quer deixar a gestão do espaço.

Azevedo também informou em sua delação que o atual presidente do TCE-RJ procurou representantes de empreiteiras envolvidas na construção da Linha 4 no metrô, incluindo a Odebrecht, para solicitar propina para aprovação das contas da obra. Lopes teria 1% do valor do total da obra para que conselheiros aprovassem as contas dela. Na época, a exigência resultaria numa propina de R$ 60 milhões. O valor, porém, não foi pago.

A Linha 4 do metrô do Rio custou mais de R$ 10 bilhões. A obra foi realizada para a Olimpíada de 2016. Durante sua execução, ela correu risco de não ficar pronta a tempo pois o governo do Rio de Janeiro não tinha dinheiro para pagá-la.

Operação Descontrole

A operação, batizada "Descontrole", é resultado do trabalho da força-tarefa da Operação Lava Jato em território fluminense. Participam da ação 40 policiais federais e representantes do MPF (Ministério Público Federal).

Por volta das 8h, testemunhas relataram que dois carros da PF entraram na sede do Tribunal de Contas, localizada no centro da cidade.

O UOL tentou entrar em contato, por telefone, com o chefe da assessoria de comunicação do órgão, mas ainda não obteve sucesso. A reportagem enviou um e-mail para o tribunal com uma solicitação de posicionamento. Não houve resposta até 8h42 desta terça. (Com Estadão Conteúdo)
Leia mais em: http://zip.net/bgtyt3

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2016/12/13/com-base-na-lava-jato-pf-deflagra-acao-no-rio-contra-conselheiro-do-tce-rj.htm

2016/05/18

STJ julga presidente de tribunal de contas do Rio

O STJ vai julgar nesta quarta-feira uma ação penal em que o presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Janeiro, Jonas Lopes de Carvalho, é acusado de receber dinheiro em troca de decisões favoráveis a envolvidos em processos no tribunal de contas.
Acusado por corrupção passiva, Jonas tem como colega e também réu no processo outro conselheiro do TCE, no caso, José Gomes Graciosa.

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/judiciario/stj-julga-presidente-de-tribunal-de-contas-do-rio/

2015/08/18

Deputados aprovam contas de 2014 do governo do RJ

TCE recomendou aprovação, apesar de corpo técnico ver 'pedaladas'.
Deputado diz que R$ 1 bi R$ estava no caixa para pagar a dívida.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta terça-feira (18) as contas de 2014 do Governo do Estado. Dos 70 deputados da casa, 50 votaram a favor, oito se posicionaram contra e outros seis presentes se abstiveram – cinco faltaram e um deputado está de licença.

A aprovação aconteceu mesmo após o corpo técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e alguns deputados apontarem para possíveis "pedaladas fiscais" do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e de seu antecessor, Sérgio Cabral.

De acordo com o deputado Luiz Paulo (PSDB), que votou contra a aprovação, houve despesas do Governo no valor de R$ 1 bilhão que não foram empenhadas no orçamento inicial de 2014, o que infringiria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

"No último ano de um governo, só se pode gastar aquilo que está empenhado, previsto no orçamento e que, se for ser pago no exercício seguinte, tenha caixa para tal. Isso é o que se chama uma pedalada fiscal. De velocípede, mas é", explicou o deputado, comparando a manobra com a supostamente feita pela presidente Dilma no governo federal, que será julgada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Deputado nega 'pedaladas'

 Mas, segundo Pedro Fernandes (Solidariedade), presidente da Comissão de Orçamento e Fianças da Alerj, não houve pedaladas porque o governo não gastou o R$ 1 bilhão não empenhado.

"O governo não só deixou o recurso para que se pagasse todo o valor contratado, como ainda teve uma sobra financeira de R$ 670 milhões. Não houve pedalada. Realmente foi não foi empenhado por questões burocráticas, por ser empréstimo do BNDES e em novembro não deu tempo de fazer isso. Mas o importante é que esse R$ 1 bilhão estava no caixa para pagar essa dívida. O problema seria se esse recurso não existisse e se deixasse isso para o próximo exercício", disse Pedro Fernandes, explicando o motivo de o valor não ter sido empenhado.

Na quinta-feira (13), o Ministério Público informou que pode abrir investigação para apurar suspeitas de irregularidades nas contas de 2014 do Governo do Estado. A Promotoria de Tutela Coletiva recebeu uma representação do deputado Marcelo Freixo (PSOL), citando supostas “pedaladas” fiscais de governador Pezão e do ex-governador Sérgio Cabral.

De acordo com Freixo, o corpo técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já havia se posicionado contrário à aprovação das contas, no início do ano.

Na quarta-feira (12), a Comissão de Orçamento e Finanças da Alerj aprovou as contas de 2014 do governo Pezão e Cabral. Seis deputados votaram a favor e apenas um, Luiz Paulo, contra.
Em nota ao G1, o governo do estado apenas reafirmou que suas contas foram aprovadas pelo TCE e Comissão de Finanças da Alerj.

Marcelo Elizardo
Do G1 Rio

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/08/deputados-aprovam-contas-de-2014-do-governo-do-rj.html

2015/06/04

ONG contratada por Rosinha quando era governadora do RJ é condenada a devolver dinheiro ao Estado

TCE-RJ cobra R$ 1,8 milhão da ONG Qualivida

02/06/2015 - 19:56
 
O Instituto para Promoção da Saúde e Qualidade de Vida do Trabalhador (Qualivida) terá que devolver R$ 1.832.438,50 (675.702,8289 Ufir-RJ) aos cofres do estado, por conta, entre outras irregularidades, de despesas sem comprovação identificadas na execução de convênio firmado com a Secretaria de Estado de Governo e de Coordenação (Segov), em dezembro de 2005. A condenação foi decidida, nesta terça-feira (2/6), pelos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), em sessão plenária, acompanhando voto do relator do processo, conselheiro José Maurício Nolasco.
 
O convênio, no valor estimado de R$ 6.243.204, foi firmado pela Segov e a Qualivida, com o objetivo de promover ações de capacitação profissional nas Casas da Paz instaladas na Cidade de Deus e em Paciência, na Zona Norte do Rio. Entre as irregularidades encontradas destacam-se cópias de notas fiscais sem autenticação apresentadas como comprovantes de despesas. Foram verificados, também, gastos realizados com alimentação e lanches, sem evidência de adequação às finalidades previstas no convênio.
 


Obs. grifo do blog.