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2018/03/23
2014/07/21
Ativista Eloísa Samy pede asilo político ao consulado do Uruguai no Rio
Outras duas pessoas estão abrigadas no local. Agentes da DRCI estão em frente ao prédio do consulado para tentar cumprir mandado de prisão contra a advogada. Ela e outros 17 manifestantes estão foragidos
RIO -A advogada Eloísa Samy, acusada de envolvimento em atos
violentos durante protestos no Rio, e outros ativistas - Davi Paixão e
Camila Nascimento - estão abrigados no consulado do Uruguai, em
Botafogo, onde aguardam o pronunciamento da embaixada daquele país sobre
o pedido de asilo político feito por Eloísa. Segundo o advogado do
Grupo Coletivo de Advogados, Rodrigo Mondego, eles fizeram o pedido por
medo. Um carro da Delegacia de Repressão aos crimes de Informática
(DRCI) está na frente do consulado aguardando para cumprir o mandado de
prisão contra a advogada. Mais cedo, segundo o advogado de Eloísa, dois
policiais já teriam tantado entrar no local, mas foram impedidos pelo
próprio consulado. Alguns ativistas já começam a se concentrar e
protestar em frente ao prédio, na Zona Sul do Rio.
Eloísa Samy e
outros 17 ativistas são considerados foragidos desde a última
sexta-feira, depois de terem a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Rodrigo Mondego disse que Camila Nascimento não está entre os
denunciados que tiveram prisão preventiva decretada, mas ela se assustou
ao ver o seu nome envolvido em conversas telefônicas interceptadas.Segundo o Sindicato dos Servidores da Previdência Social do Rio de Janeiro (Sindsprev/RJ), uma das entidades que participa do Comitê Popular Contra o Estado de Exceção, formado após as prisões de ativistas no último dia 12, o objetivo da advogada é se defender em liberdade das acusações feitas pelo Ministério Público.
O advogado de Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH), Lucas Sada, disse que a iniciativa de Eloísa ter procurado o consulado foi uma decisão individual da ativista.
— Que ao menos isso sirva para chamar atenção internacional em relação à criminalização que os advogados militantes estão sofrendo tão somente por exercerem sua função constitucional — disse.
O advogado de Eloísa, João Pedro Pádua, afirmou que não deu orientação para o pedido de asilo político. Segundo ele, um novo pedido de habeas corpus, para revogar a prisão decretada na sexta-feira, já foi protocolado. A decisão deverá sair ainda nesta segunda-feira, de acordo acordo com João Pedro.
— Estamos confiantes de que o pedido que decretou a prisão preventiva tem os mesmos problemas da anterior, que declarou a prisão temporária. O principal deles é que a decisão faz previsão a crimes futuros que não ocorreram — afirmou o advogado, que também é vice-presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB/RJ.
Procurado pelo O GLOBO, na tarde desta segunda-feira, o consulado do Uruguai não se quis pronunciar.
Em um vídeo publicado nesta segunda-feira, Eloísa Samy declara que nunca cometeu nenhum crime, mas está sendo vítima das forças coercivas do estado por defender pessoas que foram às ruas se manifestar. Ela pede liberdade e anistia para todos os presos políticos.
OAB FARÁ REUNIÃO COM PARLAMENTARES
A Comissão da Verdade da OAB-RJ vai reunir parlamentares, advogados e representantes da entidade civil com o objetivo de encaminhar um pedido para Embaixada do Uruguai na tentativa de resolver o impasse que envolve a advogada Eloísa Samy e Davi Paixão, que estão abrigados desde o final da manhã na sede do consulado. Segundo a deputada Janira Rocha, do Psol, que foi ao consulado a pedido da advogada, Eloísa está abalada. Ainda segundo Janira, para a advogada, apenas o Estado do Rio de Janeiro está desrespeitando seus direitos constitucionais e não o país. Janira disse ainda que o caso foi encaminhado à embaixada, que estaria consultando o governo do Uruguai para saber quais medidas tomar.
POLÍCIA FEZ DILIGÊNCIAS PARA TENTAR PRENDER ATIVISTAS
No sábado, policiais civis, de diferentes delegacias especializadas, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), fizeram diligências na tentativa de prender 18 dos 23 ativistas que tiveram prisão preventiva decretada pelo juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal. Eles são acusados de atos violentos durante protestos na cidade e respondem por associação criminosa armada (formação de quadrilha). No entanto, na ação, ninguém foi encontrado.
Dos 23 ativistas que tiveram a prisão preventiva decretada, cinco já estavam presos. São eles: Eliza Quadros, conhecida como Sininho; Camila Aparecida Rodrigues Jourdan; Igor Pereira D' Icarahy; e os dois acusados pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva Rangel. Outros dois ativistas que também estavam presos e não entraram na lista dos 23 com prisão decretada foram soltos no início da tarde deste sábado. Tiago Teixeira Neves da Rocha e Eduarda Oliveira Castro de Souza foram beneficiados por habeas corpus concedido pelo desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal, na sexta-feira. A decisão também incluía os ativistas Eliza Quadros, Camila Jourdan e Igor Pereira D' Icarahy, mas estes não foram soltos devido ao mandado de prisão preventiva.
OS 23 DENUNCIADOS PELO MPRJ
Elisa De Quadros Pinto Sanzi, Vulgo "Sininho”, Luiz Carlos Rendeiro Junior, Vulgo "Game Over”, Gabriel da Silva Marinho, Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, Vulgo "Moa", Eloisa Samy Santiago, Igor Mendes da Silva, Camila Aparecida Rodrigues Jourdan, Igor Pereira D’Iicarahy, Drean Moraes de Moura Corrêa, Vulgo "DR", Shirlene Feitoza da Fonseca, Leonardo Fortini Baroni Pereira, Emerson Raphael Oliveira da Fonseca, Rafael Rêgo Barros Caruso, Filipe Proença de Carvalho Moraes, Vulgo "Ratão", Pedro Guilherme Mascarenhas Freire, Felipe Frieb de Carvalho, Pedro Brandão Maia, Vulgo "Pedro Punk", Bruno de Sousa Vieira Machado, André de Castro Sanchez Basseres, Joseane Maria Araujo de Freitas, Rebeca Martins de Souza, Fabio Raposo Barbosa, Caio Silva Rangel.
O Ministério Público não incluiu na denúncia os indiciados Luiza Dreyer de Souza Rodrigues, Gerusa Lopes Diniz, Ricardo Egoavil Calderon, Vulgo “Karyu”, Tiago Teixeira Neves da Rocha e Eduarda Oliveira Castro de Souza, por entender que não existem nos autos elementos seguros no sentido de atestar sua participação na incitação da prática de condutas criminosas ou, de qualquer modo, na prática direta de tais condutas.
por Bruno Amorim / Elenilce Bottari
2014/01/25
Manifestação contra a Copa em SP tem quebradeira e 128 detidos pela PM
Outras cidades também aderiram aos protestos
Um grupo de manifestantes entrou em confronto com policiais militares na região do Teatro Municipal, em São Paulo, durante ato contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Após a primeira confusão próxima ao teatro, o grupo subiu em direção à avenida Paulista pela rua Augusta, onde aconteceram outros atos de vandalismo. A situação na região continua tensa. Segundo o perfil da Polícia Militar no Twitter, foram 128 detidos - 108 pelo Batalhão de Choque e 20 pelo
policiamento da área - e serão encaminhados para o 78° DP.
A rua Augusta está fechada pela PM nos dois sentidos na altura do número 440 e são usadas viaturas e até um helicóptero para acompanhar a movimentação. Até o momento, mais de 60 detidos foram encaminhados para a delegacia. Os policiais estão sem identificação.
Na Augusta, um grupo de black blocs depredou um ônibus, uma concessionária da Fiat, três agências bancárias e uma viatura da Guarda Civil Municipal.
Segundo a Polícia Militar, os manifestantes queimaram um Fusca na rua Consolação. Ainda na Augusta, clientes de alguns bares se irritaram com a situação, atiraram garrafas contra os manifestantes em um novo princípio de confusão.
Para tentar terminar com o confronto, o Batalhão do Choque da PM desceu a rua Augusta e os vândalos jogaram rojões contra os policiais.
O primeiro momento de tensão aconteceu na rua Barão de Itapetininga, na região central de São Paulo. Apesar do tumulto, a polícia preferiu não usar bombas de efeito moral e a confusão foi esvaziada pouco tempo depois.
Segundo a Polícia Militar, via Twitter, houve depredação na via e black blocs arremessaram bolas de gude e dois coquetéis molotov contra policiais militares ao serem impedidos de avançarem por uma barreira da tropa do choque. Por volta das 20h, eram 1,5 mil manifestantes.
INÍCIO
A manifestação começou na avenida Paulista, onde os participantes fecharam os dois sentidos da via.
Segundo a Polícia Militar, eram mil protestantes. Por volta das 18h30, o grupo tomou a avenida Brigadeiro Luis Antônio, na direção do centro de São Paulo, liberando a Paulista.
Assustados com a movimentação, os comerciantes da Brigadeiro Luis Antônio baixaram as portas mais cedo, mas nenhum conflito foi registrado.
Por volta das 17h, um grupo de "blacks blocs" ocupou a via e fechou a pista no sentido Consolação. Cerca de 50 minutos depois, a própria polícia tomou a iniciativa de fechar o sentido Paraíso e deixar os manifestantes tomarem a Paulista inteira na região do Masp.
Às 18h, o grupo de manifestantes começou a caminhar pela avenida no sentido Paraíso. Segundo a organização do ato, não foi definido um local para o término do protesto.
Os manifestantes entoam gritos como "Não vai ter Copa" e "O Brasil, vamos acordar! Um professor vale mais do que o Neymar".
Desde as 0h desde sábado, um grupo de cinco a dez manifestantes montou barracas no vão livre do Masp. O grupo começou a ganhar força no final da manhã.
A manifestação foi organizada pelo Facebook e o evento criado na internet chegou a contabilizar mais de 24 mil confirmações. Durante a madrugada, alguns manifestantes já estavam acampados no local. O grupo se autodenomina "Se não tiver direitos não vai ter Copa".
O grupo divulgou um manifesta em que critica a realização da Copa do Mundo no Brasil e pede que os recursos públicos sejam direcionados a "um melhor sistema de transporte, moradia e saúde para a população".
OUTRAS CIDADES
O sábado foi um dia com diversas manifestações contra a realização do Mundial. Atos vinham sendo articulados em 32 cidades espalhadas pelo Brasil, como em Brasília, onde um pequeno grupo protesta. No Rio de Janeiro, o protesto começou pequeno, com cerca de 50 pessoas por volta das 17h, em Copacabana.
Às 18h30, o grupo, que já contava com 70 pessoas, fechou um dos sentidos da avenida Atlântica, em Copacabana. O número de manifestantes decepcionou pela expectativa criada - havia mais policiais militares do que protestantes. Para chamar a atenção, os protestantes jogaram futebol no meio da pista e exibiram cartazes em inglês.
Duas horas depois, o grupo, que aumentou para 120 pessoas, chegou a Ipanema e começou a se dispersar sem nenhuma confusão. Porém, mais tarde, o Shopping Leblon e Teatro Oi Casagrande fecharam as portas pela chegada dos manifestantes que foram até o Leblon e ameaçaram iniciar um 'rolezinho'.
Em Goiânia, cerca de 100 pessoas caminharam pelo centro da cidade com cartazes criticando os gastos excessivos com o Mundial. O mesmo número de manifestantes também marcou presença em ato em Brasília, segundo a rádio CBN.
Curitiba também foi palco de protestos e há relatos de vandalismo contra o sistema de transporte público, com ao menos um ônibus destruído. Em Natal, no Rio Grande Norte, um grupo de manifestantes ocupou a BR-101 em protesto contra a realização da Copa do Mundo 2014 no Brasil.
O movimento se reuniu em frente a Arena das Dunas, onde jogaram futebol e gritaram palavras de ordem contra a realização do evento, como ocorreu em outras cidades-sedes no país. A via foi bloqueada.
Houve protestos em frente a Arena Amazônia, palco das partidas do Mundial em Manaus, e também na Praça 13 de maio, no centro da capital Recife, contra os gastos nos preparativos para a Copa de 2014.
Paulo Passos
UOL
http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/01/25/manifestantes-fecham-paulista-e-gritam-professor-vale-mais-que-o-neymar.htm
Um grupo de manifestantes entrou em confronto com policiais militares na região do Teatro Municipal, em São Paulo, durante ato contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Após a primeira confusão próxima ao teatro, o grupo subiu em direção à avenida Paulista pela rua Augusta, onde aconteceram outros atos de vandalismo. A situação na região continua tensa. Segundo o perfil da Polícia Militar no Twitter, foram 128 detidos - 108 pelo Batalhão de Choque e 20 pelo
policiamento da área - e serão encaminhados para o 78° DP.
A rua Augusta está fechada pela PM nos dois sentidos na altura do número 440 e são usadas viaturas e até um helicóptero para acompanhar a movimentação. Até o momento, mais de 60 detidos foram encaminhados para a delegacia. Os policiais estão sem identificação.
Na Augusta, um grupo de black blocs depredou um ônibus, uma concessionária da Fiat, três agências bancárias e uma viatura da Guarda Civil Municipal.
Segundo a Polícia Militar, os manifestantes queimaram um Fusca na rua Consolação. Ainda na Augusta, clientes de alguns bares se irritaram com a situação, atiraram garrafas contra os manifestantes em um novo princípio de confusão.
Para tentar terminar com o confronto, o Batalhão do Choque da PM desceu a rua Augusta e os vândalos jogaram rojões contra os policiais.
O primeiro momento de tensão aconteceu na rua Barão de Itapetininga, na região central de São Paulo. Apesar do tumulto, a polícia preferiu não usar bombas de efeito moral e a confusão foi esvaziada pouco tempo depois.
Segundo a Polícia Militar, via Twitter, houve depredação na via e black blocs arremessaram bolas de gude e dois coquetéis molotov contra policiais militares ao serem impedidos de avançarem por uma barreira da tropa do choque. Por volta das 20h, eram 1,5 mil manifestantes.
INÍCIO
A manifestação começou na avenida Paulista, onde os participantes fecharam os dois sentidos da via.
Segundo a Polícia Militar, eram mil protestantes. Por volta das 18h30, o grupo tomou a avenida Brigadeiro Luis Antônio, na direção do centro de São Paulo, liberando a Paulista.
Assustados com a movimentação, os comerciantes da Brigadeiro Luis Antônio baixaram as portas mais cedo, mas nenhum conflito foi registrado.
Por volta das 17h, um grupo de "blacks blocs" ocupou a via e fechou a pista no sentido Consolação. Cerca de 50 minutos depois, a própria polícia tomou a iniciativa de fechar o sentido Paraíso e deixar os manifestantes tomarem a Paulista inteira na região do Masp.
Às 18h, o grupo de manifestantes começou a caminhar pela avenida no sentido Paraíso. Segundo a organização do ato, não foi definido um local para o término do protesto.
Os manifestantes entoam gritos como "Não vai ter Copa" e "O Brasil, vamos acordar! Um professor vale mais do que o Neymar".
Desde as 0h desde sábado, um grupo de cinco a dez manifestantes montou barracas no vão livre do Masp. O grupo começou a ganhar força no final da manhã.
A manifestação foi organizada pelo Facebook e o evento criado na internet chegou a contabilizar mais de 24 mil confirmações. Durante a madrugada, alguns manifestantes já estavam acampados no local. O grupo se autodenomina "Se não tiver direitos não vai ter Copa".
O grupo divulgou um manifesta em que critica a realização da Copa do Mundo no Brasil e pede que os recursos públicos sejam direcionados a "um melhor sistema de transporte, moradia e saúde para a população".
OUTRAS CIDADES
O sábado foi um dia com diversas manifestações contra a realização do Mundial. Atos vinham sendo articulados em 32 cidades espalhadas pelo Brasil, como em Brasília, onde um pequeno grupo protesta. No Rio de Janeiro, o protesto começou pequeno, com cerca de 50 pessoas por volta das 17h, em Copacabana.
Às 18h30, o grupo, que já contava com 70 pessoas, fechou um dos sentidos da avenida Atlântica, em Copacabana. O número de manifestantes decepcionou pela expectativa criada - havia mais policiais militares do que protestantes. Para chamar a atenção, os protestantes jogaram futebol no meio da pista e exibiram cartazes em inglês.
Duas horas depois, o grupo, que aumentou para 120 pessoas, chegou a Ipanema e começou a se dispersar sem nenhuma confusão. Porém, mais tarde, o Shopping Leblon e Teatro Oi Casagrande fecharam as portas pela chegada dos manifestantes que foram até o Leblon e ameaçaram iniciar um 'rolezinho'.
Em Goiânia, cerca de 100 pessoas caminharam pelo centro da cidade com cartazes criticando os gastos excessivos com o Mundial. O mesmo número de manifestantes também marcou presença em ato em Brasília, segundo a rádio CBN.
Curitiba também foi palco de protestos e há relatos de vandalismo contra o sistema de transporte público, com ao menos um ônibus destruído. Em Natal, no Rio Grande Norte, um grupo de manifestantes ocupou a BR-101 em protesto contra a realização da Copa do Mundo 2014 no Brasil.
O movimento se reuniu em frente a Arena das Dunas, onde jogaram futebol e gritaram palavras de ordem contra a realização do evento, como ocorreu em outras cidades-sedes no país. A via foi bloqueada.
Houve protestos em frente a Arena Amazônia, palco das partidas do Mundial em Manaus, e também na Praça 13 de maio, no centro da capital Recife, contra os gastos nos preparativos para a Copa de 2014.
Paulo Passos
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Protestos contra a Copa devem ocorrer hoje
Movimento "Não Vai Ter Copa" convocou milhares de participantes pelas redes sociais. Mote do protesto começou a ganhar força a partir das manifestações em apoio aos rolezinhos
"Não Vai Ter Copa" convocou milhares de participantes pelas redes sociais. Mote do protesto começou a ganhar força a partir das manifestações em apoio aos rolezinhos
Uma série de protestos contra a Copa do Mundo promete mobilizar milhares de manifestantes em todo o País neste sábado (25) por meio de convocações pelas redes sociais sob o mote “Não Vai Ter Copa”. Foram convocados participantes nas principais capitais e em cidades do interior para o que será o primeiro teste do poder de mobilização dos movimentos que ganharam força em junho do ano passado durante a Copa das Confederações.
Manifesto divulgado nas redes anuncia que “o intuito dos protestos contra a Copa 2014 é lutar pelos interesses do povo e de qualquer pessoa que deseje um país mais justo e menos desigual. Instruir o povo, cada vez mais, a uma democracia de verdade, participativa, cujo mesmo também governa, e não onde é governado por supostos representantes.”
A série de eventos deste sábado testará também a reação dos governantes à agitação nas ruas.
O apoio às reuniões de adolescentes mobilizou integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e da Uneafro em São Paulo e atraiu dezenas de ativistas que promoveram um baile funk com churrasquinho em frente ao shopping Leblon, um dos mais sofisticados do Rio.
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-01-25/manifestantes-preparam-primeira-rodada-de-protestos-pelo-pais-no-ano-da-copa.html
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Manifesto divulgado nas redes anuncia que “o intuito dos protestos contra a Copa 2014 é lutar pelos interesses do povo e de qualquer pessoa que deseje um país mais justo e menos desigual. Instruir o povo, cada vez mais, a uma democracia de verdade, participativa, cujo mesmo também governa, e não onde é governado por supostos representantes.”
A série de eventos deste sábado testará também a reação dos governantes à agitação nas ruas.
Em São Paulo, cerca de 3 mil participantes planejam se concentrar a partir das 17h no vão do Masp, para sair em marcha pela avenida Paulista. No Rio de Janeiro, o ponto de encontro será na frente do hotel Copacabana Palace.
As duas maiores capitais do Brasil, assim como Belo Horizonte e Porto Alegre, estão entre as cidades onde onde o "Não Vai Ter Copa" começou a tomar corpo já no início do mês, nas manifestações desencadeadas após a repressão policial ao rolezinho do Shopping Itaquera, na zona leste de capital paulista e a decisões judiciais que impediram a realização do encontro em outros centros comerciais.
O apoio às reuniões de adolescentes mobilizou integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e da Uneafro em São Paulo e atraiu dezenas de ativistas que promoveram um baile funk com churrasquinho em frente ao shopping Leblon, um dos mais sofisticados do Rio.
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2013/08/12
Protesto em frente ao Palácio Guanabara termina em confronto
Houve tumulto durante protesto em frente ao Palácio Guanabara, sede
do governo do Rio de Janeiro, na noite desta segunda-feira.
Manifestantes derrubaram parte das grades que cercam o prédio. Os
policiais jogaram spray de pimenta e bombas de efeito moral para
dispersar o grupo. Também foram usadas tasers (armas que dão choques).
Os manifestantes revidaram atirando rojões e pedras nos policiais. Um
policial foi atingido com uma pedrada no rosto.
A maior parte dos manifestantes faz parte dos Black Blocs, vestidos de preto e com rostos cobertos, e por diversas vezes tentaram jogar rojões contra os policiais, que estão dentro do palácio com escudos e capacetes e também posicionados do lado de fora, para tentar identificar os manifestantes mais exaltados.
Os policiais avançaram contra o grupo para dispersá-los e, na fuga, os manifestantes iniciaram uma série de depredações, ateando fogo em lixeiras, placas de publicidade e numa banca de revistas. A Tropa de Choque foi acionada. Manifestantes seguiam pelas ruas internas do bairro de Laranjeiras e em direção ao largo do Machado, espalhando lixo pelas ruas e quebrando garrafas.
CPI dos Ônibus
Os manifestantes protestam contra a eleição do vereador Chiquinho Brazão (PMDB) para a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus na Câmara Municipal do Rio. Eles reivindicam que o cargo seja ocupado pelo vereador Eliomar Coelho (PSOL), que propôs a instalação da comissão. Pela tradição parlamentar, o cargo deveria ter sido ocupado pelo autor da proposta. Eles ainda cobram providências sobre o caso do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, desaparecido desde o dia 14 de julho, após ser levado por policiais militares para averiguação na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha.
O protesto começou com uma passeata pelas ruas do Centro do Rio. O grupo passou pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e o Tribunal de Justiça Estadual.
Protesto de professores
Durante a marcha, a rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, zona sul da capital fluminense, ficou interditada nos dois sentidos, bem como o túnel Santa Bárbara, que liga a região ao centro. Depois de irem para a Câmara, os manifestantes se juntaram a um grupo de professores do Sindicato Estadual de Profissionais de Educação (Sepe), no Guanabara. Um grupo de seis docentes foi recebido pelo vice-governador Luiz Fernando Pezão. Eles estão em greve desde a última sexta-feira.
Um outro grupo de professores, que estava no saguão foi retirado pela Polícia Militar à força. Alguns deles caíram no chão. De acordo com o sindicato, o grupo pretendia permanecer no local. Os professores reivindicam aumento salarial, melhores condições de trabalho e carga horária de 30 horas para os funcionários da rede estadual. Querem também a revogação das faltas para os profissionais de educação que estão em greve.
Em nota, o governo fluminense diz que Pezão e o subsecretário de Educação, Antonio Neto, receberam representantes do Sepe, "para ouvir e manter o diálogo com o sindicato. Lamentavelmente, após a reunião, parte do grupo decidiu ocupar o Palácio. Irredutíveis, foram retirados do local pela segurança".
"Infelizmente, em seguida, grupos radicais desejosos do confronto chegaram à frente do Palácio com ações violentas e tentativas de invasão, chutando o gradil, jogando coquetéis molotov e atirando rojões. Esses grupos não estão interessados no diálogo e na democracia. Apenas apostam no caos", conclui a nota.
A maior parte dos manifestantes faz parte dos Black Blocs, vestidos de preto e com rostos cobertos, e por diversas vezes tentaram jogar rojões contra os policiais, que estão dentro do palácio com escudos e capacetes e também posicionados do lado de fora, para tentar identificar os manifestantes mais exaltados.
Os policiais avançaram contra o grupo para dispersá-los e, na fuga, os manifestantes iniciaram uma série de depredações, ateando fogo em lixeiras, placas de publicidade e numa banca de revistas. A Tropa de Choque foi acionada. Manifestantes seguiam pelas ruas internas do bairro de Laranjeiras e em direção ao largo do Machado, espalhando lixo pelas ruas e quebrando garrafas.
CPI dos Ônibus
Os manifestantes protestam contra a eleição do vereador Chiquinho Brazão (PMDB) para a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus na Câmara Municipal do Rio. Eles reivindicam que o cargo seja ocupado pelo vereador Eliomar Coelho (PSOL), que propôs a instalação da comissão. Pela tradição parlamentar, o cargo deveria ter sido ocupado pelo autor da proposta. Eles ainda cobram providências sobre o caso do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, desaparecido desde o dia 14 de julho, após ser levado por policiais militares para averiguação na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha.
O protesto começou com uma passeata pelas ruas do Centro do Rio. O grupo passou pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e o Tribunal de Justiça Estadual.
Protesto de professores
Durante a marcha, a rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, zona sul da capital fluminense, ficou interditada nos dois sentidos, bem como o túnel Santa Bárbara, que liga a região ao centro. Depois de irem para a Câmara, os manifestantes se juntaram a um grupo de professores do Sindicato Estadual de Profissionais de Educação (Sepe), no Guanabara. Um grupo de seis docentes foi recebido pelo vice-governador Luiz Fernando Pezão. Eles estão em greve desde a última sexta-feira.
Um outro grupo de professores, que estava no saguão foi retirado pela Polícia Militar à força. Alguns deles caíram no chão. De acordo com o sindicato, o grupo pretendia permanecer no local. Os professores reivindicam aumento salarial, melhores condições de trabalho e carga horária de 30 horas para os funcionários da rede estadual. Querem também a revogação das faltas para os profissionais de educação que estão em greve.
Em nota, o governo fluminense diz que Pezão e o subsecretário de Educação, Antonio Neto, receberam representantes do Sepe, "para ouvir e manter o diálogo com o sindicato. Lamentavelmente, após a reunião, parte do grupo decidiu ocupar o Palácio. Irredutíveis, foram retirados do local pela segurança".
"Infelizmente, em seguida, grupos radicais desejosos do confronto chegaram à frente do Palácio com ações violentas e tentativas de invasão, chutando o gradil, jogando coquetéis molotov e atirando rojões. Esses grupos não estão interessados no diálogo e na democracia. Apenas apostam no caos", conclui a nota.
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