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2023/04/25

Enquanto isso, em Portugal...

 Brasil

Lula é alvo de protestos em Portugal: ‘lugar de ladrão é na prisão’

No Legislativo português, deputados de oposição ergueram cartazes contra o presidente brasileiro

Por Robson Bonin 25 abr 2023, 07h32

O último dia de visita de Lula em Portugal foi marcado por protestos da oposição portuguesa contra o petista. Logo no início das solenidades, o presidente brasileiro ouviu gritos de “fora Lula”.

No Legislativo português, deputados ergueram cartazes com as frases “chega de corrupção” e “lugar de ladrão é na prisão”.

Veja a íntegra em: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/lula-e-alvo-de-protestos-em-portugal-lugar-de-ladrao-e-na-prisao/


2021/08/31

A manifestação de rua que não irá defender nem Lula nem Bolsonaro

 Atos previstos para 12 de setembro devem unir MBL, Vem pra Rua, lavajatistas, ex-bolsonaristas, apoiadores de Ciro e partidos como PSDB, Cidadania e Novo

Por Caíque Alencar, Camila Nascimento 29 ago 2021, 17h10 


Enquanto o bolsonarismo e a esquerda se preparam para disputar as ruas no dia 7 de setembro, um grupo bastante multifacetado — que inclui de ex-bolsonaristas a lavajatistas, passando por tucanos e partidos e movimentos que pregam renovação política – se mobiliza para a manifestação de domingo, 12 de setembro, a única neste ano que não deverá ter defensores nem do presidente Jair Bolsonaro nem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje os dois principais candidatos ao Planalto em 2022. 

Embora uma das pautas do ato seja o pedido de impeachment de Bolsonaro, será a primeira manifestação organizada por grupos que não são ligados à esquerda, tanto que um dos motes mais difundidos nas redes sociais é o “Eles não – Nem Lula nem Bolsonaro”. 

A convocação está sendo feita, principalmente, pelo MBL (Movimento Brasil Livre) e pelo Vem pra Rua, dois grupos que se consolidaram nos grandes atos de rua de 2015 e 2016 que foram decisivos para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

Mas a manifestação, por não ter a presença da esquerda lulista, ganhou a adesão de simpatizantes de partidos como o PSDB, o Cidadania e o Novo, de presidenciáveis como João Doria (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro. Também estão envolvidos militantes do movimento de renovação política Livres, um dos vários que surgiram na última década, e até ex-bolsonaristas, como a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). 

“Desejamos uma alternativa ao país, novas lideranças que possam surgir e oxigenar a polarização tão tóxica e nociva concentrada em ambas as figuras, Lula e Bolsonaro”, afirma Luciana Alberto, porta-voz  do movimento do Vem pra Rua. De acordo com ela, o grupo nem chegou considerar participar dos atos da oposição em 7 de setembro devido ao fato de a esquerda apoiar a candidatura de Lula. 

Segundo Luciana Alberto, a ideia é que a manifestação seja “pacifica, democrática, sem confrontos, suprapartidária e que realmente concentre a grande maioria da população que não deseja nem um,  nem outro”. Isso não ocorreu em tentativas anteriores de parte desse grupo de participar dos atos da esquerda, como em julho, quando manifestantes tucanos foram agredidos por militantes do PCO (Partido da Causa Operária) em São Paulo. 

Risco de confronto

É grande a possibilidade de manifestantes de esquerda e bolsonaristas se encontrarem nas ruas em 7 de setembro. A movimentação dos apoiadores de Jair Bolsonaro tem sido grande, inclusive com o apoio do presidente, que prometeu comparecer a atos em Brasília e, talvez, em São Paulo. 

Já a esquerda tem vários protestos marcados para o mesmo dia em todo o país em razão de essa ser data em que acontece há 26 anos o Grito dos Excluídos, evento organizado por uma ala da Igreja Católica, mas que é tradicionalmente encampado por movimentos sociais como MST (sem-terra) e MTST (sem-teto). 

Um dos casos que mais preocupam é o da cidade de São Paulo, onde os bolsonaristas estarão na Avenida Paulista no mesmo horário em que os esquerdistas farão ato no Vale do Anhangabaú – os dois locais ficam na região central e estão separados por 3 km. O governador João Doria tenta impedir o ato da oposição, alegando razões de segurança. 

https://veja.abril.com.br/blog/maquiavel/a-manifestacao-de-rua-que-nao-ira-defender-nem-lula-nem-bolsonaro/



2014/04/24

Protesto de moradores de favela tem novo confronto em Copacabana

Domingos Peixoto-Agência O Globo

Moradores da favela Pavão-Pavãozinho, na zona sul do Rio de Janeiro, e policiais militares entraram em confronto na tarde desta quinta-feira (24), na avenida Nossa Senhora de Copacabana, no bairro de Copacabana. O tumulto ocorreu durante uma manifestação motivada pela morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, vítima de um tiroteio ocorrido na comunidade, no começo da semana.
O grupo caminhava em passeata, retornando ao Pavão-Pavãozinho, após o sepultamento do jovem, no cemitério São João Batista, em Botafogo. Na altura da rua Sá Ferreira, esquina com a avenida Nossa Senhora de Copacabana, houve um desentendimento entre manifestantes e policiais. A PM utilizou armamento bombas de gás para dispersar a multidão. Os moradores responderam lançando pedras e outros objetos.
A maioria dos comerciantes da região fechou as portas em razão do clima de insegurança, e o trânsito foi interditado em várias ruas. Por volta das 17h, quando os manifestantes já não estavam mais no local, o tráfego foi liberado na avenida Nossa Senhora de Copacabana e adjacências.
Após o confronto, homens do Batalhão de Choque foram acionados e chegaram ao local com fuzis. Uma guarnição subiu por um dos acessos ao Pavão-Pavãozinho, mas não há registro de tiroteio. Também não há informações sobre pessoas feridas e/ou detidas.

Gustavo Maia
Do UOL, no Rio
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/04/24/apos-enterro-de-dancarino-moradores-de-favela-protestam-em-copacabana.htm

2014/01/25

Manifestação contra a Copa em SP tem quebradeira e 128 detidos pela PM

Outras cidades também aderiram aos protestos

Um grupo de manifestantes entrou em confronto com policiais militares na região do Teatro Municipal, em São Paulo, durante ato contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Após a primeira confusão próxima ao teatro, o grupo subiu em direção à avenida Paulista pela rua Augusta, onde aconteceram outros atos de vandalismo. A situação na região continua tensa. Segundo o perfil da Polícia Militar no Twitter, foram 128 detidos - 108 pelo Batalhão de Choque e 20 pelo
policiamento da área - e serão encaminhados para o 78° DP.

A rua Augusta está fechada pela PM nos dois sentidos na altura do número 440 e são usadas viaturas e até um helicóptero para acompanhar a movimentação. Até o momento, mais de 60 detidos foram encaminhados para a delegacia. Os policiais estão sem identificação.

Na Augusta, um grupo de black blocs depredou um ônibus, uma concessionária da Fiat, três agências bancárias e uma viatura da Guarda Civil Municipal.

Segundo a Polícia Militar, os manifestantes queimaram um Fusca na rua Consolação. Ainda na Augusta, clientes de alguns bares se irritaram com a situação, atiraram garrafas contra os manifestantes em um novo princípio de confusão.

Para tentar terminar com o confronto, o Batalhão do Choque da PM desceu a rua Augusta e os vândalos jogaram rojões contra os policiais.

O primeiro momento de tensão aconteceu na rua Barão de Itapetininga, na região central de São Paulo. Apesar do tumulto, a polícia preferiu não usar bombas de efeito moral e a confusão foi esvaziada pouco tempo depois.

Segundo a Polícia Militar, via Twitter, houve depredação na via e black blocs arremessaram bolas de gude e dois coquetéis molotov contra policiais militares ao serem impedidos de avançarem por uma barreira da tropa do choque. Por volta das 20h, eram 1,5 mil manifestantes.

INÍCIO

A manifestação começou na avenida Paulista, onde os participantes fecharam os dois sentidos da via.

Segundo a Polícia Militar, eram mil protestantes. Por volta das 18h30, o grupo tomou a avenida Brigadeiro Luis Antônio, na direção do centro de São Paulo, liberando a Paulista.

Assustados com a movimentação, os comerciantes da Brigadeiro Luis Antônio baixaram as portas mais cedo, mas nenhum conflito foi registrado.

Por volta das 17h, um grupo de "blacks blocs" ocupou a via e fechou a pista no sentido Consolação. Cerca de 50 minutos depois, a própria polícia tomou a iniciativa de fechar o sentido Paraíso e deixar os manifestantes tomarem a Paulista inteira na região do Masp.

Às 18h, o grupo de manifestantes começou a caminhar pela avenida no sentido Paraíso. Segundo a organização do ato, não foi definido um local para o término do protesto.
Os manifestantes entoam gritos como "Não vai ter Copa" e "O Brasil, vamos acordar! Um professor vale mais do que o Neymar".

Desde as 0h desde sábado, um grupo de cinco a dez manifestantes montou barracas no vão livre do Masp. O grupo começou a ganhar força no final da manhã.
A manifestação foi organizada pelo Facebook e o evento criado na internet chegou a contabilizar mais de 24 mil confirmações. Durante a madrugada, alguns manifestantes já estavam acampados no local. O grupo se autodenomina "Se não tiver direitos não vai ter Copa".

O grupo divulgou um manifesta em que critica a realização da Copa do Mundo no Brasil  e pede que os recursos públicos sejam direcionados a "um melhor sistema de transporte, moradia e saúde para a população".

OUTRAS CIDADES

O sábado foi um dia com diversas manifestações contra a realização do Mundial. Atos vinham sendo articulados em 32 cidades espalhadas pelo Brasil, como em Brasília, onde um pequeno grupo protesta. No Rio de Janeiro, o protesto começou pequeno, com cerca de 50 pessoas por volta das 17h, em Copacabana.

Às 18h30, o grupo, que já contava com 70 pessoas, fechou um dos sentidos da avenida Atlântica, em Copacabana. O número de manifestantes decepcionou pela expectativa criada - havia mais policiais militares do que protestantes. Para chamar a atenção, os protestantes jogaram futebol no meio da pista e exibiram cartazes em inglês.

Duas horas depois, o grupo, que aumentou para 120 pessoas, chegou a Ipanema e começou a se dispersar sem nenhuma confusão. Porém, mais tarde, o Shopping Leblon e Teatro Oi Casagrande fecharam as portas pela chegada dos manifestantes que foram até o Leblon e ameaçaram iniciar um 'rolezinho'.

Em Goiânia, cerca de 100 pessoas caminharam pelo centro da cidade com cartazes criticando os gastos excessivos com o Mundial. O mesmo número de manifestantes também marcou presença em ato em Brasília, segundo a rádio CBN.

Curitiba também foi palco de protestos e há relatos de vandalismo contra o sistema de transporte público, com ao menos um ônibus destruído. Em Natal, no Rio Grande Norte, um grupo de manifestantes ocupou a BR-101 em protesto contra a realização da Copa do Mundo 2014 no Brasil.

O movimento se reuniu em frente a Arena das Dunas, onde jogaram futebol e gritaram palavras de ordem contra a realização do evento, como ocorreu em outras cidades-sedes no país. A via foi bloqueada.

Houve protestos em frente a Arena Amazônia, palco das partidas do Mundial em Manaus, e também na Praça 13 de maio, no centro da capital Recife, contra os gastos nos preparativos para a Copa de 2014.

Paulo Passos
UOL

http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/01/25/manifestantes-fecham-paulista-e-gritam-professor-vale-mais-que-o-neymar.htm


2011/11/10

RJ: Governo espera 100 mil em ato contra distribuição de royalties do petróleo

Foto: Genilson Araújo / Parceiro / Agência o Globo

Para evento desta quinta-feira (10), esquema especial de trânsito foi montado e transportes vão distribuir passagens gratuitas
Fachada da prefeitura do Rio 

O governo estadual do Rio de Janeiro realiza nesta quinta-feira (10), a partir das 15h, o ato público “Contra a Injustiça - Em Defesa do Rio” para protestar contra o novo modelo de distribuição dos royalties do petróleo. A expectativa é de que mais de 100 mil pessoas participem do manifesto, que terá concentração na Candelária e vai seguir pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, no centro da capital fluminense.

O Senado Federal aprovou em outubro o projeto do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) que redistribui as receitas do petróleo. O texto ainda terá que passar pela Câmara dos Deputados antes de seguir para a sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Por conta da passeata, o governo estadual decretou ponto facultativo a partir das 14h para seus servidores. A medida também foi seguida pela Prefeitura do Rio e por pelo menos outros 50 municípios da região metropolitana e do interior do Estado, que vão trazer moradores para o ato público em ônibus fretados.

“O que está em jogo é um princípio democrático, de justiça, de respeito às leis, de respeito às normas constitucionais, de respeito ao pacto federativo”, disse o governador do Rio, Sérgio Cabral. “O Rio de Janeiro não pode abrir mão dessa mobilização no dia 10. Acho que vai ser um ato cívico, uma mobilização muito forte da população”, completou.

A atriz Cissa Guimarães será a mestre de cerimônias do ato, que contará ainda com as presenças de Lulu Santos, Fernanda Abreu, Regina Casé e integrantes do grupo de pagode Sorriso Maroto.

A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) orientou os comerciantes a dispensarem seus funcionários para que eles possam participar da passeata. O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio (Sinduscon-Rio) também mobilizou seus associados para os trabalhadores sejam liberados para o ato público.

Transporte gratuito

 Para incentivar a ida das pessoas ao evento, as concessionárias de transporte na cidade do Rio vão liberar as passagens.

No metrô, os passageiros podem embarcar sem custo em qualquer estação entre 13h e 15h. O retorno será permitido entre 20h e 22h nas quatro estações próximas do evento: Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas, somente mediante a apresentação da passagem gratuita obtida na bilheteria. As pessoas que embarcarem no metrô após as 15h - encerramento do horário da gratuidade de ida - poderão solicitar a passagem de retorno em qualquer estação.

Nas barcas, os usuários vão poder embarcar gratuitamente em Niterói das 13h às 15h. Nessa estação será distribuído o ingresso de volta, que deverá ocorrer entre 20h e 22h, na Praça 15, no centro do Rio.

Nos trens, os bilhetes gratuitos de ida serão disponibilizados entre 13h e 15h em todas as estações, exceto a Central do Brasil. Para a volta, entre 20h e 22h, o embarque será sem custo na estação Central do Brasil. A recomendação é de que os passageiros retirem o bilhete de volta simultaneamente ao de ida, com o intuito de evitar filas e facilitar o embarque na volta.

Interdições no trânsito

A Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio) montou um esquema especial de trânsito devido ao ato público. A Avenida Rio Branco foi interditada às 11h, no trecho entre a Avenida Presidente Vargas e a Rua Buenos Aires. O mesmo aconteceu com a Avenida Presidente Vargas, pista lateral, sentido Candelária, entre a Avenida Passos e a Avenida Rio Branco.

A partir das 17h, com o início da passeata, a Avenida Rio Branco será totalmente interditada, da Avenida Presidente Vargas até a Cinelândia, permanecendo fechada até às 22h. Com o fechamento da Avenida Rio Branco, os veículos na pista lateral da Avenida Pres. Vargas sentido centro serão desviados pela Avenida Passos, e aqueles oriundos da Praça Mauá terão opção de seguir pelo Mergulhão da Praça 15 ou pela Avenida Perimetral sentido zona sul.

A Rua Evaristo da Veiga, no trecho entre a Rua Senador Dantas e a Avenida Rio Branco, também será interditada a partir das 8h para montagem da estrutura do palco do ato público na Cinelândia.

iG
c/ed.

2011/04/26

Manifestantes desbloqueiam acesso ao Porto do Açu

Produtores rurais e Codin estiveram reunidos ao longo do dia.
Obras da empresa de Eike Batista devem ser retomadas na quarta-feira.

Perto das 20h30 desta terça-feira (26), os produtores rurais começaram a desbloquear o acesso ao Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). Os manifestantes impediam o acesso ao canteiro de obras do porto de propriedade da companhia LLX, do empresário Eike Batista, desde as 4h da segunda-feira.

Depois de uma reunião que durou o dia inteiro entre representantes dos produtores rurais e da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), os manifestantes voltaram ao local do protesto. “Não comemos aço, nem energia elétrica. Somos produtores rurais e alimentamos nossas famílias e muitos outros irmãos”, disse Rodrigo Santos, presidente da Associação de Produtores Rurais e Imóveis do Município de São João da Barra, em discurso aos presentes.

Na sequência, todos fizeram uma oração e começaram, então, a retirar o trator que impedia a passagem, além dos restos de pneus queimados. Tudo foi acompanhado de perto por policiais do 8º Batalhão da Polícia Militar (Campos dos Goytacazes), que estavam no local desde a véspera.

Na segunda, o major Maxwell de Araújo, do 8º BPM, havia dito que, independentemente do resultado da reunião, o tráfego seria liberado.

Segundo a LLX, a expectativa é que as obras do Porto do Açu sejam retomadas amanhã pela manhã.

Reunião

De acordo com Santos, da associação de produtores rurais, durante a reunião desta terça-feira, não houve acordo sobre interromper as desapropriações e também sobre aumentar o valor das indenizações.

Entretanto, houve acordo em duas propostas. A primeira é a criação de uma espécie de “bolsa-agricultura”, que vai permitir que o agricultor receba o equivalente ao que ganhava com o uso da terra, até receber o valor total da indenização.

"A reunião transcorreu num ambiente de cordialidade e, no geral, se avançou. Haverá o agendamento de novas reuniões para dar continuidade a essa discussão e estamos olhando caso a caso", disse Conceição Ribeiro, presidente da Codin.

No final de março, os trabalhadores do consórcio ARG Civil Port, que atua nas obras do empresário Eike Batista no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), entraram em greve. Eles bloquearam a via de acesso ao porto - inclusive com queima de pneus -, reivindicando melhoria salarial, adicional de 30% de periculosidade, participação nos lucros e resultados, seguro de vida e adaptações no alojamento. A paralisação durou três dias.

Complexo

O complexo em construção é considerado um dos maiores empreendimentos de Eike e inclui a construção de um terminal portuário, com previsão para entrar em atividade em 2012, além de estaleiro, usina térmica a gás natural, entre outras instalações, numa área total de 9 mil hectares. O investimento total é de R$ 3,4 bilhões, sendo que R$ 1 bilhão só no terminal portuário dedicado ao minério de ferro.

Bernardo Tabak
Do G1, em São João da Barra (RJ)
Atualizado em 26/04/2011 21h49