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2020/01/24

Brasil cria 644.079 vagas com carteira assinada em 2019, melhor resultado em 6 anos

Segundo os dados do Caged, os oito setores de atividade econômica apresentaram crescimento no nível de emprego em 2019

Por Mariana Ribeiro e Lu Aiko Otta, Valor — Brasília
 
 
 
 
 

2019/05/24

Brasil cria 129 mil vagas de emprego formal no melhor mês de abril em 6 anos

No acumulado de janeiro a abril, país registra a criação de 313.835 empregos com carteira assinada, queda de 6,83% frente ao mesmo período do ano passado.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília
 
A economia brasileira gerou 129.601 empregos com carteira assinada em abril, de acordo com números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Ministério da Economia.
O saldo é a diferença entre as contratações e a demissões. Em abril, o país registrou 1.374.628 contratações e 1.245.027 demissões.
Esse é o melhor resultado para meses de abril desde 2013, ou seja, em seis anos. No mesmo período do ano passado, foram abertas 115.898 vagas com carteira assinada.
 
RESULTADO DO EMPREGO FORMAL EM MESES DE ABRIL
DADOS SÃO DO CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS
Fonte: MINISTÉRIO DA ECONOMIA
 
Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais.

Parcial do ano


Os números oficiais do governo mostram também que, nos quatro primeiros meses deste ano, foram criados 313.835 empregos com carteira assinada.
Com isso, houve queda de 6,83% frente ao mesmo período do ano passado - quando foram abertas 336.855 vagas formais.
Os números de criação de empregos formais do primeiro quadrimestre, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro e março. Os dados de abril ainda são considerados sem ajuste.
Já nos últimos 12 meses, segundo o Ministério do Trabalho, foi registrada a criação de 477.896 postos de trabalho formais. Com o resultado de abril, o estoque de empregos estava, no final daquele mês, em 38.590 milhões de vagas, contra 38.118 milhões no mesmo mês de 2018.

Por setores


Os números do governo revelam que, em abril, houve abertura de vagas em todos os oito setores da economia.
O maior número de empregos criados aconteceu no setor de serviços. Já a indústria extrativa minera foi o setor que criou menos vagas.
  • Indústria de Transformação: +20.479
  • Serviços: +66.290
  • Agropecuária: +13.907
  • Construção Civil: +14.067
  • Extrativa Mineral: +454
  • Comércio: +12.291
  • Administração Pública: +1.241
  • Serviços Industriais de Utilidade Pública: +867
 

Dados regionais


Segundo o governo, houve abertura de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em todas as regiões do país em abril deste ano.
  • Sudeste: +81.106
  • Sul: +14.570
  • Centro-Oeste: +15.240
  • Norte: +3.092
  • Nordeste: +15.593

O governo informou ainda que, das 27 unidades federativas, 23 tiveram saldo negativo (fechamento de empregos formais) em abril deste ano.
Os maiores saldos positivos de emprego ocorreram em São Paulo (+50.168), Minas Gerais (+22.348) e Paraná (+10.653 vagas).
Os maiores volumes de demissões foram registrados em Alagoas (-4.692), Rio Grande do Sul (-2.498) e Rio Grande do Norte (-501).

Trabalho intermitente e parcial


Segundo o Ministério do Trabalho, foram realizadas 9.972 admissões e 4.550 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente em abril deste ano. Como o total de admissões nessa modalidade foi maior que o de demissões, houve um saldo positivo de 5.422 empregos no período.
O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado.
Foram registradas ainda, no mês passado, 7.419 admissões novas novas modalidades de regime de trabalho parcial e 4.592 desligamentos, gerando saldo positivo de 2.827 empregos.
As novas modalidades de trabalho parcial, definidas pela reforma trabalhista, incluem contratações de até 26 horas semanais com restrições na hora extra ou até 30 horas por semana sem hora extra.

Salário médio de admissão


O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.584,51 em abril. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve queda de 1,32% no salário de admissão, ou de R$ 21,17, na comparação com o mesmo mês de 2018.
Em relação a março de 2019, porém, houve uma alta real de 0,45%, ou de R$ 7,14, no salário médio de admissão, informou o Ministério da Economia.
 

2019/03/25

Brasil cria 173 mil empregos formais, no melhor resultado para fevereiro em cinco anos

Maior saldo de vagas (112.412) aconteceu no setor de serviços. No primeiro bimestre, dados oficiais apontam para abertura de 211.474 empregos com carteira assinada.

Por Alexandro Martello, G1 — Brasília
 

2016/05/25

Brasil fecha 62,84 mil vagas de trabalho formais em abril

Com isso, houve redução de vagas cortadas frente a abril do ano passado.
No ano, houve perda de 378 mil vagas e, em 12 meses, de 1,82 milhão.

As demissões de trabalhadores com carteira assinada superaram as contratações em 62,84 mil em abril deste ano, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Ministério do Trabalho.

Com isso, o número de demissões registrou queda frente ao mesmo mês do ano passado, quando 97,82 mil trabalhadores perderam seus empregos com carteira assinada. Abril de 2015 continua sendo o pior mês da série histórica, que tem início em 1992.

Segundo os números oficiais, abril foi, porém, o décimo terceiro mês seguido de fechamento de vagas com carteira assinada. O último mês com contratações acima das demissões foi março do ano passado, quando foram criados 19,2 mil postos de trabalho.

Atualmente, a economia brasileira passando pela maior recessão dos últimos 25 anos. No ano passado, o PIB "encolheu" 3,8% e, para este ano, a previsão do mercado financeiro é de um recuo de igual intensidade. Ao mesmo tempo, o desemprego tem registrado aumento, assim como a inadimplência bancária.

Acumulado do ano

No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, o país perdeu 378.481 empregos formais. No mesmo período do ano passado, 137 mil trabalhadores com carteira assinada foram demitidos.

Segundo o governo, o resultado dos quatro primeiros meses deste ano também foi pior, para este período, desde o início da série histórica do Ministério do Trabalho, em 2002.

Os números de criação de empregos formais do primeiro quadrimestre, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro e março. Os dados de abril ainda são considerados sem ajuste.

Demissões de 1,82 milhão de trabalhadores em 12 meses

O Ministério do Trabalho informou também que, nos últimos doze meses, foi registrada a demissão de 1,82 milhão trabalhadores com carteira assinada.

Com isso, o total de trabalhadores empregados formalmente no país somou 39,31 milhões de pessoas em abril deste ano, contra 41,14 milhões de pessoas empregadas, com carteira assinada, no mesmo mês do ano passado.

Setores

No mês passado, quase todos os setores da economia demitiram trabalhadores, com exceção da administração pública, que contratou 2.255 pessoas, e da agricultura, que registrou a contratação de 8.051 pessoas.

O setor de comércio liderou o fechamento de vagas com carteira assinada em abril deste ano, com 30.507 demissões – seguido pela construção civil (16.036 vagas fechadas).

A indústria da transformação fechou 15.982 postos formais em abril, ao mesmo tempo em que o setor de serviços registrou a demissão de 9.937 trabalhadores, segundo o Ministério do Trabalho. Já a indústria extrativa mineral demitiu 279 empregados no mês passado.

Números regionais

Segundo o Ministério do Trabalho, houve o registro de demissões em quase todas as regiões do país em abril de 2016, com exceção do Centro-Oeste - que contratou 4.186 trabalhadores.

A região Nordeste foi a que teve mais trabalhadores demitidos no mês passado, quando 25.992 pessoas perderam o emprego. A região Sudeste, por sua vez, registrou a demissão de 23.985 trabalhadores.

A região Sul, por sua vez, contabilizou o fechamento de 11.318 vagas formais e a região Norte fechou 5.735 empregos com carteira assinada no mês passado.

Das 27 unidades da federação (26 estados e o Distrito Federal), apenas seis tiveram aumento do emprego formal em abril deste ano. São eles: Goiás (5.170 postos), Minas Gerais (3.886 postos); Distrito Federal (1.202 postos); Mato Grosso do Sul (919 postos); Espírito Santo (466 postos) e Amapá (50 vagas).

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/05/brasil-fecha-mil-6284-mil-vagas-de-trabalho-formais-em-abril.html

2015/08/21

País fecha 157.905 vagas com carteira assinada; é o pior julho desde 1992

O Brasil cortou 157.905 vagas de trabalho com carteira assinada em julho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (21). É o quarto mês seguido com fechamento de vagas, e o pior resultado para julho desde 1992.

Com o saldo negativo de julho, o número de vagas de emprego com carteira assinada caiu 0,39%, na comparação com junho.

Considerando informações passadas fora do prazo pelos empregadores (a chamada série ajustada), o Brasil perdeu 494.386 empregos com carteira assinada de janeiro a julho deste ano.
Em 12 meses até julho, foram 778.731 vagas a menos.

Em junho, o país havia fechado 111.199 vagas de trabalho com carteira assinada.

Resultado foi pior que o previsto

O resultado veio pior do que o previsto por analistas. Estimativa do jornal "Valor Econômico" feita com 11 economistas apontava o fechamento de 115,8 mil postos de trabalho com carteira assinada.
Pesquisa da agência de notícias Reuters mostrou que a mediana das expectativas de analistas era de fechamento de 112 mil empregos.

Só agropecuária criou novos empregos

Dos oito setores da economia registrados pelo Caged, apenas a agropecuária criou novos empregos em julho: foram 24.465 (1,51%). Segundo o ministério, esse resultado tem a ver com o período do ano.

Todos os outros setores fecharam vagas:
  • Indústria da transformação: -64.312 vagas 
  • Construção civil: -21.996 vagas
  • Comércio: -34.545 vagas
  • Extrativa mineral: -795 vagas 
  • Serviços: -58.010 vagas 
  • Administração pública: -2.001 vagas
  • Serviços industriais de utilidade pública: -711 vagas

Apenas três Estados abriram vagas; Sudeste perdeu 80 mil postos

Entre os Estados, apenas Pará (2.634), Maranhão (2.121) e Mato Grosso (770) registraram criação de vagas com carteira assinada em julho.
Todas as regiões do país registraram fechamento de vagas. O Sul fechou 44.943 vagas; o Nordeste, 25.164; o Sudeste, 79.944; o Centro-Oeste, 5.830; e o Norte, 2.024.

Governo está tomando medidas, diz ministro

Nesta sexta-feira, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse que o governo está tomando as medidas necessárias para reativar a economia e voltar a criar empregos.
"O governo está retomando os investimentos. Temos agora leilões que chegam a R$ 180 bilhões", afirmou.
Ele disse que têm sido investidos bilhões na construção de moradias populares e que isso deve ajudar o setor de construção civil. "É um setor que desempregou muita gente. A construção civil é historicamente complicada no primeiro semestre", afirmou. "A partir de julho é que começam as contratações."
Dias não fez previsões para o ano e disse que a economia vem sendo afetada pela crise política.

Desemprego subiu a 7,5% em julho

Ontem, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o desemprego subiu para 7,5% em julho, de acordo com a PME Pesquisa Mensal de Emprego). Foi a maior taxa para o mês desde 2009, quando tinha sido de 8%.
Considerando todos os meses, foi a maior taxa em mais de cinco anos. Em março de 2010, o desemprego tinha sido de 7,6% e, em maio daquele ano, de 7,5%. Desde junho de 2010, a taxa não chegava ao nível de 7%.

Do UOL, em São Paulo

2013/07/24

Taxa de desemprego sobe para 6% em junho, a maior desde abril de 2012

RIO - A taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do país subiu para 6% em junho, informou nesta quarta-feira o IBGE. Em maio, o tinha sido de 5,8%. É a maior taxa desde abril de 2012, quando o indicador também ficou em 6%. Em junho do ano passado, o percentual foi de 5,9%.

Na passagem de maio para junho, houve queda de 0,2% na renda do trabalhador, para R$ 1869,20. Já na comparação com junho do ano passado, houve alta de 0,8%. A massa de rendimento real habitual somou R$ 43,4 bilhões, estável em relação à leitura anterior.

No semestre, a taxa de desemprego está em 5,7%. No mesmo período de 2012, tinha sido de 5,9%.
— Estamos ainda com um ano mais favoravel que no ano passado — disse Cimar Azeredo, gerente de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Dados divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontaram que o mercado formal de trabalho abriu em junho 123.836 vagas, já descontando as demissões. Esse número ficou ligeiramente acima do que foi registrado no mesmo mês do ano passado, quando 120.440 vagas foram geradas.

No acumulado no primeiro semestre do ano, o resultado divulgado é o mais baixo desde junho de 2009, quando a criação de vagas atingiu 397.936 postos de trabalho.


Clarice Spitz 
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