2013/11/28

PT-RJ adia entrega de cargos do governo Cabral, após pedido de Lula

BRASÍLIA - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou na noite desta quarta-feira para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e pediu que o PT não deixe no próximo sábado os cargos no governo Sérgio Cabral. A saída era considerada fundamental para a pré-campanha de Lindbergh Farias consolidar-se no estado, diante do assédio do PMDB para que ele retire a pré-candidatura. O ex-presidente e Lindbergh vão se reunir no começo da próxima semana para tratar do assunto.

O ex-presidente vai se reunir com a cúpula do PMDB no fim de semana e tentará buscar uma conciliação. Na segunda-feira, se reúne com os presidentes do PT nos estados. Em nenhum momento da conversa com o senador, o ex-presidente pediu que ele desistisse dos planos para 2014. Lula deixou claro a Lindbergh que a candidatura está consolidada, mas a aliança nacional do PT e do PMDB deve ser levada em conta.

- O apelo do Lula é muito importante. Vamos tirar da pauta, a pedido do presidente. É claro que vamos atender. Mas o desejo da imensa maioria do PT é sair do governo já em dezembro - afirmou Lindbergh.

Lindbergh já ligou para as lideranças do partido no Rio e disse que já houve consenso em adiar a decisão de sair do governo Cabral.
- Nós vamos dialogar com o Lula qual é o tempo de saída. Podemos adiar a saída por uns dias, mas que vamos deixar o governo Cabral, isso é um fato - afirmou o presidente eleito do PT-RJ, Washington Quaquá.

Com Lula, os petistas fluminenses vão argumentar que o PMDB também vai lançar candidato próprio onde o governador é do PT, como no Rio Grande do Sul e na Bahia. Portanto, os peemedebistas do Rio não poderiam reclamar de uma candidatura petista no Rio.

Em um acordo firmado há 40 dias com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o diretório regional do PT havia acertado que a saída seria no dia 30 de novembro. No primeiro escalão do governo do Rio, os petistas ocupam as secretarias de Meio Ambiente, com Carlos Minc, e de Assistência Social e Direitos Humanos, com Zaqueu Teixeira.

Após a posse do novo diretório, que terá o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, como presidente estadual, o PT decidiria sair do governo que integra desde 2007, primeiro ano da gestão Cabral.

Guilherme Amado, do Extra

Um comentário:

henry reis disse...

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