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2016/03/29

Por aclamação, PMDB oficializa rompimento com governo Dilma

A moção aprovada pelo diretório nacional do PMDB (Foto: Reprodução)

Os seis ministros peemedebistas serão orientados a entregar seus cargos.
Saída do PMDB pode desencadear desembarque de outras siglas aliadas.

O Diretório Nacional do PMDB decidiu nesta terça-feira (29), por aclamação, romper oficialmente com o governo da presidente Dilma Rousseff. Na reunião, a cúpula peemedebista também determinou que os seis ministros do partido e os filiados que ocupam outros postos no Executivo federal entreguem seus cargos.

O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, não participou da reunião que oficializou a ruptura com o governo sob o argumento de que não desejava "influenciar" a decisão. No entanto, ele teve participação ativa na mobilização pelo desembarque do partido e passou toda a segunda-feira (28) em reuniões com parlamentares e ministros do PMDB em busca de uma decisão “unânime”.

Comandada pelo primeiro vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a reunião durou menos de cinco minutos. Após consultar simbolicamente os integrantes do partido, Jucá decretou o resultado da votação.

"A partir de hoje, nessa reunião histórica para o PMDB, o PMDB se retira da base do governo da presidente Dilma Rousseff e ninguém no país está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do PMDB", enfatizou.

Após a reunião, Jucá disse que, com a decisão, o PMDB deixava bem clara a sua posiçào em relação ao governo e disse que quem quiser tomar uma decisão individual terá que avaliar as consequências.
"A partir de agora, o PMDB não autoriza ninguém a exercer cargo no governo federal em nome do partido. Se, individualmente, alguém quiser tomar uma posição, vai ter que avaliar o tipo de consequência, o tipo de postura perante a própria sociedade. Para bom entendedor, meia palavra basta. Aqui, nós demos hoje a palavra inteira", afirmou.

A decisão do PMDB aumenta a crise política do governo e é vista como fator importante no processo de impeachment de Dilma. Há a expectativa de que, diante da saída do principal sócio do PT no governo federal, outros partidos da base aliada também desembarquem da gestão petista.
Atualmente, o PMDB detém a maior bancada na Câmara, com 68 deputados federais. O apoio ao governo, porém, nunca foi unânime dentro da sigla e as críticas contra Dilma se intensificaram com o acirramento da crise econômica e a deflagração do processo de afastamento da presidente da República.

Resumo da reunião
- Presenças: o presidente nacional do partido e vice da República, Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os seis ministros do partido não compareceram. O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estava presente.

- Local: o evento foi realizado no plenário 1 do Anexo 2, o maior da Câmara dos Deputados. O plenário, com capacidade para 138 pessoas sentadas, mas o número de presentes era superior porque a maioria estava de pé.

- Duração: a reunião durou 4 minutos e 12 segundos. Não houve discursos, somente um pronunciamento do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que presidiu a reunião.

- A decisão: a moção aprovada prevê que o partido se desvincula imediatamente do governo e entrega todos os cargos que detém na administração federal.

- Aprovação: a aprovação da saída do governo se deu por aclamação, sem votação. Todos os presentes levantaram as mãos sinalizando concordância com a decisão. Após a aprovação, houve gritos de "Fora PT".

Ministros
Na reunião desta terça, os peemedebistas decidiram que os ministros da legenda que descumprirem a determinação de deixar o governo poderão sofrer sanções, como expulsão do partido.

Após a decisão do Diretório Nacional do PMDB, o G1 procurou as assessorias dos ministérios da Agricultura, da Aviação Civil, de Portos, de Ciência e Tecnologia, de Minas e Energia e da Saúde.
Por meio da assessoria, o Ministério da Saúde informou que Marcelo Castro permanecerá "por enquanto" tanto no cargo de ministro quanto no PMDB e aguardará os "próximos passos do partido", como o prazo que será dado pela legenda para que os ocupantes de cargos no Executivo deixem as vagas. Pela decisão aprovada pelo diretório, os peemedebistas devem sair "imediatamente".

Até esta segunda-feira, o PMDB ocupava sete cadeiras no primeiro escalão do governo Dilma. No entanto, Henrique Eduardo Alves, um dos peemedebistas mais próximos de Michel Temer, se antecipou à decisão da cúpula e entregou seu cargo a Dilma.

Dilma também lançou mão dos últimos esforços para tentar resgatar o apoio do partido. Na manhã de segunda, ela chamou ao seu gabinete no Palácio do Planalto seis dos sete ministros do PMDB para avaliar o cenário. No entanto, no fim do dia, Henrique Alves, um dos presentes ao encontro, apresentou a sua carta de renúncia.

Apesar do desembarque, Temer continuará na Vice-Presidência da República sob o argumento de que foi eleito pela população na chapa de Dilma e de que não ocupa, portanto, cargo de submissão à presidente.

Afastamento
A decisão de afastamento já estava tomada, mas o PMDB decidiu dar uma espécie de “aviso prévio” ao governo. Reunião da convenção nacional do PMDB no dia 12 de março foi marcada por discursos em defesa do impeachment de Dilma e do rompimento com o governo.

Na ocasião, ficou decidido que o partido anunciaria em 30 dias se desembarcaria ou não do governo. Também ficou estabelecido que o PMDB não assumiria novos ministérios até que o fosse definido se haveria o rompimento.

No entanto, dias depois, a presidente Dilma ignorou a decisão e empossou o deputado licenciado Mauro Lopes (PMDB-MG) como ministro da Secretaria de Aviação Civil. A nomeação foi vista como uma afronta pelo partido, que abriu um processo no seu Conselho de Ética para expulsá-lo da legenda. O episódio ajudou a agravar a crise e acelerou a decisão do partido.

Escalada da crise
A relação do PMDB com o governo do PT tem se deteriorado nos últimos anos. Quando Dilma se preparava para disputar o segundo mandato, o partido deu mostras claras de que estava rachado quanto ao apoio à petista.

Na época, em junho de 2014, a manutenção da aliança foi aprovada pela convenção nacional do PMDB, mas recebeu mais de 40,8% de votos contrários. A ala dissidente reclamava que o partido não era ouvido pelo governo federal e que os ministros da legenda não tinham real poder de comando.
Ao longo do primeiro ano do segundo mandato de Dilma, a crise se agravou. O primeiro embate entre PT e PMDB ocorreu na disputa pela presidência da Câmara, quando o governo federal iniciou uma campanha ostensiva para que Arlindo Chinaglia (PT-SP) vencesse a eleição e derrotasse o candidato peemedebista Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se elegeu em primeiro turno.

Sob o comando Cunha, a Câmara derrotou o Planalto em diversas ocasiões neste ano, com a votação de matérias desfavoráveis ao governo. Além disso, no ano passado, houve na Casa a instalação da CPI da Petrobras, para investigar o escândalo de corrupção na estatal.

Para tentar conter a rebelião na base, a presidente promoveu, em 2015, uma reforma ministerial para ampliar o espaço do PMDB no governo, que chegou a ter sete ministérios. No entanto, a estratégia não foi bem sucedida.

Para agradar os parlamentares na Câmara, o governo entregou ao líder da bancada, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), a incumbência de indicar nomes para duas pastas, incluindo a da Saúde, com o maior orçamento da Esplanada. Essa aproximação descontentou ainda mais a ala rebelde do partido, que se voltou contra Picciani quando ele indicou integrantes menos críticos a Dilma para a comissão do impeachment.

Ele chegou a ser destituído do posto em dezembro por oito dias em uma articulação patrocinada diretamente por Temer e Cunha, mas conseguiu reaver o posto com o apoio da maioria.
Para ser reeleito neste ano, foi preciso uma atuação direta do Planalto para garantir a ele votos suficientes, inclusive com a exoneração temporária do ministro da Saúde, Marcelo Castro, para reassumir como deputado e votar a favor de Picciani.

Apesar da entrega de cargos, a ala do PMDB descontente com o governo ganhou força com a queda continuada de popularidade da presidente, agravada pela escalada de denúncias relacionadas à
Operação Lava Jato.

2016/03/12

Convenção é ponto de partida do desembarque do PMDB do governo

Brasília - A convenção nacional de hoje será o ponto de partida do desembarque do PMDB do governo da presidente Dilma Rousseff, avaliam líderes da legenda. A cúpula da legenda decidiu que o processo de abandono deve durar um mês, até que o diretório nacional do partido se reúna para sacramentar o rompimento.

"Não vai ser definido amanhã (hoje) porque não está pautado. Vamos dar um passo adiante porque vamos submeter ao plenário uma proposta para decidir em 30 dias", afirmou Eliseu Padilha, ex-ministro do governo Dilma e um dos principais articuladores do PMDB.

A decisão de estabelecer esta espécie de "aviso prévio para o governo" envolveu uma série de reuniões com o vice-presidente da República, Michel Temer (SP), os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), além do ex-presidente da República José Sarney (AP) - que deverá ser escolhido presidente de honra do partido.

Além de não estar na pauta oficial, peemedebistas dizem querer evitar o desgaste de anunciar o desembarque e, na próxima semana, receber mais um ministério: a Secretaria de Aviação Civil, prometida à bancada de Minas Gerais em troca de apoio à recondução de Leonardo Picciani (RJ) à liderança do partido na Câmara.

Os peemedebistas querem também ter a garantia de que o "divórcio" será aprovado, apesar de acreditarem que terão apoio da maioria do diretório nacional. O PMDB tem atualmente, além da Vice-Presidência, seis ministérios - Saúde, Ciência e Tecnologia, Minas e Energia, Agricultura, Turismo e Portos. Se o desembarque se confirmar, os ministros serão orientados a deixar as respectivas pastas.

A ala oposicionista acredita que os focos de resistência serão pontuais, pois a maioria aceitará abrir mão do cargo tendo em vista a perspectiva de que Temer assuma a Presidência, caso Dilma seja derrotada no processo de impeachment no Congresso. Ao longo dos próximos 30 dias, a orientação é não intervir no processo de decomposição do governo. Os parlamentares deverão ser oficialmente liberados para não votar de acordo com os interesses do Planalto.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/03/12/convencao-e-ponto-de-partida-do-desembarque-do-pmdb-do-governo.htm

2015/12/03

Bloco do PMDB terá maior presença na comissão do impeachment

Colegiado terá 65 deputados; bloco do PMDB terá 25 vagas e do PT, 19.
Eduardo Cunha apresentou a líderes distribuição por partidos e blocos.

Em reunião com líderes partidários nesta quinta-feira (3), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresentou como será a distribuição por blocos (composto por várias legendas) e partidos na comissão especial que dará parecer pela continuidade ou não do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A comissão especial que analisará o pedido de impeachment terá 65 integrantes, com representantes de todos os partidos e blocos que integram a Casa. Pelo documento, o bloco liderado pelo PMDB terá a maior presença no colegiado, ocupando 25 vagas. O bloco do PT terá a segunda maior quantidade de cadeiras -- 19.

Foi considerado para o cálculo o tamanho dos blocos na eleição para presidente da Câmara. Na distribuição por partido, PMDB e PT ganham em presença na comissão -- terá 8 parlamentares cada.
O bloco da oposição, formado por PSDB, PSB, PPS e PV, terá 12 integrantes. O PSDB individualmente terá 6 deputados na comissão especial mais seis suplentes. Após a reunião, o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), informou que já estão definidos os nomes dele próprio e do líder da minoria, Bruno Araújo (PSDB-PE); os demais devem ser decididos até o final do dia.

Segundo Sampaio, parlamentares avulsos não poderão entrar na disputa. Para isso, teria que formar outra chapa com igual número de integrantes.

Aliado da presidente Dilma, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) participou da reunião com Cunha e disse que a base aliada agora quer acelerar o processo para pôr fim aos questionamentos a cerca do futuro da presidente. A intenção é trabalhar pela derrubada do processo na comissão especial.

"Queremos montar e votar logo, para resolver logo", disse.

O prazo final para a indicação dos membros da comissão é até as 14h de segunda-feira (7). Na noite desse mesmo dia, será realizada uma sessão extraordinária no plenário da Câmara para confirmar a chapa com as indicações dos 65 deputados titulares e 65 suplentes feitas por todos os partidos.

Rito
Após a confirmação dos membros, a comissão irá se reunir na terça-feira (8) para eleger, por meio de voto secreto, o presidente e o relator, a quem caberá fazer um parecer.

A partir da criação da comissão especial e da notificação, Dilma terá 10 sessões da Câmara (ordinárias ou extraordinárias) para apresentar sua defesa. Após a apresentação da defesa, a comissão terá cinco sessões para votar parecer favorável ou contrário à instauração do processo de impeachment.

O parecer segue depois para o plenário. A instauração do processo depende dos votos de 342 deputados. Se for aprovada, Dilma precisará se afastar por 180 dias e o processo segue para o Senado, a quem é dada a palavra final sobre o afastamento permanente da presidente.

A abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi anunciada nesta quarta por Cunha. Ele autorizou pedido assinado pelo ex-fundador do PT Hélio Bicudo e o jurista Miguel Reale Jr., que acusam a petista de praticar "pedalas fiscais" em 2014 e 2015, com edição de decretos de créditos extraordinários sem autorização do Congresso nem previsão no Orçamento.

2015/12/02

Eduardo Cunha anuncia que autorizou processo de impeachment de Dilma

Presidente da Câmara informou que acolheu pedido do jurista Hélio Bicudo.
Peemedebista também criou comissão especial que analisará impeachment.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, informou nesta quarta-feira (2) que autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O peemedebista afirmou que, dos sete pedidos de afastamento que ainda estavam aguardando sua análise, ele deu andamento ao requerimento formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.

O pedido de Bicudo – um dos fundadores do PT – inclui as chamadas “pedaladas fiscais” do governo em 2015, como é chamada a prática de atrasar repasses a bancos públicos a fim de cumprir as metas parciais da previsão orçamentária.

"Quanto ao pedido mais comentado por vocês proferi a decisão com o acolhimento da denúncia. Ele traz a edição de decretos editados em descumprimento com a lei. Consequentemente mesmo a votação do PLN 5 não supre a irregularidade", disse Cunha em entrevista coletiva na Câmara.

A decisão ocorreu no mesmo dia em que a bancada do PT na Câmara anunciou que vai votar pela continuidade do processo de cassação de Cunha no Conselho de Ética. Ao longo do dia, Cunha passou a consultar aliados sobre a possibilidade de abrir o processo de impeachment da presidente da República.

Na tarde desta quarta, o peemedebista tratou do assunto, em seu gabinete, com deputados de PP, PSC, PMDB, DEM, PR e SD. Segundo parlamentares ouvidos pelo G1, ele queria checar se teria apoio dos partidos caso decidisse autorizar o impeachment.

Nos bastidores, aliados do presidente da Câmara mandavam recados ao Palácio do Planalto de que ele iria deflagrar o processo de afastamento da presidente se o Conselho de Ética desse andamento ao processo de quebra de decoro parlamentar que pode cassar o mandato dele.

Comissão especial

Na entrevista coletiva desta quarta, Cunha também anunciou que autorizou a criação da comissão especial que irá analisar o processo de impeachment de Cunha.

“Não falei com ninguém do Palácio. É uma decisão de muita reflexão, de muita dificuldade. [...] Não quis ocupar a presidência da Câmara para ser o protagonista da aceitação de um pedido de impeachment. Não era esse o meu objetivo. Mas, repito, nunca, na história de um mandato houve tantos pedidos de impeachment como neste mandato”, ressaltou o peemedebista.

Nathalia Passarinho
Do G1, em Brasília
 
Matéria completa em:
 
 
02/12/2015 18h40 - Atualizado em 02/12/2015 18h54

2015/09/02

Pezão reúne governadores e anuncia proposta de reforma

Governadores do PMDB se reunirão com Temer, Renan e Cunha

Após reunir-se, nesta quarta-feira (2/9), no Palácio Guanabara, com os governadores Paulo Hartung (ES), Marcelo Miranda (TO) e Confúcio Moura (RO), o governador Luiz Fernando Pezão anunciou que os sete governadores do PMDB vão se reunir, na próxima terça (8/9), com o vice-presidente Michel Temer, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para propor uma pauta de reformas para o país.

- Foi uma reunião muito proveitosa para discutir assuntos relacionados à crise econômica. Conseguimos agendar esse encontro em Brasília e vamos levar diversas propostas que começamos a desenhar aqui. Queremos fazer debates dentro do país, discutir as reformas tributária, previdenciária e trabalhista, e a empregabilidade. Sem crescimento econômico, não há emprego e geração de renda. Estamos preocupados com isso, e vamos trabalhar muito para manter o que temos e tentar ampliar. Vamos dar nossa contribuição ao país discutindo essas reformas e tenho certeza de que essa pauta interessa a todos os governadores brasileiros – disse Pezão.

Ainda segundo o governador do Rio, a previdência pública é uma das maiores preocupações.

- A previdência nacional que, em 2014, teve R$ 82 bilhões de déficit, em 2015 se aproxima de R$ 105 bilhões de déficit e caminha, em 2016, para uma previsão de déficit de R$ 130 bilhões. No caso do Rio, a folha de aposentados e pensionistas em 2016 chegará a R$ 16 bilhões. A conta está cada vez mais difícil de fechar. Nós estamos operando milagres para fechar 2015. Ainda temos um déficit de R$ 2,5 bilhões. Estamos trabalhando muito. Conseguimos aprovar seis leis na Assembleia Legislativa que estão nos permitindo diminuir o déficit. Acreditamos muito que vamos fechar esse déficit, mas vai ficando cada vez mais difícil. Estamos assistindo à crise do governo federal, que é grande centralizador das receitas, e os estados e municípios cada vez numa penúria maior. Nós queremos fazer cada vez mais debates dentro do país. Discutir a reforma da previdência, tributária e trabalhista – afirmou Pezão.

Ainda de acordo com o governador fluminense, a proposta de reformas "une os 27 governadores" e é tão importante quanto medidas emergenciais.

- Claro que estamos preocupados com o curto prazo. Mas essa pauta já foi colocada pelos 27 governadores que estiveram em reunião com a presidente Dilma. Não adiantar pensar só em 2015 ou 2016, porque vai ficando mais inviável o depois. Nós queremos fazer debates dentro do país para discutir as reformas nacionais. O PMDB pode começar a fazer isso – defendeu Pezão.

Para o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, a iniciativa tem o objetivo de elaborar uma agenda mínima, de maneira suprapartidária, que possa criar um ponto comum de interesse nacional.

- O momento é de união. Precisamos apoiar a reorganização das contas públicas nacionais e queremos encontrar elementos que permitam que a economia brasileira volte a crescer. Precisamos de reformas estruturais no nosso país. Estamos flertando com a desorganização. A realidade é um limão azedo, mas temos que fazer uma limonada desse limão. É um momento difícil, mas temos que buscar a convergência - afirmou Hartung, defendendo novas concessões e investimentos de capital privado na área da infraestrutura.

O governador do Tocantins, Marcelo Miranda, também enfatizou a importância da união entre os estados.

- Esse é o momento de nos juntarmos para procurar o melhor para o nosso país, discutindo temas importantes. Se não fizermos isso, seremos meramente gerentes de folha de pagamento. O PMDB pode decidir muita coisa e precisamos conversar com o governo federal sobre o que é melhor para os estados. Dessa forma, acredito que possamos vencer os obstáculos – disse Miranda.

Os governadores do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, e Alagoas, Renan Filho, não puderam comparecer devido a compromissos anteriormente agendados. Já o governador de Sergipe, Jackson Barreto, está hospitalizado.

Nesta quinta-feira (3/9), o governador Pezão vai se reunir, no Palácio Guanabara, com representantes do Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas do Estado, Assembleia Legislativa e Ministério Público para discutir o orçamento de 2016.

02/09/2015 - 18:38h - Atualizado em 02/09/2015 - 18:38h
 » Veronica Lopes
http://www.rj.gov.br/web/imprensa/exibeconteudo?article-id=2559749

2014/04/10

PMDB-RJ organiza ato em favor da candidatura de Aécio

Apesar do apoio do governador Luiz Fernando Pezão e do antecessor, Sérgio Cabral, à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o PMDB-RJ organiza um ato público em favor da candidatura do tucano Aécio Neves, em maio. O presidente regional do partido, Jorge Picciani, disse que o anúncio formal da adesão a Aécio terá também a participação de outros partidos, como Solidariedade e PSD. "Vamos trabalhar para que Aécio tenha a maior aliança no Estado", diz Picciani.

O dirigente peemedebista também negocia com os tucanos uma aliança em torno da reeleição de Pezão, que até agora tem a promessa de apoio de 14 partidos. A maioria dos aliados é de pequenas legendas, mas que ajudarão o governador a ter o maior tempo de televisão na campanha, de pelo menos nove minutos. Embora digam que o interesse nacional está acima das eleições estaduais, parlamentares do PSDB-RJ resistem à coligação com o PMDB depois de fazerem oposição a Cabral durante os dois mandatos.

O PMDB-RJ retirou o apoio a Dilma no ano passado, em represália à decisão do PT de lançar candidatura própria ao governo com o senador Lindbergh Farias. No início deste ano, Picciani passou a trabalhar intensamente por Aécio. "Vamos fazer talvez o maior ato público antes da campanha, com todos os partidos que apoiam Aécio no Rio de Janeiro. Estará presente um grande contingente de deputados federais e estaduais, prefeitos, ex-prefeitos e principalmente os candidatos dos mais diferentes partidos. Vamos dar a vitória ao Aécio aqui", promete Picciani.

O presidente peemedebista diz que tem maioria no diretório estadual para aprovar na convenção estadual o apoio a Aécio. Picciani tem evitado discutir a sucessão presidencial com Cabral e Pezão, que já manifestaram apoio a Dilma em diversas ocasiões. "Sempre deixamos claro que o PMDB não aceitaria palanque duplo para a presidente Dilma no Rio e tivemos apoio unânime do PMDB nacional. Se o PT decide romper a aliança conosco, não existe reciprocidade. Vamos aprovar o apoio a Aécio com ampla margem", diz Picciani.

Vitorioso na briga para garantir a candidatura própria do PT, com aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lindbergh enfrenta agora dificuldades para fechar alianças. Tem expectativa de receber apoio do PCdoB, depois que PSB anunciou apoio ao candidato do PROS a governador, deputado Miro Teixeira. O PDT, que também vinha negociando com Lindbergh, tende a ficar com Pezão. Embora tenha estimulado a candidatura do petista, Lula não participa da pré-campanha de Lindbergh, como faz com o candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro Alexandre Padilha. Além de Lindbergh e Pezão, Dilma tem outros dois aliados na disputa pelo Palácio Guanabara: o ex-governador Anthony Garotinho (PR) e o senador Marcelo Crivella (PRB).

2014/01/18

PT anuncia que deixará governo Cabral no dia 28 de fevereiro

Candidatura de Lindbergh Farias é confirmada, e será oficializada em breve

Rio - O PT deixará o governo Sérgio Cabral (PMDB) no dia 28 de fevereiro. A decisão foi tomada no início da tarde deste sábado, após reunião da executiva estadual do partido, no Centro do Rio. O anuncio foi feito, no auditório do prédio do Sindicato dos Bancários, pelo presidente nacional da sigla, Rui Falcão, junto do pré-candidato ao governo do estado, senador Lindbergh Farias, e do presidente regional da legenda, Washington Quaquá, para uma plateia de mais de 250 militantes.

A saída do governo Cabral ocorre no momento em que o PT do Rio fazia pressão no diretório nacional para deixar ao menos 700 cargos que ocupa, incluindo as secretarias estaduais de Assistência Social e de Meio Ambiente.

"No dia 1º de março não haverá mais nenhum petista no governo Cabral. Convocamos para o dia 22 de fevereiro um encontro estadual do PT que vai oficializar a candidatura do Lindbergh Farias a governador e no dia 23 vamos fazer a apresentação de nosso candidato aos militantes do PT num evento que pretendemos reunir cerca de 10 mil pessoas, no Centro do Rio. Dando assim, a largada para a pré-campanha do Lindbergh", disse o presidente regional da legenda, Washington Quaquá, que também é prefeito de Maricá.
 
Henrique Moraes

2014/01/13

PMDB do Rio oferece candidatura de Cabral ao PT para manter aliança

O PMDB sinalizou nesta segunda-feira (13) que o PT pode indicar o candidato ao Senado no Rio caso mantenha a aliança no Estado em favor do vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), escolhido para disputar o governo estadual pela sigla. Na costura, o governador Sérgio Cabral abriria mão da candidatura.

A oferta ocorre um dia antes de reunião entre os diretórios nacional e fluminense do PT para decidir a saída do partido do governo estadual. O PT-RJ quer lançar o senador Lindbergh Farias (PT) para a disputa do governo.

"Candidatura fixada é do Pezão. Evidente que o partido quer o Sérgio como candidato ao Senado. Mas evidente que não será um impeditivo numa aliança com o PT. Cabral tem colocado internamente que a prioridade é vencer as eleições para governador e manter a parceria PT-PMDB", disse Jorge Picciani, presidente regional do PMDB.

Ele participou de encontro de lideranças do PMDB no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio. Estavam presente o vice-presidente Michel Temer, o deputado Eduardo Cunha, o presidente nacional da sigla, senador Valdir Raupp, Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, entre outros.
O PMDB pretende lançar a candidatura de Cabral ao Senado para ajudar a vincular sua administração ao nome de Pezão. Mas a sigla abre mão do nome do governador para tentar manter a aliança com o PT e retirar a candidatura do senador petista.

O convite, porém, não deve prosperar agora. O PT do Rio insiste na candidatura de Lindbergh e quer sair do governo até o fim de janeiro. A saída já foi postergada por duas vezes a pedido do ex-presidente Lula.

O PMDB do Rio ameaça não apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff caso o PT lance candidato no Estado. Questionado sobre a posição do diretório fluminense, Raupp afirmou ser "muito cedo para discutir questão de apoiamento". O PMDB deve indicar o candidato a vice na chapa nacional.

"PT e PMDB têm uma aliança muito sólida a nível nacional. Todo nosso esforço é para que essa aliança se projete para outros Estados", disse ele.
Raupp afirmou que o PMDB pretende lançar entre 18 e 20 candidatos a governos estaduais este ano no país. Estados como Bahia e Rio Grande do Sul vivem problemas semelhantes a do Rio, no qual PT e PMDB devem disputar em lados opostos o governo.

"Isso é natural. Partidos grandes como o PT e o PMDB é natural que haja disputas [nos Estados]. O esforço é buscar até a última hora a união, o palanque único. O esforço do PMDB Nacional é manter a aliança do Rio", disse Raupp.

A candidatura de Pezão é vista como essencial para o futuro político de Cabral. Na análise de auxiliares do governador, o grupo deve ter um candidato para defender os oito anos de gestão a frente do Estado. Cabral teve vertiginosa queda de popularidade após ser o principal alvo das manifestações no Rio.

O PMDB do Rio aposta ainda num quadro com muitos candidatos, no qual o vice-governador poderia chegar ao segundo turno com os votos dos que aprovam a administração peemedebista no Estado.
De acordo com Picciani, Pezão já conta com o apoio de 12 a 15 partidos. Ele apontou ainda que os demais pré-candidatos não contam com apoio tão amplo quanto o peemedebista.

"Nosso esforço é reproduzir em torno da aliança PT-PMDB como foram feitas nas últimas quatro eleições. Já temos entre 12 e 15 partidos em torno da aliança de apoia o Pezão. Pretendemos chegar aos 21 que o prefeito Eduardo Paes teve na eleição. Eu não vejo [os adversários] isolados. Mas não há nenhuma pré-candidatura com o seu partido e mais dois", disse Picciani.

Partidos que apoiaram Cabral e Paes nas últimas eleições lançaram pré-candidaturas. Além do PT, PC do B, PRB e PSD afirmaram que pretendem ter nomes próprios ao governo do Rio.

13/01/2014 - 16h57
ITALO NOGUEIRA DO RIO
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/01/1397053-pmdb-do-rio-oferece-candidatura-de-cabral-ao-pt-para-manter-alianca.shtml

2013/11/28

PT-RJ adia entrega de cargos do governo Cabral, após pedido de Lula

BRASÍLIA - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou na noite desta quarta-feira para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e pediu que o PT não deixe no próximo sábado os cargos no governo Sérgio Cabral. A saída era considerada fundamental para a pré-campanha de Lindbergh Farias consolidar-se no estado, diante do assédio do PMDB para que ele retire a pré-candidatura. O ex-presidente e Lindbergh vão se reunir no começo da próxima semana para tratar do assunto.

O ex-presidente vai se reunir com a cúpula do PMDB no fim de semana e tentará buscar uma conciliação. Na segunda-feira, se reúne com os presidentes do PT nos estados. Em nenhum momento da conversa com o senador, o ex-presidente pediu que ele desistisse dos planos para 2014. Lula deixou claro a Lindbergh que a candidatura está consolidada, mas a aliança nacional do PT e do PMDB deve ser levada em conta.

- O apelo do Lula é muito importante. Vamos tirar da pauta, a pedido do presidente. É claro que vamos atender. Mas o desejo da imensa maioria do PT é sair do governo já em dezembro - afirmou Lindbergh.

Lindbergh já ligou para as lideranças do partido no Rio e disse que já houve consenso em adiar a decisão de sair do governo Cabral.
- Nós vamos dialogar com o Lula qual é o tempo de saída. Podemos adiar a saída por uns dias, mas que vamos deixar o governo Cabral, isso é um fato - afirmou o presidente eleito do PT-RJ, Washington Quaquá.

Com Lula, os petistas fluminenses vão argumentar que o PMDB também vai lançar candidato próprio onde o governador é do PT, como no Rio Grande do Sul e na Bahia. Portanto, os peemedebistas do Rio não poderiam reclamar de uma candidatura petista no Rio.

Em um acordo firmado há 40 dias com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o diretório regional do PT havia acertado que a saída seria no dia 30 de novembro. No primeiro escalão do governo do Rio, os petistas ocupam as secretarias de Meio Ambiente, com Carlos Minc, e de Assistência Social e Direitos Humanos, com Zaqueu Teixeira.

Após a posse do novo diretório, que terá o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, como presidente estadual, o PT decidiria sair do governo que integra desde 2007, primeiro ano da gestão Cabral.

Guilherme Amado, do Extra

2011/09/25

Eleições em Campos: PMDB e Roberto Henriques

O presidente do PMDB em Campos, Ivanildo Cordeiro, confirmou hoje (25), o acordo entre o PMDB e o deputado estadual Roberto Henriques, que pretende disputar a Prefeitura de Campos pelo PSD em 2012. “Entendemos a estratégia do governador Sérgio Cabral e respeitamos.

O PMDB vai indicar o vice de Henriques. Acho que não vai haver resistência. Inclusive, já conversei com algumas pessoas e vamos nos reunir esta semana”, diz Cordeiro, informando que o foco do PMDB de Campos é em sua nominata para a disputa de cadeiras na Câmara. “Estamos trabalhando muito para que o PMDB tenha uma bancada forte Câmara”, disse Cordeiro. As informações são do blog do Bastos.

http://www.blogclaudioandrade.blogspot.com/