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2025/01/20

Artigo

                              A importância do Cooperativismo para o Brasil em 2025

 

O cooperativismo tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico do Brasil, e em 2025 a expectativa é a de que sua relevância seja ainda mais evidente. Com uma economia global cada vez mais interconectada e desafios locais que exigem soluções criativas, o modelo cooperativo se destaca como uma alternativa sustentável e inclusiva.

O Brasil conta com mais de 4,5 mil cooperativas registradas, que atuam nos ramos Financeiro; Agropecuário; Consumo; Infraestrutura; Trabalho, Bens e Serviços; Transporte e Saúde. Estas organizações representam mais de 23 milhões de cooperados e geram milhões de empregos diretos e indiretos, o que demonstra que o cooperativismo se consolidou como um dos pilares da economia nacional, promovendo inovação, equidade e resiliência econômica.

Ao contrário de modelos empresariais tradicionais, as cooperativas priorizam o bem-estar coletivo em vez do lucro de poucos acionistas. Em regiões rurais, as cooperativas agrícolas, por exemplo, são responsáveis por boa parte da produção de alimentos para o mercado interno e externo. Além disso, promovem a inclusão de pequenos produtores no mercado, garantindo preços justos e acesso a tecnologias.

Inovação Social e Sustentabilidade

As cooperativas desempenham um papel essencial na promoção da sustentabilidade. Seja por meio de práticas agrícolas regenerativas, seja na utilização de energias renováveis em cooperativas de energia, o modelo cooperativo contribui para a preservação ambiental.

Ao longo dos últimos anos, iniciativas de cooperativas de crédito, como o Sicoob Fluminense, têm financiado projetos voltados para o desenvolvimento sustentável, como energia solar e agricultura orgânica, demonstrando o compromisso do setor com um futuro mais verde.

Outro aspecto importante do cooperativismo é o seu caráter democrático. Todos os membros têm voz e voto, independentemente do capital investido. Esta estrutura promove a inclusão social e fortalece a cidadania, empoderando comunidades a participarem ativamente das decisões que afetam suas vidas. Isso é especialmente relevante em um país diverso e desigual como o Brasil.

Em 2025, as cooperativas brasileiras deverão continuar inclusive a expandir sua influência internacional, especialmente nos setores de crédito e agronegócio. A exportação de produtos agrícolas e o fornecimento de serviços financeiros para micro e pequenos empreendedores mostram como o cooperativismo contribui para a balança comercial e o crescimento econômico do país.

Apesar dos avanços, o cooperativismo ainda enfrenta desafios, como a necessidade de maior apoio governamental, modernização tecnológica e educação cooperativa para novas gerações. A ampliação do acesso a linhas de crédito e políticas públicas específicas podem impulsionar ainda mais o setor nos próximos anos, que direta e inicialmente produz riqueza nas próprias regiões em que atua.

Assim, o cooperativismo se firma como uma força transformadora no Brasil, promovendo desenvolvimento econômico, justiça social e sustentabilidade. Este  modelo não apenas atende às demandas do presente, mas também prepara o país para os desafios do futuro. Investir no fortalecimento das cooperativas é apostar em um Brasil mais igualitário, resiliente e próspero.

 

Neilton Ribeiro da Silva

Diretor Presidente do Sicoob Fluminense

2019/09/18

Sicoob Fluminense organiza mais um Dia C

No dia 28 de setembro, o Sicoob Fluminense estará realizando mais um Dia C – Dia de Cooperar. As atenções desta vez serão voltadas para o Colégio Pró-Uni, em Campos dos Goytacazes, das oito às 13 horas.

Os participantes terão à disposição atividades físicas, orientações na área financeira e de saúde e diversas outras atrações. O objetivo do Dia de Cooperar é refletir os princípios do cooperativismo, como a intercooperação e o interesse pela comunidade. As atividades estarão sob a coordenação da assistente social Maria Clara de Oliveira.

A ideia de colocar a essência do cooperativismo em prática, incentivando ações e projetos nas áreas de educação, cultura, saúde, esporte, lazer, interação e responsabilidade socioambiental, nasceu no estado de Minas Gerais em 2009 e, desde lá, já se espalhou por todo o Brasil.

Para se ter uma melhor noção, apenas em 2018, foram realizadas iniciativas cooperativas em 1136 cidades por todo o país, com a participação de aproximadamente 120 mil voluntários, beneficiando a mais de 2,2 milhões de brasileiros.

O plano é ampliar ainda mais esses números em 2019, aproveitando a comemoração de 10 anos do Dia C para transformar vidas, multiplicar o bem e gerar felicidade.

Em 2019 foi comemorado o 97º Dia Internacional do Cooperativismo e o tema deste ano divulgado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) foi "Cooperativas em prol do trabalho decente”. Segundo dados do Portal do Cooperativismo, no mundo o cooperativismo gera 280 milhões de empregos, o que equivale a 10% dos postos de trabalho existentes no globo, tanto em grandes centros urbanos quanto no meio rural.

c/ dados de informes cooperativistas
https://www.sicoobfluminense.com.br/noticias2017/item/97-sicob-fluminense-realizara-dia-c-de-cooperar

2019/02/17

O Círculo Dourado do Cooperativismo, por Marcos Schuster


O cooperativismo inspirando as pessoas a serem protagonistas de um mundo melhor! 

Nós que atuamos ou participamos do cooperativismo sabemos o poder transformador que ele tem, pois melhora a vida e o bem-estar de milhões de pessoas no país, gera resultados econômicos e sociais através de um jeito humanizado de fazer negócios.
 
Apesar disso, nem sempre é tarefa fácil explica-lo às pessoas que não fazem parte de modo a entenderem e, muito mais do que isso, desejarem juntar-se a esse “movimento do bem”.

Um dos fatores dessa complexidade reside no fato do cooperativismo ainda não ser tão conhecido e disseminado no Brasil, porém a principal razão, a meu ver, é a forma como tentamos explica-lo, pois falar dos pioneiros de Rochdale, dos princípios cooperativistas, do funcionamento da cota capital e de que a pessoa passa a ser dono do negócio, são pouco inspiradores e atraentes para quem não conhece, apesar de serem temas extremamente relevantes. 

O fato, é que precisamos identificar o melhor momento para abordá-los, pois quando iniciamos por eles, é provável que o nosso interlocutor fique com olhar desconfiado, testa enrugada, inquieto (olhando para o relógio, mexendo no celular) ou apresentando forte indício de que está prestes a sair correndo!

Quando isso acontece e nos damos conta, rapidamente mudamos a estratégia e falamos algo como “mas aqui as taxas e tarifas são menores”. Na maioria das vezes, essa ação é exitosa e passamos a ter um novo associado/cooperado, ou melhor, um “correntista”, pois na visão dele, abriu uma conta, num lugar parecido com um banco, onde a principal diferença é o preço e o fato de ter “uma tal de cota capital” além de terem dito que ele passa a ser dono do negócio”. 

Não estou dizendo que isso é ruim. Pelo contrário! É assim que o movimento vem crescendo ano após ano e, de fato, a sociedade brasileira e nosso país precisam de um spread bancário mais justo e, nesse aspecto, o cooperativismo de crédito exerce papel fundamental. 

O pecado disso tudo é o fato das pessoas absorverem uma ideia equivocada de que o nosso principal diferencial é o preço! 

Claro que o menor custo é uma das nossas expectativas e do nosso público. Aliás, essa premissa está intrínseca à natureza do nosso negócio, porém, sempre que tivermos que optar por uma estratégia competitiva de fato, sabemos que o ideal não é essa, pois não fideliza as pessoas e normalmente não as conecta emocionalmente com nosso empreendimento cooperativo. 

Na minha visão, a estratégia de diferenciação e foco especializado em alguns nichos é o caminho, pois precisamos conhecer profundamente as necessidades, expectativas, opiniões e sentimentos do nosso público. 

Por conta disso, precisamos estimular uma nova forma de pensar, agir e comunicar o cooperativismo, passando a fazê-lo de dentro para a fora, começando pelo “por que” o cooperativismo existe, ou seja, qual o propósito desse movimento transformador.

Esse novo formato, é inspirado no que defende Simon Sinek, no Círculo Dourado, de que as pessoas não compram “o que” você faz, mas “por que” você faz. 

Simon cita que 100% das empresas sabem “O QUE” elas fazem, algumas sabem “COMO” fazem o que fazem e, poucas sabem “POR QUE” fazem o que fazem.

Por conta disso, normalmente a comunicação é feita somente pelo “O QUE” e “COMO”, não citando o “POR QUE”.
 
Um exemplo disso aplicado ao cooperativismo seria o seguinte: 

– Inicia-se falando sobre O QUE: – “Somos uma cooperativa de crédito, que integra o Sistema A, B ou C, temos os mesmos produtos e serviços de um banco…”. 

– Em seguida, fala-se sobre o COMO: “Utilizamos como base os princípios e valores cooperativistas, temos governança implantada com gestão profissional. A vantagem é que aqui você é dono do negócio…”.

 É possível perceber no exemplo, que não foi apresentado o “POR QUE” existimos, onde se perde a oportunidade de fazermos com que as pessoas desejem fazer parte ou sintam-se pertencentes a essa causa.

Segundo Simon, os líderes e empresas mais inspiradoras e de sucesso seguem o Círculo Dourado, começando pelo “por que” o negócio existe, para que essa causa seja comunicada ao mercado e clientes a fim de que comprem os produtos por se identificarem e compartilharem os valores defendidos pelo seu negócio. 

Baseado nisso, podemos criar o Círculo Dourado do Cooperativismo, para gerar cada vez mais conexão emocional com as pessoas a fim de inspirá-las a serem protagonistas de um mundo melhor.

Mas para isso, é preciso inicialmente, que esteja muito claro o propósito de cada cooperativa. O motivo pelo qual ela existe. O que aconteceria se ela não existisse mais? O que a cidade ou região perderiam? Por qual motivo cada dirigente ou colaborador levantam todos os dias para irem à cooperativa?

Essa é a primeira etapa de tudo e também é um movimento “de dentro para fora”, pois é preciso responder essas e outras perguntas para que todos “vivam” o propósito e o coloquem a frente de tudo no dia-a-dia nas relações com todos os envolvidos, especialmente os donos do negócio (associado/cooperado)! 

A partir desse momento, potencializaremos o papel transformador do cooperativismo, mantendo seu crescimento com a sua essência fortalecida e, desse modo, conquistaremos novos espaços geográficos e mercados sim, mas o principal espaço será o coração das pessoas! 

E quando isso acontecer, essas pessoas assumirão o papel de protagonistas de um futuro melhor, incorporando o jeito cooperativo de ser como estilo de vida, tornando assim, o mundo num lugar mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos, baseado no que o movimento 40 acredita e eu também acredito! 

Vamos juntos, o mundo nos merece!
 

2018/04/19

OCB apresenta propostas para ajudar o Brasil a crescer

“O ano de 2018 é muito importante! Temos pela frente a oportunidade de escrever um novo capítulo na história do nosso país, transformando dificuldades em crescimento. Afinal, o que queremos é um Brasil mais justo, mais ético, mais democrático, mais sustentável.” A frase foi dita nesta quarta-feira pelo presidente do Sistema OCB no lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo – 2018, uma ferramenta de trabalho direcionada aos representantes dos Três Poderes da República, que contribuirá com o crescimento do cooperativismo e, também, com a economia do país.

O evento contou com a participação do presidente da República, Michel Temer, integrantes do governo, cerca de 40 parlamentares e representantes do movimento cooperativista brasileiro.
Segundo Márcio Freitas, o cooperativismo pode fazer, ainda mais, pelo desenvolvimento da economia. “Com o nosso jeito cooperativo de fazer negócios, gerar riquezas e multiplicar resultados, já assumimos importante destaque em setores como o agropecuário, o financeiro, o de saúde e o de transporte. E, como armazéns de confiança, as cooperativas assumem, também, o papel de protagonista desse processo de transformação”, argumenta.
 
Brasil Cooperativo – “Como disse o presidente Márcio, a palavra confiança é que alicerça o cooperativismo. E é exatamente o que alicerça, também, os avanços que temos tido no Brasil. Meu desejo é de que o Brasil se torne uma grande cooperativa e que todos cooperem entre si! Para mim, cooperar é operar junto! E essa cooperação, em conjunto, é que resulta em frutos muito saudáveis que têm sido colhidos por todos nós”, destaca o presidente da República, Michel Temer.
 
Sobre a situação do país, Temer asseverou: “A inflação está caindo, os juros estão diminuindo e nós estamos recuperando empregos e a economia. Temos de ser otimistas. Há dificuldades? Sim, nós temos. Assim como outros países têm! Mas eu digo: o Brasil voltou e com o apoio dos cooperados e das cooperativas voltou para ficar e ser, se Deus quiser, uma grande cooperativa!”
 
 
Marco Regulatório – “Em seu papel de inclusão, o cooperativismo pode ser o modelo de negócio mais viável para o desenvolvimento sustentável, já que se destaca pela participação democrática, independência e economia. O cooperativismo é resultado! É a capacidade de promover oportunidades! Nós, integrantes da Frencoop, temos o dever de traduzir essa magnitude em leis e políticas que favoreçam o seu marco regulatório ou que, pelo menos, não representem entraves para seu desenvolvimento, a fim de tornar o Brasil, uma nação cada vez mais cooperativista”, enfatizou o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo, Osmar Serraglio, em seu discurso.
 
A Agenda Institucional do Cooperativismo – 2018 está em sua 12ª edição e consolida as propostas que serão defendidas durante o ano junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e que englobam, além de questões sobre a regulamentação do cooperativismo, temas específicos a atividades econômicas, como Transporte, Saúde, Crédito, Agropecuária e Consumo.
 
Destacam-se, como exemplo, os projetos de simplificação tributária para as cooperativas que, em determinados setores, passam pela bitributação (física e jurídica); de inclusão em programas de micro e pequenas empresas; do recolhimento de Imposto Sobre Serviço (ISS) por município das cooperativas de saúde, e do acesso aos recursos do FAT pelas cooperativas de crédito.
 
A consolidação das propostas em uma agenda única do cooperativismo tem o intuito de promover a competitividade das cooperativas e apresentar o setor como uma alternativa econômica ao país.
Fonte: Assessoria de Imprensa OCB

2017/10/27

Cooperativas de crédito X bancos

“As cooperativas de crédito são por definição legal instituições financeiras. Esta classificação somada ao fato de que os seus produtos e serviços guardam grande similaridade com os que são oferecidos pelos bancos, induzem a que se confundam as duas espécies societárias. 

As distinções, porém, entre os dois segmentos são profundas e importantes. 

Banco é uma sociedade anônima, controlada pelos detentores dos maiores capitais, visando essencialmente o lucro, que é destinado aos acionistas, não mantendo qualquer vínculo com a comunidade. 

As cooperativas são sociedades de pessoas, sem finalidade lucrativa, que operam unicamente com os seus associados, aos quais é assegurada a participação igualitária nas decisões e, proporcional às suas operações, nos resultados, tendo a missão de gerar em favor dos cooperados soluções financeiras adequadas e sustentáveis, mantendo comprometimento com as comunidades onde atuam. 

No Brasil, grande parte das cooperativas está organizada em sistemas, que lhes dão organicidade e controle, permitindo excepcional ganho de escala no desenvolvimento de produtos e serviços financeiros disponibilizados aos participantes, que abarcam todas as modalidades existentes no mercado. 

Em matéria de controles e riscos, além da supervisão dos próprios sistemas e dos respectivos órgãos de controle interno, sujeitam-se às normas e à fiscalização do Banco Central do Brasil, além das auditorias independentes. 

As cooperativas participam, ainda, do Fundo Garantidor do Cooperativismo, que garante a cada usuário depósitos de até duzentos e cinquenta mil reais. 

Registre-se, também, que a ausência do intuito lucrativo e a operacionalização restrita aos associados, permitem às cooperativas a adoção de condições mais vantajosas para o associado/cliente. As taxas e tarifas são invariavelmente melhores, tanto nas aplicações, quanto na obtenção de créditos. 

Por tudo isso, as cooperativas financeiras vêm apresentando notável crescimento em nosso país, nos últimos anos, sendo certo, que mesmo assim, um grande caminho ainda há a percorrer. 

É necessário que o cooperativismo se expanda de modo que todos possam ter acesso a uma cooperativa de crédito. 

Ao mesmo tempo, é preciso que se desenvolva um grande trabalho de educação cooperativista para que, conscientizadas, as pessoas e comunidades possam desfrutar as grandes vantagens que o cooperativismo oferece.” 

Luiz Antonio Ferreira de Araújo
Presidente do Sicoob Central Rio.
c/ed.

2017/07/01

Dia Internacional do Cooperativismo

Neste sábado, dia primeiro de julho, o Brasil estará de mãos dadas a mais de 100 países para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo. A data foi criada pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que renova, anualmente, o mote da celebração. Com isso, em 2017, celebra-se o fato de que as cooperativas garantem que ninguém fique para trás, enquanto trilham os caminhos da sustentabilidade socioambiental em seus negócios. E, aqui no Brasil, o Dia Internacional do Cooperativismo é celebrado de uma forma bem especial: com as iniciativas do Dia de Cooperar.


O Sicoob Fluminense, cooperativa de crédito de livre admissão de Campos dos Goytacazes e atuação em todo o estado do Rio de Janeiro,  está inserido no evento, através de sua agência na capital.

 O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, foi entrevistado:

Qual é a importância do Dia Internacional do Cooperativismo para o setor no Brasil?

Essa é uma data de extrema relevância para o cooperativismo global, afinal, dentre os diversos objetivos desse dia está o de nos lembrar quem nós somos, qual o propósito de nossas empresas e como podemos, juntos, encontrar a melhor forma de marcar nossa posição no mercado e na vida de um consumidor cada vez mais antenado e que pauta seu consumo em valores éticos que perpassam pelos aspectos humano e ambiental.

Então, o Dia Internacional do Cooperativismo celebra exatamente isso: a união, numa mesma confraternização de todos os povos ligados ao nosso jeito humano de fazer negócio, de gerar renda, de incluir as pessoas. Aliás, quando fazemos essa afirmação, é fundamental destacar que o modelo cooperativista alcança cerca de um bilhão de pessoas no planeta. A própria ACI estima que uma em cada sete pessoas no mundo é associada a uma das cooperativas presentes em mais de 100 países, gerando mais de 250 milhões de empregos.

E, no Brasil, os nossos números também são bastante expressivos. São mais de 13,2 milhões de cooperados, vinculados a mais de 6,6 mil cooperativas. Somos muitos e se consideramos que há pelo menos mais quatro familiares de um cooperado, ligados à sua atividade cooperativista, somos ainda mais, já que, segundo nossos cálculos, um quarto da população brasileira é cooperativista. Vale destacar, ainda, que o número de empregos gerados pelo cooperativismo também é de impressionar: são mais de 380 mil postos de trabalho.

Por isso celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo no Brasil é tão importante e a data ganhou um significado ainda mais especial em 2015, quando decidimos celebrar também os resultados do Dia de Cooperar, o nosso Dia C. Portanto, essas duas celebrações são motivo de grande felicidade para nós cooperativistas e brasileiros.

O que o Dia C representa para as cooperativas e para o Brasil?

Esta é uma pergunta muito importante. O Dia C é o programa de responsabilidade socioambiental desenvolvido pelas cooperativas brasileiras, com o apoio do Sistema OCB e de suas organizações estaduais. Diferente do que o nome pode sugerir, as ações ocorrem ao longo de todo o ano, e não apenas em um dia. São projetos contínuos que promovem uma verdadeira transformação social nas comunidades, como melhorias expressivas no cuidado à saúde, à educação, ao meio ambiente e diversos outros aspectos, dependendo das necessidades específicas de cada localidade.

Como é a celebração do Dia de Cooperar?

Cooperativas, voluntários e colaboradores se reúnem em espaços públicos e oferecem serviços gratuitos e ações sociais para as comunidades locais. Cada estado tem uma programação mas, em geral, é um momento de estar perto das pessoas e de transmitir a mensagem de que temos de nos mobilizar e trabalhar por um mundo mais justo e sustentável. Como o próprio tema do Dia Internacional do Cooperativismo diz: cooperativas garantem que ninguém fique para trás.

O Dia C contribui para os ODS da ONU. De que forma isso ocorre?

O Dia de Cooperar representa para nós, cooperativistas, um compromisso com o desenvolvimento sustentável. Nós trabalhamos para exercer a importante função de multiplicadores da mensagem de que precisamos sempre manter um olhar voltado para o jeito humano e ambientalmente responsável de fazer negócios. Tendo isso em mente, o potencial transformador desses projetos do Dia C precisa, então, ser muito bem direcionado às necessidades das comunidades. É justamente por isso que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ou ODS como são mais conhecidos, funcionam como parâmetros, para que se tenha metas mais concretas. Afinal, a ideia é que iniciativas como as do Dia C demonstrem, na prática, o papel desempenhado pelas cooperativas como agentes de transformação de realidades.O Dia C existe desde 2009. O que mudou desde a sua criação?

O Dia C é uma ideia que nasceu em 2009, no nosso querido estado de Minas Gerais, que nos cedeu o direito de nacionalizá-lo. Isso ocorreu em 2013. Desde então, nosso trabalho tem sido atuar na sensibilização das cooperativas para que desenvolvam ações de longo prazo e não apenas iniciativas pontuais. Claro que tudo que é pensando e realizado tem seu valor, mas considerando o nosso princípio de preocupação com a comunidade, precisamos contribuir de forma perene com a sociedade que está no entorno das cooperativas. Assim, cada um faz a sua parte e todos ganham.

Começamos tímidos, mas já temos resultados muito importantes e que mostram a evolução do programa. No ano passado, por exemplo, foram realizadas ações em 777 municípios, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal e a expectativa para 2017 é de beneficiar pelo menos um milhão de pessoas com os projetos estruturados do Dia de Cooperar.

E, assim, queremos convidar a todos os cooperados do Brasil a estar nas ruas neste sábado, mostrando que quando nos unimos, somos mais fortes, contribuímos muito mais e vamos mais longe, sem deixar ninguém para trás.

Fonte: somoscooperativismo.coop.br

2017/04/02

Sicoob Fluminense representado em evento internacional

"Fomento da educação cooperativa como estratégia de fortalecimento da cooperativa." Este é o tema da palestra que será ministrada pelo presidente do Sicoob Fluminense, Neilton Ribeiro da Silva, durante a Conferência Internacional  Cooperativismo e Desenvolvimento Regional, entre os dias 4 e 5 de abril de 2017, em Foz do Iguaçu, Paraná.  Neilton Silva falará no dia 5, entre 8h30m e 11h, durante o Painel 5 : "Educação cooperativa: o que já fizemos? O que podemos fazer mais? Como podemos fazer melhor? "

A proposta da conferência é possibilitar um espaço de reflexão e discussão para lideranças cooperativistas brasileiras e estrangeiras sobre o papel, as possibilidades e os desafios do cooperativismo como agente de desenvolvimento regional, com destaque para as experiências bem-sucedidas nesta área e estratégias de educação cooperativista.

Nos dois dias do evento serão tratados temas como “cooperativismo e desenvolvimento”, “cooperativismo como instrumento de geração de riqueza”, “cooperativas construindo territórios competitivos”, “garantias mutuas e desenvolvimento regional” e “educação cooperativa”. Entre os participantes internacionais já confirmados estão Norbert Friedrich, diretor do Volksbank Trier, a maior cooperativa regional da Alemanha; José Fernando Figueiredo, CEO da SPGM – Sociedade de Investimento S/A, holding do Sistema Nacional de Garantia Mútua de Portugal; Alejandro Soriano, executivo sênior da CAF – Corporação Andina de Fomento e Alejandro Simon, CEO do grupo Sancor Seguros, a maior cooperativa de seguros da Argentina e com operações também no Brasil
.
A Conferência terá a participação de líderes cooperativistas da Ocepar e dos sistemas Sicredi, Sicoob, Cresol, Viacredi, Uniprime, além de representantes do Banco Central do Brasil e das sociedades de garantias de crédito.
 
 
 

2017/02/27

Cooperativismo financeiro: progressos recentes e novos desafios

A solução (do país) passa pelo capitalismo de mercado com responsabilidade social. O que mais é o cooperativismo!?”- Ênio Meinen

Este artigo reproduz o teor da entrevista de Ênio Meinen à revista Sicoob Cressem, edição de fevereiro e março/2017. Veja o posicionamento do dirigente e estudioso do cooperativismo financeiro sobre avanços, oportunidades e grandes desafios do setor:
 
1. O cooperativismo financeiro está consolidado não só no Brasil, mas em diversas partes do mundo. Quais são as principais mudanças que o setor deve enfrentar nos próximos anos?
 
Diria, inicialmente, que no Brasil, embora tenhamos feito consideráveis progressos nos últimos anos, ainda estamos em processo de consolidação. Precisamos, por exemplo, evoluir na governança, aperfeiçoando profissionalmente o nosso quadro de executivos e nosso corpo de dirigentes, além de, especialmente nesse âmbito, institucionalizar mecanismos de sucessão; temos de avançar no relacionamento operacional com os cooperados, pois cerca de metade dos associados não tem mais que quotas-partes e conta-corrente na cooperativa; a nossa eficiência operacional, dada a baixa escala associativa e o reduzido aproveitamento de produtos e serviços, está aquém dos padrões de competitividade exigidos pelo mercado bancário; é indispensável que aceleremos nossos investimentos em tecnologia para incorporar novos métodos operacionais e assim levar os nossos processos e as nossas soluções ao encontro da aspiração do público jovem e de todos aqueles que preferem o relacionamento digital/remoto.
 
2. Qual a importância da educação cooperativista no contexto atual?
 
É nessa ação que reside a assimilação do diferencial societário. É por isso, aliás, que temos o 5º princípio cooperativista (educação, formação e informação), pois do contrário a doutrina do movimento torna-se letra morta e, na prática, seremos vistos apenas como mais um empreendimento no mercado. É preciso, portanto, que o público interno e, a partir dele, o externo (cooperados e sociedade) saibam que cooperativa é diferente – melhor – que uma organização convencional.
 
3. A tecnologia e a internet estão ganhando cada vez mais espaço, como as cooperativas podem aproveita-las positivamente tanto para os associados quanto para os colaboradores?
 
Aqui o negócio é “surfar a onda”, acelerar e densificar investimentos e capacitar nossos profissionais e auxiliar nossos cooperados em relação ao emprego das facilitações digitais. Como não temos orçamento tão generoso quanto o de grandes bancos, precisamos eleger prioridades (a essência) e otimizar os gastos com TI. Em síntese, fazer mais com (bem) menos! Isso, contudo, não impede que nossas soluções tenham qualidade inferior às dos grandes bancos. Tanto é assim que, a título de mero exemplo (são muitos mais os reconhecimentos…), o mobile banking do Sicoob foi eleito o melhor do mercado financeiro brasileiro em 2015 (Prêmio Relatório Bancário – categoria Autoatendimento).
 
4. Muitas pessoas estão apostando que 2017 será um ano melhor, considerando que possa haver uma retomada econômica do país. Esse otimismo já tem sido notado pelo sistema cooperativista?
 
Ainda teremos um ano bastante difícil, de baixa dinâmica na economia. Se não tivermos decréscimo no somatório de tudo o que produzirmos (PIB), já terá sido um sinal de que o pior passou. Sou otimista e acredito que, mais para o final do período, começaremos a retomar a geração de empregos, a renda, o consumo, a produção, os investimentos, enfim, reiniciar o círculo virtuoso. No cooperativismo financeiro, independente do quanto crescer a economia (ou mesmo, por hipótese, decrescer), sem dúvida vamos expandir a nossa participação via ganho de mercado (transformando clientes em cooperados e atraindo para as cooperativas os negócios que nossos associados têm com os bancos). Ademais, somos resilientes e escolados em crise e nela costumamos dar grandes saltos!
 
*Ênio Meinen, advogado, pós-graduado em direito (FGV/RJ) e em gestão estratégica de pessoas (UFRGS), e autor/coautor de vários artigos e livros sobre cooperativismo financeiro – área na qual atua há 33 anos -, entre eles a obra “Cooperativismo financeiro – virtudes e oportunidades: ensaios sobre a perenidade do empreendimento cooperativo”. Atualmente, é diretor de operações do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob).
 

2016/08/04

Sicoob dobra seu tamanho nos últimos cinco anos

Maior sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil contribui para o desenvolvimento econômico de 3,2 milhões de brasileiros e atinge recordes históricos em diversos indicadores financeiros.

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil, Sicoob, há duas décadas trabalha como instituição financeira propulsora do desenvolvimento econômico e social de seus 3,2 milhões de associados. Presente em todos os estados brasileiros, disponibiliza um amplo portfólio de produtos e serviços financeiros por meio de 2,4 mil pontos de atendimentos. É a 7ª maior instituição financeira do País do Sistema Financeiro Nacional em patrimônio líquido.
 
Integrado ao Sicoob opera o Bancoob, Banco Cooperativo do Brasil, responsável por apoiar e gerir os recursos das cooperativas de crédito com transparência, rentabilidade, gestão de controle e de riscos. Viabiliza também as soluções financeiras para as cooperativas do Sicoob.
 
Atualmente, qualquer pessoa pode se associar às cooperativas de crédito de livre admissão ou, às segmentadas (cooperativas de empregados de empresas privadas, de profissionais liberais, de produtores rurais, de pequenos empresários, microempresários ou microempreendedores, e de empréstimos), estas desde que atenda os critérios de admissão.
 
 
Nos últimos cinco anos, o Sicoob registrou aumento de 101% em ativos totais, saindo de R$ 28,6 bilhões em 2011 para alcançar R$ 57,6 bilhões em 2015. O patrimônio líquido atingiu R$ 13,9 bilhões em 2015 ante R$ 7,2 bilhões em 2011, um salto de 93%. As operações de crédito alcançaram R$ 33,3 bilhões, avançando 102% desde 2011. Já depósitos totais ascenderam em 108%, com R$ 36,1 bilhões em 2015 contra R$ 17,4 milhões em 2011.
 
“O crescimento apresentado nos últimos anos deve-se a busca da população por alternativas mais rentáveis, somado aos diferenciais oferecidos pelas cooperativas, entre os quais taxas menores de juros nas operações de crédito, atendimento humanizado e personalizado, e ampliação da oferta de serviços”, explica Henrique Castilhano Villares, presidente do Sicoob.
 
Nas cooperativas de crédito os associados são donos do negócio, tem direito a voto nas decisões e participam da distribuição dos resultados da instituição. Para se ter uma ideia, somente em 2015, as sobras (equivalente ao lucro dos bancos) somaram R$ 2,3 bilhões. O Sicoob remunerou, ainda, em R$ 562 milhões o capital social (somatório de todas as quotas-partes dos associados) dos associados no mesmo período. Deste total, R$ 60,9 milhões foram creditados direto na conta corrente, gerando recursos imediatos para os cooperados.
 
O papel desempenhado pelo Sicoob, tanto em grandes metrópoles quanto em áreas mais remotas do Brasil, representa um importante vetor de desenvolvimento das economias locais, movimentando e reciclando seus recursos financeiros nas próprias comunidades onde atuam.
 
Além disso, as cooperativas oferecem a mesma segurança proporcionada pelos bancos porque é fiscalizada pelo Banco Central e conta com o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, similar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
 
O Sicoob é formado, ainda, por 15 cooperativas centrais, pela Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Confederação), além do Banco Cooperativo do Brasil do Brasil (Bancoob) e suas subsidiárias (empresas de cartões, consórcios, DTVM, seguradora, previdência) provedoras de produtos e serviços especializados para cooperativas financeiras.
 
 
Em Campos dos Goytacazes: Sicoob Cred Rio Norte/Sicoob Fluminense
 
 

2016/06/29

Sicoob Cred Rio Norte vai integrar grupo de estudos - CMCG


 fotos: Viviane Chagas


A intenção de criação de um grupo de estudos, reunindo representantes de cooperativas de diversos segmentos de Campos e da região e membros do Poder Legislativo, a fim de que sejam levantadas demandas e discutidas ações práticas para o beneficiamento do setor, a exemplo de questões da legislação, foi um dos resultados do Seminário de Cooperativismo realizado na tarde desta quarta-feira, 29 de junho, na Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes.
O evento fez parte de um leque de seminários que vem sendo realizado pela Câmara com o objetivo de discutir novas perspectivas de desenvolvimento pós-era do petróleo, já tendo abrangido áreas como agricultura e saúde. Com a coordenação do vereador Paulo Hirano, o seminário desta quarta-feira reuniu Alexandre Bastos, gerente técnico do Banco Central; Neilton Ribeiro da Silva, consultor do Sicoob Cred Rio Norte; Eliomar Torres, que representou a Organização das Coooperativas Brasileiras; Roberto Carvalho, da Unicred; Rodrigo Venâncio, presidente da Unimed; Otávio Amaral e Sandro Reis, da Cavil e Frederico Paes, da Coagro. Também participaram Eduardo Crespo, da Asflucam; o secretário de Desenvolvimento Econômico Orlando Portugal e o superintendente de Agricultura, Eduardo Alves.

Tendo sido convidado para falar sobre a questão da segurança em investimento no cooperativismo, Alexandre Bastos fez uma ampla explanação acerca do papel das instituições cooperativas dentro do sistema financeiro nacional, destacando o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito e a importância deste setor pelo mundo, especialmente em países europeus, demonstrando a possibilidade e necessidade de crescimento da área no Brasil. Hoje no país já existem mais de 10 milhões de cooperados em mais de 6.800 instituições, que lideram o número de postos de atendimento no mercado financeiro – no entanto, as cooperativas ainda possuem apenas quatro por cento de participação no mercado.

Por sua vez, Neilton Silva, que foi o responsável pelo contato com o Banco Central, ao falar sobre cooperativismo e desenvolvimento regional, lembrou a trajetória do Sicoob Cred Rio Norte, que completa 18 anos em julho – a instituição, com sede em Campos dos Goytacazes e diversas agências espalhadas pela região e capital, é hoje a única cooperativa de crédito de livre admissão do Rio de Janeiro, autorizada legalmente a operar em todo o estado.

O consultor do Sicoob Cred Rio Norte enfatizou, em relação ao mecanismo do cooperativismo de crédito, que os investimentos dos cooperados circulam no mesmo município onde a cooperativa de crédito está localizada, gerando desenvolvimento local diretamente, e ainda retornam aos próprios associados. Além disso ressaltou que as cooperativas de crédito oferecem os mesmos produtos e serviços dos bancos tradicionais, porém com taxas diferenciadas e mais fácil acesso.

Todos os participantes do Seminário de Cooperativismo da Câmara Municipal de Campos foram unânimes em reconhecer a importância das cooperativas, tanto de crédito como as de serviço, como das áreas de saúde e agricultura, para o crescimento regional. O primeiro desdobramento do evento será justamente a montagem do grupo de estudos, a partir de contatos a serem feitos entre representantes da Câmara e das cooperativas interessadas.

 

 

2016/06/28

Sicoob Cred Rio Norte participará de Seminário de Cooperativismo – CMCG

         O Sicoob Cred Rio Norte, através de seu consultor Neilton Ribeiro da Silva, vai participar nesta quarta-feira, 29 de junho, de um Seminário de Cooperativismo, organizado pela Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes. O evento será aberto às 14 horas, e contará com a presença de representantes de diversas cooperativas do município e da região, assim como da Organização das Cooperativas Brasileiras e do Banco Central.

Diversos painéis serão desenvolvidos durante o seminário. A Neilton Silva caberá falar sobre o Cooperativismo de Crédito e o Desenvolvimento Regional – hoje o Sicoob Cred Rio Norte, com sede em Campos, é a única cooperativa de crédito de livre admissão do Rio de Janeiro, legalmente capacitada para operar em todo o estado, e com agências em várias cidades, incluindo a capital. Aos representantes do Bacen e da OCB, respectivamente, caberão os tópicos Segurança e Cooperativismo e Mecanismo de Operação das Cooperativas.
O Seminário de Cooperativismo faz parte de uma série de eventos a cargo da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, com o objetivo de fomentar novos caminhos para o desenvolvimento econômico e social.
 

2016/06/06

Sicoob Cred Rio Norte vai participar de Seminário sobre Cooperativismo


Foto: Jocelino Rocha

Representando o Sicoob Cred Rio Norte, o consultor Neilton Ribeiro da Silva esteve reunido nesta segunda-feira, seis de junho, com o presidente da Câmara Municipal de Campos, Edson Batista. O objetivo foi o de discutir a participação da cooperativa de crédito no Seminário sobre Cooperativismo que será realizado no próximo dia 29, oportunidade em que serão debatidas as vantagens de utilização dessa alternativa de produção, atendimento e consumo e as demandas do setor.

A organização do seminário está a cargo da Câmara Municipal, onde, no plenário, das 14 às 17 horas, representantes de cooperativas e órgãos gerenciadores vão falar sobre temas como segurança de investimento, como ser um cooperado e acerca do próprio funcionamento do cooperativismo. Também participaram da reunião o procurador da CMC, Felippe Klen, representantes da Cooperativa Agrícola de Brejo Grande e o Superintendente Geral do Fundecam, Otávio Amaral.

Na reunião, ficou acertado que Neilton Silva se incumbirá de fazer contato com o Banco Central, a fim de que seja designado um representante para fazer parte do seminário, assim como da Fundação Sicoob, que trabalha com educação cooperativista, e que também serão convidados integrantes da Organização das Cooperativas Brasileiras-OCB, da Cavil, da Coagro, da Unimed e outras cooperativas.

Uma segunda reunião de organização do Seminário sobre Cooperativismo já está marcada para a quinta-feira, nove de junho.

2016/02/26

Sicoob Cred Rio Norte se expande para todo o estado

O Sicoob Cred Rio Norte, cooperativa de crédito com agência central em Cam,pos dos Goytacazes e abrangência no Norte, Noroeste e Leste (Lagos) Fluminense, deverá ter nos próximos dias anunciada a autorização para expandir suas atividades para todo o estado do Rio de Janeiro.
A solicitação da diretoria, cumprindo todos os aspectos formais, já foi feita à Central Rio do Sicoob, que não deverá colocar obstáculos ao crescimento da instituição.
A autorização permitirá diretamente a captação de novos associados, entre pessoas físicas e jurídicas, e a abertura de novos postos de atendimento em diversos municípios. Até junho, o Sicoob Cred Rio Norte estará reinaugurando o seu PA de Bom Jesus do Itabapoana, em novas e modernas instalações; abrindo o segundo PA em São Francisco do Itabapoana, na sede do município, que já conta com o serviço na localidade de Praça João Pessoa, e ainda se instalando em Nova Friburgo. Para se ter uma ideia do nível de desenvolvimento do Sicoob Cred Rio Norte, em 2015 ela foi a cooperativa de crédito que mais cresceu entre todas do estado do Rio de Janeiro, alcançando dados positivos em todas as operações.

Visite:

www.sicoobcredrionorte.com.br

 

2016/02/22

Sicoob Cred Rio Norte comemora dois anos em Morro do Coco

Cooperativa de crédito também anuncia crescimento e expansão para todo o estado do Rio de Janeiro


Representantes da Diretoria, do Conselho de Administração, delegados e colaboradores do Sicoob Cred Rio Norte participaram na manhã desta segunda-feira, 22 de fevereiro, das comemorações em torno dos dois anos de implantação do Ponto de Atendimento de Morro do Coco, Campos dos Goytacazes.  Logo após as 9h, com diversos representantes da comunidade, foi feita uma reunião de congratulações, exposição de números quanto às atividades da cooperativa e anúncio das próximas ações em relação ao crescimento regional da instituição.
O PA do Sicoob Cred Rio Norte em Morro do Coco, estrategicamente instalado na área central, na rua Nilo Peçanha, 203, é considerado de fundamental importância pela sociedade local, uma vez que cumpre um papel de atendimento que não foi preenchido por nenhum banco do sistema financeiro tradicional.  Ele oferece todos os produtos e serviços da agência central, em Campos.
Estiveram presentes no encontro de hoje o consultor Neilton Ribeiro da Silva, o diretor presidente Gil Menezes, os diretores de negócios e administrativo/financeiro, respectivamente Marcos Lincoln e Charles Faria, a presidente e a vice-presidente do Conselho de Administração, Vera Almeida e Eunice Santos, e os conselheiros Paulo Salvador e Flora Torres. Todos foram recebidos pela responsável pelo PA, Juliana Nogueira, e equipe, e se encontraram com os líderes comunitários Francisco Tavares, Emanuel Alves e Wilson Walter.
Enquanto os representantes da comunidade local foram unânimes em agradecer a instalação do PA, quanto ao atendimento direto aos moradores, também se comprometendo em ampliar a campanha de filiação à cooperativa de crédito, a diretoria se empenhou em apresentar os bons números que o Sicoob Cred Rio Norte vem conquistando, assim como o plano de desenvolvimento e investimentos.
Números
Para se ter uma ideia do crescimento da cooperativa, mesmo em meio à crise econômica que assola o país, dados mostrados pelo diretor presidente Gil Menezes,  com referência a 2015, indicam os seguintes números, considerados extremamente significativos: associados (+ 51%); operações de crédito (+ 35%); poupança (+ 100%); capital social (+ 45%); depósitos a vista (+ 49%); depósitos a prazo (+51%) e patrimônio líquido (mais 25%).
Por sua vez, o consultor Neilton Silva anunciou a instalação de pelo menos três novos PAs nos próximos meses, sendo um na sede de São Francisco do Itabapoana, sem a desativação do que já existe no distrito de Praça João Pessoa, Bom Jesus do Itabapoana e Nova Friburgo. Ele também revelou que foi feita à Central Rio uma solicitação para que a área de cobertura do Sicoob Cred Rio Norte alcance todo o estado do Rio de Janeiro.
Por fim, após a benção do padre José Carlos ao PA e presentes, foi servido um café da manhã.   
Rua Dr. Siqueira, 278 - Parque Dom Bosco
Campos dos Goytacazes - RJ CEP 28030-130
Tel.: (22)27262750 e Fax.: (22)27262752
Horário de Funcionamento: 10h00 às 16h00.
Agência de Negócios na CDL – Av. 7 de Setembro, 274/280 – Centro – Tel. 27240238

2016/02/09

Cooperativas de crédito têm mais unidades de atendimento do que outras instituições do Sistema Financeiro Nacional

Brasília (1º/2) – O número de unidades de atendimento ao público das cooperativas de crédito no Brasil ocupa o primeiro lugar em um ranking que compara o Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Caixa Econômica Federal. Os dados constam do relatório trimestral do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), referente a setembro de 2015, e recentemente divulgado pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop).
 
De acordo com os dados levantados, as cooperativas de crédito possuem 5.432 unidades de atendimento, número superior ao da rede do Banco do Brasil (5.424) e ao de bancos como o Bradesco (4.601), Itau (3.837) e Caixa (3.401).
Rede de Atendimento
Outro dado bastante relevante diz respeito aos depósitos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) – excluídos os depósitos interbancários – que alcançaram, em setembro do ano passado, o montante de R$ 1,9 trilhões, com crescimento de 2,50% no trimestre. Mesmo com a turbulência econômica a participação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo no SFN (um total de R$ 91,2 bilhões) passou de 4,40% em junho/15 para 4,58% (set/15), sendo os depósitos a prazo nas cooperativas singulares e a captação de depósitos à vista dos bancos cooperativos os principais responsáveis pelo aumento.
 
O documento acaba de ser divulgado pelo FGCoop. O objetivo, segundo o diretor executivo do Fundo, Lúcio Faria, é consolidar os números do sistema para trazer maior transparência às informações e dados estatísticos, ampliando, assim, o conhecimento do segmento de crédito cooperativo dentro e fora do país. O relatório trimestral é composto por três tópicos: 1) Estrutura do SNCC; 2) Depósitos; 3) Operações de crédito.
 
IDIOMA – E com o objetivo de conferir maior visibilidade e transparência às informações do SNCC, o site, bem como seu conteúdo está sendo traduzido. Boa parte do material já pode ser lido em inglês. Até o fim deste mês, a versão espanhola também poderá ser acessada.
 
Fonte: brasilcooperativo.coop.br
 

2015/09/01

Sicoob Cred Rio Norte: a maior cooperativa de crédito em cobertura geográfica do RJ

         Com o auditório lotado de delegados, representantes eleitos dos mais de 4.100 associados, o Sicoob Cred Rio Norte aprovou por unanimidade na tarde desta terça-feira, primeiro de setembro, a incorporação da Cooperativa de Crédito Rural de Bom Jardim Ltda. –  Bom Cred.  Agora, a cooperativa de crédito de livre admissão, com sede central em Campos dos Goytacazes, a quarta maior em operações financeiras do Rio de Janeiro, é também a maior do estado em cobertura geográfica.

           A aprovação se deu através de Assembleia Geral Extraordinária. Estudo para a incorporação já havia sido protocolado junto ao Banco Central no último dia 26 de junho, após uma série de estudos e avaliações sobre a viabilidade da transação, quando foi verificado tecnicamente a inexistência de riscos. O Sicoob Cred Rio Norte passa a assistir, no cômputo geral, cerca de 5.458 cooperados, com a adesão dos associados do município de Bom Jardim e arredores.   

Durante a AGE, o consultor Neilton Ribeiro da Silva fez uma detalhada exposição do negócio para todos os delegados, apresentando números e projeções de captação e investimentos, deixando clara a viabilidade da incorporação. Ele também apresentou pareceres favoráveis à transação emitidos pela Bauer Auditorias Associados, de caráter externo, e dos Conselhos Fiscais do Sicoob Cred Rio Norte e da Bom Cred.
Além de toda a diretoria, delegados e colaboradores do Sicoob Cred Rio Norte, também participaram da Assembleia Geral Extraordinária representantes da Bom Cred e da Central da Sicoob – Rio de Janeiro.  Com a incorporação, o Sicoob Cred Rio Norte amplia sua área de cobertura e atuação para os municípios de Bom Jardim, Cordeiro, Duas barras, Nova Friburgo e Trajano de Morais. A cooperativa já atuava, além de Campos dos Goytacazes, na área que abrange São Fidélis, São Francisco do Itabapoana, São João da Barra, Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Itaboraí, Cambuci, Italva, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, São José de Ubá, Silva Jardim,  Varre-Sai, Rio das Ostras, Santa Maria Madalena,  Casimiro de Abreu, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Macaé e Quissamã.
 
Sicoob Cred Rio Norte
Rua Dr. Siqueira, 278 - Parque Dom Bosco
         Campos dos Goytacazes - RJ CEP 28030-130
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2015/04/01

Definido o tema do Dia Internacional do Cooperativismo: Escolha cooperativismo. Escolha equidade

Brasília  – Escolha cooperativismo. Escolha equidade. Este é o tema do 93º Dia Internacional do Cooperativismo, divulgado pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). A data, neste ano, será celebrada em 4 de julho. Um comunicado foi enviado pelo Sistema OCB, na sexta-feira (27/3), às suas unidades estaduais, contendo a mensagem elaborada pela ACI para a escolha do tema e traduzida pela unidade nacional (clique aqui para ler).

O Sistema OCB, por sua vez, pensando em criar uma identidade mais forte para essa comemoração, enviará em breve uma logomarca a ser aplicada nos eventos alusivos à data. Serão enviadas, também, algumas propostas de peças de divulgação da data.

UNIDADES ESTADUAIS – Segundo o superintendente, Renato Nobile, a Gerência de Relações Institucionais se encarregará de receber o calendário de ações a serem realizadas regionalmente em função da comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo.

“A nossa intenção é divulgar as atividades nacionalmente e, ainda, repassar ao conhecimento da ACI que pretende compilar as informações em um relatório global. Por isso, solicitamos às unidades estaduais que nos enviem as informações à medida que forem sendo planejadas”, comenta Nobile, informando que o endereço de e-mail para o repasse das ações é: relacoesinstitucionais@ocb.coop.br.
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Igualdade é o tema do Dia Internacional das Cooperativas 2015

 Em nosso mundo globalizado a desigualdade está em ascensão.

O hiato na renda mundial tem aumentado ao longo dos últimos anos. Um relatório recente do Credit Suisse estima que o um por cento mais rico da população mundial concentra quase metade da riqueza total do mundo, enquanto metade das pessoas do planeta detém menos de um por cento da riqueza mundial.

No entanto, a desigualdade se apresenta em diversos tons, podendo se aplicar às características étnicas e regionais ou a aspectos pessoais, como sexo ou idade. Precedendo a equidade no direito ao voto entre homens e mulheres, a igualdade de gênero tem sido um direito fundamental em cooperativas desde o seu início, na primeira metade do século 19.

A hierarquia tipicamente plana das cooperativas incentiva uma cultura de trabalho em equipe, onde o talento é recompensado ao invés de competitividade.

Como a desigualdade afeta a todos nós

A desigualdade é um tema relevante pois influencia nossas percepções sobre auto-estima e justiça. Todos os seres humanos têm direito ao mesmo respeito e à mesma dignidade. No entanto, a desigualdade traz graves consequências socio-econômicas e de segurança.
  • Prejudicial para a economia – A desigualdade retarda o crescimento do PIB, o que dificulta a acumulação de capital humano, corrói resultados educacionais e perspectivas econômicas de longo prazo, especialmente para as pessoas de baixa renda.
  • Prejudicial para a nossa infraestrutura – Quando excluídos, os indivíduos não são capazes de participar nas instituições que formam a sociedade. Exemplos disso são a capacitação médica, indústrias que requeiram trabalhadores qualificados, ou as áreas de crédito e seguros.
  • Prejudicial para a nossa segurança – Os impactos sociais da desigualdade incluem desemprego, violência, crime, humilhação, degradação do capital humano e exclusão social. A desigualdade afeta negativamente a participação democrática, fomentando a corrupção e o conflito civil.
  • Prejudicial para a democracia - Politicamente, a desigualdade corrói a justiça das instituições e agrava o problema da responsabilização dos governos. Quando as instituições sociais já são frágeis, a desigualdade desestimula ainda mais a vida cívica e social que sustenta a tomada de decisão coletiva, necessária para o funcionamento de sociedades saudáveis.
 Como o cooperativismo pode contribuir
  1. Todos são donos – expandindo o conceito de propriedade, as cooperativas são uma força comprovada para a inclusão econômica e social. Se o modelo coperativista continuar a crescer, a desigualdade será reduzida.
  2. Aberta a todos – Uma cooperativa é aberta a todos, seja homem ou mulher, jovem ou idoso, qualquer pessoa pode participar.
  3. O poder de decisão não está vinculado à riqueza – Todos têm igual poder de decisão (voto equivalente), independentemente do capital.
  4. Igualdade também significa acesso igual aos bens – A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece como estratégia crítica, a nível nacional, assegurar o acesso universal a bens e serviços básicos de boa qualidade, o que, por sua vez, é o próprio propósito de uma cooperativa.
A Organização das Nações Unidas afirma a importância de se assegurar que a oferta realmente chegue às camada excluídas da população. As cooperativas se concentram em atender as necessidades de seus membros, ao invés de focar apenas no retorno financeiro.

O movimento cooperativista apresenta uma combinação única entre alcance global e conduta empresarial baseada em pessoas. Podemos desempenhar um importante papel na redução da pobreza. As cooperativas auxiliam na redução da desigualdade ao empoderar as pessoas e ao oferecer a elas uma forma digna e sustentável de ganhar a vida.

Fonte: OCB

2015/02/23

Cooperativismo é alternativa para a economia brasileira

O cooperativismo é um modelo socioeconômico fundamentado na participação democrática, na independência, na solidariedade e na autonomia dos que se unem de forma voluntária em prol de um objetivo econômico e social comum. Sendo assim, no mundo cooperativista, a meta é atender às necessidades do grupo e garantir o bem-estar de cada integrante. As pessoas que se reúnem em cooperativas creem em um modelo econômico diferenciado, no qual as decisões são coletivas e os resultados distribuídos com equidade, conforme a participação de cada indivíduo. Honestidade, responsabilidade social, transparência e preocupação com o meio ambiente são valores essenciais das cooperativas. A regra de ouro é buscar resultados economicamente viáveis, ecologicamente corretos e socialmente justos.

Estudos da Aliança Cooperativa Internacional demonstram que o cooperativismo vem ganhando força no mundo inteiro. As cooperativas estão presentes em cerca de 100 países e gera mais de 100 milhões de empregos. Atualmente, o modelo econômico focado na partilha de decisões e resultados alcança 1 bilhão de pessoas. O número de cooperados já ultrapassou, por exemplo, a população de todo o continente americano (em torno de 980 milhões de habitantes).

Nos últimos anos, o cooperativismo tem firmado sua participação e posição de destaque na economia do Brasil e na construção de uma sociedade mais justa com indicadores representativos. Hoje, o Sistema OCB- Organização das Cooperativas Brasileiras, representa mais de 6,8 mil cooperativas em todo o Brasil, divididas em 13 ramos de atuação, com mais de 11,5 milhões de associados e em torno de 340 mil empregos diretos. O número de cooperados mais que dobrou na última década – em 2002, eram 5,2 milhões de brasileiros agrupados em cooperativas.

O movimento cooperativista atua em 13 ramos de atividades diferentes que juntos somam 6.603 cooperativas. Interessante observar que 83% delas pertencem a cinco setores: Agropecuário (1.561), Transporte (1.095), Crédito (1.042), Trabalho (946) e Saúde (848).
O Sudeste é a região que concentra o maior número de sociedades cooperativas (2.357), sendo que 949 se localizam no estado de São Paulo. Em seguida, aparece o Nordeste, com 1.755 – 788 somente na Bahia. Juntas, as duas regiões detêm 62% das cooperativas existentes no país.

O Ramo Crédito lidera o ranking de cooperados, com mais de 7 milhões de pessoas. Quase metade dos associados no país (49%) faz parte de alguma cooperativa de crédito. Em seguida, aparecem as cooperativas de consumo (2,8 milhões de associados), agropecuárias (pouco mais de 1 milhão) e de infraestrutura (cerca de 900 mil) Juntas, possuem 92% dos cooperados. Dos 11 milhões de brasileiros engajados em alguma cooperativa, mais de 80% vivem no Sudeste (5,1 milhões) e no Sul (4,4 milhões). Alguns estudiosos acreditam que a boa aceitação do cooperativismo entre a população dessas duas regiões tenha raízes na herança cultural dos imigrantes europeus, no século XIX, marcada pela tradição associativista. Os cinco estados que somam o maior número de cooperados são, respectivamente: São Paulo (3,4 milhões); Rio Grande do Sul (2,1 milhões); Santa Catarina (1,4 milhão); Minas Gerais (1,2 milhão); e Paraná (850 mil).

O cooperativismo tem contribuído de forma significativa para a redução dos índices de desemprego. A força de trabalho das cooperativas, desde 2002, quase dobrou, passando de 171,3 mil empregados para os atuais 340 mil. O Ramo Agropecuário é o que mais gera empregos diretos: 164,2 mil (51%). Em seguida, aparecem as cooperativas de saúde (78,2 mil) e crédito (38,1 mil).

As exportações das cooperativas chegaram a US$ 6 bilhões em 2013. Historicamente, a balança comercial das cooperativas apresenta saldo positivo, tendo alcançado US$ 5,6 bilhões no acumulado de janeiro a dezembro. Mais de 90% das exportações são de produtos agropecuários, entre eles: açúcar, soja, café, carnes bovina, suína e de frango. As vendas das cooperativas alcançaram 143 países, das 27 unidades da Federação, 21 realizaram exportações por meio de cooperativas em 2014.

O ramo crédito é um setor que avança a passos largos dentro do cooperativismo brasileiro.
Hoje apresenta, na média, um crescimento percentual três vezes superior ao do mercado bancário convencional. Nos últimos cinco anos, em alguns indicadores, como a captação de depósitos, cresceu nove vezes mais que os bancos comerciais. Em relação aos associados, também houve um aumento: dos 3,5 milhões registrados no fim de 2008, o número saltou para 6,6 milhões. Os referenciais utilizados para avaliar o cooperativismo de crédito permitem observar uma curva ascendente e sustentável que desenha um futuro promissor.

Celso Régis, coordenador do Ceco-Conselho Consultivo de Crédito da OCB , diretor da OCB, presidente do Sistema OCB/MS e presidente do Sicredi União Mato Grosso do Sul, lembra que o crédito é um ramo com capilaridade em todos os demais setores de atuação do cooperativismo, em virtude da sua natureza.

“Todas as cooperativas têm atividade financeira e com a profissionalização cada vez maior das cooperativas de crédito e o reconhecimento do mercado de sua importância para o desenvolvimento das comunidades e das pessoas, o ramo terá grandes influências junto a todo o cooperativismo brasileiro”, afirma.

Ele considera que o principal aspecto a ligar uma pessoa a uma cooperativa de crédito é a confiança – a grande força do modelo cooperativo de empreendimento. “No mercado financeiro, essa premissa é ainda mais importante, visto que está enraizada na formação do conceito da cooperativa, do desenvolvimento da comunidade e do relacionamento entre as pessoas, pois a cooperativa é feita de gente para gente”, afirma.

Para os próximos anos, Celso Regis diz esperar um forte crescimento no ramo, com a expansão em todas as atividades econômicas, seja no campo ou na cidade.

“Acredito que a cooperativa de crédito chegará, a partir de uma melhor educação financeira da sociedade, a um patamar no mercado financeiro brasileiro de mais de dois dígitos do Sistema Financeiro Nacional, e isso em um médio espaço de tempo”.

Fonte: Rural Centro
http://cooperativismodecredito.coop.br/2015/02/cooperativismo-e-alternativa-para-a-economia-brasileira/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CooperativasDeCreditoNoBrasilENoMundo+%28Portal+do+Cooperativismo+de+Cr%C3%A9dito%29

2014/10/25

Projeto pode autorizar municípios a operarem com cooperativas de crédito

Aguarda designação de relator na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 280/2014, que autoriza os municípios a depositarem seus recursos em cooperativas de crédito, como forma de incentivar a geração de emprego e renda, a formação de poupança e o desenvolvimento das economias locais.


Com a alteração feita pelo projeto, o parágrafo 1º do artigo 2º da Lei Complementar 130/2009 passa a vigorar com a seguinte redação: “A captação de recursos e a concessão de créditos e garantias devem ser restritas aos associados, ressalvados a gestão de disponibilidades de caixa dos municípios, de seus órgãos ou entidades e das empresas por eles controladas, as operações realizadas com outras instituições financeiras e os recursos obtidos de pessoas jurídicas, em caráter eventual, as taxas favorecidas ou isentos de remuneração”.


Reservas de mercado


A autora do projeto, senadora Ana Amélia (PP-RS), considera inaceitável a existência de “reservas de mercado” para o desenvolvimento do país, a exemplo da que impede as prefeituras de depositarem seus recursos em instituições financeiras localizadas nos próprios municípios, como é o caso das cooperativas de crédito, presentes em muitas localidades que não contam com bancos oficiais e estaduais.


De acordo com Ana Amélia, as cooperativas de crédito — instituições financeiras sem fins lucrativos, reguladas e fiscalizadas pelo Banco Central — reúnem cerca de 5,1 milhões de cooperativados e possuem ativos na ordem de R$ 78 bilhões e empréstimos que alcançam R$ 35 bilhões. Estão presentes em mais de 3.500 municípios brasileiros, espalhadas por todos os estados da federação, formando uma rede composta por 1.191 cooperativas, que totalizam 5.032 pontos de atendimento.


Rede estruturada


Ana Amélia ressalta que a rede formada pelas cooperativas de crédito em todo o país é capaz de atender plenamente as necessidades tanto do poder público como do cidadão. Isso fica visível, disse ela, quando se constata a presença dessas instituições em localidades ausentes de bancos oficiais, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste ou bancos estaduais.


Em Rondônia, as cooperativas estão em 29% dos municípios onde não se encontram bancos oficiais. O mesmo ocorre em Mato Grosso, onde as cooperativas, além de estarem presentes em outros municípios, também estão em 53% daqueles sem bancos oficiais. Em Minas Gerais o estado com o maior número de municípios do país, as cooperativas também estão em centenas deles, e ainda se fazem presentes em 29% daqueles em que os bancos oficiais não se encontram. No Paraná, esse percentual chega a 53%. No Rio Grande do Sul, alcança 85% de presença em cidades que não contam com instituições oficiais de crédito.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)