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2015/12/01

Cratera é formada após temporal e tráfego é interrompido na RJ-186

Foto: jornal Dois estados

Segundo Defesa Civil, foram registradas pequenas quedas de barreiras.
Valão transbordou e desabrigou famílias em Santo Antônio de Pádua.

As fortes chuvas que caíram na noite desta segunda-feira (30) em Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense, fizeram ceder o asfalto da RJ-186, abrindo uma cratera. Segundo a Defesa Civil, bueiros da rodovia que liga a cidade de Pirapetinga, Minas Gerais, a municípios do Noroeste Fluminense, cederam por conta da grande volume de água. O local está interditado e o trânsito está sendo deviado pela município de Itaocara.

O Departamento de Estradas de Rodagem informou, por meio da assessoria de imprensa, o tráfego no Km 7, na altura do distrito de Boa Nova, em Santa Antônio de Pádua, e no Km 14, no distrito de Manrangatu. A via ficará interditada até o fim do dia.

Segundo o DER, os motoristas devem fazer o desvio por Minas Gerais, ao acessar a BR-116, em Além Paraibá, seguir por Leopoldina, Laranjal, até chegar a Palmas, na divisa com a cidade de Miracema, no Rio de Janeiro.

O secretário de Defesa Civil, Fábio Paes Rodrigues, disse que choveu em duas horas cerca de 200 milímetros em Santa Antônio de Pádua. O volume era o esperado para todo o mês de novembro. Não há vítimas fatais e a Defesa Civil Estadual atua na cidade.

Agentes da Defesa Civil disseram que a água da chuva fez transbordar o Valão de Angolinha, que corta alguns bairros da cidade. Ruas e casas foram alagadas e o órgão ainda não contabilizou o número de desabrigados. Eles foram levados para escolas. Foram registradas ainda pequenas quedas de barreiras.

Ao todo, de acordo com a Defesa Civil, cinco distritos, sendo o de Santa Cruz, Boa Nova, São Pedro, Mangueirão e Marangatu e duas localidades, as de Chalé e Cidade Nova, foram atingidas pela tromba d'água. Boa Nova e Mangueirão foram os locais que tiveram problemas maiores. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estão desde às 22h desta segunda para avaliar os estragos.

Dulcides Netto
Do G1 Norte Fluminense, com informações da Inter TV
http://g1.globo.com/rj/norte-fluminense/noticia/2015/12/cratera-e-formada-apos-temporal-e-trafego-e-interrompido-na-rj-186.html

2012/01/12

Estado e União antecipam Renda Melhor e Bolsa Família para vítimas das enchentes

Quinze mil famílias das regiões Norte e Noroeste do Rio serão beneficiadas pelas medidas

Quinze mil famílias dos municípios do Norte e Noroeste fluminenses receberão a antecipação dos pagamentos do Programa Renda Melhor, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, e do Bolsa Família, do governo federal. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (12/1), depois da reunião entre o governador Sérgio Cabral e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, para discutir ações que serão desenvolvidas nas cidades atingidas pelas chuvas.

Com a antecipação, todos os beneficiários do Bolsa Família poderão fazer o saque já na próxima semana. Os recursos do Renda Melhor, que podem chegar a R$ 100 per capita somados ao pagamento do Bolsa Família, serão antecipados de janeiro de 2013 para março deste ano. De acordo com o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, serão investidos permanentemente R$ 15 milhões por ano nas regiões.

- Hoje, nós cadastramos 65 mil famílias na Baixada Fluminense e de São Gonçalo. O Renda Melhor será expandido e os municípios contemplados serão anunciados na próxima segunda-feira (16/1). Serão beneficiadas 230 mil das 300 mil famílias que vivem abaixo da linha da pobreza. Diante da situação das regiões atingidas pelas chuvas, adiantamos o benefício para o Norte e o Noroeste - afirmou o secretário, que também participou da reunião de trabalho.

Segundo a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, o governo federal desenvolve uma série de ações em parceria com o Governo do Rio de Janeiro para minimizar a situação dos municípios que foram prejudicados em decorrência das chuvas. Além da antecipação do Bolsa Família, a União realiza ações para prevenir acidentes.

- O governo federal enviou uma força tarefa, coordenada pelo Ministério da Integração, formada por geólogos e hidrólogos para ajudar a garantir a operação do sistema de alerta. Também estamos repassnado ao Estado do Rio, através da Defesa Civil do governo federal, recursos no valor de R$ 25 milhões. Na área da Desenvolvimento Social, serão tomadas medidas como o pagamento adiantado do Bolsa Família e a distribuição de cestas básicas - disse a ministra.

Assistência Social enviou 100 toneladas de mantimentos para o Norte e o Noroeste

Com o objetivo de prestar apoio às cidades que foram castigadas pelos temporais desde o começo do ano, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos instalou o Gabinete Integrado da Assistência Social. Em conjunto com as prefeituras dos municípios do Norte e Noroeste, foram enviadas 100 toneladas de mantimentos, água, colchonete e material de limpeza.

- A Secretaria também havia montado um Gabinete Integrado,na Região Serrana, em janeiro de 2011. Nós desenvolvemos ainda um plano emergencial de assistência e apoio humanitário com ações na região, desde a proteção à criança órfã até à organização de 140 abrigos que acolheram 12 mil pessoas dos sete municípios. Nós desenvolvemos uma plataforma, junto com o governo federal, que permitiu que já em fevereiro fosse pago um auxílio para essas famílias. Ao fim desse auxílio, todas as famílias estarão integradas aos programas habitacionais definitivos - disse Rodrigo Neves.

Ministério da Saúde libera R$ 7,8 milhões para Campos

O Ministério da Saúde também anunciou a liberação de R$ 7,8 milhões para Campos de Goytacazes. O recurso, que será liberado em parcela única, será usado para a realização de obras de reconstrução da rede de saúde do município. Em parceria com o governo estadual, a União também irá realizar um intervenção no Hospital São José do Avaí, em Itaperuna. O centro regional de assistência terá suas emergências em oncologia e hemodiálise ampliadas.

- Na área da saúde, o governo federal está acompanhando pessoas que precisam de cuidados. Não tem nenhuma população sem assistência. Hoje, por determinação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi anunciada a antecipação de recursos financeiros para Campos. Vamos ainda recuperar todas as unidades de saúde e construir novas através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) - afirmou o secretário Nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães.

Reunião com prefeitos da região

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e o secretário Rodrigo Neves se reúnem, na tarde desta quinta-feira (12/1), em Itaperuna, com os prefeitos das regiões Norte e Noroeste. Serão discutidas medidas para beneficiar os municípios de Campos dos Goytacazes, Cardoso Moreira, São Fidélis, São Francisco do Itabapoana, Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Itaocara, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé e Santo Antônio de Pádua.

http://www.rj.gov.br/web/imprensa/exibeconteudo?article-id=742974

2012/01/09

Rio Paraíba do Sul pode causar inundações no Norte e Noroeste

Rio - Cidades do Norte e Noroeste Fluminense têm mais motivos para se preocupar a partir da noite desta segunda-feira, com a possibilidade de enchentes a partir da cheia do rio Paraíba do Sul. A Defesa Civil Estadual já espera cheia nas próximas horas.

A cheia no rio acontece por conta da chuva em Minas Gerais, em Sapucaia, no Sul Fluminense e por conta da abertura das comportas da represa de Ilha dos Pombos, em Carmo, no Centro do Estado. As informações são das coordenadorias de Defesa Civil do Noroeste e do do Estado.

As cidades mais ameaçadas são as de Itaocara, no Noroeste, e São Fidélis e Cambuci, no Norte. Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, também corre risco de sofrer alagamentos por conta do aumento do nível do Paraíba do Sul. Segundo o coronel Moacir Reis, da coordenadoria de Defesa Civil do Norte do Estado, o problema existe, mas, não é alarmante.

O coronel Reis afirmou que a tarde a vazão da represa era de aproximadamente 3 mil metros cúbicos por segundo, quando o valor normal não passa de 900. Na noite desta segunda-feira o fluxo já havia se reduzido para 2.400 metros cúbicos. A expectativa dele é o problema não seja tão grave e evitou alarmar a população.

"A cheia do Paraíba do Sul faz com que aumento o nível da água nesses locais, e comunidades ribeirinhas podem sofrer maior ameça. Mas, não está mais chovendo e a previsão é que a partir de amanhã (terça-feira) a precipitação no Norte e Noroeste diminua bastante. Devem haver alagamentos, mas, nada alarmante", afirmou.

Quase 13 mil fora de casa no Norte e Noroeste

Balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Defesa Civil do Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira revela que, em razão das chuvas, há 12.852 desabrigados e desalojados em municípios das regiões Norte e Noroeste Fluminense.

A estatística não inclui a cidade de Sapucaia, no Sul Fluminense, onde ao menos oito pessoas morreram em consequência de deslizamentos, além de outras afetadas na Região Serrana e no Centro-Sul. De acordo com o órgão, há 10.601 desalojados e 2.251 desabrigados nas regiões Norte e Noroeste.

Segundo a Defesa Civil estadual, em Cardoso Moreira, no Norte Fluminense, onde um dique se rompeu na noite de domingo, há 3.974 desalojados e 910 desabrigados.

Em Itaperuna, no Noroeste, 3 mil estão desalojados e 106 perderam suas casas. Em Campos dos Goytacazes, no Norte, que teve um dique rompido na sexta-feira, há 1.600 desalojados e 800 desabrigados.

Oito mortos em Sapucaia

O número de mortos nos deslizamentos de terra nesta segunda-feira em Sapucaia, na região Centro-Sul Fluminense, chegou a oito. A informação foi confirmada pelo prefeito Anderson Zanon à Rádio Bandnews FM. Segundo o chefe do executivo municipal, não há certeza sobre a quantidade de desaparecidos, mas que esse número é de pelo menos 18.

Governador determina reforço em resgate

O governador Sérgio Cabral determinou, nesta segunda-feira, que os secretários de Defesa Civil, Sérgio Simões, e de Saúde, Sérgio Côrtes, desloquem-se com suas equipes para Sapucaia. Cães farejadores também foram enviados ao local para reforçar o trabalho de buscas. A medida foi tomada após conversa entre o governador e Anderson Zanon, prefeito de Sapucaia.

Conta para vítimas

A Caixa Econômica Federal divulgou, nesta segunda-feira, a abertura de duas contas para arrecadação de doações para vítimas das enchentes no Rio de Janeiro e Minas Gerais. A medida faz parte do Plano de Ações divulgado pelo banco na última sexta-feira.

Além da abertura das contas, a Caixa promove, dentre outas medidas, reforço de pessoal para atendimento nas agências e o deslocamento de duas Unidades de Atendimento Temporário (caminhões-agências) para os locais onde se concentrarão as populações que estão deixando seus locais de residência.

Número das contas para doação:
Rio de Janeiro: Agência: 0199
Operação: 006
Conta: 2012-8

Minas Gerais: Agência: 0935
Operação: 006
Conta: 700-8

Bruno Guedes
O Dia
com informações do iG
c/ed.

Chuvas: secretário de Saúde se reúne com prefeitos de cidades atingidas

O encontro definirá mudança de endereço de unidades de saúde localizadas em locais vulneráveis a enchentes

Em virtude da continuidade das chuvas no Norte e Noroeste Fluminense e do agravamento da situação de alguns municípios da região, o secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, fará um novo sobrevoo sobre as áreas afetadas e se reunirá com prefeitos e secretários de saúde das cidades atingidas, na tarde desta segunda-feira (/19), em Itaperuna.

Na reunião, além de levantamentos das necessidades ainda existentes, Côrtes vai discutir a mudança de endereço de unidades de saúde localizadas em locais vulneráveis a enchentes e a transformação de unidades básicas em Clínicas de Saúde.

O encontro servirá ainda para que as prefeituras se organizem para receber, ainda esta semana, cursos de técnicos da Secretaria de Estado de Saúde sobre cuidados de prevenção e, principalmente, sobre a correta conduta para diagnóstico e tratamento de doenças que costumam aparecer após as cheias, como a Leptospirose.

SERVIÇO:

EVENTO: Reunião do Secretário Sérgio Côrtes com prefeitos e secretários de saúde de municípios atingidos pelas chuvas e cheias nas regiões Norte e Noroeste Fluminense.

DATA: 09/01

HORÁRIO: 15h

LOCAL: Hotel Top Center - Av. Cardoso Moreira 236, Itaperuna


09/01/2012 - 10:18h - Atualizado em 09/01/2012 - 10:23h
http://www.rj.gov.br/web/imprensa/exibeconteudo?article-id=738445

2012/01/08

Dique se rompe em Cardoso Moreira e 1500 pessoas ficam desalojadas

Rio - O rompimento de um dique na localidade de Outeiro, no município de Cardoso Moreira, na região Norte do estado deixou cerca de 1500 pessoas desalojadas. De acordo com o coordenador regional de Defesa Civil, coronel Joaquim Pires, as famílias estão sendo transferidas para a parte mais alta de Outeiro e ficarão em abrigos.

De acordo com o coordenador, o rompimento do dique foi causado pela cheia do rio Muriaé, que banha a cidade. Mais de 100 homens do Corpo de Bombeiros estão no local para ajudar na retirada das famílias.

Ainda segundo Pires, o rompimento não vai agravar a situação na localidade de Três Vendas, em Campos dos Goytacazes, onde um outro dique se rompeu, alagando as casas e deixando quatro mil pessoas desalojadas.

Pezão: 'Ninguém aguenta mais contar prejuízo por causa de chuva'

Após novas enchentes, o vice-governador Luiz Fernando Pezão vai visitar os municípios do Noroeste Fluminense afetados pelas chuvas. A comitiva vai permanecer dois ou três dias e visitar as principais cidades atingidas pelo temporal, como Itaperuna, Italva e Laje de Muriaé.

Três deslizamentos assustaram os moradores do Norte e Noroeste do estado na madrugada e na manhã deste domingo. Em Natividade, um homem ficou soterrado após o desabamento de uma casa na localidade de Cruzeirinho, zona rural do município. A vítima, um idoso de 63 anos, ficou soterrado até a cabeça, sofrendo escoriações. Depois de ser atendido no hospital local, recebeu alta e está em um abrigo da prefeitura, localizado em uma creche.

Em Laje de Muriaé, um deslizamento de terra atingiu uma obra de contenção de encostas. Não havia pessoas no local. Em Itaperuna, uma casa no bairro de São Mateus foi atingida pelas terras, mas ningém ficou ferido.

Itaperuna registrou 120mm de chuvas na madrugada deste domingo - três vezes mais do que o esperado. Oito bairros e todo o distrito de Retiro de Muriaé estão embaixo da água. Três mil famílias estão desalojadas em decorrência das tempestades.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) alterou, às 6h deste domingo, para o estágio de alerta máximo a situação do Norte e Noroeste. A região é cortada pelo Rio Muriaé, que voltou a encher com a chuva desta madrugada. De acordo com o Inea, estão em alerta máximo os municípios de Cardoso Moreira, Laje do Muriaé, Itaperuna e Italva, sendo que os três últimos ainda entraram em estado de alerta para deslizamentos.

Segundo o coordenador da Defesa Civil no Noroeste do estado, coronel Douglas Paulich, todos os municípios afetados pelas chuvas no início da semana, com exceção de Santo Antônio de Pádua, voltaram a ser atingidos pelas tempestades. "Tivemos na madrugada o processo da segunda enchente. Os córregos transbordaram e elevaram o nível do Rio Muriaé. É uma enchente que subiu rápido e deve baixar rápido também", afirmou.

Estrada é interditada

O tráfego em uma estrada que liga os municípios de Campos dos Goytacazes e Cardoso Moreira está interrompido após a queda de duas barreiras, neste domingo. A via era a principal ligação entre as cidades após o rompimento de um dique que interditou a rodovia BR-356. "Felizmente não houve nenhum óbito. O trajeto que fica na zona rural é perigoso e fica muito próximo valões", disse Sidney Damasio, assessor de imprensa da prefeitura de Cardoso Moreira.

Em Italva, foram 70mm de precipitação. As principais ruas do Centro estão alagadas. Segundo a Prefeitura do município, já foram 12 feridos, 650 desalojados e 150 desabrigados. A estimativa é de que 7 mil dos 15 mil habitantes de Italva tenham sido afetados pelas chuvas.

"As pessoas já tinham voltado para susas casas, mas a chuva desta vez foi ainda pior. Os morros estão com grandes riscos de deslizamento a qualquer momento", disse o prefeito de Italva, Joelson Soares, que pode decretar estado de calamidade pública ainda neste domingo.

Em Natividade, até a tarde deste domingo, oito pessoas encontravam-se desalojadas e outras cinco, desabrigadas, de acordo com a Defesa Civil.

Mais chuva nesta segunda-feira

De acordo com a previsão do tempo, nesta segunda-feira, os temporais voltam com força em todo o estado por causa da chegada de uma frente fria. De acordo com o meteorologista Paulo Matsuo, do Climatempo, o tempo só melhora na quinta-feira. Em todo o estado, são 7.707 pessoas desalojadas e 2.510 desabrigadas por causa das enchentes. Duas pessoas morreram, em Miguel Pereira e Laje de Muriaé.

Apesar da inundações, cerca de 2 mil famílias de Três Vendas se recusaram a deixar suas casas. Muitas permanecem em cima das lajes. Equipes da prefeitura estão indo de casa em casa, de barco, levando alimento, água e colchonete e orientando os moradores a saírem para os abrigos. Um posto comunitário foi montado na localidade pela Defesa Civil para atender às vítimas, com médicos e doações de cestas básicas.

De acordo com a prefeitura, a comunidade levará três meses para se recuperar dos prejuízos. O governo do Estado estima uma perda de 1,5 mil toneladas de produtos agrícolas nas lavouras de milho, mandioca e abóbora e 80 mil litros de leite por dia. Não há risco de desabastecimento.

Com reportagem de Pedro de Figueiredo
O Dia
c/ed.

Chuva volta a castigar municípios do interior do estado

Avenida Cardoso Moreira, em Itaperuna, totalmente alagada neste domingo

Foto: Leitor @engandreraeli

Rio - O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) alterou, às 6h deste domingo, para o estágio de alerta máximo a situação do Norte e Noroeste do estado. A região é cortada pelo Rio Muriaé, que voltou a encher com a chuva desta madrugada. De acordo com o Inea, estão em alerta máximo os municípios de Cardoso Moreira, Laje do Muriaé, Itaperuna e Italva, sendo que os três últimos ainda entraram em estado de alerta para deslizamentos.

Segundo o coronel Douglas Paulich, coordenador da Defesa Civil da região, Italva e Itaperuna estão em situação de maior risco. "Foram as cidades que apresentaram o maior volume de precipitação de chuva, cerca de 100 milímetros. Por causa disso, estamos em alerta para a possibilidade de deslizamentos", disse Paulich ao iG.

O coordenador também explicou que o acúmulo de água impede que o nível do rio Muriaé diminua. "As três cidades seguem em alerta máximo para enchentes, assim como Santo Antônio de Pádua e Cardoso Moreira já que a previsão é de mais chuva para todo esse domingo. Felizmente, não tivemos notícias de óbitos".

Risco de deslizamento em Italva

A chuva que atingiu Italva esta madrugada foi mais do que o dobro do esperado para o município. Os meteorologistas previam chuva de 30mm para a cidade, mas houve mais de 70mm de precipitação. As principais ruas do Centro estão alagadas. Segundo a Prefeitura de Italva, apenas neste domingo já são 12 feridos, 650 desalojados e 150 desabrigados em função das chuvas. A estimativa é de que 7 mil dos 15 mil habitantes do município tenham sido afetados.

"As pessoas já tinham voltado para suas casas, mas a chuva desta vez foi ainda pior. Os morros estão com grande risco de deslizamento a qualquer momento", disse o prefeito de Italva, Joelson Soares. O prefeito afirmou também que o estado de calamidade pública no município deve ser decretado ainda neste domingo.

Mais chuva nesta segunda-feira

De acordo com a previsão do tempo, nesta segunda-feira, os temporais voltam com força em todo o estado por causa da chegada de uma frente fria. De acordo com o meteorologista Paulo Matsuo, do Climatempo, o tempo só melhora na quinta-feira. Em todo o estado, são 7.707 pessoas desalojadas e 2.510 desabrigadas por causa das enchentes. Duas pessoas morreram, em Miguel Pereira e Laje de Muriaé.

Apesar da inundações, cerca de 2 mil famílias de Três Vendas se recusaram a deixar suas casas. Muitas permanecem em cima das lajes. Equipes da prefeitura estão indo de casa em casa, de barco, levando alimento, água e colchonete e orientando os moradores a saírem para os abrigos. Um posto comunitário foi montado na localidade pela Defesa Civil para atender às vítimas, com médicos e doações de cestas básicas.

De acordo com a prefeitura, a comunidade levará três meses para se recuperar dos prejuízos.

O governo do Estado estima uma perda de 1,5 mil toneladas de produtos agrícolas nas lavouras de milho, mandioca e abóbora e 80 mil litros de leite por dia. Não há risco de desabastecimento.

Com informações do IG
O Dia

2012/01/06

Rios que cortam o Noroeste/RJ baixam, mas seguem acima da cota

Após o rompimento de um dique em Campos, moradores do bairro de Três Vendas estão completamente ilhados Domingos Peixoto / O Globo

Nova frente fria vai chegar ao Sudeste no fim de semana e deixar o tempo mais instável

RIO - Os municípios de Campos, Cardoso Moreira, Italva, Itaperuna e Laje do Muriaé, no Noroeste Fluminense, ainda estão em alerta máximo segundo o Sistema de Cheias do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), devido ao transbordamento dos rios Muriaé, Carangola, Pomba, Itabapoana e Paraíba do Sul. De acordo com o tenente-coronel Douglas Paulich, coordenador da Defesa Civil no Noroeste Fluminense, apesar de o nível dos rios estar baixando, eles ainda estão acima da cota de segurança. Na localidade de Três Vendas, em Campos, onde houve o rompimento de um dique de contenção na BR-356, a água já começou a entrar na casa de moradores.

Paulich acredita que, apesar da previsão de chuva forte nas cabeceiras dos rios que ficam na Zona da Mata mineira e que cortam o Noroeste e Norte fluminense (Muriaé, Pomba, Carangola e Itabapoana), não vai ocorrer transbordamento:

— Se a previsão se mantiver na quantidade de chuva de 50 milímetros por dia, não vai ocorrer o transbordamento dos rios, a não ser que chova mais do que isso e de forma muito contínua.

Em Campos, a chuva deu uma trégua nesta sexta-feira, e o nível do Rio Paraíba baixou de 11 metros para 9,40m. Paulich afasta o risco de alagamento na zona urbana.

No segundo dia de inundação do distrito de Três Vendas, o trabalho da Defesa Civil municipal se concentra no convencimento das famílias para deixarem suas casas. A água do Rio Muriaé que invadiu a localidade na quinta-feira está com altura de dois metros, e os agentes só conseguem transitar pelo local de barco. De acordo com o secretário de Defesa Civil de Campos, coronel Henrique Oliveira, cerca de 500 famílias (das mais de mil que vivem em Três Vendas) ainda resistem à saída de suas residências e permanecem geralmente nas lajes, mesmo com a localidade alagada. Segundo Oliveira, a energia elétrica teve que ser interrompida na região.

— Houve a necessidade de cortar a energia por risco de uma corrente elétrica acabar ferindo ou até matando alguém. Mas a população está se recusando a sair e se revoltando contra a falta de energia. Os assistentes sociais estão nos ajudando neste trabalho, visitando novamente casa a casa para convencê-los da importância de deixar o local, que nestas condições, representa risco à segurança dos moradores — afirmou.

Segundo Oliveira, as demais regiões de Campos estão sem problemas.

Nova frente fria deixa o tempo mais instável

Segundo o Instituto Climatempo, uma nova frente fria vai chegar ao Sudeste no fim de semana e deixar o tempo mais instável, aumentando o risco de chuvas fortes. Um sistema de baixa pressão que se organiza ao largo do litoral fluminense irá aumentar outra vez a instabilidade no estado do Rio e na Grande Belo Horizonte, na Zona da Mata Mineira e na região do Vale do Rio Doce. Ainda de acordo com o Climatempo, as pancadas de chuva devem ser frequentes entre a sexta-feira e o início da semana que vem.

“Há risco para chuvas fortes e volumosas que podem agravar os problemas causados pelas chuvas anteriores. Áreas de risco, como a região serrana do Rio de Janeiro, devem ficar em alerta para a possibilidade de novos deslizamentos”, alerta, em nota, o Climatempo.

Também há risco de queda de barreiras e enchentes no Norte e Noroeste Fluminense. Os rios na região de Muriaé e Cataguases, em Minas Gerais, e na região Norte e Noroeste do Rio de Janeiro começaram baixar, mas podem voltar a subir com o aumento da chuva nos próximos dias.

O Globo

2012/01/04

Quase 25 mil pessoas estão fora de casa por causa das chuvas no Noroeste

Rio - A chuva deu uma trégua na região Noroeste do estado nesta quarta-feira, mas o clima ainda é de apreensão para os moradores e autoridades. Em Laje de Muriaé, a enchente perdeu bastante força, mas em Itaperuna, Italva e Cardoso Moreira, o excesso de água nas ruas ainda atrapalha e causa preocupação. Apenas no Noroeste, quase 25 mil pessoas estão fora de suas casas.

O coordenador da Defesa Civil no noroeste do Estado, tenente-coronel Douglas Paulich, afirmou que uma das regiões que mais preocupa é Campos dos Goytacazes, principalmente por causa da população de cerca de 450 mil pessoas. A região é afetada pelos transbordamento dos rios Paraíba do Sul e Muriaé. Em algumas áreas, o alagamento chega a dois metros.

Três mortes foram registradas após o início das fortes chuvas, duas em Laje de Muriaé e uma em Miguel Pereira. Confira abaixo o balanço de desalojados e desabrigados nos municípios mais afetados, de acordo com Paulich:

Santo Antônio de Pádua - 12 mil desalojados e 1.200 desabrigados
Itaperuna - 5 mil desalojados e 60 desabrigados
Laje de Muriaé - 2.500 desalojados e 100 desabrigados
Aperibé - 1.800 desalojados e 60 desabrigados
Italva - 500 desalojados e 90 desabrigados
Cardoso Moreira - 447 desalojados e 80 desabrigados
Cambuci - 310 desalojados e 80 desabrigados
Campos - 243 desalojados e 113 desabrigados

O Dia
Tamyres Matos
c/ed.

2012/01/03

Rio transborda e situação do Noroeste Fluminense é alarmante

Rio - Os moradores da região Noroeste do Rio estão passando por momentos de apreensão após o transbordamento no Rio Muriaé nesta terça-feira. Cidades como Italva e Santo Antônio de Pádua decretaram estado de emergência por causa das fortes chuvas que atinge incessantemente estas localidades.

O prefeito de Italva, Joelson Soares, revelou que foi montado um quartel general foi montado na Defesa Civil do município. Segundo ele, o objetivo era montar uma equipe para prevenir os danos provocados pela chuva, mas a intensidade da precipitação ininterrupta obrigou a Prefeitura a decretar estado de emergência.

"A situação é muito preocupante e a tendência é piorar. Nas cabeceiras do Rio Muriaé já podem ser notadas trombas d'água. O transbordamento ainda não afetou diretamente nossa cidade, que fica longe do Rio, mas estamos vivendo nesta expectativa", lamentou o prefeito.

A previsão para esta terça-feira na capital carioca é de chuva fraca isolada para o período da tarde. O município estava em estágio de atenção desde as 21h20 de sábado, dia 31 de dezembro de 2011, mas retornou para o estágio de vigilância.

Drama em Italva e Laje do Muriaé

O prefeito explicou que a Cedae mantém uma base muito próxima ao rio e toda vez que há transbordamentos, o sistema precisa ser desativado. "A Cedae não tem compromisso com a nossa cidade. Já pedimos várias vezes para que esta situação fosse revista".

Segundo o chefe do executivo, caso a situação não melhore, será necessário declarar estado de calamidade. Até o momento, 250 pessoas estão desalojadas e 10 estão desabrigadas. Segundo Soares, ainda não há informações sobre feridos ou mortos por causa da enchente que atinge a cidade.

O município de Laje do Muriaé, também no Noroeste, registrou a primeira morte de um morador em decorrência da cheia do Rio Muriaé, que corta a cidade. Valter Abreu de Andrade, de 55 anos, morreu em decorrência de uma queda quando tentava resgatar alguns pertences de sua residência. De acordo com a Prefeitura da cidade, a casa estava inundada e e a vítima escorregou, caiu e bateu a cabeça.

A cheia do rio Muriaé também deixou duas mil pessoas desalojadas, além de 500 desabrigados. Segundo a prefeitura, estes moradores estão sendo encaminhados para as casas de parentes e colégios na própria cidade. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estão na cidade para ajudar no socorro às vítimas.

A Prefeitura também informou que esta é a maior cheia do rio Muriaé, devido à chuva que atinge a cidade de mesmo nome, em Minas Gerais. Com isso, várias ruas de Laje do Muriaé ficaram alagadas e a zona rural do município foi a mais atingida.

Chuva e apreensão

As fortes chuvas voltaram a castigar o Estado do Rio, quase um ano após a tragédia de 12 de janeiro, na Região Serrana, quando mais de 900 morreram. Nove municípios chegaram a ficar em estado de alerta, de acordo com o Inea e a Defesa Civil Estadual. Em Nova Friburgo, as chuvas já deixaram 150 pessoas desalojadas. Houve um morto em Miguel Pereira, no Sul Fluminense.

O Dia