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2018/06/19

Nada como viver em um país rico...

Do UOL, em São Paulo
19/06/2018 04h00

A CBF já definiu a premiação a ser paga aos jogadores da seleção brasileira em caso de conquista do hexacampeonato mundial. Após acordo entre diretoria e comissão técnica dias antes da estreia, ficou resolvido que vencer a Copa do Mundo renderá US$ 500 mil (R$ 1,87 milhão) para cada um dos 23 convocados, totalizando um valor de R$ 43,1 milhões em premiação ao grupo de atletas pelo sonhado título. O técnico Tite tem direito a valor semelhante em caso de vitória em uma possível final.

Em dólares, o valor é o mesmo daquele combinado em 2014. Com a cotação atual da moeda, no entanto, supera em quase R$ 700 mil o "bicho" estipulado para o Mundial do Brasil. Em 2002, o penta rendeu US$ 150 mil para cada campeão. Em 1994, o tetra valeu US$ 40 mil por jogador. A premiação do restante de comissão técnica e estafe será diferente, com um valor inferior ao do grupo de jogadores. A seleção pagou uma quantia pela convocação de cada nome e estipulou uma outra cota em caso de ida à decisão da Copa. (Por Danilo Lavieri, Dassler Marques, João Henrique Marques, Pedro Ivo Almeida e Ricardo Perrone)


Matéria completa em:
http://esporte.uol.com.br/futebol/de-primeira/2018/06/19/selecao-brasileira-fecha-acordo-e-hexa-valera-mais-de-r-40-mi-a-elenco.htm
 

2018/05/29

Que país é este?

Enquanto o povo brasileiro vem há décadas sofrendo com altíssimos e descabidos impostos, sem a devida contrapartida, com péssimos índices na educação e saúde à míngua, passando por governos corruptos e rasas discussões ideológicas, a CBF continua se esbaldando... E dá-lhe seleção...

Sofás, plantas e 100% VIP: conheça o avião de luxo que levou a seleção

http://www.bol.uol.com.br/copa-2018/noticias/2018/05/28/aviao-de-luxo-que-levou-selecao-a-europa-foi-adaptado-para-90-assentos-vips.htm

2015/05/27

Farra do gol 2

'Dono do futebol brasileiro', réu confesso J. Hawilla terá que devolver US$ 151 mi


Além do ex-presidente da CBF José Maria Marin, de 83 anos, outros dois brasileiros são citados pela Justiça norte-americana no escândalo de corrupção entre a Fifa e empresas de marketing e transmissão esportiva.

O mais conhecido deles é o réu confesso José Hawilla, de 71 anos, dono da Traffic Group, maior agência de marketing esportivo da América Latina, que tem os direitos de transmissão, patrocínio e promoção de campeonatos de futebol e jogadores, além de empresas de comunicação no Brasil.

O departamento de Justiça revelou que J. Hawilla, como prefere ser chamado, teria confessado culpa, em dezembro do ano passado, por acusações de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça - ele é o único brasileiro entre os réus confessos declarados culpados pela Justiça dos EUA.

O caso envolvendo Hawilla, uma das figuras mais proeminentes do futebol nacional, só veio a público na manhã desta quarta-feira, com a divulgação da nota do departamento de Justiça, onde aparece com destaque.

Segundo a nota do governo dos EUA, o executivo teria concordado com o confisco de US$ 151 milhões de seu patrimônio - US$ 25 milhões deste total já teriam sido pagos no momento da confissão. O mandatário da Traffic já foi classificado diversas vezes pela imprensa nacional como "dono do futebol brasileiro".

De acordo com reportagens publicadas pela imprensa brasileira nos últimos 10 anos, estima-se que o faturamento anual da empresa de J. Hawilla, que começou a carreira profissional como vendedor de cachorros-quentes, gire em torno de US$ 500 milhões.

Negócios lucrativos

O Departamento de Justiça americano indiciou 14 pessoas por fraude, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha: nove dirigentes da Fifa e cinco executivos de empresas ligadas ao futebol.

O grupo é acusado de armar um esquema de corrupção com propinas de pelo menos US$ 150 milhões de dólares (mais de R$ 470 milhões), que existe há pelo menos 24 anos.

"O indiciamento sugere que a corrupção é desenfreada, sistêmica e tem raízes profundas tanto no exterior como aqui nos Estados Unidos", disse a procuradora-geral Loretta Lynch. "Essa corrupção começou há pelo menos duas gerações de executivos do futebol que, supostamente, abusaram de suas posições de confiança para obter milhões de dólares em subornos e propina."

A nota divulgada pela Justiça americana afirma ainda que investiga suposto pagamento e recebimento de suborno e propina em um acordo de patrocínio "da CBF com uma grande fabricantes de roupas esportivas dos EUA", na seleção do país anfitrião da Copa do Mundo de 2010 e nas eleições presidenciais da FIFA em 2011.

"Que fique claro: este não é o último capítulo na nossa investigação", disse o procurador americano Kelly T. Currie, durante o anúncio dos envolvidos no esquema de corrupção.

A empresa de J. Hawilla é a atual responsável pelos direitos de torneios como a Copa Libertadores, passes de jogadores como o argentino Conca e o brasileiro Hernanes, dona de times como o Estoril Praia, de Portugal, e pelas vendas de camarotes do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo.

A Traffic teve exclusividade na comercialização de direitos internacionais de TV da Copa do Mundo da Fifa no Brasil, em 2014. O empresário brasileiro também foi o responsável pelo contrato celebrado em 1996 entre a Nike e a seleção brasileira - alvo de uma CPI, encerrada em junho de 2001 sem desdobramentos práticos.

Em 2008, J. Hawilla foi eleito o 56º homem mais influente do futebol mundial pela revista britânica World Soccer.

Marin e Margulies

José Maria Marin, presidente da CBF até o mês passado, é outro brasileiro entre os detidos pela polícia americana. Aos 83 anos, tem fama de ter subido na carreira por ser "o homem certo no lugar certo".

Marin já foi governador biônico de São Paulo durante a Ditadura Militar, deputado estadual paulista e vereador paulistano. Atualmente, ele é filiado ao PTB.

Assumiu o governo de São Paulo em 1982, quando o então governador Paulo Maluf foi disputar o cargo de deputado federal.

Também chegou à Presidência da CBF com uma renúncia, quando Ricardo Teixeira deixou o cargo por problemas de saúde e pressionado por denúncias de irregularidades à frente da entidade. Conforme estatuto da CBF, como Marin era o vice mais velho, ele assumiu a presidência da federação, integrando também a chefia do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014.

Logo que assumiu o cargo, Marin já foi reconhecido por gafes: já confundiu Ronaldo com Romário e, em 2012, foi flagrado colocando no bolso uma das medalhas da Copa São Paulo de Futebol Júnior durante a premiação aos jogadores vencedores do torneio.

O terceiro brasileiro investigado pelo FBI é José Margulies, de 75 anos, proprietário das empresas Valente Corp. e Somerton Ltd., ambas ligadas a transmissões esportivas.

Segundo o departamento de Justiça, Margulies supostamente atuou como intermediário para facilitar pagamentos ilegais entre executivos de marketing esportivo e autoridades do futebol.
Margulies aparece na lista dos acusados pela Justiça americana - que inclui outras nove pessoas, mas não traz mais informações sobre os desdobramentos práticos das acusações.

Uma representante da Traffic Sports disse à BBC Brasil que não havia ninguém disponível para comentar o teor da nota, até a publicação desta reportagem.
 
Da BBC Brasil
 

Farra do gol

Copa do Mundo do Brasil será investigada; acusados podem pegar 20 anos de cadeia

Após a operação surpresa que terminou com a prisão de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e outros executivos da Fifa na Suíça, a Justiça dos Estados Unidos garantiu que a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, será investigada a fundo, e que os acusados de corrupção podem ser presos por até 20 anos.

"O processo de candidatura do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 já está sendo investigado. No entanto, não posso dar mais detalhes sobre isso no momento", revelou Loretta Lynch, secretária de Justiça dos EUA, em coletiva realizada em Nova York, nesta quarta-feira.

"As penas para os acusados podem chegar a até 20 anos de cadeia, mas depende de cada um dos acusados. Vamos ver cada investigação caso a caso para ver a possível pena para cada indivíduo", completou.

Segundo Kelly Currie, promotor federal de Nova York, diversos países estão colaborando com a investigação, que tem como objetivo "limpar de vez o futebol mundial".

O advogado disse que as informações já estão sendo passadas para o Brasil, onde muitos casos devem se desenrolar nos próximos meses.

"Já enviamos diversas informações para as autoridades brasileiras, que agora devem proceder da maneira que lhes parecer adequada", afirmou Currie.

Segundo o promotor, os Estados Unidos conduziram as investigações porque diversos processos de distribuição de propinas aconteceram em solo americano, além de envolverem entidades sediadas no país, como a Concacaf, que fica em Miami.

O FBI, que esteve presente na prisão dos acusados em Zurique, também se pronunciou sobre o caso, e assegurou que está trabalhando para desmembrar os esquemas de corrupção que assolam o futebol mundial.

"Uma das lições desse caso é a mensagem que podemos mandar: este tipo de esquema não passará despercebido, será sempre notado. Muitas pessoas se envolvem nesse tipo de prática pensando que vão se dar bem, mas não será assim. Estamos atrás de desmembrar os esquemas e não iremos descansar até o momento que o mundo entenda que esses esquemas não serão tolerados e serão castigados com todo o rigor da lei", bradou James Comey, diretor do FBI.

Entenda o caso

A dois dias da eleição para a presidência, um terremoto sacode a Fifa. Na madrugada desta quarta-feira, horário brasileiro, uma operação especial das autoridades suíças, sob liderança do FBI, prendeu sete executivos importantes da entidade sob a acusação de corrupção, entre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF. O grupo dos detidos será extraditado para os Estados Unidos a fim de uma maior investigação sobre o assunto na federação mais importante do futebol mundial.

Segundo nota oficial do Departamento de Justiça norte-americano, 14 réus são acusados de extorsão, fraude e conspiração para lavagem de dinheiro, entre outros delitos, em um "esquema de 24 anos para enriquecer através da corrupção no futebol". Sete deles foram presos na Suíça. Além de Marin, Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel. Um mandado de busca também será executado na sede da Concacaf, em Miami, nos EUA.

O brasileiro J.Hawilla, dono da Traffic, conhecida empresa de marketing esportivo, é um dos réus que se declararam culpados, assim como duas empresas de seu grupo, a Traffic Sports International Inc. and Traffic Sports USA Inc. Em dezembro de 2014, segundo a justiça dos EUA, ele concordou em pagar mais de 151 milhões de dólares, sendo que US$ 25 mi foram pagos na ocasião. As acusações são de extorsão, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça.

Além de Hawilla, também se declararam culpados o norte-americano Charles Blazer, ex-secretário-geral da Concacaf e ex-representante dos EUA no Comitê Executivo da Fifa; Daryan e Daryll Warner, filhos do ex-presidente da Fifa Jack Warner.

http://espn.uol.com.br/noticia/513304_copa-do-mundo-do-brasil-sera-investigada-acusados-podem-pegar-20-anos-de-cadeia

2014/06/30

Assessor de imprensa da CBF é punido com apenas um jogo por agredir chileno

A Fifa anunciou que abriu um procedimento disciplinar contra o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva. A entidade confirmou, através de um vídeo, que o membro da comissão técnica brasileira desferiu um soco contra o atacante chileno Pinilla e decidiu suspendê-lo preventivamente por um jogo. Desta forma, ele está vetado para a partida contra a Colômbia, pelas quartas de final da Copa do Mundo.


"Podemos dizer que houve procedimentos aberto contra Rodrigo Paiva. Foi suspenso por um jogo", afirmou a porta-voz da Fifa, Delia Fischer. "Ele recebeu um tipo de cartão vermelho no intervalo. Não posso mais fazer comentários enquanto há um processo em curso".


A CBF já foi comunicada da suspensão e não irá recorrer da punição preventiva. A entidade explicou que Paiva está liberado para trabalhar normalmente no período pré-jogo, durante os treinamentos na Granja Comary, e não teve sua credencial retirada. O assessor, porém, não seguirá com a delegação para o estádio Castelão no jogo contra a Colômbia. Ele ainda terá de submeter sua defesa ao comitê disciplinar até 17h de terça-feira.


A confusão ocorreu na saída das delegações de Brasil e Chile para os vestiários durante o intervalo do confronto pelas oitavas de final, no Mineirão. Gary Medel, que estava na marcação de Fred, se estranhou com o atacante e levou um tapa no pescoço. Imediatamente os demais jogadores se juntaram em torno da confusão.


O empurra-empurra prosseguiu no caminho para os vestiários. Rodrigo Paiva se envolveu em confusão com jogadores e membros da comissão técnica chilena, que acusaram o assessor de ter desferido um soco no atacante Pinilla - versão inicialmente negada pelo integrante da CBF.


"O que aconteceu foi que o chefe da imprensa de vocês acertou o nosso jogador. A confusão terminou assim", disse Maria José, funcionária do departamento de comunicação da Federação Chilena.


"Foi uma confusão generalizada, não foi algo só comigo. Só que o Pinilla veio para cima de mim e eu apenas me defendi. Reagi empurrando ele", afirmou Rodrigo Paiva. "Rolou uma discussão e um empurra-empurra. Foi entre as comissões técnicas, não teve jogador envolvido. O auxiliar do [Jorge, técnico do Chile] Sampaoli, um cabeludo [Sebastian Beccacece] começou a xingar. Teve trocas de empurrões. A arbitragem viu e apartou. Não houve agressões, mas teve empurrões".


Em comunicado no site da CBF, Rodrigo Paiva afirmou que respeita a decisão da Fifa, mas destaca que o Comitê Disciplinar da entidade já possui provas de uma conduta indevida dos chilenos.
A confusão envolvendo o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, e o atacante Mauricio Pinilla segue ganhando novos capítulos. Pouco depois da Fifa anunciar a suspensão de uma partida ao brasileiro, o chileno recorreu à sua conta pessoal na rede social Twitter para manifestar-se.


UOL


A confusão envolvendo o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, e o atacante Mauricio Pinilla segue ganhando novos capítulos. Pouco depois da Fifa anunciar a suspensão de uma partida ao brasileiro, o chileno recorreu à sua conta pessoal na rede social Twitter para manifestar-se.


"O senhor Rodrigo Paiva, chefe da assessoria de imprensa do Brasil, me agrediu com um soco no túnel sem razão... A Fifa não pode apoiar esse delinquente", escreveu o jogador, antes, aparentemente, de tomar ciência da punição automática imposta a Paiva.


"A FIFA tem que intervir, é algo gravíssimo... Não pode vir qualquer imbecil agredir um jogador, menos ainda um assessor de imprensa..!!!", completou Pinilla, injuriado.
A sequência de tuites aumentou na sequência, quando o jogador parece ter se informado das últimas notícias.


"Uma partida para Rodrigo Paiva? Vergonha. Deveriam banir esse delinquente disfarçado..!!", reclamou.


Houve até espaço para comparações com o uruguaio Luis Suárez, que sofreu a maior sanção da história das Copas do Mundo após morder o zagueiro italiano Chiellini.


"Suárez por uma mordida arrisca a sua carreira... Um assessor de imprensa pega um jogo por um soco na cara? FIFA ??", prosseguiu Pinilla.


O fim, pelo menos por ora, da sequência de tuites foi com um pedido de punição "exemplar" a Paiva, e até uma mostra de solidariedade ao "colega" Suárez.


"Exijo da FIFA uma sanção exemplar para Rodrigo Paiva igual à do meu colega Suárez ...!!! Isso é ainda mais grave.! As imagens estão aí", concluiu.


A exigência de Pinilla pode, de fato, ser atendida pela Fifa. Segundo a porta-voz da entidade, Delia Fischer, a suspensão de uma partida foi apenas uma medida automática, semelhante ao que ocorre quando jogadores recebem cartões vermelhos. Agora, o Comitê Disciplinar analisará imagens, e poderá aumentar a punição a Rodrigo Paiva.


MSN

2014/06/03

Pelo hexa, CBF pagará bicho de R$1,3 milhão por jogador

O hexacampeonato vai valer o maior prêmio já pago pela CBF em sua história aos jogadores da seleção brasileira. O Blog apurou com uma pessoa próxima a José Maria Marin, presidente da entidade, que o título da Copa do Mundo garantirá R$ 1,3 milhão para cada um dos 23 convocados.

Marin topou aumentar a bolada em 30% na comparação com o Mundial de 2010, na África do Sul, quando a CBF era administrada por Ricardo Teixeira. O acréscimo é superior aos 16% de reajuste oferecido pela Fifa como prêmio à federação de futebol campeã.

Desta maneira, em caso de título, a CBF embolsará R$ 79,4 milhões da Fifa e repassará R$ 29,9 milhões aos atletas. Todos os demais integrantes da comissão técnica, incluindo Felipão, Murtosa e Parreira, ficarão com outros R$ 10 milhões.

A comparação entre o bicho da Copa do Mundo e o da Copa das Confederações, vencida pelo Brasil em 2013, é assustadora. Cada jogador embolsou “apenas” R$ 80 mil, prêmio 16 vezes inferior ao do Mundial.

O último título mundial, conquistado em 2002, no Japão e na Coreia do Sul, rendeu R$ 420 mil por atleta. Coincidência ou não, o Brasil era treinado por Felipão na oportunidade.

Neymar, Thiago Silva, Fred, David Luiz e cia. ainda não foram informados sobre o prêmio. Diferentemente de das Copas anteriores, os atletas ficaram de fora do acerto, e foram representados por Felipão e Parreira. “Eles têm uma ascensão grande sobre os atletas e, com a experiência de várias Copas, foram os condutores da negociação com o presidente”, afirma um braço direito de Marin.

http://jorgenicola.ig.com.br/2014/06/03/pelo-hexa-cbf-pagara-bicho-de-r-13-milhao-por-jogador/

2014/04/19

Filha de 10 anos de Ricardo Teixeira recebeu dinheiro de Rosell, diz jornal

Londres, 19 abr (EFE).- O jornal inglês "The Telegraph" publicou na edição deste sábado que em 2011 o ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell teria feito pagamento de 2 milhões de libras (R$ 7,5 milhões em cotação atual), a uma das filhas de Ricardo Teixeira, na época com 10 anos.

Segundo a publicação, Antônia Wigand Teixeira, filha do ex-presidente da CBF e ex-presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, recebeu a quantia em conta corrente registrada no Rio de Janeiro. O depósito teria sido feito em nome de Rosell, que foi diretor de marketing da Nike na América Latina.

O "The Telegraph" lembra na matéria a polêmica decisão da Fifa de conceder a Rússia e Catar o direito de sediar os Mundiais de 2018 e 2022, respectivamente. Na época, o Barcelona já havia acertado patrocínio com a Qatar Foundation, órgão que investe em educação, pesquisa científica e desenvolvimento social no emirado.

Em janeiro do ano passado, a revista francesa "France Football" publicou longa reportagem que apontava que a nação asiática comprou o direito de organizar a Copa de 2022. Ricardo Teixeira teve nome ligado à fraude, e também se apontava a forte influência de Rosell na decisão da Fifa.

Além disso, o ex-presidente do Barcelona é sócio da Ailanto, empresa que recebeu R$ 9 milhões do governo de Brasília pelo amistoso entre as seleções de Brasil e Portugal, em 2008, quando Teixeira ainda estava à frente da entidade.

De acordo com investigações da Polícia Civil, uma empresa de propriedade da Ailanto chegou a ter como endereço uma fazenda que pertencia a Ricardo Teixeira em Piraí, no estado do Rio de Janeiro.

No ano passado, uma reportagem publicada pela "Folha de S. Paulo" apontou que essa empresa, que tem como sócia majoritária a esposa de Ricardo Teixeira, Ana Carolina Wigand, recebeu R$ 2,8 milhões da Ailanto.

A W Trade Brasil Importação e Exportação teria se associado a Rosell (como pessoa física) e à Brasil 100% Marketing (que tem o catalão como sócio) na compra de duas salas no Shopping Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, avaliadas em R$ 13 milhões.

Com R$ 50 mil de capital social, a empresa de Ana Carolina teria ficado com 24% de cada imóvel. Porém, dois anos depois, a Ailanto teria pagado R$ 2,8 milhões pela participação da W Trade nas salas - R$ 1,4 milhão por cada, valor abaixo ao da compra. O jornal informou na época que os documentos foram registrados no 2º Ofício de Registro de Imóveis do Rio.

Os advogados da W Trade afirmaram à "Folha de S. Paulo" que o negócio foi feito de forma legal e que a empresa ficou com R$ 1,9 milhão do total, já que pagou R$ 188 mil de impostos e usou R$ 700 mil para quitar o financiamento das salas.

Por conta das diversas irregularidades em seus negócios que foram denunciadas, o Ministério Público do Distrito Federal pediu que Sandro Rosell fosse condenado a oito anos de prisão, além da devolução do dinheiro recebido para a realização do amistoso entre Brasil e Portugal.

Ao "Telegraph", nem Sandro Rosell, nem Ricardo Teixeira se pronunciaram. O Barcelona garantiu que não tem conhecimento de qualquer pagamento à filha do dirigente brasileiro, cuja família vive atualmente nos Estados Unidos.
Leia mais em: http://zip.net/bgm8Tx

http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/esporte/2014/04/19/filha-de-10-anos-de-ricardo-teixeira-recebeu-dinheiro-de-rosell-diz-jornal.htm

2014/04/16

A importância que Neymar dá para a seleção brasileira

Considerado a maior estrela do time, o jogador parece mais preocupado em faturar comercialmente, ao mostrar "displicentemente" a marca da roupa íntima que usa, obviamente um de seus 13 (!) patrocinadores particulares. A FIFA e a CBF proíbem a prática. Saiba mais em:

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2014/04/1441263-neymar-mostra-marca-de-cueca-em-jogo-do-barca-e-cbf-ja-liga-alerta.shtml

2014/02/18

O "Brasileirão" que não acaba V

Até o fim: Portuguesa decide enfrentar CBF e vai à Justiça Comum

A Portuguesa irá entrar com ação na Justiça Comum para tentar anular a decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) que a puniu com a perda de quatro pontos e causou o rebaixamento do clube no Brasileirão 2013. A decisão foi tomada por unanimidade em reunião do Conselho Deliberativo do clube nesta terça-feira.

No encontro, o vice-presidente jurídico da Lusa, Orlando Cordeiro de Barros, afirmou que a ação já está pronta. Um dos argumentos utilizados será a violação ao Estatuto do Torcedor pela não publicação da suspensão de Heverton, mas haverá outros pontos ainda não divulgados.

Cordeiro de Barros leu na reunião todas as possibilidades de punição aplicáveis pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) e pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol)  pela medida – elas podem chegar até a desfiliação do clube. "É preciso estarmos conscientes do custo que isso pode representar para a Portuguesa", explicou.

A nova ação abre mais uma frente na luta do clube do Canindé para tentar permanecer na elite do futebol brasileiro. A primeira foi feita por torcedores, que entraram com ações por conta própria – chegaram a conseguir quatro liminares, mas a CBF cassou todas.

O Ministério Público de São Paulo, por meio do promotor Roberto Senise, também entrou com uma Ação Civil Pública, mas teve o pedido de liminar negado. Além disso, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) estabeleceu o foro competente na Justiça do Rio de Janeiro - os defensores da Portuguesa queriam que fosse na 42ª Vara Cível de São Paulo e entrarão com recurso para trazer a competência de volta para a Justiça Paulista. A ação será comandada pelo torcedor e advogado Daniel Neves.

Guilherme Costa
Do UOL, em São Paulo

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2014/02/18/ate-o-fim-portuguesa-decide-enfrentar-cbf-e-vai-a-justica-comum.htm

2014/01/22

O "Brasileirão" que não acaba IV

Ministério Público vai chamar CBF e quer anular julgamento do STJD

Após audiência do Ministério Público Estadual ocorrida ontem, o promotor que investiga o caso Heverton, Roberto Senise, concluiu que a decisão do STJD que rebaixa a Portuguesa feriu o Estatuto do Torcedor e precisa ser anulada.

"A conclusão é de que teria ocorrido ilegalidade por conta das punições aos clubes, já que a publicação no site da CBF (das suspensões) se deu após a realização dos jogos no fim de semana. Independentemente,o Estatuto do Torcedor é claro, nos seus artigos 5º, 34, 35 e 36 ao dizer que quem dirige o evento, no caso a CBF, é responsável pela publicação no site de todas as decisões.

Publicação tardia não tem efeito jurídico. Estatuto do Torcedor é Lei Federal, o Código Brasileiro de Justiça Desportiva é norma administrativa que não pode prevalecer sobre a Lei" afirmou o promotor.
Senise chamará representantes da CBF para uma reunião na próxima semana, na qual pedirá que assinem um Termo de Ajustamento de Conduta, cancelando o julgamento da Justiça Desportiva.

Caso a determinação não seja cumprida, o MP entrará com uma ação civil pública contra a entidade que comanda o futebol brasileiro.

"O Ministério Público tem a possibilidade de firmar os termos de compromisso, Termos de Ajustamento de Conduta. Se a CBF concordar com o que o MP entende estar na legalidade (anulação do julgamento) vai encerrar o inquérito. Se a CBF não concordar, o MP vai prosseguir e discutir judicialmente, em uma Ação Cívil Pública", disse.

O promotor, que atua em defesa dos direitos do consumidor, interessou-se pelo caso quando veio a público a tese jurídica de que a punição à Portuguesa feriria o Estatuto do Torcedor, já que este determina que as decisões da Justiça Desportiva só são válidas após sua publicação.

Uma ação movida pelo Ministério Público inviabilizaria o principal argumento da CBF, e que vem tendo sucesso nas ações movidas até agora, de que torcedores não tem legitimidade para entrar com os pedidos em nome dos clubes.

Guilherme Costa
Do UOL, em São Paulo
c/ed.

2014/01/10

O "Brasileirão" que não acaba III

Justiça manda CBF devolver pontos ao Flamengo e Portuguesa

RIO - A novela envolvendo o fim do Campeonato Brasileiro de 2013 ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira. A 42ª Vara Cível de São Paulo concedeu liminar obrigando a CBF a devolver ao Flamengo e à Portuguesa os quatro pontos que haviam sido retirados em julgamentos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), escalação irregular dos jogadores André Santos e Héverton, respectivamente, na última rodada do Brasileirão.

A decisão baseia-se em desrespeito ao Estatuto do Torcedor mesmo fundamento usado pelo Ministério Público de São Paulo, que abriu inquérito contra CBF e STJD nesta semana. Com a situação, a Portuguesa se manteria na Série A e o Fluminense seria rebaixado à Série B.

As duas liminares foram concedidas pelo juiz Marcello do Amaral Perino. A do Flamengo, que saiu ainda pela manhã, foi pedida pelo advogado Luiz Paulo Pieruccetti Marques, sócio do Flamengo. A da Lusa, concedida no começo da noite, foi pedida pelo advogado e torcedor da Portuguesa Daniel Neves.

“Efetivamente, a data da publicidade da referida decisão [suspensão de André Santos] se deu em momento posterior ao jogo contra o Cruzeiro, conforme demonstrado [...], de firma que o referido atleta estava em condições regulares para participar da partida” diz o texto da decisão da liminar para o Fla.

O julgamento no STJD, realizado no fim do ano, retirou quatro pontos de Flamengo e Portuguesa, causando o rebaixamento do clube paulista e livrando o Fluminense da Série B. A decisão da Justiça Paulista não alteraria a tabela do Brasileirão, mas pode abrir precedente para que a Lusa também recupere seus pontos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/justica-manda-cbf-devolver-pontos-ao-flamengo-portuguesa-11263254#ixzz2q31DHix2 










O "Brasileirão" que não acaba II

Em liminar, juiz manda CBF devolver pontos perdidos pelo Flamengo no STJD

Juiz da 42ª Vara Cível de São Paulo usou Estatuto do Torcedor para desqualificar decisão do STJD

O juiz da 42ª Vara Cível de São Paulo, Marcello do Amaral Perino, determinou nesta sexta-feira que o Flamengo tenha de volta os quatro pontos que perdeu em decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pela escalação irregular de André Santos na última rodada do Brasileirão 2013 contra o Cruzeiro.

Perino acatou liminar do torcedor e sócio do Flamengo, Luiz Paulo Pieruccetti Marques, que havido entrado com representação contra a CBF e o STJD com base no artigo 35 Estatuto do Torcedor.

"A decisão proferida pela justiça desportiva – que aqui se discute – desrespeitou o disposto no artigo 35, “caput'' e parágrafo 2o, do Estatuto do Torcedor, na medida em que não verificou com correção a data em que foi publicada a suspensão do atleta André Santos. Efetivamente, a data da publicidade da referida decisão se deu em momento posterior ao jogo contra o Cruzeiro, conforme demonstrado na exordial e documentos (fls. 67 p.ex.), de forma que o referido atleta estava em condições regulares para participar da partida da “entrega das faixas''. Em sendo assim, a punição imposta referente à perda de pontos e cobrança de multa é irregular e merece, portanto, ser suspensa até decisão final do processo", diz a sentença assinada por Perino.

A Portuguesa também teve torcedores que entraram com representação contra a CBF pela devolução dos pontos que evitariam o rebaixamento da equipe, mas a decisão da 42ª Vara Cível de São Paulo diz respeito apenas ao Flamengo. Em decisão similar à que tirou pontos do clube carioca, a Portuguesa também foi punida pelo STJD e por conta disso ficou com menos pontos que o Fluminense, rebaixado pelos resultados de campo.

O Ministério Público de São Paulo já abriu inquérito contra a CBF e e o STJD usando o Estatuto do Torcedor como argumento para devolver os pontos à Portuguesa. Porém, nenhuma decisão foi tomada ainda.

A CBF não se pronunciou sobre o assunto.

http://esporte.ig.com.br/futebol/2014-01-10/em-liminar-juiz-manda-cbf-devolver-pontos-perdidos-pelo-flamengo-no-stjd.html

   


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2014/01/09

O "Brasileirão" que não acaba

MP paulista abre inquérito contra CBF e STJD para devolver pontos à Portuguesa

Entendimento é que Estatuto do Torcedor deve prevalecer e resultado de campo do Brasileirão ser mantido

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou inquérito contra a CBF e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva para mudar a decisão imposta pelo STJD que tirou quatro pontos da Portuguesa do Campeonato Brasileiro de 2013 e, por conta disso, causou o rebaixamento do clube paulista. A Portugusa escalou o meia Héverton de forma irregular na última rodada do torneio.

Roberto Senise Lisboa, promotor de justiça responsável pelo Código do Consumidor dentro do MP-SP, falou que o STJD errou ao não usar o Estatuto do Torcedor como base do julgamento da Portuguesa. O Estatuto, publicado em 2003, é uma lei federal e determina que o resultado do campo deve ser obedecido. O STJD usou o regulamento da competição para punir a Portuguesa.
 
'"O Ministério Público entende que há fortes indícios de que houve falha. É norma e se ensina no primeiro ano da faculdade de direito que uma lei federal prevalece sobre normas administrativas", comentou o promotor em entrevista coletiva nesta quarta-feira. 

"Quero enfatizar que o Ministério Público não atua em defesa de nenhuma equipe de futebol. A função é a defesa dos interesses da sociedade. O Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto do Torcedor dão legitimidade ao Ministério Público para que se cumpra a lei e que o interesse dos torcedores seja defendido", completou.

Dirigentes da Portuguesa foram intimados pelo promotor a depor no dia 22 de janeiro. Serão analisados todos os documentos da CBF e do STJD utilizados na punição do clube no julgamento do dia 27 de dezembro.

"Caso a CBF não reveja a conduta que está tomando com relação à perda de pontos, o Ministério Público tem as resoluções que o próprio Estatuto do Torcedor tem em seu artigo 37, isso sem prejuízo de eventual ação indenizatória proposta conta a entidade, que seria revertida para um fundo de direitos difusos. Há a possbilidade para que não seja aplicada a perda dos quatro pontos", disse Senise.

CBF e STJD têm até dez dias para apresentar a documentação que julgar necessária para defender a decisão tomada no julgamento que rebaixou a Portuguesa.

"O STJD é um um órgão administrativo que não a força de um juiz, só vale internamente. Se é uma pessoa condenada, essa pessoa sabe da condenação. Mas se ela não foi formalmente informada, essa condenação não vale", disse Senise, se referindo à publicação da punição de Heverton apenas depois da partida em que ele foi escalado de forma irregular.

"Antes da reforma do Estatuto do Torcedor, em 2010, a presença do advogado já fazia valer o resultado do julgamento. Após essa reforma, poderia estar o advogado, até mesmo o jogador, mas se a CBF aceitou seu nome na súmula e o aceitou na partida, a responsabilidade é da CBF", concluiu Senise.

http://esporte.ig.com.br/futebol/2014-01-08/mp-paulista-abre-inquerito-contra-cbf-e-stjd-para-devolver-pontos-a-portuguesa.html

E MAIS:

Como em 2005, MP investiga CBF e busca possível fraude em ‘caso Héverton’

Promotor lembra "Máfia do Apito" e diz que vai analisar se escalação de atleta irregular da Lusa não teria sido armada

O Campeonato Brasileiro de 2005 ficou marcado pelo escândalo da “Máfia do Apito”, em que o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho admitiu ter manipulado 11 jogos. Como consequência, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) foi processada pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e condenada a pagar multa de R$ 20 milhões. Destino semelhante pode ter a edição 2013 do mais importante torneio do futebol do País. Isso porque o MP está disposto a investigar possíveis fraudes no “caso Héverton”.

Promotor de Justiça do Consumidor do MP-SP, Roberto Senise Lisboa abriu um inquérito contra CBF e STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). O advogado entende que é da Confederação a responsabilidade pelo fato de a Portuguesa ter escalado o meia Heverton de forma irregular em partida da última rodada do campeonato. E não descarta que o caso, que é de âmbito cível, possa evoluir para o criminal.

“Do ponto de vista criminal a situação é um pouco diferente porque eu preciso ter um tipo penal na lei que diga que isso é crime. Então eu tenho que demonstrar que isso constitui, por exemplo, um crime de fraude. Do ponto de vista cível é mais fácil de tratar a situação porque não é necessário discutirmos a culpa”, disse Lisboa em entrevista coletiva na última quarta-feira.
 
A afirmação do promotor veio após ele assegurar que Héverton não poderia ser considerado irregular no jogo entre Lusa e Grêmio, pois a CBF apenas publicou em seu site oficial a decisão do julgamento que condenou o atleta a cumprir uma partida de suspensão no dia seguinte ao duelo. Questionado sobre uma possível intenção da entidade em provocar o erro que prejudicou a equipe do Canindé, Lisboa citou a “Máfia do Apito”.
 
“Só quero lembrar que o MP está atento a essas situações. Tanto é que em 2005 o MP-SP propôs uma ação cível pública contra a CBF, FPF e aquele árbitro envolvido naquela questão dos resultados de jogos (Edílson Pereira de Carvalho). E, ao contrário do que foi veiculado por parte da imprensa, a proposta foi julgada procedente. A CBF e a FPF foram consideraras culpadas”, explicou o jurista, imaginando se poderia haver caso semelhante em 2013.
 
“Numa situação de demonstração de dolo, a questão é mais ampla, estamos diante de um caso semelhante a esse da ‘Máfia do Apito’ de 2005. Aí a questão é mais ampla e a gravidade, bem maior. E o MP vai tomar todas as providências que forem necessárias, no âmbito cível e no âmbito criminal. Mas como por enquanto não temos elementos para isso o que nós temos que tomar são as providências para que se cumpra a lei”, completou o promotor.

A Portuguesa foi condenada pelo STJD a perder quatro pontos no Brasileirão pela escalação irregular de Heverton. Na visão de Lisboa, está penalização vai contra o Estatuto do Torcedor. Caso seja comprovada esta falha, será solicitado à CBF que devolva a pontuação ao time paulista. Se a CBF não concordar em reaver os pontos, será aberta uma ação penal e pedida uma liminar que mantenha a Lusa na Série A.

Em 2005, por causa da “Máfia do Apito” a CBF, por meio do STJD, decidiu anular os resultados de 11 jogos arbitrados por Edilson Pereira de Carvalho. O Corinthians saiu como maior beneficiado, pois somou quatro pontos em duas partidas que havia perdido e conquistou o título brasileiro daquele ano com três de vantagem sobre o Internacional.

http://esporte.ig.com.br/futebol/2014-01-09/como-em-2005-mp-investiga-cbf-e-busca-possivel-fraude-em-caso-heverton.html

2013/12/06

Copa do Mundo de 2014



Brasil cai em chave equilibrada, e grupo da morte terá 3 campeões mundiais

Seleção brasileira estreia contra a Croácia e depois joga contra México e Camarões. Uruguai, Costa Rica, Inglaterra e Itália estão no grupo D

Foram definidos nesta sexta-feira os oito grupos da Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil. A seleção brasileira caiu em um grupo balanceado, com Croácia, México e Camarões. A estreia será contra os croatas, no dia 12 de junho, em São Paulo.

Nas oitavas de final, caso chegue lá, o Brasil necessariamente jogará contra uma equipe do Grupo B, que tem Espanha, Holanda, Chile e Austrália.

O grupo mais forte da Copa é o D, com três campeões mundiais: Uruguai, Inglaterra e Itália. A Costa Rica completa a chave. Nas quartas de final, se avançar, a seleção brasileira poderá cruzar com algum desses três países.
 
O grupo G também está forte, com Alemanha, Portugal, Gana e Estados Unidos.
 
Bruno Winckler e Thiago Rocha, enviados iG a Mata de São João | - Atualizada às
 

2013/11/24

Marmelada vascaína (?)

Clubes na degola pedem explicações à CBF após polêmica de J. Baptista

As diretorias de Bahia e Portuguesa irão cobrar uma explicação da CBF por conta do polêmico episódio envolvendo o meia Júlio Baptista, do Cruzeiro, neste sábado.  Durante jogo contra o Vasco, no Maracanã, o jogador falou ao zagueiro Cris, do time adversário, para que fizesse logo outro gol, quando o placar da partida marcava 2 a 0 para o clube carioca no Maracanã.

A partida terminou em vitória vascaína por 2 a 1, e fôlego para o clube carioca, que chegou a 41 pontos na tabela de classificação e manteve esperanças de se livrar do rebaixamento. Clubes que agora pedem explicações, o Bahia tem 42 pontos e está imediatamente dos quatro últimos colocados. A Portuguesa, um pouco mais acima, tem 44 pontos, mas ainda não liquidou o risco de disputar a Série B em 2014.

"A gente estava discutindo, e ele falou para amaciar. "Vai, amacia!'. Falei: "Vai lá e faz o terceiro". São coisas do jogo, que acontecem. Poderiam pegar a frase inteira, mas pegaram só o momento em que falei "faz o terceiro". As pessoas podem interpretar de qualquer forma, que a gente está tentando amaciar, mas em nenhum momento isso aconteceu, tanto que tentamos fazer o segundo gol. O primeiro foi feito, o segundo não conseguimos fazer. Infelizmente acabamos perdendo o jogo", disse, em entrevista ao SporTV.

Após a partida, vídeos reproduzindo as frases de Júlio Baptista a Cris se propagaram pelas redes sociais e até a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão, repetiu a imagem diversas vezes e promoveu debate entre comentaristas sobre a polêmica.

O técnico vascaíno Adilson Batista negou qualquer possibilidade de o Cruzeiro ter facilitado a vitória vascaína, em possível ajuda contra o rebaixamento.

"Não vejo por esse lado [Cruzeiro facilitar para o Vasco]. É preciso ressaltar o mérito do nosso time também. Jogamos bem. Acredito que o Júlio possa ter falado isso com outro sentido. Quando ele entrou, nós tivemos duas oportunidades claras e não fizemos. Então, ele fala algo como 'po, vocês não vão fazer outro'. É algo normal. O que ocorre é que o Cruzeiro já está pensando em 2014, e nós estamos diante de partidas decisivas".

http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2013/11/24/clubes-na-degola-pedem-explicacoes-a-cbf-apos-polemica-de-j-baptista.htm

2013/08/29

Presidente do Barcelona repassou R$ 2,8 milhões à mulher de Ricardo Teixeira

 Alexandre Rezende-22.nov.2011/Folhapress

 Acusada pelo Ministério Público de desviar dinheiro público de amistoso da seleção em Brasília em 2008, a Ailanto Marketing Ltda. pagou R$ 2,8 milhões a uma empresa da mulher de Ricardo Teixeira, ex-dirigente da CBF.

A Ailanto pertence ao presidente do Barcelona, Sandro Rossell, amigo de Teixeira.

Documentos obtidos pela Folha revelam que a empresa do dirigente catalão foi sócia da W Trade Brasil Importação e Exportação, que tem como controladora Ana Carolina Wigand Pessanha Rodrigues, mulher de Teixeira.

A parceria envolveu duas salas no Shopping Leblon, um dos mais badalados do Rio. Os imóveis são avaliados em mais de R$ 13 milhões.

Em janeiro de 2009, a W Trade se associou a Rossell (pessoa física), à Brasil 100% Marketing (que tem o catalão como sócio) e a André Laport Ribeiro na compra das salas.
Com apenas R$ 50 mil de capital social na época, a empresa da mulher de Teixeira ficou com 24% de cada imóvel.

Dois anos depois (e seis meses antes de Teixeira renunciar ao cargo de presidente da CBF) a Ailanto pagou R$ 2,8 milhões pela participação da W Trade nas salas --R$ 1,4 milhão por sala--, de acordo com documentos do 2º Ofício de Registro de Imóveis do Rio.

A W Trade está registrada em nome de Ana Carolina e de Leonardo Diogenes Wigand Rodrigues, seu irmão. A mulher de Teixeira é sócia majoritária, com 99% das cotas. A companhia tem sede numa modesta sala em Jacarepaguá, zona oeste do Rio.

SÉRGIO RANGEL
DO RIO
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/2013/08/1333622-presidente-do-barcelona-repassou-r-28-milhoes-a-mulher-de-ricardo-teixeira.shtml