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2017/09/30

Prefeitura de Macaé, RJ, divulga resultado final do processo seletivo

Dos 41 cargos ofertados, 19 tomam posse imediata, conforme autorização do juiz da Comarca de Macaé, Sandro Lontra. Os demais cargos serão tratados individualmente a partir desta segunda-feira (2).

A Prefeitura de Macaé, no Norte Fluminense, divulgou neste sábado (30) o resultado final do processo seletivo para o preenchimento de 1.300 vagas, com salários que variam de R$1 mil a R$7 mil. Dos 41 cargos ofertados, 19 tomam posse imediata, conforme autorização do juiz da Comarca de Macaé, Sandro Lontra. Os demais cargos serão tratados individualmente a partir desta segunda-feira (2).

Os 19 cargos são exclusivamente para atuação imediata nas redes municipal de saúde e educação. De acordo com o documento disponível no site da Prefeitura, os profissionais que irão trabalhar na rede municipal de saúde terão seu contrato validado pelo período de 02/10/2017 a 30/04/2018, já os da educação entre 02/10/2017 e 31/12/2017.
 
Os candidatos devem conferir a lista no site e ficar atentos à publicação da portaria de contratação que saiu neste sábado no Diário Oficial do município e também está disponível na internet.
Os classificados da área de saúde deverão comparecer neste domingo (1) à recepção principal do Hospital Público de Macaé (HPM), localizado na RJ 168, s/n°, na altura do km 4, em Virgem Santa, munidos dos documentos descritos no edital.
 
Os candidatos aprovados para a área de educação deverão comparecer nesta segunda-feira (2) ao auditório da Secretaria de Educação, localizada na rua Antero Perlingeiro, n°402, levando a documentação necessária.
 
O processo seletivo que atraiu cerca de 25 mil inscritos, teve comparecimento de 20.082 candidatos à prova no último sábado (23).
 
Decisões judiciais
O processo seletivo chegou a ser suspenso no dia 17 de julho, após denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que apontou irregularidades. No dia 1ª de setembro, a Justiça suspendeu a liminar que impedia a realização do processo seletivo.
 
Nesta sexta-feira (29), a Justiça determinou que a Prefeitura de Macaé não pode contratar ninguém nos próximos dois quadrimestres. De acordo com a decisão, estão liberadas apenas as contratações decorrente de falecimento, aposentadoria, exoneração e encerramento de contratos temporários de servidores que estejam lotados nas atividades fim das áreas da saúde, educação e segurança.
 
Por G1, Região dos Lagos
 
 

2017/03/28

Justiça eleitoral cassa mandatos de prefeito e vice de Santo Antônio de Pádua

Josias Quintal e Carlos Roberto Pereira Alves foram eleitos com mais de 9 mil votos, o equivalente a 33% dos votos válidos

 
Região
Por Redação
28 de março de 2017 - 18h55
Josias Quintal foi eleito em primeiro turno nas últimas eleições (Foto: Divulgação)
Josias Quintal foi eleito em primeiro turno nas últimas eleições (Foto: Divulgação)

A justiça eleitoral cassou os diplomas do prefeito de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste do Estado. Josias Quintal ainda foi penalizado pela inelegibilidade de 8 anos a partir de 2016. Ele teria praticado abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral para prefeitura de Pádua na eleição do ano passado.

Da decisão cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral, no Rio de Janeiro e foi assinada pela juíza Cristina Sodré, da justiça de Pádua. O vice-prefeito Carlos Roberto Pereira Alves também foi cassado, mas não ficou inelegível.

A chapa foi eleita com 37,23% dos votos válidos, um total de 9.367 mil votos. O segundo lugar ficou com 33,92% dos votos.

Obs. c/ed.

2017/03/03

Perícia aponta eliminação de provas da Operação Chequinho

Dados do computador servidor da Prefeitura de Campos foram apagados após busca e apreensão de documentos pelo MP e TRE

Campos     
Por Redação  3 de março de 2017 - 17h24
 
Por Girlane Rodrigues e Roberta Barcelos
Cópia do laudo da Perícia Criminal Federal (Foto: JTV)
Cópia do laudo da Perícia Criminal Federal (Foto: JTV)

O Jornal Terceira Via teve acesso às peças do laudo pericial que comprovam as supostas fraudes no programa municipal Cheque Cidadão para obtenção de votos na eleição de 2016, em Campos. As provas foram recolhidas pela Polícia Federal durante as fases da Operação Chequinho que resultou na prisão do ex-governador do estado do Rio, Anthony Garotinho e de políticos ligados a ele na Prefeitura e Câmara Municipal de Campos.

O laudo está na Justiça Eleitoral e é peça fundamental para a caracterização do crime de supressão de documentos. O laudo demonstra que foram eliminados do computador servidor da prefeitura de Campos os dados relativos a todos os beneficiários incluídos no programa Cheque Cidadão pela via política e não pelo critério socioeconômico como deveria acontecer.

O laudo comprova que esses dados foram excluídos – via acesso remoto pelo programa TeamViewer – dos computadores da prefeitura fora do horário do expediente, nos dias 3 e 4 de setembro de 2016 (sábado e domingo), logo após a Justiça Eleitoral e o Ministério Público apreenderem, no dia 2 de setembro, documentos e mídias em setores da secretaria de desenvolvimento humano e social.
Cópia do laudo da Perícia Criminal Federal (Foto: JTV)
Cópia do laudo da Perícia Criminal Federal (Foto: JTV)

De acordo com o laudo, os arquivos deletados foram recuperados pelos peritos criminais. Os especialistas também identificaram os logins dos usuários que acessaram os computadores.
Uma das teses da defesa dos envolvidos no suposto esquema criminoso para fins eleitorais é de que as mídias apreendidas pela Polícia Federal com os dados de cadastros irregulares podem não terem sido retirados dos computadores da prefeitura, o que geraria adulteração de dados e, consequentemente, a nulidade do processo.

No entanto, o laudo confirma a autenticidade do conteúdo apreendido (mídias) a partir do confronto com o computador apreendido meses depois.

O laudo possui 44 páginas e foi assinado por dois peritos criminais federais. O documento foi encaminhado à Justiça Eleitoral e anexado ao processo do caso Chequinho. No total, o processo possui mil páginas. Onze vereadores e ex-vereadores envolvidos no esquema já foram condenados pela justiça: Kellinho, Linda Mara, Jorge Rangel, Jorge Magal, Oseias Azeredo, Roberto Pinto, Cecília Ribeiro Gomes, Thiago Virgilio, Thiago Ferrugem, Miguelito e Vinícius Madureira. Eles recorrem a instâncias superiores da justiça. Eles foram cassados e ficaram inelegíveis por 8 anos.

Anthony Garotinho também é réu no processo. Ele foi obrigado a comparecer a audiência de Instrução e Julgamento no último dia 20, em Campos. Ele cumpriu a ordem mas a audiência foi adiada para o dia 3 de abril.

http://www.jornalterceiravia.com.br/2017/03/03/laudo-pericial-expoe-supressao-de-provas-da-operacao-chequinho/

2017/02/23

Campos terá nova fase de bloqueio vacinal contra a febre amarela

O município de Campos, em cumprimento a determinação da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), passará por uma nova fase de bloqueio vacinal contra a febre amarela. O terceiro momento da vacinação atenderá distritos com áreas de Mata Atlântica e proximidades, que são: Morangaba, Ibitioca, Serrinha e Dores de Macabu. As datas ainda serão definidas.

Todas as recomendações para as campanhas de imunização nas áreas com indicação temporária da vacina foram passadas aos municípios por técnicos da SES-RJ, em reunião realizada na terça-feira (21) na cidade de Cardoso Moreira, no Noroeste Fluminense.

A diretora de Vigilância em Saúde, Andréya Moreira, ressaltou que esse momento é apenas uma ação de prevenção. "É importante informar que não há casos de febre amarela", salientou.

A imunização contra a febre amarela é voltada para as pessoas com idade entre nove meses e 60 anos, obedecendo às indicações e contraindicações do Ministério da Saúde, que são: não possuir doenças como câncer, HIV positivo; não ser alérgico a proteína do ovo e gelatina; não fazer uso de medicamentos como corticoide; não ser gestante; e não estar amamentando.

Os moradores desses distritos devem comparecer ao local de vacinação, que ainda será definido, munidos de identidade, comprovante de residência e cartão vacinal, principalmente para os menores de idade.

A Vigilância em Saúde de Campos já realizou o bloqueio vacinal em Santo Eduardo e Santa Maria, distritos que fazem divisa com áreas de risco de contágio da doença no estado Espírito Santo. Nestes locais, a meta de imunização foi atingida pela secretaria de Saúde de Campos.
Por: Mário Sérgio

2017/01/16

Campos dos Goytacazes: começa recadastramento do "Cheque cidadão"

(Click-Campos)
Começa nesta segunda-feira (16) o processo de recadastramento das 12.954 famílias incluídas no programa Cheque Cidadão antes de junho de 2016. Os beneficiários deverão se apresentar ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) onde estão inscritos para a atualização dos dados cadastrais das 8h às 17h, de segunda a sexta. O atendimento será feito em ordem alfabética, pela primeira letra do nome, até o dia 20 de janeiro. Já o restante das famílias inseridas no programa depois de junho de 2016, neste primeiro momento, não serão avaliadas, porém poderão permanecer no quadro caso se enquadrem no perfil.
De acordo com a secretária de Desenvolvimento Humano e Social, Sana Gimenes, o recadastramento das famílias será realizado dentro do prazo de 90 dias, determinado pelo Executivo, por meio de visitas de assistentes sociais aos domicílios cadastrados no programa e nos Cras em que os beneficiários estejam referenciados. Ela lembra ainda que as famílias que passarem pelo recadastramento continuarão recebendo o benefício durante o período.
— É importante que os beneficiários se dirijam ao Cras onde estejam inscritos para atualizarem seus dados de cadastro, respeitando a ordem alfabética. Embora nós saibamos que é um transtorno para o beneficiário fazer um recadastramento tão recente, é importante que seja feito para que possamos nos certificar que o benefício seja direcionado para os que precisam e se enquadram nos requisitos da lei. De qualquer maneira, as pessoas que foram incluídas no programa antes de junho de 2016 podem ficar tranquilas, pois irão receber o benefício durante o período de recadastramento”, afirma a secretária, esclarecendo que, ao fim do processo de atualização dos cadastros, novos beneficiários poderão ser inclusos no programa por meio dos Cras e dos pareceres das assistentes sociais, conforme a legislação.
 
Confira os dias de atendimento para cada letra:

Dia 16 – A B C D
Dia 17 – E F G H I
Dia 18 – J K L M
Dia 19 – N O P Q R S
Dia 20 – T U V W X Y Z

2017/01/12

A herança negra da senhora rosa

Rafael Diniz encontra R$ 24,8 milhões em caixa e R$ 2,4 bilhões em dívidas

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Governo Diniz apresenta valores herdados da gestão Rosinha
A equipe do governo Rafael Diniz (PPS) divulgou nesta quinta-feira (12) os saldos financeiros encontrados nos cofres do município de Campos e as dívidas herdadas da gestão anterior até esta data.
Segundo o secretário de Fazenda Leonardo Wigand, no dia 02 de janeiro, foi encontrada a quantia de R$ 24.864.196,26 em contas da Prefeitura, sendo R$ 14.837.929,51 em contas de aplicação vinculada, que são convênios e verbas específicas, e R$ 10.026.266,75 no Tesouro Municipal.
— Destes pouco mais de 10 milhões do tesouro, apenas R$ 6.609.907,53 foram efetivamente deixados pela antiga Gestão, uma vez que R$ 3.416.359,12 são referentes ao Programa de Repatriação de recursos brasileiro no exterior, que entrou na conta do Município no dia 30 de dezembro de 2016 depois do expediente bancário — afirmou o secretário de Fazenda Leonardo Wigand.
Quanto às dívidas herdadas, o montante de mais de R$ 2,4 bilhões de reais, entre dívida de curto prazo (exigível no exercício financeiro) e dívida fundada (compromissos de exigibilidade superior a doze meses), preocupa o secretário Municipal da Transparência e Controle, Felipe Quintanilha. Segundo ele, a dívida encontrada ultrapassa o valor do orçamento de 2017.
— O que mais preocupa é que a diferença da execução orçamentária de 2016 para o orçamento de 2017 já é de pouco mais de R$ 1 bilhão de reais, e além disso ainda encontramos uma quantidade surreal de valores devidos, incluindo provável apropriação indébita de valores da Previdência Municipal e do INSS, e mais de R$ 320 milhões de reais de despesas sem o devido empenho — explica Quintanilha.
Confira abaixo mais detalhadamente as dívidas, que chegam ao montante de R$ 2.404.645.125,10, deixada para o governo de Rafael Diniz:
– R$ 34.206.808,02 são referentes a restos a pagar, isto é, despesas realizadas e empenhadas em 2016, entretanto, que não foram pagas;
– R$211.318.767,58 despesas/notas fiscais atestadas sem empenho
– R$ 42.303.017,06 da PREVICAMPOS, sendo R$ 39.064.791,70 da parte Patronal, e R$ 3.238.225,36 referentes a descontos efetuados dos servidores, o que pode configurar apropriação indébita;
– R$ 38.586.713,09 de INSS não recolhido, que também pode configurar apropriação indébita;
– R$ 1.301.359.785,47 referente à antecipação dos royalties;
– R$ 516.459.673,06 de dívida de longo prazo com INSS;
– R$ 45.190.609,57 de dívida de longo prazo com FGTS;
– R$ 153.034.085,09 de parcelamento da dívida com PREVICAMPOS;
– R$ 907.741,45 de dívida com o TRT (Tribuna Regional do Trabalho);
– R$ 61.277.924,71 de Precatório do Tribunal de Justiça do Rio.
Info
Fonte: Ascom/Campos

http://fmanha.com.br/blogs/arnaldoneto/2017/01/12/rafael-diniz-encontra-248-milhoes-em-caixa-e-24-bilhoes-em-dividas/

2016/11/29

Fim de festa

Por falta de pagamento, Ampla corta luz da Prefeitura de Campos

luz-apagada
É apenas aparente a tranquilidade econômica da Prefeitura de Campos, alardeada como oásis na crise financeira do Estado do Rio e de vários municípios.
Hoje, a Ampla cortou o fornecimento de energia da Prefeitura por falta de pagamento de faturas. Outras oito prefeituras também tiveram  a luz  cortada.
Não é a primeira vez que isso acontece. Em julho passado, a prefeitura também teve luz cortada (aqui)
Veja abaixo a nota da Ampla:
Niterói, 29 de Novembro de 2016 – Devido ao não pagamento de faturas por parte de nove prefeituras do Estado do Rio, a Enel Distribuição Rio efetuou hoje (29) o corte de energia de algumas unidades dos governos municipais de Maricá, Araruama, Casimiro de Abreu, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande, Paraty, Angra dos Reis, Carmo e Campos dos Goytacazes.
A empresa somente tomou a decisão de interromper o abastecimento de energia após tentar negociar o débito em várias ocasiões. Vale ressaltar que a distribuidora preservou o fornecimento de energia aos serviços essenciais como iluminação pública, hospitais, escolas e corpo de bombeiros.
http://www.fmanha.com.br/blogs/nacurvadorio/2016/11/29/por-falta-de-pagamento-ampla-corta-luz-da-prefeitura-de-campos/

 

2016/10/26

Escândalo do Cheque-cidadão em Campos: Linda Mara foragida e Kelinho preso

federal
Foto - Facebook/Marcelo Virgílio
Viaturas da PF e da PM na porta da vereadora eleita Linda Mara, que não teria sido encontrada – Foto – Facebook/Marcelo Virgílio
 
Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (26) mais uma fase da operação Chequinho, da Polícia Federal (PF), que mira os investigados no “escandaloso esquema” do Cheque Cidadão.
 
Ao todo foram expedidos oito mandados de prisão. Entre os presos está o vereador Kellinho (PR). Já a vereadora eleita Linda Mara (PTC) é considerada foragida. Viaturas da PF e da PM foram fotografadas na porta da vereadora na manhã desta quarta-feira.
 
A coordenadora do programa Cheque Cidadão, Gisele, que já havia sido presa, foi detida novamente. Havia também um novo mandado de prisão para Ana Alice Alvarenga, ex-secretária de Família e Assistência, mas ela também não foi encontrada e é considerada foragida, assim como Beth Megafone, repórter do programa “Fala, Garotinho” e aliada de Linda Mara.
 
Outra novidade diz respeito aos vereadores Miguelito (PSL) e Ozéias (PSDB), que foram presos na última semana. As prisões temporárias foram convertidas para preventivas. No entanto, por conta de problemas de Saúde, o vereador Miguelito vai cumprir no sistema de prisão domiciliar.
Daqui a pouco, mais informações.
Atualização às 9h40 – Inclusão de informações e alteração no título.

2016/09/30

Campos: eleições 2016

"Estão querendo amedrontar”
Aluysio Abreu Barbosa, Suzy Monteiro, Alexandre Bastos e Arnaldo Neto
Foto: Rodrigo Silveira

“Esse grupo político pega mentira. Mentira atrás de mentira, para tentar denegrir a imagem da oposição. Isso eu posso falar por todos os colegas candidatos da oposição”, dispara Rafael Diniz, candidato à Prefeitura de Campos pelo PPS, ao comentar sobre a tentativa dos de ligar aos oposicionistas a suspensão do Cheque Cidadão. Primeiro entrevistado na série da Folha com os candidatos à Prefeitura, Rafael comentou sobre pesquisas e o clima tenso da campanha. Para ele, quem está “jogando sujo” é o secretário de Governo Anthony Garotinho (PR). “Quem instituiu esse tipo de política em Campos foi Garotinho há 30 anos. E hoje, o que o grupo dele faz, os pupilos, os comandados dele fazem também”, afirmou Diniz, que também falou sobre propostas “para implementar uma gestão diferente em nosso município”.

Folha da Manhã – Esta entrevista vai ser publicada na segunda, mas está sendo realizada na sexta. Algumas horas atrás o governo Rosinha (PR) teve uma secretária, a coordenadora do Cheque Cidadão e outras oito pessoas beneficiadas pelo programa foram presas pela Polícia Federal pelo uso do programa como moeda de troca eleitoral. O que você sabe dessa operação? Qual a sua opinião sobre isso?
Rafael Diniz – Com a correria da campanha, eu acompanhei olhando rapidamente os blogs. Mas o que a gente tem acompanhado é esse uso irresponsável do Cheque Cidadão para ter voto. O que eu tenho defendido na campanha é a manutenção do Cheque Cidadão, mas de forma responsável. Ofertar o Cheque Cidadão para as famílias que precisam. Tem muita família que não precisa e está recebendo no lugar de família que precisa. Quero garantir para as pessoas a manutenção desse programa que é tão importante. Não podemos admitir o que está acontecendo na nossa cidade. Mais uma vez Campos ocupando as páginas de polícia em termos de eleição.

Folha – O Governo tem uma base de proteção social muito forte. O Cheque Cidadão, a Passagem a R$ 1.
Rafael – Eu tenho defendido que nós temos que manter os programas sociais. Só que nós temos que ir além, melhorar os programas sociais. Manter Cheque Cidadão, manter passagem a R$ 1, continuar a construir casas populares, conjuntos habitacionais. Mas temos que melhorar. Por exemplo, é garantir o Cheque Cidadão para as famílias que precisam e mais que isso, gerar oportunidade de emprego para as pessoas. Nós temos que garantir a passagem e, mais que isso, colocar ônibus nos bairros. Hoje não tem ônibus nos bairros, mesmo com uma passagem barata. Mais que oferecer casas populares, nós temos que oferecer lar para as pessoas. Nos conjuntos habitacionais, levar junto com as casas, saúde, educação, segurança, transporte público, dignidade, saneamento básico. Manter os programas sociais, mas fazer diferente: melhorar e ampliar os programas sociais.

Folha – Sobre o Cheque Cidadão, nessa sexta, um jornal de Campos teve a seguinte manchete: “Oposição faz Justiça suspender Cheque Cidadão”. O proponente da ação é o Ministério Público Eleitoral. Seis dos setes promotores.
Rafael – O primeiro a denunciar fraude no Cheque Cidadão foi Garotinho, lá atrás. Denunciou e não fez nada. Agora quem está fazendo é o Ministério Público Eleitoral. E mais uma vez esse governo, esse desgoverno, esse grupo político, pega mentira. Mentira atrás de mentira, para tentar denegrir a imagem da oposição. Isso eu posso falar por todos os colegas candidatos da oposição. Tentam dizer que só eles vão manter os programas sociais. É mentira. Eles têm que falar deles. E mais uma vez vem na capa do jornal, o jornal deles, dizer que foi a oposição. A oposição não, foi o Ministério Público Eleitoral. Fez uma investigação e através da Polícia Federal está prendendo as pessoas que possivelmente possam estar envolvidas em um absurdo como esse, explorando as pessoas para ter voto.

Folha – Além do Cheque Cidadão, teve a contratação por recebimento de autônomos, por RPA, foi alvo de ação. Como é que você esta questão dos RPAs?
Rafael – Campos tem que contratar pessoas para trabalhar. Tem que valorizar, garantir o concurso público. Eu sou um defensor do concurso público, mas existem funções que tem que ser por contratação temporária. As pessoas que querem trabalhar em Campos, vão trabalhar em Campos. Nós não vamos perseguir as pessoas. Parar com essa história de dar emprego só para ter apoio político. Se precisa dar emprego, nós vamos gerar emprego na cidade. Se precisa contratar pessoas para trabalhar na máquina pública, nós vamos contratar pessoas para trabalhar na máquina pública. Mas sem explorar essas pessoas. Sem coagir as pessoas. Sem querer mandar nessas pessoas. Garantindo liberdade para essas pessoas também. E se mais uma vez eles utilizam essa forma para ter voto, nós temos que esperar a Justiça que, pelo visto, está começando a fazer sua parte, podendo punir as pessoas que estão utilizando o Cheque Cidadão e o RPA. É garantir emprego para essas pessoas, mas não para ter voto.

Folha – Você acha que isso está acontecendo?
Rafael – Pelas denúncias, pelo que a gente está escutando, acredito que sim. Acompanhando as denúncias e tudo que está acontecendo pelo Ministério Público Eleitoral. A gente sente que as pessoas estão um pouco com medo. Esse é o grande problema dessa eleição. O governo está amedrontando o cidadão campista para não ter o direito de votar com liberdade. Eu falo isso, não é uma questão de votar no Rafael Diniz, é uma questão de dar ao cidadão o direito de votar em quem ele quiser. E o governo por ver o crescimento do nosso nome, por ver o crescimento da possibilidade de a oposição ganhar essa eleição, está amedrontando as pessoas. Amedrontando aquele que recebe Cheque Cidadão, inventando mentiras. Amedrontando aquele que utiliza a passagem a R$ 1, inventando a mentira que não vai manter a passagem a R$ 1. E amedrontando o contratado dizendo que ele vai perder seu emprego. Medo. Instituíram o medo nessa eleição e, infelizmente, isso já é um hábito desse grupo que está aí.

Folha – Você falou que sua candidatura tem crescido. A última pesquisa divulgada foi a do Gerp (a entrevista foi feita na sexta, antes da divulgação da Pro4, ontem, com Rafael na liderança), que deu empate, com a diferença de 1 ponto, irrisória diante da margem de erro. Isso indica um jogo muito igual e polarizado. Você concorda com essa análise? Você acha que ela pode te atrapalhar, te ajudar?
Rafael – Eu acho que o que a gente está sentindo na rua é o crescimento do nosso nome. De certa forma, você entende a força da máquina. Uma força que a gente sabe de onde está vindo, o que está sendo comprovado pelo Ministério Público Eleitoral e pela Polícia Federal de onde está vindo. Mas de qualquer forma, o nosso nome, graças a Deus, não para de crescer. Isso é fruto do nosso trabalho. E vamos continuar trabalhando.

Folha – Você falou sobre a tentativa de creditar à oposição uma iniciativa no Ministério Público. Em relação a você, nas redes sociais e na campanha do governo as coisas têm ficado bastante agressivas nas últimas duas semanas. Ao que você credita isso?
Rafael – Vamos voltar 30 anos. Garotinho começou a vida política dele fazendo o que ele e os pupilos dele estão fazendo 30 anos depois. Ele começou a vida política dele jogando sujo, desrespeitando a honra do meu avô, discutindo e falando mal de família. Quem instituiu esse tipo de política em Campos foi Garotinho há 30 anos. E hoje, o que o grupo dele faz, os pupilos, os comandados dele fazem também, é tentar manter esse tipo de política, que eu condeno. Quem acompanha meu mandato de vereador sabe que eu jamais desrespeitei a honra ou a pessoa dele, da família ou de qualquer pessoa, a esposa dele, que é a prefeita do município, que se diz a prefeita do município. Nunca fiz isso. A minha política é limpa, eu jogo limpo, eu jogo na bola. Obviamente, quem me conhece sabe que eu enfrento. Quando tenho de enfrentar, eu enfrento, mas não jogo sujo. A gente lamenta. Estamos vendo ataques e mais ataques, mentiras e mais mentiras, montagens de vídeo atrás de montagens de vídeos. Mas o interessante é que vemos a própria população, nas próprias redes sociais, onde esses ataques estão acontecendo, ela está cansada desse tipo de política. Tanto que a própria defesa acontece espontaneamente pelas pessoas. Elas estão repudiando esse tipo de política. Eu tenho que lamentar, entender que esse é o jogo. Quem me conhece sabe que não sou de ficar acuado e vou continuar a minha luta. Só que eu não vou jogar o jogo sujo deles. Não é esse tipo de política que defendo. Eu jogo um jogo do enfrentamento e de propor aquilo que quero para Campos. O grande problema é que eles ficaram nessa picuinha nesse tempo todo, ao invés de propor um debate melhor para Campos. É isso o que estou propondo para todas as pessoas que estão dispostas a debater uma cidade melhor.

Folha – Para o segundo turno, pelo que está sendo apontado pelas pesquisas, há a possibilidade matemática de você chegar à frente no primeiro turno. Se isso acontecer, o “pula-pula” do governo para você começa no dia seguinte?
Rafael – Não sei. Eu, Rafael, nunca passei por isso. A gente escuta, já vivemos de fora outras experiências. Eu sou aquela pessoa de trabalhar até o dia 2. Eu lembro do meu pai, ele perdeu por dois votos. Obviamente em uma candidatura a prefeito, esses dois votos podem ser transformados em um pouquinho mais, mas ainda pode ser pouco para disputa para prefeito, tanto para garantir o primeiro turno, quanto o segundo turno. Tudo pode acontecer. Estou focado nesse trabalho até a véspera do dia 2 de outubro e esperar o resultado aparecer na urna. Obviamente que isso acontecendo, estando no segundo turno, e se Deus quiser, nós queremos estar, estamos trabalhando para isso. Vamos conversar com todas as forças de oposição, com toda a sociedade, com todo o eleitor. Zera tudo e o cidadão vai ter a oportunidade, de novo, de escolher qual candidato ele quer.

Folha – A sua pré-campanha foi muito criticada por ter conseguido apenas dois partidos: Rede e PV. Outras candidaturas agregaram muito mais apoio do que a sua. Em um eventual segundo turno, esse leque precisa ser ampliado?
Rafael – Acho que toda pessoa que entender que nossa candidatura representa aquilo que Campos precisa, toda pessoa que entender que é dessa forma que nós fazemos política, vai ser bem-vinda ao nosso processo. Eu nunca fechei a porta para ninguém, sou um cara que dialoga na Câmara. Dialogo com os vereadores da oposição, com os vereadores da situação. Sempre mantive um bom relacionamento com todo mundo, basta vir para nosso campo político. Se dividirmos em etapas essa eleição, lá atrás eu me mantive firme quando começou. Qual foi a minha grande vitória naquele período pré-eleitoral de formação de coligação? Foi manter a minha candidatura de pé. E hoje, mesmo continuando com essa forma de política que estamos tentando colocar e apresentar para Campos, uma política para administrar, mas também para fazer eleição de forma diferente, a gente está liderando as pesquisas, acho que é chegar lá e conversar com todo mundo. Se mostrar aberto para todo mundo que quiser fazer a política que estamos apresentando para Campos.

Folha – Essa coisa do grupo fechado se tornou uma coisa que as pessoas falam e você rebate de maneira...
Rafael – Eu falo com as pessoas para irem lá ao nosso comitê, que funciona na minha casa, na tradicional casa do meu avô em Guarus. O que mais tem é gente lá. O que mais tem é gente nos procurando. Nossas caminhadas são as que mais têm gente, nossas reuniões estão sempre cheias de pessoas e nós temos um grupo que recebe todo mundo. Quem quiser fazer parte desse momento que, se Deus quiser, vai ser um momento histórico, vai ser bem-vindo.

Folha – Em um eventual segundo turno com Chicão, como as pesquisas apontam, como você estaria preparado se ele conseguisse mais apoio da oposição do que você?
Rafael – Vou repetir uma frase que falei na minha convenção: quem quiser fazer uma aliança com a gente, que venha, vai ser bem-vindo, desde que faça como nós fazemos a nossa política. A minha aliança, que me fez vereador, que reconheceu o meu mandato e me fez candidato a prefeito e que hoje me coloca liderando as pesquisas, é com o povo, com a população. Por isso eu acordo às 5h e vou para a rua visitar a cidade toda, como estou rodando, conversar com as pessoas. É uma aliança com as pessoas. Aquelas pessoas que estão no campo da oposição e quiserem dialogar com a situação, eles vão ter de responder por isso. Eu vou manter o meu foco, o meu tipo de campanha, conversando com as pessoas.

Folha – Embora não seja o que as pesquisas indiquem, mas e se tiver outro candidato da oposição no segundo turno, qual vai ser seu papel?
Rafael – Uma vez candidato a prefeito, você tem que entender que você é um candidato de uma cidade, de um grupo, que defende uma ideia. Se o nosso modo não for escolhido para estar no segundo turno, coisa que, se Deus quiser, não vai acontecer, eu vou estar ao lado de qualquer candidatura verdadeiramente de oposição. Temos que entender isso. Eu não voto nulo ou em branco. Posso não fazer as minhas melhores opções, não ter o direito de fazer aquilo que eu realmente queria, mas eu voto em alguém da oposição. Mas nós vamos estar no segundo turno.

Folha – Qual é o seu relacionamento pessoal e político com o candidato Caio Vianna (PDT), que se diz de oposição?
Rafael – Nunca fui amigo do Caio. A gente sempre teve um respeito muito grande. Conversei com todos os candidatos de oposição, como tenho um respeito muito grande por ele, pela família dele e por todos os outros candidatos. Nossa relação é essa, uma relação de candidatos, de políticos do nosso município.

Folha – E com o candidato Geraldo Pudim (PMDB), como é a sua relação?
Rafael – A minha aproximação com Pudim tem sido nessa eleição, quando a gente se encontra nos debates e tem sido a mais respeitosa possível.

Folha – E Nildo Cardoso (DEM)?
Rafael – Com Nildo Cardoso tenho uma relação muito próxima. Ele era um grande amigo do meu pai, é um grande amigo meu, é o líder da oposição e tenho um respeito, um carinho enorme por ele e pela família dele. Temos uma relação de pai e filho. Mais do que aproximação, temos uma relação pessoal.

Folha – Relação de pai e filho não tem dado muito certo nessa eleição...
Rafael – Sobre essa questão de pai e filho, do próprio Arnaldo e Caio, eu daria tudo para ter o meu pai ao meu lado agora. Acho que todos deveriam respeitar a relação do Caio e o Arnaldo, é uma história que é só deles. Ninguém tem nada a ver com isso. Se apoia ou não apoia, é uma relação só deles. Eu tenho que respeitar isso e cobrar o respeito das pessoas.

Folha – E parece que foi isso que determinou a queda abrupta do Caio...
Rafael – Se foi isso que determinou ou não, eu não fui o causador disso e jamais seria. Para mim vem primeiro a família. Depois vem a eleição.

Folha – Você fala que isso é só deles, mas para o eleitor isso importou.
Rafael – Pode ter importado, pode ter enfraquecido o próprio Caio, mas eu procuro ter muito cuidado. Eu tenho saudade do meu pai, muita saudade do meu pai. Queria muito estar podendo sentar para ver um jogo de futebol com ele, dar um beijo, um abraço. Então quero mais que pai e filho fiquem bem sempre. Todos os pais e filhos têm que ficar bem. Eu tenho defendido isso na rua. Quando as pessoas falam da relação do Caio com Arnaldo, eu peço respeito à relação do Caio com Arnaldo. É uma relação deles que todo mundo tem que respeitar.

Folha – Completando os candidatos de oposição, qual sua relação política e pessoal com o candidato Rogério Matoso (PPL)?
Rafael – Temos uma relação muito boa, muitos amigos em comum. O próprio irmão dele é um grande amigo de escola. Temos muitas afinidades, é uma relação muito boa.

Folha – Você falou sobre desconstrução de campanha e uma coisa que tem sido muito usado é o seu apoio a Pezão (PMDB) na campanha de 2014. A gente sabe o desgaste do governo do estado. O nome de Pezão na campanha é um ônus sem bônus?
Rafael – Não vejo, de certa forma, nem como ônus, nem como bônus. O apoio que eu dei em 2014, eu e mais de 117 mil campistas que apoiaram votando em Pezão, não foi só o Rafael Diniz. Não sou membro do grupo político de Pezão, tanto que o partido do governador que é o PMDB tem sua candidatura. A minha candidatura é outra, é por outro partido que é o PPS e é outra coligação. Não é uma questão de ônus ou de bônus. Foi uma história que aconteceu em 2014, tenho muito respeito pela pessoa do governador como tenho por todo mundo, passa por um problema agora de saúde e todo mundo tem que respeitar também, mas não é uma questão de ônus ou bônus, foi um momento de 2014 e hoje estou vivendo esse momento meu aqui.

Folha – A gente começa no domingo (ontem) uma série de debates como o da Record, da Uenf e da Inter TV. Apesar de jovem, você tem experiência de orador por ter sido vereador, exercendo mandato na Câmara ainda. Você acha que isso vai fazer a diferença nesses debates?
Rafael – Espero que faça. Acho que você ter a oportunidade de falar para milhares de pessoas, se você puder passar bem o recado, espero que faça essa diferença sim. Espero que me ajude bastante, mas só na hora do debate que a gente vai saber como cada um vai se sair. É respeitar todos os candidatos e apresentar nossas propostas para Campos, para que o eleitor possa fazer sua opção. Lembrando que o que nós precisamos transformar em Campos também, inclusive no período eleitoral, é que cada cidadão é dono do seu voto. Parar com história de político que se acha dono do voto de todo mundo. Eu, Rafael, sou dono de um voto só, que é o meu e acabou. O máximo que posso fazer é me apresentar para as pessoas, apresentar minhas propostas, que é o que venho fazendo até hoje na nossa campanha. E que o eleitor escolha.

Folha – Antes desses debates, vocês já participaram de alguns encontros. Como você avalia esses encontros anteriores?
Rafael – Foram oportunidades de os candidatos se encontrarem para todos apresentarem suas propostas, até para haver oportunidades de questionamentos entre as propostas e, o principal, como acabei de dizer, todo mundo já pode se conhecer. De certa forma foi uma prévia do que está para acontecer nos próximos dias, que são os principais debates. Mas achei muito produtivo, tanto na escola quanto na Apoe.

Folha – Por falar na Apoe, lá teve um episódio meio que simbólico que foi o momento que um garoto chegou a chorar durante as divergências de ideias junto com o candidato governista que está empatado com você nas pesquisas. Gostaria que você comentasse um pouco sobre aquele episódio da Apoe.
Rafael – Aquele episódio foi constrangedor, foi vergonhoso. Dr. Chicão, um pediatra de respeito na nossa cidade, temos que reconhecer, desrespeitou uma criança e fez uma criança chorar. Foi isso que aconteceu, o que é constrangedor. Se a gente está ali para debater o futuro dessa cidade e a criançada é o futuro da nossa cidade, você já começar desrespeitando uma criança, foi isso que aconteceu. E o que eu pude fazer foi mostrar ao Maicon, que ele tem o meu respeito. Falar que ele não conhece a cidade, quem vive a cidade? Quem sofre com esse desgoverno que está aí? É o Maicon. Então tem que, no mínimo, respeitar o Maicon e ouvi-lo. Esse é o grande problema desse governo que está aí, ou melhor, desgoverno do qual Doutor Chicão faz parte, não escuta as pessoas. Acham que são os donos de Campos, mas o dono dessa cidade é também o Maicon.

Folha – É inegável que nas duas últimas semanas aconteceu um fenômeno que estão chamando, na falta de melhor nome, de “onda Rafael Diniz”, você cresceu muito. Se for acompanha a série do Pro4, você deu uma patinada ali entre 11% e 13% com crescimento, mas na margem de erro, depois subiu para casa dos 20%. Subiu muito num espaço pequeno de tempo. Ao que parece é uma onda. Esse voto parece pulverizado em idade, classe social, em localização. Você vê petistas, defensores do governo da ex-presidente Dilma e do ex-presidente Lula, declarar voto a você e com o mesmo ardor de gente que vota em Bolsonaro. É uma coisa que está acima de ideologia, ao que parece. Como você vê isso?
Rafael – Eu vejo com muita satisfação e, de certa forma, vejo dando resultado aquilo que eu comecei a construir lá atrás. É o que eu falo com as pessoas e sempre falei com as pessoas. Obviamente que as discussões do plano nacional são importantes. Trata-se do nosso país, mas não podemos pensar que vamos transformar o Brasil, se não transformarmos primeiro nossa cidade. Eu sempre fiz esse questionamento. Todo campista que quer fazer essa cidade diferente tem que guardar um pouco seus ideais a nível nacional para repensarmos juntos essa cidade. O dia que o campista souber separar suas diferenças político-partidárias, suas diferenças de ideologia, e juntos repensarmos essa cidade, entendendo que o outro pode ter razão para que eu também possa ter razão, a gente vai começar a transformar essa cidade. Para transformar o Brasil, a gente precisa transformar Campos primeiro. Aí eu lembro do meu saudoso pai: o município é o princípio da nação. Quer transformar o Brasil? Transforma Campos primeiro.

Folha – Na sua coligação, a projeção é que faça dois, no máximo três vereadores. Se forem feitos três, sendo 25 cadeiras, como vai ser a relação do prefeito com a Câmara?
Rafael – Minha relação com a Câmara vai ser exatamente aquela que eu sempre cobrei enquanto vereador. Somos poderes independentes, que devemos trabalhar de forma harmônica. Entender que a Câmara é um poder constituído e eu, enquanto futuro poder executivo, tenho que respeitar as decisões da Câmara para que a Câmara possa respeitar as minhas decisões. E se eu enquanto prefeito quero o melhor para minha cidade e tenho certeza, ou pelo menos espero, que os vereadores eleitos também queiram o melhor para a cidade. Agora é parar com aquela história de pegar um projeto e mandar de imediato, de emergência, para a Câmara. Obviamente que existem alguns casos, as ressalvas que vamos ter que fazer, mas vamos estar lá debatendo com os vereadores, apresentando os projetos aos vereadores e trazendo os vereadores para perto. Entender que eles podem administrar comigo. Eles não querem o bem para os bairros deles, para as localidades deles, para a população, para os eleitores deles? Todos os bairros e localidades são localidades de Campos, a cidade onde vou ser prefeito, se Deus quiser. Todos os eleitores deles são eleitores e cidadãos de Campos. Eleitores e cidadãos da cidade que eu vou ser prefeito, se Deus quiser. Então é abrir para eles o debate, mostrar para eles que eles podem sim discutir e governar com a gente, sempre olhando no olho, falando a verdade, “sim, sim”, “não, não".

Folha – Pergunto isso, sobretudo, porque a gente tem exemplos nacionais como agora o impeachment da presidente Dilma, tem exemplos aqui em municípios vizinhos como Itaocara onde o prefeito do Psol praticamente não conseguiu governar, foi afastado pela Câmara depois voltou. Quer dizer, essa relação com o legislativo pode levar a inviabilidade ou até mesmo o afastamento do chefe do poder executivo. Como você espera que essa relação se dê?
Rafael – Como eu falei, eu vou tentar de todas as formas trazer todas as pessoas para perto para debatermos e dialogarmos sobre a nossa cidade. Tenho certeza que boa parte vai querer isso. Aquelas que não quiserem, vamos garantir o direito de fazer uma oposição. Desde que faça uma oposição responsável, como sempre fiz. Votando favorável pelo que é bom para Campos, como sempre fiz, nunca votei contra aquilo que considerei bom para Campos, mesmo sendo projeto da prefeita ou de qualquer vereador governista, como por exemplo a questão da revisão das dívidas do município, nós fomos lá e aprovamos o projeto; projetos em relação à Cheque Cidadão, nós tivemos lá e tudo que precisou ser feito, a gente fez. Obviamente que foram poucos os projetos pensando nessa cidade que o governo apresentou, mas tudo que foi colocar a favor do município que nós de oposição entendemos ser necessário, nós fizemos. Agora espero que eles façam também e quem quiser ser oposição a gente, que seja. Mas eu sou um cara muito pé no chão e tem muita água para passar embaixo dessa ponte antes da gente chegar lá. Deixa chegar dia 2 de outubro primeiro.

Folha – Passagem social e cheque cidadão, você se comprometeu, dentro de critérios de fiscalização, a manter os programas. Você acha que vai encontrar viabilidade financeira pra isso?
Rafael – A administração de Campos hoje é uma caixa preta. Caixa preta essa que eu vivo tentando desvendar ou abrir durante o meu mandato de vereador. Por várias vezes entrei com pedidos de informação na Câmara e não consegui ter acesso a essas respostas. A nossa primeira medida será uma auditoria. Mas deixar claro, isso é importante, auditoria não tem nada a ver com caça às bruxas, revanchismo, perseguição a quem quer que seja. É uma oportunidade que eu vou ter de entender o que esse desgoverno fez com a nossa cidade. E a partir daí tomarmos pé da situação, diagnosticarmos toda a situação do município e tomarmos as medidas que vamos poder fazer. Pelo que a gente vê são duas coisas que eu enxergo: o empréstimo a ser pago, então que de certa forma estamos pendurados em juros altíssimos, pela irresponsabilidade deste desgoverno que aí está, e da outra forma também são vários contratos que a gente vê a Prefeitura está pagando, cumprindo com esses contratos, contratos que a gente considera desnecessários. Então, eu prefiro me apegar neste caminho que nós temos de solução. Quando a gente fala em crise, nós temos que redimensionar as dívidas e gerar receita. Por isso que um dos nossos programas é criar um escritório de elaboração de projetos estratégicos. O que é isso? Um corpo técnico para criar projetos que possam captar recursos na esfera pública e na esfera privada. Trazer parceiros para Campos.

Folha – A Prefeitura está quebrada? O que você espera encontrar?
Rafael – A administração de Campos está quebrada. E se não fossem os nossos heróis servidores a situação estaria muito pior. E nós precisamos tirar essa cidade do buraco. Nós vamos unir todos os cidadãos campistas para tirar essa cidade do buraco. Foi uma das poucas vezes que a prefeita Rosinha conseguiu falar a verdade foi quando ela admitiu que a cidade estava no buraco. Valorizar o servidor, dar estrutura ao servidor, porque é ao lado do servidor que vamos reerguer essa administração, que hoje está quebrada por causa desse desgoverno que hoje aí está.

Folha – Na última entrevista, a gente fez uma analogia entre você e o presidente estadunidense, Barack Obama, no que se refere, especialmente, à utilização de mídia social. A campanha dele, há oito anos, inovou. Ganhou a eleição com mídia social e blogs. E você respondeu a esta analogia, usando o slogan dele “yes, we can”. Vocês poderão? Como?
Rafael – A gente vem demonstrando nas redes sociais que é possível. Já estamos alcançando 26 mil seguidores, de forma orgânica, de livre e espontânea vontade, 26 mil campistas nos seguem. Faço um ao vivo diariamente, de segunda a sexta, e só ontem (quinta-feira, dia 22) batemos o recorde de quase 470 pessoas ao vivo nos acompanhando e interagindo com a gente. Garotinho tem 170 mil seguidores e interagem com ele ao vivo 80 pessoas. Então acho que estamos mostrando nossa força aí, pela rede social. Mas disse lá atrás: quem vai mostrar o que isso tudo representa é a urna, no dia 2 de outubro. Mas, até lá, toda forma de conquistar votos, que seja legal e moral, eu vou utilizar. E, se a rede social é uma dessas, eu estou utilizando desde cedo e tentar apresentar meu nome para as pessoas. Se eu só tenho 38 segundos de TV, o que eu tenho que depende de mim? Uma coisa que todo cidadão tem, que é a rede social, que está sendo muito bem trabalhada, sola de sapato – tive que mandar minha bota esses dias para ser reformada para poder continuar usando, garganta, voz, olhar, correr para lá, correr para cá, e é isso que estou fazendo.

Folha – Você falou também que Garotinho tinha uma paixão a ser analisada pelo seu avô, que passou para você. Garotinho surge na política como candidato a vereador, teve uma bela votação, não se elegeu porque era do PT, não tinha legenda, depois foi a deputado em 86 e, em 88, ele se elegeu prefeito de Campos, derrotando seu avô e ali marcou o final da carreira de Zezé como protagonista. Vinte e seis anos depois, vem você, que é neto de Zezé, filho de outro político de oposição a ele na Câmara, Sérgio Diniz, e você está apontando nas pesquisas como possibilidade de derrotar o Garotismo. Já perguntei isso antes, mas é meio tragédia grega. É destino?
Rafael – Meu destino, com relação à política, começou a ser traçado lá atrás, no dia em que Papai do Céu, em quem eu confio muito, me colocou como neto de Zezé Barbosa e filho de Sérgio Diniz. Muito tempo depois, quando meu pai estava pronto para ser candidato, veio a falecer. Assumi essa responsabilidade, que já era um sonho que dividia com ele lá atrás. E virei candidato a vereador. Quatro anos depois, hoje me coloco como candidato a prefeito. Disse para você da outra vez e volto a dizer. Muitas pessoas que viveram essa história lá atrás, se apegam a isso: o neto de Zezé Barbosa fazer com Garotinho, o que Garotinho fez com Zezé Barbosa. Mas disse e repito: não é isso que me motiva. Se tenho que passar por isso para chegar ao meu objetivo maior, e já vou dizer qual é meu objetivo, vamos ter que passar por isso. É uma página a ser virada.

Folha – O Garotismo é uma página a ser virada?
Rafael – É uma página a ser virada. É uma página que precisa ser virada. Mas, meu objetivo maior, não é derrotar o Garotinho ou o Garotismo. É reconstruir essa cidade. É devolver para o verdadeiro dono de Campos essa cidade, que é o cidadão campista. Esse que é meu objetivo maior. É buscar alternativas para diminuirmos dependência dos royalties. Agricultura, Ciência e Tecnologia, Turismo, as novas tecnologias, fortalecer o comércio, trazer indústrias para Campos, gerar empregos, oportunidades. É isso tudo que eu quero fazer. Dar importância a Campos de novo. Devolver o orgulho de ser campista para o campista. Se Garotinho é hoje a página a ser virada para isso, vamos trabalhar para virar essa página. Mas sempre respeitando todas as pessoas. Sempre enfrentando quem precisa ser enfrentado e, quem me conhece sabe, que enfrento, mas virando essa página. O campista tem que ter orgulho da sua terra. Liberdade para pensar, falar e fazer suas escolhas. Eu quero ser o prefeito de Campos, não quero ser o dono de Campos. Quero ser o prefeito das pessoas, não o dono do cidadão campista.


http://www.fmanha.com.br/politica/estao-querendo-amedrontar
26/09/2016 11:00
 
 

2014/05/02

São João da Barra: cursos na área de gestão e negócios

O Centro de Educação Tecnológica e Profissionalizante (Cetep-Faetec) de São João da Barra está com inscrições abertas para três modalidades de cursos profissionalizantes na área de Gestão e Negócios, voltados para o mercado de trabalho que cresce no município. As inscrições devem ser feitas através do site da Faetec (www.faetec.rj.gov.br) ou na sede do Cetep, localizado no Ciep Gladys Teixeira, 2.º andar, das 8h às 19h, até o dia 11 de maio.

Ao todo são 150 vagas, sendo 60 para Auxiliar Administrativo, 60 para Auxiliar de Recursos Humanos e 30 para Recepcionista. Os cursos têm duração de três meses e são oferecidos para pessoas com idade mínima de 18 anos e com o 2.º ano do ensino médio completo.

Devido à grande procura, as inscrições são consideradas pré-matrículas. No dia 13 de maio acontece um sorteio eletrônico e, a partir do dia 14, o sorteado deverá comparecer à sede do Cetep para efetuar sua matrícula definitiva.

http://www.sjb.rj.gov.br/noticia-2984/oferta-de-cursos-na-area-de-gestao-e-negócios
c/ed.