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2018/02/28

Trajano de Moraes confirma centésimo caso de febre amarela no estado

Idosa morta é a segunda vítima no município; em Cachoeiras de Macacu, óbito leva preocupação a cidades da Região Metropolitana


RIO - O município de Trajano de Moraes, na Região Serrana, confirmou nesta quarta-feira a segunda morte por febre amarela na cidade. Desta vez, uma senhora, ainda sem nome e idade divulgados, foi a vítima. Ela é moradora do distrito de Barra dos Passos, na zona rural do município, região paralela ao distrito Serra das Almas, onde nesta terça-feira a Secretaria estadual de Saúde confirmou o primeiro óbito pela doença.  

A primeira vítima, segundo a prefeitura, é do sexo masculino e tinha 32 anos. Ele trabalhava em região de mata e, segundo informações da família, não quis tomar a vacina. O rapaz foi atendido e internado na Associação Hospitalar São Francisco de Paula, conhecido como Hospital Francisco Limongi no domingo, dia 18, e morreu dois dias depois.  

A Secretaria municipal de Saúde de Trajano já administrou, através do setor de Epidemiologia e Imunização, cerca de 8.505 vacinas. A região rural, por ter maior risco, tem sido a prioridade, segundo as autoridades. O município conta com dez postos de vacinação, mas as autoridades também realização vacinação volante em localidades de difícil acesso.  

— Para a campanha do Dia D (próximo sábado, dia 3), a estaremos disponibilizando cerca de duas mil doses inteiras — garante a secretária Rosemara Magalhães.  

Quando a Secretaria estadual de Saúde computar a segunda morte por febre amarela no Rio, o estado chegará a seu 100º caso da doença este ano, com 45 mortes.  

EM CACHOEIRAS DE MACACU, PREOCUPAÇÃO COM CORREDORES DE MATA  

Além de Trajano de Moraes, nesta terça-feira a Secretaria estadual de Saúde tinha confirmado também o primeiro óbito por febre amarela em Cachoeiras de Macacu. Foi a segunda morte na Região Metropolitana do estado - a primeira tinha sido em Maricá.   

E, segundo alertas que correm na cidade, a preocupação é que o vírus esteja circulando nos dois corredores de matas que cercam o município: um na vertente da Serra dos Órgãos em direção a Guapimirim; outro numa cadeia montanhosa na divisa com as cidades de Silva Jardim, Rio Bonito e Itaboraí, essas duas últimas também na Região Metropolitana, próximas a áreas superpopulosas como São Gonçalo.  

Segundo a prefeitura de Cachoeiras de Macacu, a vítima é Simone de Araujo, de 45 anos, que não havia se vacinado. Durante o carnaval, ela tinha visitado a região de Guapiaçu e Estreito, muito procurada por visitantes como destino de turismo rural e de natureza, com vários rios e cachoeiras, na área do município mais próxima a Teresópolis e Guapimirim.  

Ela morava no distrito de Japuíba, um dos núcleos urbanos de Cachoeiras. Ao voltar para casa, ela passou mal e deu entrada no Hospital Municipal Celso Martins no último dia 19 de fevereiro. No dia seguinte, ela foi transferida para o Hospital dos Servidores, onde morreu nesta terça-feira.   

Além dela, afirma a prefeitura, há outros dois pacientes suspeitos de febre amarela no município, ambos idosos que não receberam a vacina e que frequentavam os corredores de mata do município. 

Apesar disso, a Secretaria municipal de Comunicação informa que a cidade, com pouco mais de 54 mil habitantes, já vacinou 53.600 deles. Para a campanha do Dia D de vacinação deste sábado, o estado enviou mais 2 mil doses ao município.

"A Secretaria de Saúde e Defesa Civil pretende realizar busca ativa, indo de casa em casa para saber quem se vacinou ou não. (...) Cachoeiras de Macacu se mantém em alerta máximo e permanece em campanha constante, atuando diariamente com quatro salas fixas e 19 postos volantes (de vacinação)", diz a prefeitura, em nota.  

Nesta quarta-feira, representantes da saúde do município, assim como de outras cidades do estado, participam de uma reunião em Nova Friburgo para traçar novas estratégias para frear a febre amarela.
 

 

 



 

2018/01/29

Sobe para nove o número de mortes por febre amarela no estado

Rio - A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde confirmou o número de nove mortes por febre amarela no estado em 2018. Segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira, já foram registrados 27 casos da doenças em humanos. 
 
O município de Rio das Flores, no Sul Fluminense, contabiliza agora uma morte. Os outros casos confirmados da doença são registrados em Cantagalo (um caso), Teresópolis (quatro casos, sendo duas mortes), Valença (13 casos e quatro mortes), Nova Friburgo (um caso e uma morte), Miguel Pereira (um caso e uma morte), Petrópolis (um caso), Duas Barras (dois casos), Vassouras (um caso) e também em Sumidouro (dois casos).
 
Já em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, foi confirmado um caso de febre amarela em macaco. A Secretaria de Saúde lembra que os macacos não são responsáveis pela transmissão da febre amarela. A doença é transmitida através da picada de mosquitos.
 
Ao encontrar macacos mortos ou doentes (animal que apresenta comportamento anormal, que está afastado do grupo ou com movimentos lentos), o cidadão deve informar o mais rápido possível às secretarias de Saúde do município ou do estado do Rio de Janeiro.
 

2017/03/02

Morte de macaco sob suspeita

Possibilidade de febre amarela é investigada em Campos, vizinho a estado atingido por surto


Rio - A morte de um macaco com suspeita de febre amarela causou preocupação ontem entre a população de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, que faz divisa com o Espírito Santo, estado onde foram confirmadas mortes pela doença em humanos.

A Vigilância em Saúde do município anunciou que irá vacinar amanhã, das 8h às 16h, os moradores do distrito de Conceição do Imbé, onde o animal foi encontrado morto na terça-feira.
De acordo com o órgão, a imunização faz parte do novo bloqueio vacinal determinado pela Secretaria de Estado de Saúde para atender distritos que possuam áreas de Mata Atlântica e proximidades.

A diretora de Vigilância em Saúde, Andréya Moreira, tenta tranquilizar a população. “Não há motivo para pânico. A vacinação na região do Imbé já estava prevista, conforme determinação do Estado. Apenas houve uma troca de data para o início do novo bloqueio, que estava previsto para começar em Dores de Macabu (outro distrito da cidade)”, disse.
A nova fase do bloqueio também irá vacinar os moradores de Ibitioca, Serrinha e Morangaba. Andréya ressaltou que o mutirão é apenas uma ação de prevenção. “É importante informar que não há casos de febre amarela no município”, explicou.
O macaco foi levado para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campos e será encaminhado para o Rio, onde passará por análise para saber qual foi a real causa da morte. O médico veterinário Jeferson Pires, biólogo do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) da Universidade Estácio de Sá, diz que as pessoas não podem se desesperar.

“Macacos morrem naturalmente. Muitas vezes os animais aparecem mortos por outros motivos. Agora cabe aos órgãos envolvidos analisar, além de ser feito um monitoramento mais intensivo na região. Mas temos que esperar a primeira avaliação. Não há nenhum motivo para as pessoas ficarem com medo”.
No ano passado, 15 primatas morreram em apenas três dias no Rio, a maioria no Jardim Botânico. Um laudo divulgado na época pela Secretaria Municipal de Saúde confirmou que o motivo era herpes de humanos.
Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat

http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-03-02/morte-de-macaco-sob-suspeita.html

2017/02/23

Campos terá nova fase de bloqueio vacinal contra a febre amarela

O município de Campos, em cumprimento a determinação da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), passará por uma nova fase de bloqueio vacinal contra a febre amarela. O terceiro momento da vacinação atenderá distritos com áreas de Mata Atlântica e proximidades, que são: Morangaba, Ibitioca, Serrinha e Dores de Macabu. As datas ainda serão definidas.

Todas as recomendações para as campanhas de imunização nas áreas com indicação temporária da vacina foram passadas aos municípios por técnicos da SES-RJ, em reunião realizada na terça-feira (21) na cidade de Cardoso Moreira, no Noroeste Fluminense.

A diretora de Vigilância em Saúde, Andréya Moreira, ressaltou que esse momento é apenas uma ação de prevenção. "É importante informar que não há casos de febre amarela", salientou.

A imunização contra a febre amarela é voltada para as pessoas com idade entre nove meses e 60 anos, obedecendo às indicações e contraindicações do Ministério da Saúde, que são: não possuir doenças como câncer, HIV positivo; não ser alérgico a proteína do ovo e gelatina; não fazer uso de medicamentos como corticoide; não ser gestante; e não estar amamentando.

Os moradores desses distritos devem comparecer ao local de vacinação, que ainda será definido, munidos de identidade, comprovante de residência e cartão vacinal, principalmente para os menores de idade.

A Vigilância em Saúde de Campos já realizou o bloqueio vacinal em Santo Eduardo e Santa Maria, distritos que fazem divisa com áreas de risco de contágio da doença no estado Espírito Santo. Nestes locais, a meta de imunização foi atingida pela secretaria de Saúde de Campos.
Por: Mário Sérgio

2017/01/18

Ministério amplia vacinação de febre amarela em cidades de MG, ES, RJ e BA

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta (18) que vai ampliar a vacinação para febre amarela em cidades de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia. Até o momento, há 206 casos suspeitos de febre amarela em áreas rurais de 29 municípios.

Existe ainda a suspeita de que 53 pessoas tenham morrido em decorrência da doença desde o início de surto. Quatro mortes por febre amarela silvestre já foram confirmadas em Minas Gerais.

A ideia é criar um bloqueio contra o vírus, que é transmitido por mosquitos, em geral, em áreas silvestres; nas áreas urbanas, a transmissão é feita pelo Aedes aegypti, o mosquito da dengue. Nesses lugares, moradores de área rural e aqueles que não foram vacinados (com duas doses) devem ser privilegiados.

Os pacientes com sintomas característicos da doença - febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos, por, em média, três dias - receberão atenção especial.
O último surto da febre amarela silvestre ocorreu entre 2008 e 2009, quando 51 ocorrências foram confirmadas. 

"A vacina confere proteção para as pessoas que já tomaram as duas doses. Essas pessoas estão imunes", explicou o secretário-executivo Antonio Nardi.

Quem não mora em uma cidade com alerta para febre amarela não precisa tomar a vacina, a menos que a pessoa viaje para áreas com transmissão comprovada da doença. A imunização deve ser a pelo menos dez dias da viagem.

A vacina de febre amarela já faz parte do calendário anual de imunização em 19 Estados. Em 2016, o ministério distribuiu mais de 16 milhões de doses da vacina.

Quem não deve tomar

Por se tratar de um vírus vivo atenuado, a vacina oferece riscos para pessoas que possuem baixa imunidade ou que tenham alergia a ovo, que é usado em sua fabricação. Nessas pessoas, ela pode causar reações alérgicas, reações no sistema nervoso central e o desenvolvimento da própria doença.

Assim, ela não é recomendada para quem é portador de HIV, pessoas que possuem doenças que diminuem a imunidade natural do corpo (como câncer), para bebês com menos de seis meses, mulheres grávidas ou que estejam amamentando e idosos com mais de 60 anos. Pessoas com esse perfil até podem tomar a vacina, mas precisam passar antes por avaliação médica.

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/01/18/ministerio-reforca-vacina-para-febre-amarela-em-cidades-de-mg-es-rj-e-ba.htm