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2019/12/16

'Prévia' do PIB do BC registra alta de 0,17% em outubro

O nível de atividade da economia brasileira registrou crescimento em outubro. É o que indicam os resultados de outubro do Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) divulgados na sexta-feira (13) pelo Banco Central (BC).
O indicador é considerado uma "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
O IBC-Br apresentou uma expansão de 0,17% em outubro, na comparação com o mês anterior. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).
Na comparação com outubro do ano passado, o índice apresentou crescimento de 2,13%.
Os números do BC mostram que outubro foi o terceiro mês seguido de crescimento da atividade econômica. Porém, a alta apresentou desaceleração na comparação com setembro – quando foi registrado um aumento de 0,48%.
 
Evolução do IBC-Br
Em %, frente ao mês anterior
Fonte: Banco Central
De acordo com o Banco Central, na parcial do ano, foi registrada uma alta de 0,95% e, em 12 meses até outubro, um crescimento de 0,96% do IBC-Br. Esses valores foram calculados sem ajuste sazonal, pois consideram períodos iguais.

3º trimestre e previsões


De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu 0,6% no 3º trimestre, na comparação com os três meses anteriores.
Segundo economistas ouvidos pelo G1, o PIB deve manter um ritmo de retomada gradual no último trimestre deste ano e ao longo do próximo, mas sem apresentar um crescimento robusto.
Na semana passada o mercado financeiro estimou uma expansão econômica de 1,10% para este ano e de 2,24% para 2020.

PIB e IBC-Br


O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.
O cálculo dos dois têm diferenças. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

Definição dos juros básicos da economia


O IBC-Br ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.
Atualmente, a taxa Selic está em 4,5% ao ano, na mínima histórica, e a avaliação do mercado é de que o ciclo de corte dos juros está próximo do fim.
Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.
Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,75% e 5,75%, sem que a meta seja formalmente descumprida.
 
Por Alexandro Martello, G1 — Brasília
 
c/ed.

2016/01/21

Dólar fecha em alta e volta a atingir maior valor da história

Mercado reagiu mal à decisão do BC sobre juros e cena externa.
A moeda norte-americana subiu 1,47%, vendida a R$ 4,1655.

O dólar fechou em alta em relação ao real nesta quinta-feira (21), acima de R$ 4,16, após a decisão do Copom de manter os juros em 14,25% ao ano. Diante das preocupações com o crescimento da China e com a queda do petróleo, os mercados também buscam investimentos considerados mais seguros, como o dólar, ajudando a impulsionar a cotação da moeda. Na véspera, a divisa fechou acima de R$ 4,10, após chegar a R$ 4,12.

A moeda norte-americana subiu 1,47%, vendida a R$ 4,1655. Veja cotação do dólar hoje. Este é o maior valor de fechamento da história. Antes, o recorde havia sido de R$ 4,1461, em 23 de setembro de 2015.

Veja a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, alta de 1,06%, a R$ 4,1488.
Às 9h20, alta de 1,09%, a R$ 4,15.
Às 9h39, alta de 1,64%, a R$ 4,1724.
Às 9h59, alta de 1,28%, a R$ 4,1577.
Às 10h29, alta de 1,33%, a R$ 4,1597.
Às 11h09, alta de 1,25%, a R$ 4,1564.
Às 11h40, alta de 0,83%, a R$ 4,1394.
Às 11h59, alta de 1,28%, a R$ 4,1576.
Às 12h09, alta de 1,35%, a R$ 4,1607.
Às 12h58, alta de 1,36%, a R$ 4,1612.
Às 13h20, alta de 1,25%, a R$ 4,1567.
Às 14h19, alta, de 0,89%, a R$ 4,1416.
Às 14h59, subia 0,67%, a R$ 4,1325.
Às 15h39, subia 0,66%, a R$ 4,1319
Às 16h24, subia 1,17%, a R$ 4,1530.


Mais cedo o dólar chegou a ser cotado a R$ 4,1737. No ano, a moeda já subiu 5,51%. Nesta semana, a alta acumulada é de 2,96%.

Dólar turismo

O dólar turismo passava de R$ 4,40 nesta quinta-feira. Na Confidence, o dólar em espécie estava R$ 4,43 e no cartão pré-pago, R$ 4,66 (com IOF). Na Cotação, o valor para cada dólar em espécie era de R$ 4,42 e no cartão pré-pago, de R$ 4,65, também já com o IOF incluso. Na Vips Turismo, os valores eram de R$ 4,30 e R$ 4,55, respectivamente.
Dólar em 2016
Veja a variação do valor de fechamento em R$ no ano
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Gráfico elaborado em 21/01/2016

Motivos da alta

"(A manutenção da Selic) é um baque na credibilidade do BC. É o pior dos mundos: o mercado questiona a autonomia do BC e as expectativas de inflação pioram", disse à Reuters o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa.

Analistas ouvidos pelo G1 logo após o anúncio da decisão também afirmaram que a decisão coloca em dúvida a credibilidade do BC. "A percepção que eu tenho é que estão fazendo da política monetária um brinquedo para satisfazer algumas vaidades", disse Otto Nogami, professor de economia do MBA do Insper. "Talvez a decisão até seja correta, talvez a política monetária não consiga mais conter inflação. Mas a maneira como eles chegaram da manutenção foi um desastre, falando sobre a comunicação", afirmou João Ricardo Costa Filho, professor da Faculdade de Economia da FAAP.

Após o fechamento dos negócios na véspera, o BC deixou a Selic inalterada em 14,25%, citando o aumento das incertezas globais e locais.

Além de piorar as perspectivas para o fluxo de capitais ao Brasil, a decisão turbinou as incertezas nos mercados locais, que até o início da semana apostavam em elevação de 0,50 ponto percentual.

Nos mercados externos, a queda dos preços do petróleo mantinha o quadro de cautela que vem predominando desde o início do ano. A decisão da China de injetar recursos no mercado antes do feriado do Ano Novo Lunar, porém, limitava um pouco o mau humor externo.

Interferência do BC

 O Banco Central brasileiro deu continuidade ao seu programa diário de interferência no câmbio, e realizou nesta manhã mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, vendendo a oferta total de até 11,6 mil contratos. Até o momento, o BC já rolou o equivalente a US$ 7,891 bilhões, ou cerca de 76% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.

http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2016/01/dolar-fecha-em-alta-e-volta-atingir-maior-valor-da-historia.html