Mostrando postagens com marcador Folha de São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Folha de São Paulo. Mostrar todas as postagens

2022/01/09

Eleições 2022 - economia. Matéria da Folha de S. Paulo

 Série detalha pensamento econômico de pré-candidatos; Sergio Moro tem entre as propostas o crescimento com fortalecimento de instituições democráticas

O objetivo do programa de governo de Sergio Moro é a retomada do crescimento econômico. Porém, o que se deseja é um crescimento que seja, ao mesmo tempo, inclusivo e sustentável. Inclusivo porque, além do aumento da renda per capita, buscará a eliminação da pobreza extrema e a melhoria da distribuição de renda. Sustentável porque o governo exercerá a sua obrigação de defender o meio ambiente.

Não haverá retomada do crescimento sem um aperfeiçoamento das instituições. A capacidade de crescer é uma função da qualidade das instituições. Este foi um dos principais erros do atual governo, no qual a política de confronto e de enfraquecimento das instituições impactou a segurança jurídica e a previsibilidade necessárias ao crescimento econômico.

Esse também foi um dos erros do governo do PT. A aposta no capitalismo de compadrio e em um modelo de cooptação de apoio político jamais levaria a um crescimento econômico sustentável. Escolhas políticas erradas aliadas à nova matriz econômica levaram à recessão de 2014 a 2016, da qual ainda não nos recuperamos. É preciso fortalecer as instituições democráticas, que terão que ser respeitadas e aprimoradas, como o fim da reeleição para cargos executivos, eliminação de privilégios e a reforma do Judiciário.

No campo econômico, a condição necessária mais importante para a reconquista do crescimento é a montagem de um arcabouço fiscal. Nos ciclos econômicos o governo tem que ter a capacidade de fazer uma política fiscal contracíclica, mas em “tempos normais” tem que manter a dívida pública em níveis sustentáveis, o que impõe que haja controle dos gastos. O arcabouço fiscal ideal requer reformas que cortem desperdícios e privilégios, direcionando recursos a setores e atividades com maior retorno social, isto é, que gerem ganhos para a sociedade como um todo, e não direcionados para barganhas políticas.

Porém, a responsabilidade fiscal é apenas a condição necessária. Além de criar um ambiente previsível que estimule os investimentos, é preciso aumentar a eficiência produtiva, removendo distorções. Um exemplo está no campo tributário, com uma reforma sobre os impostos e sobre bens e serviços, unificando-os em um IVA único cobrado no destino e com créditos liquidados em dinheiro. Nosso sistema tributário precisa ser aperfeiçoado eliminando a regressividade na incidência.

Outro exemplo está no campo da infraestrutura, que é complexo e requer uma análise isolada e profunda, mas que deverá ser realizado em grande parte pelo setor privado, na forma de concessões. Aqui serão fundamentais aperfeiçoamentos regulatórios, objetivando elevar a segurança jurídica e incrementar a competição.

No campo social, tanto quanto no econômico, o mundo já abandonou o mito do “Estado mínimo”, como foi idealizado por Thatcher e Reagan. Ainda existem testemunhos de como isso funcionava, como é o caso dos EUA, que preza a eficiência e a meritocracia, mas tolera a crescente concentração de rendas e riquezas. No extremo oposto estão os países da Europa Ocidental, onde o tamanho do Estado varia de país para país, com assistência universal de saúde em alguns casos e com o estado sendo o único provedor da educação, em outros.

O Brasil tem um nível enorme de pobreza extrema e uma camada enorme da população não tem oportunidade de acesso. A obrigação do governo é atuar neste campo, e há exemplos de políticas públicas, como na assistência à primeira infância, na educação, na orientação objetiva da saúde, e nas transferências de renda que “deem a todos o mesmo ponto de partida”.

O outro pilar do programa de Sergio Moro é o compromisso com o meio ambiente, que além de um valor em si traz dividendos políticos e econômicos. Como parte do planeta temos que fazer a nossa parte no campo ambiental.

Graças a uma longa tradição de pesquisa, com destaque para universidades e a Embrapa, há mais de 20 anos que a produção agrícola no Brasil cresce devido ao aumento da produção por unidade de área cultivada, sem a necessidade de incorporar novas terras.

A agricultura brasileira é um exemplo de eficiência e, no entanto, vem sofrendo limitações impostas por outros países devido ao desmatamento criminoso, principalmente na Amazônia.

O Brasil tem que readquirir o papel responsável que tinha no passado, começando com a meta de um desmatamento zero, aliada a políticas de desenvolvimento sustentável para a população da região amazônica. O Brasil não pode fugir à sua responsabilidade, e tem que assumir o protagonismo e a liderança mundiais em um cenário de preocupação com a mudança climática.

Matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo, edição de 6 de janeiro

https://www.agenciasindical.com.br/veja-as-bases-para-programa-de-governo-de-sergio-moro/

2016/05/03

Folha de São Paulo destaca Sicoob e cooperativa anuncia crédito imobiliário para os próximos meses

Que as cooperativas de crédito crescem 20% ao ano e já ocupam o 6º lugar no ranking das instituições financeiras do Brasil todo mundo sabe. E não, não estamos falando necessariamente sobre tempos de calmaria econômica. Em meio à crise que se arrasta desde 2014, além de ocupar espaços cada vez maiores no mercado, as cooperativas do setor abriram os cofres e passaram a distribuir mais crédito, na contramão dos bancos tradicionais, que optaram por segurar financiamentos.

E é nesse cenário que o Sicoob voltou a protagonizar mais um capítulo de destaque na imprensa nacional. Desta vez a pauta foi veiculada no jornal Folha de São Paulo, que anunciou uma novidade ousada para os próximos três meses: a entrada do sistema de cooperativas no ramo do crédito imobiliário. À reportagem o presidente do Sicoob, Henrique Castilhano Vilares, apontou que a meta “é trabalhar com juros um pouco abaixo do mercado”, para alegria dos mais de 3,2 milhões de associados no país.
 
Além disso, outros 171 pontos de atendimento devem ser abertos no Brasil até o final do ano, significando investimentos de R$85,5 milhões. Com essa estratégia, o Sicoob deve crescer 25% só em 2016 e fortalecer o projeto de avanço das cooperativas de crédito. O objetivo delas, aliás, é chegar a 10% de participação no mercado até 2021.
 
 
Em Campos dos Goytacazes, Sicoob Cred Rio Norte, agora Sicoob Fluminense:
(22) 27262750
 
 

2016/04/03

Editorial da Folha de São Paulo, de 03/04/2016

NEM DILMA NEM TEMER
 
A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu as condições de governar o país.
 
É com pesar que este jornal chega a essa conclusão. Nunca é desejável interromper, ainda que por meios legais, um mandato presidencial obtido em eleição democrática.
 
Depois de seu partido protagonizar os maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia; depois de se reeleger à custa de clamoroso estelionato eleitoral; depois de seu governo provocar a pior recessão da história, Dilma colhe o que merece.
 
Formou-se imensa maioria favorável a seu impeachment. As maiores manifestações políticas de que se tem registro no Brasil tomaram as ruas a exigir a remoção da presidente. Sempre oportunistas, as forças dominantes no Congresso ocupam o vazio deixado pelo colapso do governo.
 
A administração foi posta a serviço de dois propósitos: barrar o impedimento, mediante desbragada compra de apoio parlamentar, e proteger o ex-presidente Lula e companheiros às voltas com problemas na Justiça.
 
Mesmo que vença a batalha na Câmara, o que parece cada vez mais improvável, não se vislumbra como ela possa voltar a governar. Os fatores que levaram à falência de sua autoridade persistirão.
 
Enquanto Dilma Rousseff permanecer no cargo, a nação seguirá crispada, paralisada. É forçoso reconhecer que a presidente constitui hoje o obstáculo à recuperação do país.
Esta Folha continuará empenhando-se em publicar um resumo equilibrado dos fatos e um espectro plural de opiniões, mas passa a se incluir entre os que preferem a renúncia à deposição constitucional.
 
Embora existam motivos para o impedimento, até porque a legislação estabelece farta gama de opções, nenhum deles é irrefutável. Não que faltem indícios de má conduta; falta, até agora, comprovação cabal. Pedaladas fiscais são razão questionável numa cultura orçamentária ainda permissiva.
 
Mesmo desmoralizado, o PT tem respaldo de uma minoria expressiva; o impeachment tenderá a deixar um rastro de ressentimento. Já a renúncia traduziria, num gesto de desapego e realismo, a consciência da mandatária de que condições alheias à sua vontade a impedem de se desincumbir da missão.
 
A mesma consciência deveria ter Michel Temer (PMDB), que tampouco dispõe de suficiente apoio na sociedade. Dada a gravidade excepcional desta crise, seria uma bênção que o poder retornasse logo ao povo a fim de que ele investisse alguém da legitimidade requerida para promover reformas estruturais e tirar o país da estagnação.
O Tribunal Superior Eleitoral julgará as contas da chapa eleita em 2014 e poderá cassá-la. Seja por essa saída, seja pela renúncia dupla, a população seria convocada a participar de nova eleição presidencial, num prazo de 90 dias.
 
Imprescindível, antes, que a Câmara dos Deputados ou o Supremo Tribunal Federal afaste de vez a nefasta figura de Eduardo Cunha –o próximo na linha de sucessão–, réu naquela corte e que jamais poderia dirigir o Brasil nesse intervalo.
 
Dilma Rousseff deve renunciar já, para poupar o país do trauma do impeachment e superar tanto o impasse que o mantém atolado como a calamidade sem precedentes do atual governo.
 
 
 

2016/02/05

Lula é aconselhado a admitir que reforma de sítio foi um 'presente'

  SÃO PAULO – Em meio a pressão que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vive, integrantes e aliados do governo Dilma Rousseff aconselham Lula a admitir que a reforma de seu sítio em Atibaia, interior de São Paulo, foi um presente. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

O jornal O Estado de S. Paulo afirma ainda que a compra do terreno do sítio do ex-presidente foi formalizada no escritório do advogado e empresário Roberto Teixeira, compadre do petista.

A estratégia ainda divide opiniões dentro do PT, pois existe a preocupação de que as bases da sigla não recebam bem a notícia, uma vez que foge do discurso de que a cúpula petista atua em favor da legenda e não em benefício próprio.
 
Outro fator é o fato de a Odebrecht já ter avisado que não assumirá publicamente que bancou a reforma na propriedade.