RIO — Alegando que “não pode maltratar a liberdade de expressão”, o desembargador Horácio dos Santos Ribeiro Neto negou pedido feito pelo candidato Marcelo Crivella (PRB) ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) para que a Editora Abril retirasse de seu site reportagem sobre bens que a família do senador tem nos Estados Unidos.
Publicada no fim de semana pela revista “Veja”, a reportagem fala de dois imóveis, jatos executivos e carros importados que foram adquiridos pela família do candidato fora do país.
Para Crivella, a reportagem desequilibraria a disputa pelo Palácio Guanabara. Para o desembargador, o candidato não conseguiu provar que o que foi escrito “está distanciado da verdade”.
A reportagem afirma que “o próprio senador declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) patrimônio relativamente modesto para um campeão de vendas de discos gospel — R$ 739 mil.” E revela que a família é dona de dois imóveis na Flórida, nos Estados Unidos, onde desfruta de confortos como jatos executivos e carros importados. Segundo a “Veja”, “os Crivella são homens de negócios” e, desde o ano passado, administram uma rede de escolas adquirida por um grupo americano e presidida pelo filho do senador, Marcelo Hodge Crivella, de 29 anos.
ATUAÇÃO DA IMPRENSA
Em sua decisão liminar, o juiz afirma que “a partir da escolha de candidatos em convenção, é assegurado o direito de resposta a candidato, partido ou coligação atingidos, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente inverídica, difundidos por qualquer veículo de comunicação social.”
Em outro trecho, o magistrado reconhece, contudo, que não houve calúnia envolvendo Crivella ou sua família na reportagem: “Embora trate a referida regra de direito de resposta, traça inegável norte para atuação da imprensa: a regra é a liberdade de expressão, o limite é a calúnia, a difamação, a injúria ou a notícia sabidamente inverídica. Aliás, em consonância com a norma do artigo 220, parágrafo primeiro, da Constituição Federal. No caso vertente, embora afirme, não aponta o representante o que, na referida reportagem, seria calunioso, difamatório, injurioso ou inverídico”.
por O Globo
http://oglobo.globo.com/brasil/tre-nega-recurso-de-crivella-contra-veja-14318794
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2014/10/21
2014/10/20
Pezão chega a 46% das intenções de voto e amplia vantagem sobre Crivella, diz Ibope
Candidato do PRB cai dois pontos percentuais e tem 36%
RIO — O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à reeleição, tem 46% das intenções de voto e segue liderando a disputa pelo governo do estado, mostra a pesquisa Ibope divulgada na noite desta segunda-feira. O candidato do PRB, Marcelo Crivella, aparece com 36%. Os dois candidatos oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Pezão subiu um ponto em relação à pesquisa divulgada na sexta-feira, enquanto Crivella caiu dois. A vantagem de Pezão, que era de sete pontos percentuais na sexta-feira, agora está em dez pontos.
Brancos e nulos somam 13%, enquanto 5% dos eleitores entrevistados não souberam responder. Em relação aos votos válidos, Pezão aparece com 56%, dois pontos a mais que no levantamento anterior. Crivella perdeu dois pontos e aparece com 44%.
O Ibope mediu também a avaliação do governo Pezão. Dos eleitores entrevistados, 50% afirmaram que aprovam a gestão, um aumento de três pontos em relação ao levantamento anterior. Já 32% disseram que desaprovam o governo, uma queda de dois pontos.
Nesta segunda-feira, Pezão e Crivella cumpriram, em momentos distintos, agendas de campanha ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição.
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 46 municípios do Rio, entre sexta-feira e domingo. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) com o número RJ-00073/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR 00073/2014.
por O GLOBO
RIO — O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à reeleição, tem 46% das intenções de voto e segue liderando a disputa pelo governo do estado, mostra a pesquisa Ibope divulgada na noite desta segunda-feira. O candidato do PRB, Marcelo Crivella, aparece com 36%. Os dois candidatos oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Pezão subiu um ponto em relação à pesquisa divulgada na sexta-feira, enquanto Crivella caiu dois. A vantagem de Pezão, que era de sete pontos percentuais na sexta-feira, agora está em dez pontos.
Brancos e nulos somam 13%, enquanto 5% dos eleitores entrevistados não souberam responder. Em relação aos votos válidos, Pezão aparece com 56%, dois pontos a mais que no levantamento anterior. Crivella perdeu dois pontos e aparece com 44%.
O Ibope mediu também a avaliação do governo Pezão. Dos eleitores entrevistados, 50% afirmaram que aprovam a gestão, um aumento de três pontos em relação ao levantamento anterior. Já 32% disseram que desaprovam o governo, uma queda de dois pontos.
Nesta segunda-feira, Pezão e Crivella cumpriram, em momentos distintos, agendas de campanha ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição.
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 46 municípios do Rio, entre sexta-feira e domingo. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) com o número RJ-00073/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR 00073/2014.
por O GLOBO
/ Atualizado
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2014/10/16
Ibope, votos válidos: Pezão tem 54%, e Crivella, 46%
Margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo o instituto, indecisos somam 5%.
Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (16) aponta os seguintes percentuais de intenção de votos válidos na corrida para o governo do Rio de Janeiro:
Luiz Fernando Pezão (PMDB) - 54%
Marcelo Crivella (PRB) - 46%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.
O Ibope afirma que, se as eleições fossem hoje, Pezão seria eleito governador do Estado do Rio.
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
Luiz Fernando Pezão (PMDB) - 45%
Marcelo Crivella (PRB) - 38%
Branco/nulo – 12%
Indecisos – 5%
O Ibope fez a pesquisa nos dias 13 a 15 de outubro. O instituto ouviu 2002 eleitores. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número RJ-00070/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR 01101/2014.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/eleicoes/2014/noticia/2014/10/ibope-votos-validos-pezao-tem-54-e-crivella-46.html
Segundo o instituto, indecisos somam 5%.
Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (16) aponta os seguintes percentuais de intenção de votos válidos na corrida para o governo do Rio de Janeiro:
Luiz Fernando Pezão (PMDB) - 54%
Marcelo Crivella (PRB) - 46%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.
O Ibope afirma que, se as eleições fossem hoje, Pezão seria eleito governador do Estado do Rio.
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
Luiz Fernando Pezão (PMDB) - 45%
Marcelo Crivella (PRB) - 38%
Branco/nulo – 12%
Indecisos – 5%
O Ibope fez a pesquisa nos dias 13 a 15 de outubro. O instituto ouviu 2002 eleitores. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número RJ-00070/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR 01101/2014.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/eleicoes/2014/noticia/2014/10/ibope-votos-validos-pezao-tem-54-e-crivella-46.html
2014/10/15
TRE-RJ proíbe Universal de fazer campanha para Crivella em cultos e na TV
A juíza do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) Daniela Assumpção de Souza proibiu a IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) de realizar cultos religiosos com pedidos de votos e promoção da imagem do candidato do PRB ao governo do Rio, Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, líder da Universal. As emissoras de televisão Record e CNT também estão proibidas de veicular "propaganda dissimulada" nos cultos da igreja.
A decisão foi motivada por um pedido da coligação "O Rio em 1º Lugar", do governador e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que apresentou vídeos do que seriam cultos transmitidos pela televisão em que pastores da igreja pedem votos para Crivella. "Os cultos eram realizados em grandes templos e com enorme concentração de público, constatando-se que todos os fiéis responderam em coro o nome do candidato", afirma a juíza em sua decisão.
A multa por descumprimento da decisão é de R$ 500 mil por dia. A IURD, a Record, a CNT e o senador podem responder por abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e propaganda irregular em bem de uso comum, no caso, os templos religiosos.
Em nota, a Igreja Universal afirma que "orienta todos os seus bispos e pastores a zelarem pelo rigoroso cumprimento da legislação" e diz que irá recorrer da decisão "naquilo que extrapole os limites já estabelecidos pela própria Lei Eleitoral e pelas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral". Procurado pelo UOL, o candidato Marcelo Crivella não se posicionou até a publicação desta reportagem.
Do UOL, no Rio
A decisão foi motivada por um pedido da coligação "O Rio em 1º Lugar", do governador e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que apresentou vídeos do que seriam cultos transmitidos pela televisão em que pastores da igreja pedem votos para Crivella. "Os cultos eram realizados em grandes templos e com enorme concentração de público, constatando-se que todos os fiéis responderam em coro o nome do candidato", afirma a juíza em sua decisão.
A multa por descumprimento da decisão é de R$ 500 mil por dia. A IURD, a Record, a CNT e o senador podem responder por abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e propaganda irregular em bem de uso comum, no caso, os templos religiosos.
Em nota, a Igreja Universal afirma que "orienta todos os seus bispos e pastores a zelarem pelo rigoroso cumprimento da legislação" e diz que irá recorrer da decisão "naquilo que extrapole os limites já estabelecidos pela própria Lei Eleitoral e pelas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral". Procurado pelo UOL, o candidato Marcelo Crivella não se posicionou até a publicação desta reportagem.
Do UOL, no Rio
2014/10/13
GPP: Pezão tem 56,8%, e Crivella, 43,2%
A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de outubro.
Veja demais dados da pesquisa:

Hoje às 15h22
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Rio de Janeiro
2014/10/09
"Possíveis consequências da união de Crivella com Garotinho"
A consequência eleitoral da aliança do candidato ao governo do Rio Marcelo Crivella (PRB) com o ex-governador Anthony Garotinho (PR) só poderá ser avaliada de fato nas urnas. Entretanto, enquanto 26 de outubro não vem, alguns cenários apontam, em tese, para uma vantagem a favor de Luiz Fernando Pezão (PMDB).
O candidato do PRB tem chance de atrair uma parcela daqueles que votaram no primeiro turno no ex-governador. A última pesquisa feita pelo Datafolha, na véspera da eleição, indicou que Crivella obtinha 11% no grupo acima de 10 salários mínimos, mesmo percentual de Garotinho. O baixo percentual, porém, mudava no grupo com menor renda. Garotinho chegou a registrar 26% entre aqueles de que recebiam até dois salários, percentual bem acima de Crivella: 18%. Embora não seja claro o comportamento das intenções de voto do candidato do PRB segundo a renda, há chance de Crivella se beneficiar entre os de menor renda.

No total de votos obtidos nas urnas, há dois cenários possíveis. No primeiro, com baixíssima probabilidade de acontecer, Crivella herdaria 100% dos votos de Garotinho. Na hipótese de que tenhamos um mesmo número de comparecimento de eleitores nesse segundo turno e que os eleitores de Crivella repitam a sua decisão, o candidato do PRB alcançaria algo em torno de 3,1 milhões de votos. Pezão obteve, somente no primeiro turno, 3,2 milhões, volume já superior ao estimado para o candidato do PRB nessa segunda etapa da disputa. Ou seja, os ventos estariam soprando a favor do candidato à reeleição.

Como esse primeiro cenário da transferência total é bastante difícil de acontecer, existe outra situação, que leva em conta a direção proporcional dos votos de Garotinho, Lindbergh Farias (PT) e Tarsício Motta (PSOL), segundo a penúltima pesquisa do Datafolha, que perguntou aos eleitores em quem eles pretendiam votar, caso o segundo turno fosse entre Pezão e Crivella. Com essas proporções, o candidato do PRB herdaria a maior parte dos votos dos outros candidatos. Como a soma dos votos totais desses candidatos não é expressiva, o candidato do PRB chegaria a aproximadamente 3,4 milhões de votos, contra 4,4 milhões de Pezão.

Nesse dois cenários que, vale ressaltar, dependem de como vão se comportar os eleitores que se abstiveram e aqueles que anularam ou votaram em branco no primeiro turno, há um componente que pode interferir decididamente contra Crivella: a rejeição de Garotinho. Ao longo de toda a campanha, o ex-governador liderou os percentuais de rejeição, chegando na véspera da votação ao patamar de 48%, o dobro de Pezão (20%) e muito superior ao registrado por Crivella (15%). Nesse quesito, a dúvida é: será que os eleitores do candidato do PRB rejeitavam fortemente Garotinho? Sim. Segundo Datafolha, cerca de 62% dos eleitores de Crivella rejeitavam o ex-governador. O percentual era muito próximo do registrado entre os eleitores de Pezão (67%), Lindberg (66%). Entre os eleitores de Tarcísio Motta, a rejeição de Garotinho chegou a 78%.

Crivella corre risco de perder os votos na capital e na Região Metropolitana, onde a rejeição a Garotinho era maior: 61% e 51% . Ou seja, Crivella estaria, em tese, colocando em jogo os 18% de intenção de votos que tinha na Região Metropolitana e os 20% na capital caminhando, dessa forma, para uma interiorização dos seus votos. É no interior que a rejeição de Garotinho é menor, assim como a do próprio Crivella. A questão é que a capital (40%) e a Região Metropolitana (33%) somam 73% do eleitorado fluminense.
O candidato do PRB tem chance de atrair uma parcela daqueles que votaram no primeiro turno no ex-governador. A última pesquisa feita pelo Datafolha, na véspera da eleição, indicou que Crivella obtinha 11% no grupo acima de 10 salários mínimos, mesmo percentual de Garotinho. O baixo percentual, porém, mudava no grupo com menor renda. Garotinho chegou a registrar 26% entre aqueles de que recebiam até dois salários, percentual bem acima de Crivella: 18%. Embora não seja claro o comportamento das intenções de voto do candidato do PRB segundo a renda, há chance de Crivella se beneficiar entre os de menor renda.

No total de votos obtidos nas urnas, há dois cenários possíveis. No primeiro, com baixíssima probabilidade de acontecer, Crivella herdaria 100% dos votos de Garotinho. Na hipótese de que tenhamos um mesmo número de comparecimento de eleitores nesse segundo turno e que os eleitores de Crivella repitam a sua decisão, o candidato do PRB alcançaria algo em torno de 3,1 milhões de votos. Pezão obteve, somente no primeiro turno, 3,2 milhões, volume já superior ao estimado para o candidato do PRB nessa segunda etapa da disputa. Ou seja, os ventos estariam soprando a favor do candidato à reeleição.

Como esse primeiro cenário da transferência total é bastante difícil de acontecer, existe outra situação, que leva em conta a direção proporcional dos votos de Garotinho, Lindbergh Farias (PT) e Tarsício Motta (PSOL), segundo a penúltima pesquisa do Datafolha, que perguntou aos eleitores em quem eles pretendiam votar, caso o segundo turno fosse entre Pezão e Crivella. Com essas proporções, o candidato do PRB herdaria a maior parte dos votos dos outros candidatos. Como a soma dos votos totais desses candidatos não é expressiva, o candidato do PRB chegaria a aproximadamente 3,4 milhões de votos, contra 4,4 milhões de Pezão.

Nesse dois cenários que, vale ressaltar, dependem de como vão se comportar os eleitores que se abstiveram e aqueles que anularam ou votaram em branco no primeiro turno, há um componente que pode interferir decididamente contra Crivella: a rejeição de Garotinho. Ao longo de toda a campanha, o ex-governador liderou os percentuais de rejeição, chegando na véspera da votação ao patamar de 48%, o dobro de Pezão (20%) e muito superior ao registrado por Crivella (15%). Nesse quesito, a dúvida é: será que os eleitores do candidato do PRB rejeitavam fortemente Garotinho? Sim. Segundo Datafolha, cerca de 62% dos eleitores de Crivella rejeitavam o ex-governador. O percentual era muito próximo do registrado entre os eleitores de Pezão (67%), Lindberg (66%). Entre os eleitores de Tarcísio Motta, a rejeição de Garotinho chegou a 78%.

Crivella corre risco de perder os votos na capital e na Região Metropolitana, onde a rejeição a Garotinho era maior: 61% e 51% . Ou seja, Crivella estaria, em tese, colocando em jogo os 18% de intenção de votos que tinha na Região Metropolitana e os 20% na capital caminhando, dessa forma, para uma interiorização dos seus votos. É no interior que a rejeição de Garotinho é menor, assim como a do próprio Crivella. A questão é que a capital (40%) e a Região Metropolitana (33%) somam 73% do eleitorado fluminense.
Fábio Vasconcellos 09.10.2014 13h00m
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