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2016/03/14

Após ameaça de bomba, CNI evacua sede em Brasília

Uma ameaça de bomba à sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, mobilizou hoje (14) 23 homens do Corpo de Bombeiros e 30 da Polícia Militar, entre eles do Esquadrão Anti-Bomba, além de cães farejadores.

Por volta das 11h30, um funcionário da CNI recebeu um telefonema anônimo de uma pessoa que dizia haver três artefatos explosivos no prédio, sem especificar a localização. O prédio da CNI, entidade que representa a indústria, tem 17 andares e, nele, funcionam ainda o Serviço Social da Indústria (Sesi), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e parte do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O edifício está localizado no Setor Comercial Norte, área central de Brasília, a poucos metros da Rodoviária do Plano Piloto, principal terminal da capital.

No momento da ligação, de 600 a 700 funcionários do sistema CNI estavam no prédio. Todos foram retirados para a ação do Esquadrão Anti-Bomba.

O trabalho ainda não terminou e, de acordo com o tenente Santos, policial militar que está coordenando a ação de busca, é possível que ainda entre pela tarde.

A CNI representa 27 federações de indústrias e 1.250 sindicatos patronais, aos quais são filiadas quase 700 mil indústrias.
Leia mais em: http://zip.net/bjs1sk


http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2016/03/14/apos-ameaca-de-bomba-cni-evacua-sede-em-brasilia.htm
 

2015/09/10

População não pode ser penalizada com mais impostos, dizem OAB e CNI

Brasília – A Ordem dos Advogados do Brasil e a Confederação Nacional das Indústrias se manifestaram nesta quarta-feira (9) contra a ideia do governo federal de aumentar a carga tributária do país como forma de suprir o déficit do Orçamento. Segundo as entidades, a população não pode ser penalizada com mais impostos.

Para o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, o governo deve reduzir despesas para fechar os buracos nas contas públicas. De acordo com ele, qualquer medida que implique na elevação da carga tributária terá efeito perverso não só junto à população, mas também implicará na redução da atividade econômica, o que afeta a própria arrecadação.

“Entendemos que o governo federal deve fazer o seu dever de casa, não pode penalizar mais ainda a população brasileira com o aumento da carga tributária. Diante do não fechamento da conta de receitas e despesas, o que deve o governo fazer é cortar as despesas e não buscar aumentar a carga tributária, que, no limite, vai inclusive diminuir a arrecadação com o sufocamento da atividade econômica em nosso país”, disse Marcus Vinicius.

Questionado sobre os aspectos legais do aumento de impostos sem a necessidade de debates com o Congresso, através de decretos presidências, Marcus Vinicius disse que a OAB irá promover estudos para analisar há inconstitucionalidades na eventual medida.

“Juridicamente, a OAB irá avaliar se é possível questionar esses aumentos não autorizados pelo Congresso, do ponto de vista apenas de atos do Executivo (...) A OAB Nacional vai se debruçar em estudo rapidamente para detectar se há inconstitucionalidade. Neste caso, tomaremos as medidas cabíveis”, disse.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, por sua vez, classificou como “absurda” a intenção do governo de aumentar impostos. Segundo ele, o país precisa de reforma estruturais que evitem novos déficits não só no Orçamento de 2016, mas também nos dos próximos anos.

“O que nós precisamos é fazer reformas estruturais que possam cobrir o déficit de forma definitiva. E não é aumentando imposto, nós já temos uma carga tributária muito elevada, que chega próxima a 37%, 38% [do PIB]", afirmou.

As declarações dos presidentes da OAB e da CNI foram feitas durante reunião do fórum permanente montado pelas entidades, juntamente com a CNS (Confederação Nacional da Saúde), CNT (Confederação Nacional do Transporte) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), para levantar propostas de enfrentamento das crises econômica, política e ética que assolam o Brasil.

Nesta quarta o grupo organizou seminário com especialistas para debater desequilíbrios fiscais, segurança jurídica e desenvolvimento.

http://www.oab.org.br/noticia/28730/populacao-nao-pode-ser-penalizada-com-mais-impostos-dizem-oab-e-cni?utm_source=3289&utm_medium=email&utm_campaign=OAB_Informa

2015/08/19

OAB e entidades civis lançam carta com propostas para superar crise

Presidentes da Ordem e confederações formaram fórum para discutir medidas.
Documento pede redução do tamanho do Estado e maior segurança jurídica.


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as Confederações Nacionais da Indústria (CNI), do Transporte (CNT) e da Saúde (CNS) lançaram nesta quarta-feira (19) uma carta em defesa de mudanças para superação da “crise ética, política e econômica” por que passa o país.

O documento defende, entre outros pontos, reforço a órgãos de combate à corrupção, maior segurança jurídica para melhorar o ambiente de negócios, desburocratização, reforma tributária e mais investimentos em infraestrutura junto à iniciativa privada, além da redução do tamanho do Estado no país.

No texto, as entidades afirmam que, independente de posição partidária, o país "não pode parar nem ter sua população e seu setor produtivo penalizados por disputas ou por dificuldades de condução de um processo político que recoloque o país no caminho do crescimento."

"É preciso que as forças políticas, de diversos matizes, trabalhem para a correção de rumos da nação. É uma tarefa que se inicia pelo Executivo, a quem cabe o maior papel nessa ação, mas exige o forte envolvimento do Congresso, Judiciário e de toda a sociedade", afirmam.

"Esperamos a sensibilidade dos políticos eleitos para a implementação de uma agenda que abra caminhos para a superação das crises e para a recuperação da confiança dos brasileiros", dizem as entidades no texto.
Em entrevista após a leitura da carta, o presidente da OAB, Marcus Vinicius Coêlho, afirmou que o impeachment não está na agenda das entidades. Ele também rechaçou qualquer possibilidade de intervenção militar, como pedem alguns grupos que têm ido protestar contra o governo.

“Não queremos ter o discurso de governo nem de oposição. Queremos discutir ideias e propostas para o Brasil para que tenhamos um ambiente de negócios favorável, a manutenção dos empregos dos brasileiros, uma redução do tamanho do Estado e fazer um ajuste fiscal que não aposte apenas no aumento da carga tributária”, afirmou.

“Isso é um consenso desse fórum, que qualquer saída político-institucional para o país não pode descumprir a Constituição. Ou seja, desde logo nos opomos a qualquer tipo de intervenção militar no Brasil”, complementou Coêlho.

Marcus Vinícius também defendeu redução do número de ministérios e de cargos comissionados no governo federal. “Reduzir toda a estrutura. Não adianta apenas trocar o nome”, afirmou.
Questionado sobre o assunto, o presidente da CNI, Robson Andrade, também destacou a necessidade de desburocratização e valorização do funcionário público.

“Diz respeito ao enxugamento da máquina pública, não só do governo federal, mas dos estados e municípios. Nós estamos vendo uma escalada enorme de contratação de pessoas em cargos de confiança, para realizar aquilo que deveria ser atribuição do funcionário público. Por isso nós acabamos aumento o gasto público”, afirmou.

Ele também manifestou apoio à necessidade do ajuste fiscal promovido pelo Executivo, mas criticou sua realização com aumento de impostos. “Isso é uma equação que não funciona mais. Você aumenta os impostos, a atividade econômica cai e você tem uma queda da arrecadação de impostos”, afirmou.
Leia a íntegra da carta abaixo:

"Carta à Nação

O Brasil se encontra numa crise ética, política e econômica que demanda ações imediatas para sua superação.

Independentemente de posições partidárias, a nação não pode parar nem ter sua população e seu setor produtivo penalizados por disputas ou por dificuldades de condução de um processo político que recoloque o país no caminho do crescimento.

É preciso que as forças políticas, de diversos matizes, trabalhem para a correção de rumos da nação. É uma tarefa que se inicia pelo Executivo, a quem cabe o maior papel nessa ação, mas exige o forte envolvimento do Congresso, Judiciário e de toda a sociedade.

Mudanças, respeitando-se a Constituição, se fazem necessárias.

Por um lado, é preciso dar força aos órgãos de investigação e ao Poder Judiciário para que, nos casos de corrupção, inocentes sejam absolvidos e culpados condenados. A corrupção não pode seguir como um empecilho para o desenvolvimento do país.

É preciso implementar, de maneira célere e efetiva, medidas para melhorar o ambiente de negócios no país, evitando o crescimento do desemprego ou o prolongamento da recessão.

Entre elas, destaca-se a necessidade de ampliação da segurança jurídica no país, com regras claras e cumprimento de contratos e obrigações, evitando que potenciais investimentos sejam perdidos.

A nação também precisa ser desburocratizada, facilitando o processo produtivo e garantindo um ambiente de negócios em que o Estado deixe de agir como um freio à expansão econômica.

É preciso que seja realizado um forte investimento em infraestrutura, em parceria com a iniciativa privada nacional e estrangeira, para retornar o processo de crescimento econômico.

Deve-se, ainda, reduzir imediatamente o tamanho do Estado, assegurando que o mérito e o profissionalismo sejam os critérios na escolha de servidores.

Também não é mais possível postergar a reforma tributária, que deve eliminar fontes de cumulatividade e garantir direitos aos contribuintes.

Noutro campo, também deve-se rever as regras de crescimento automático de gastos de modo a permitir a sustentabilidade dos investimentos em saúde e educação, e sem abdicar da necessidade de permanente inclusão de novos segmentos da sociedade brasileira no mercado de consumo.

Esperamos a sensibilidade dos políticos eleitos para a implementação de uma agenda que abra caminhos para a superação das crises e para a recuperação da confiança dos brasileiros.

Por fim, as entidades signatárias, com a publicação desta carta, formam um fórum permanente de apresentação de propostas para que a sociedade civil tenha um papel ativo na construção de um Brasil democrático e próspero.

Brasília, 19 de agosto de 2015."


Renan Ramalho
Do G1, em Brasília
http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/08/oab-e-entidades-civis-lancam-carta-com-propostas-para-superar-crise.html