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2021/10/11

Artigo

  O avanço das cooperativas de crédito

 

Em matérias publicadas recentemente, a imprensa vem trazendo uma realidade que já se desenhava há alguns anos: ao contrário dos chamados bancos tradicionais, as cooperativas de crédito estão ampliando suas estruturas físicas e assim alcançando as grandes instituições financeiras em número de agências.

Por um levantamento feito pela Folha de São Paulo, com dados do Banco Central e das cooperativas, o maior sistema cooperativista do país, o Sicoob, tem no momento mais de 3.500 pontos de atendimento presencial espalhados pelo país, atrás apenas do Banco do Brasil, com cerca de 4.160. Os grandes bancos, segundo a reportagem, apostaram na ampliação do atendimento digital e fecharam agências, movimento que já vinha ocorrendo nos últimos anos, mas que foi acelerado pela pandemia de Covid-19.

A expansão do cooperativismo de crédito reflete diretamente um dos maiores compromissos do setor, qual seja o de apoiar as comunidades desprovidas de rede bancária, bem como demonstra o próprio potencial do market share do segmento. O Sicoob, como não poderia deixar de ser, também vem apostando fortemente no campo digital, mas tem outros compromissos de base que devem ser destacados.

Temos que ressaltar que, enquanto os bancos tradicionais continuam programando suas bússolas de acordo com as chances de lucros, o sistema cooperativo, como sempre, visa o ser humano, e vê como oportunidade e investimento aquilo considerado como despesa pelos bancos. Tal investimento na criação de novas agências se justifica também pelo aumento do quadro social e o aumento direto das movimentações entre cooperativa e cooperados, os donos do negócio. A proximidade física com o cliente faz parte da estratégia de ação do cooperativismo, mas a humanização do tratamento faz toda a diferença.

É fato: as agências tradicionais não fincam bandeira onde não podem obter lucro. Neste sentido, as comunidades podem contar com as cooperativas de crédito, que apostam na força dessas áreas por intermédio de apoio a quem precisa investir em seu negócio, gerando empregos diretos e indiretos, e fazendo com que o capital circule na mesma região em que está operando.  E muitas parcerias, com instituições diversas, estão dando resultados mais do que positivos, possibilitando a concretização de projetos em diversas áreas.

Para reforçar a importância das cooperativas de crédito, já tivemos a chance de dizer que um estudo divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e IBGE demonstrou que o cooperativismo de crédito incrementa o PIB per capita dos municípios em cerca de 5,6% e cria aproximadamente 6,2% mais vagas de trabalho formal. Além disso, aumenta o número local de estabelecimentos comerciais em mais de 15%.

Em relação ao Sicoob Fluminense, com 23 anos recém completados, continuamos com pesquisas técnicas e estudos para dar continuidade ao crescimento contínuo da primeira cooperativa de crédito de livre admissão do Rio de Janeiro, com base em Campos dos Goytacazes e hoje com 16 agências e um centro de negócios espalhados pelo estado, e mais de 15 mil associados.

A nossa intenção é a de seguir em frente, sempre, conquistando terrenos com planejamento e trabalho, mas visando primordialmente o ser humano.

 

Neilton Ribeiro da Silva

Diretor-Presidente do Sicoob Fluminense

www.sicoobfluminense.com.br

2019/10/30

Copom reduz juros básicos para 5% ao ano, o menor nível da história

 


2019/07/31

Copom reduz taxa básica de juros de 6,5% para 6% ao ano, menor percentual dos últimos 33 anos

Redução já era esperada por analistas do mercado financeiro. Taxa Selic estava em 6,5% ao ano desde março de 2018, portanto, há 16 meses.

Por Yvna Sousa, TV Globo — Brasília
 
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (31) reduzir de 6,5% ao ano para 6% ao ano a taxa básica de juros da economia, a taxa Selic.
 
Com a decisão, a taxa caiu para o menor patamar desde o início do regime de metas de inflação, em 1999.
A medida já era esperada por analistas do mercado financeiro, embora uma parte previa a queda para 6,25% ao ano.
A Selic estava em 6,5% desde março de 2018, portanto, há 16 meses. Na ocasião, a taxa chegou a esse percentual depois de 12 cortes seguidos. Entre julho de 2015 e agosto de 2016, a taxa se manteve em 14,25% ao ano.
Em comunicado, o Copom informou que, desde a última reunião, em junho, houve a consolidação de um "cenário benigno", permitindo o corte de 0,5 ponto percentual.
O comitê sinalizou que há espaço para novos cortes, ao afirmar que o novo cenário "deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo". No entanto, não sinalizou exatamente quando isto será feito.
"O Copom enfatiza que a comunicação dessa avaliação não restringe sua próxima decisão e reitera que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação", diz o texto.
 
Taxa Selic
considerando as datas de reunião do Copom
Fonte: BC
 

Melhora no cenário


Na avaliação do Banco Central, houve melhora nos cenários interno e externo, com os indicadores de inflação em "níveis confortáveis".
"Indicadores recentes da atividade econômica sugerem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia brasileira. O cenário do Copom supõe que essa retomada ocorrerá em ritmo gradual. O cenário externo mostra-se benigno, em decorrência das mudanças de política monetária nas principais economias", afirmou o Banco Central.
Embora avalie que houve redução dos riscos para aumento da inflação, o Banco Central aponta que o principal problema seria uma "eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira".
A PEC da Previdência foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados entre a última reunião do Copom e a desta quarta-feira.
"O Copom reconhece que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatiza que a continuidade desse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes. Em particular, o Comitê julga que avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva", diz o texto.

Selic e meta de inflação


A cada 45 dias, o Copom se reúne para calibrar o patamar da taxa Selic buscando o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25%. O sistema prevê uma margem de tolerância, para mais ou para menos. Por isso, a meta será considerada formalmente cumprida pelo Banco Central caso fique entre 2,75% e 5,75%.
Para 2020, a o objetivo central é uma inflação de 4% – com oscilação autorizada entre 2,5% e 5,5%.
Quando a inflação está alta ou indica que vai ficar acima da meta, o Copom eleva a Selic. Dessa forma, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, encarecendo o crédito (financiamentos, empréstimos, cartão de crédito), freando o consumo e reduzindo o dinheiro em circulação na economia. Com isso, a inflação cai.
Se as estimativas para a inflação estão em linha com a meta, como ocorre no cenário atual, é possível reduzir os juros. Isso permite maior endividamento das famílias e empresas e estimula a produção e o consumo. Essa decisão também precisa ser ajustada de forma a evitar o descontrole dos preços.

Impacto em aplicações financeiras


A redução da taxa de juros afeta diretamente aplicações financeiras, como caderneta de poupança e investimentos em renda fixa.
No caso da poupança, por exemplo, a regra atual prevê que os rendimentos devem estar atrelados à Selic quando a taxa estiver abaixo de 8,5% ao ano (caso atual).
Nesse cenário, a correção anual da caderneta fica limitada a 70% da Selic mais Taxa Referencial, calculada pelo Banco Central.
Com isso, com a Selic a 6% ao ano, o rendimento da poupança será de 4,2% ao ano mais Taxa Referencial.
 

2017/09/22

Cooperativas de crédito mais presentes na vida do brasileiro

Todos os dias, mais e mais brasileiros constatam que é possível cuidar das finanças, melhorar a vida de suas famílias e ajudar o país a crescer. Trata-se do jeito cooperativista de gerar resultados, tanto econômicos quanto sociais. E quem diz isso é o Banco Central, ao divulgar o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).

O documento foi disponibilizado ao público na terça-feira dia 12/9/2017 e possui como referência as informações contábeis e cadastrais das cooperativas de crédito, repassadas em dezembro de 2016.
A publicação aponta que o número de pessoas físicas e jurídicas associadas a cooperativas de crédito é crescente, principalmente nos últimos três anos, período em que este indicador evoluiu a taxas superiores a 10% ao ano, alcançando a marca de 8,9 milhões de brasileiros.
TENDÊNCIAS
O Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) é desenvolvido pelo Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro (Desig) do Banco Central. Seu objetivo é dar publicidade às informações de interesse público e contribuir para a maior transparência dos dados do Sistema Financeiro Nacional.
E uma das informações que constam do documento é que as cooperativas de crédito têm seguido a tendência de processos de incorporação. Para se ter uma ideia, só no ano passado essa estratégia de mercado ocorreu 40 vezes.
Outra tendência é o processo de alteração estatutária para o enquadramento das cooperativas em livre admissão. Esse processo depende de autorização do Banco Central e, em 2016, foram concedidas 22 autorizações.
Clique aqui para acessar o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo.
http://cooperativismodecredito.coop.br/2017/09/cooperativas-de-credito-mais-presentes-na-vida-do-brasileiro/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CooperativasDeCreditoNoBrasilENoMundo+%28Portal+do+Cooperativismo+Financeiro%29

2017/05/15

'Prévia' do PIB do BC sobe 1,1% no 1.º trimestre e indica fim da recessão

Indicador do nível de atividade econômica foi divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. PIB oficial do 1º trimestre só será divulgado no início de junho pelo IBGE.

A economia brasileira voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano e saiu da pior recessão de sua história, aponta o indicador do nível de atividade do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (15).

O chamado Índice de Atividade Econômica, o IBC-Br, registrou crescimento de 1,12% de janeiro a março, na comparação com o trimestre anterior (outubro a dezembro de 2016).
 
O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB). Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre deste ano, porém, serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente no dia 1º de junho.
 
O país entrou na chamada "recessão técnica", que se caracteriza por dois trimestres seguidos de contração do Produto Interno Bruto (PIB), no segundo trimestre de 2015, quando houve um tombo de 1,9% na atividade econômica.
 
Se o IBGE confirmar o resultado positivo no primeiro trimestre, o Brasil terá interrompido uma série de oito trimestres consecutivos de recuo do nível de atividade.
 
O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2015, o PIB teve uma retração de 3,8% e, no ano passado, a economia registrou um encolhimento de 3,6%. Para 2017, a previsão dos bancos é de uma alta de cerca de 0,5% no PIB.
 
Como a retração nos anos de 2015 e 2016 superou a dos anos 30, essa é a pior crise já registrada na economia brasileira. O IBGE e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) dispõem de dados sobre o PIB desde 1901.

O que diz a equipe econômica

Na semana passada, em cerimônia que marcou um ano da gestão do presidente Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, antecipou que o Brasil já registrou crescimento econômico no primeiro trimestre deste ano, mas acrescentou que o país ainda vive os efeitos da recessão.
 
"A recessão que encontramos foi maior que a depressão de 1930 e 31. O tempo do verbo é no passado. A recessão que 'vivemos'. O Brasil já voltou a crescer, mas estamos ainda vivendo os efeitos da recessão. O desemprego está elevadíssimo, deve crescer ainda um pouco, pois tem reação um pouco mais lenta a retomada, mas começa a cair no segundo semestre", declarou o ministro Meirelles na ocasião.
 
Os dados ainda não mostram uma recuperação consistente. O comércio varejista, por exemplo, registrou em março a maior queda para o mês em 14 anos e, no primeiro trimestre, apresentou um recuo de 3%. A produção industrial, por sua vez, caiu 1,8% em março na comparação com fevereiro - foi o março mais fraco desde o início da série histórica, em 2002 -, embora tenha subido 0,6% no primeiro trimestre.
 
Para tentar reaquecer a economia, o governo Michel Temer tem anunciado medidas como a liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Banco Central também vem reduzindo a taxa Selic, o que deve se traduzir em queda dos juros dos empréstimos bancários.
 
Matéria completa em:
 
Por Alexandro Martello, G1, Brasília

2016/05/06

Sicoob Cred Rio Norte e Sindicato Rural de Campos discutem parceria

O Sicoob Cred Rio Norte, agora Sicoob Fluminense, recebeu nesta sexta-feira, seis de maio, a visita do presidente e vice-presidente do Sindicato Rural de Campos, Ronaldo Bhartolomeu e Jorge Crespo. O objetivo foi o de dar início à discussão de uma ampla parceria entre as entidades, que poderá ir das devidas movimentações financeiras até a instalação de um posto de atendimento da cooperativa de crédito no sindicato.

Os dois sindicalistas foram recebidos pelo presidente do Sicoob Cred Rio Norte, Gil Menezes, e pelo consultor Neilton Ribeiro da Silva, que fez uma apresentação envolvendo o sistema cooperativista no Brasil, o mecanismo de trabalho do Sicoob e os últimos e expressivos números da instituição de Campos dos Goytacazes, que teve crescimento em todos os setores de atuação em relação ao ramo cooperativismo de crédito, e já conta com mais de 6.500 associados. Recentemente, o Sicoob Cred Rio Norte recebeu autorização do Banco Central para atuar em todo o estado do Rio de Janeiro, sendo que até então a área de cobertura era a do Norte, Noroeste e Leste (Lagos) Fluminense.

Ronaldo Bhartolomeu e Jorge Crespo, que integram a nova diretoria do Sindicato Rural de Campos, estavam acompanhados de um dos delegados do Sicoob Cred Rio Norte, Uilson Valter de Souza, de Morro do Coco, e também foram assistidos pela responsável pelo posto da cooperativa na localidade, Juliana Ribeiro. Na oportunidade, o presidente do sindicato revelou que começa a ser desenvolvido um trabalho de ampliação do quadro de associados, e que, com a concretização do convênio com o Sicoob Cred Rio Norte, as contas dos produtores, que na maioria operam com a produção de leite e carne bovina, passariam para a cooperativa, assim como a própria movimentação financeira da unidade sindical.

Neilton Silva explicou as vantagens do sistema cooperativista – o Sicoob já é a sexta maior instituição financeira em operação no mercado brasileiro – em relação aos bancos tradicionais, enquanto Gil Menezes detalhou as questões referentes ao crédito rural oferecido pela cooperativa.

Da reunião resultou uma solicitação de abertura de um posto do Sicoob Cred Rio Norte no Sindicato Rural de Campos, que poderia inclusive atender ao bairro Pecuária, o que será estudado pela direção da cooperativa, e uma oferta para o Sicoob Cred Rio Norte ocupar a área do sindicato durante a realização da Exposição Agropecuária e Industrial de Campos, em julho,  para divulgar o trabalho realizado e responder a dúvidas dos produtores. Também ficou de ser marcada uma data para uma visita da direção da cooperativa ao sindicato, ocasião em que uma explanação mais ampla do Sicoob Cred Rio Norte deverá ser realizada.  

www.sicoobcredrionorte.com.br
(22) 27262750

2015/10/16

Cooperativa de crédito é opção de juros baratos

Com os juros bancários na estratosfera, girando em torno de 5% ao mês no crédito pessoal e de 14,6% no cheque especial, conforme a Fundação Ipead, o melhor mesmo é não se endividar. Com essas taxas, em 12 meses um empréstimo de R$ 10 mil se transforma em R$ 17,9 mil no crédito pessoal e em R$ 51,3 mil no especial. Endividar-se com essas taxas de juros é, literalmente, colocar a corda no pescoço. Mas há uma saída mais barata e pouco divulgada para muita gente que pode estar precisando de um empréstimo. Chama-se cooperativa de crédito, e está disponível em 1.133 instituições em todo o Brasil, conforme o Banco Central.

As cooperativas de crédito mais estruturadas atuam como bancos, oferecendo conta-corrente e poupança, aplicações, empréstimos pessoais, financiamento de veículos e imobiliário e um grande número de produtos. Como não são instituições financeiras tradicionais e não têm objetivo de distribuir lucro máximo para os acionistas, as cooperativas conseguem oferecer taxas de juros mais baratas aos cooperados. E muitas delas não cobram as famigeradas taxas de manutenção de conta.
 
O levantamento de juros da Fundação Ipead comprova a grande vantagem financeira oferecida pelas cooperativas. Na média, o empréstimo pessoal dessas entidades tem uma taxa mensal de juros de 2,35%. Assim, o mesmo empréstimo de R$ 10 mil, citado no início desta coluna, atingiria o valor de R$ 13,2 mil em 12 meses. Na comparação com o custo do crédito pessoal dos bancos, a economia proporcionada pelas cooperativas é de 59%.

Além do menor gasto com juros e taxas, as cooperativas ainda têm a vantagem de repartir os resultados do fim do ano com os cooperados. É como se fosse um banco que distribui os lucros para os clientes, que também são os donos da instituição.
 
Na prática, o cooperado é mesmo o dono. Isso porque essas entidades baseiam-se no princípio do associativismo. Para se tornar sócio, é preciso preencher os requisitos definidos no estatuto da entidade e fazer um aporte de capital – que será representado por cotas, como se fossem ações –, que não costuma ser muito alto.

É a titularidade da cota que dará direito à participação nos resultados e o acesso aos diversos produtos oferecidos pela cooperativa. O cooperado também tem direito de participar das assembleias gerais, que definem as diretrizes da entidade, de votar nas eleições de diretoria e ser votado.
 
Para quem pretende ingressar em uma cooperativa, é recomendável que se tenha uma atitude participativa. Afinal, já que a entidade vai receber seus depósitos bancários e emprestar o dinheiro a terceiros, nada mais natural do que acompanhar os atos da diretoria e os relatórios do conselho fiscal e dos auditores.

As cooperativas de crédito são reguladas e fiscalizadas pelo Banco Central e oferecem praticamente a mesma segurança do sistema financeiro tradicional. Nelas, os depósitos são garantidos pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que cobre até R$ 250 mil em caso de intervenção ou liquidação extrajudicial.
 
Por Rafael Sânzio, Hoje em Dia
http://cooperativismodecredito.coop.br/2015/10/cooperativa-de-credito-e-opcao-de-juros-baratos/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CooperativasDeCreditoNoBrasilENoMundo+%28Portal+do+Cooperativismo+de+Cr%C3%A9dito%29


Em Campos dos Goytacazes:

Sicoob Cred Rio Norte
Agência central - Rua Dr. Siqueira, 278 - Parque Dom Bosco (em frente ao portão principal do IFFluminense)
Tel.: 22 27262750
www.sicoobcredrionorte.com.br


2013/01/21

Cooperativas de crédito devem triplicar participação no mercado em cinco anos

Números do segmento cooperativista de crédito seguem em curva ascendente, superando a evolução do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Até o terceiro trimestre de 2012, segundo dados do Banco Central (BC), os ativos totais das cooperativas de crédito chegaram a R$ 103,15 bilhões. Atualmente, a participação das cooperativas no total de operações creditícias SFN está em torno de 2,7%. Mas a estimativa é de que em cinco anos esse percentual chegue a 10% ou mais.

Para comparação, se todas as cooperativas de crédito fossem uma única entidade, essa seria o oitavo maior conglomerado financeiro do País. Já no quesito rede própria, com mais de 5.000 postos de atendimento, ocuparia a terceira posição no ranking, atrás apenas do Banco do Brasil e do Bradesco.

Levantamento realizado em setembro do último ano mostra que o sistema de crédito cooperativo possui mais de seis milhões de associados e 1.312 cooperativas. A sua presença é mais forte nas regiões Sul, onde está presente em mais de 87% dos municípios, e Sudeste, na qual 50,7% das cidades possuem uma entidade constituída. Somente em Minas Gerais, existem cerca de 220 cooperativas de crédito.

A expansão do setor nos últimos anos teve como uma das causas a diversificação dos serviços financeiros oferecidos. Além dos empréstimos e financiamentos, elas passaram a operar com cartões de crédito e débito, fundos e investimento, seguros, previdência complementar, consórcios, câmbio, dentre outros. Além de ampliar a variedade de produtos, as cooperativas de crédito também investiram em tecnologia, convergência e comodidade, por meio de operações de débito automático e transações a partir da internet e de smartphones.

Fonte: Valor Econômico e Diário do Comércio – 16/01/2013

2011/05/24

Redução de tarifas está entre novas regras dos cartões de crédito

Banco Central divulga cartilha para tentar reduzir o endividamento excessivo das famílias; novas regras entram em vigor dia 1º

O Banco Central publica nesta terça-feira uma cartilha sobre o uso do cartão de crédito, para evitar o endividamento excessivo das famílias. A explicação acompanha a chegada das novas regras para cartões, definidas no início deste ano, e que entram em vigor no dia 1º de junho. Entre as principais mudanças, está a redução do número de tarifas cobradas – de até 80 atualmente para, no máximo, cinco – e o estabelecimento de um percentual mínimo de pagamento mensal definido por norma.

Atualmente, os bancos exigem cerca de 10% de pagamento mínimo na fatura mensal, segundo a conveniência de cada instituição. A partir de junho, esse mínimo será de 15% e, em dezembro, esse piso sobe a 20%. “As novas regras incentivarão o uso racional do cartão, evitando que as famílias se endividem em excesso”, diz o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Para Tombini, as novas medidas contribuirão para que o cartão continue crescendo de forma sustentável e transparente. Ele destacou que, nos últimos anos, o número de cartões emitidos e o volume de recursos gastos por esse meio de pagamento cresceram bastante, evidenciando que mais pessoas estão usando-o. “Cartões já são usados no dia-a-dia de famílias que compõem a base da pirâmide social.”

Por isso, o BC notou um crescente risco operacionais e legais, que poderiam prejudicar os usuários – muitos deles tendo, pelo cartão, o primeiro acesso a serviços financeiros de suas vidas. O elevado número de tarifas, por exemplo, leva a uma relação mais hostil entre fornecedores e usuários de cartão de crédito, diz Tombini.

Para o procurador-geral da República, o consumidor de cartões vai poder, de fato, comparar as tarifas de cartões depois da resolução 3919, do Conselho Monetário Nacional (CMN), que reformou essas normas para os cartões de crédito. “Isso vai fomentar a concorrência e a redução de preços nesse mercado.”

A diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva, diz que reclamações relacionadas a cartões de créditos estão entre os principais motivos de queixas registradas nos Procons do País.

Segundo ela, de todas as reclamações relacionadas a assuntos financeiros registrados no Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas de 2010 – que foi o segundo assunto mais freqüente na lista –, um terço refere-se a cartões de crédito.

Juliana explica que 75% das reclamações relacionadas a cartões de crédito têm relação com cobranças indevidas, que passam, principalmente, por a abusividade na cobrança de tarifas, a falta de informação sobre concessão de crédito, alteração unilateral de contrato, envio não solicitado de cartões e a não entrega de contratos.

“A regulamentação anunciada aqui hoje vai ajudar a mitigar e diminuir essas reclamações contra cartões”, destaca Juliana. O Banco Central promove hoje, em sua sede Brasília, seminário sobre as novas regras para os cartões de crédito.

Danilo Fariello, iG Brasilia