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2020/01/21

MPF denuncia Glenn Greenwald e mais seis na Spoofing

Áudio encontrado incriminaria jornalista
 
"O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira o jornalista Glenn Greenwald e outros seis investigados na operação Spoofing, que apura a invasão de celulares de procuradores da Lava Jato e do então juiz Sergio Moro. A denúncia, assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira, relata que a organização criminosa teria executado crimes cibernéticos em três frentes: fraudes bancárias, invasão de dispositivos informáticos e lavagem de dinheiro. 
 
Conforme o MPF, Greenwald não era alvo da ofensiva, mas, durante a apreensão de um computador na casa de um dos suspeitos, Walter Delgatti, foi encontrado um áudio com diálogo envolvendo o jornalista. A conversa teria sido realizada depois da divulgação da invasão sofrida pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Na fala, ficaria evidente que as invasões e o monitoramento dos telefones continuam. O suspeito que fala com o Greewald teria solicitado a ele orientações para baixar o conteúdo em contas do Telegram. 
 
Para o MPF, teria ficado comprovado que Greewald auxiliou, incentivou e orientou o grupo durante o período das invasões. "Diferentemente da tese apresentada pelo jornalista, Glenn Greenwald recebeu o material de origem ilícita enquanto a organização criminosa ainda praticava condutas semelhantes, buscando novos alvos, possuindo relação próxima e tentando subverter a noção de proteção ao 'sigilo da fonte' para, inclusive orientar que o grupo deveria se desfazer das mensagens que estavam armazenadas para evitar ligação dos autores com os conteúdos 'hackeados', demonstrando uma participação direta nas condutas criminosas", afirma Oliveira na denúncia."
 

2019/06/21

Cerco aos hackers

A PF segue no encalço dos criminosos que violaram as conversas mantidas entre o ex-juiz Sergio Moro e integrantes da Lava Jato. Pistas estão sendo seguidas no Brasil e no exterior, e os policiais acreditam estarem próximos de alcançar os cabeças do grupo


Germano Oliveira

 

2019/06/19

'O objetivo claro é libertar Lula e destruir Moro', diz procurador que atuou na Lava Jato

Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt
Em São Paulo
 

Ex-integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o procurador aposentado Carlos Fernando dos Santos Lima disse acreditar que o vazamento de conversas atribuídas ao então juiz Sergio Moro (hoje ministro da Justiça) e a procuradores da República seja parte de "uma campanha orquestrada" com "objetivo claro" de libertar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato. Lima atuou na força-tarefa de 2014, quando foi deflagrada a primeira fase da operação, até 2018.

O senhor foi alvo dos hackers?

Eu saí da Lava Jato em setembro de 2018 e deletei todos os grupos de trabalho no Telegram e desinstalei o aplicativo naquele momento. Aparentemente, não fui atacado.

O nome do senhor aparece em supostas conversas com Moro (nas quais, segundo o site The Intercept Brasil, o então juiz consulta procuradores sobre resposta ao que chama de "showzinho" da defesa de Lula). O sr. reconhece esses diálogos?

Desconheço completamente as mensagens citadas, supostamente obtidas por meio reconhecidamente criminoso. Creio que o "órgão jornalístico" (The Intercept Brasil) deve explicação de como teve acesso a esse material de origem criminosa, e quais foram as medidas que tomou para ter certeza de sua veracidade, integridade e ausência de manipulação. A liberdade de imprensa não cobre qualquer participação de jornalistas no crime de violação de sigilo de comunicações.

Há riscos para a Lava Jato?

A Lava Jato provou que a política brasileira se financia com o crime. Usa da corrupção para financiar campanhas eleitorais milionárias, para controlar estruturas partidárias e para os bolsos próprios, naturalmente. Nada disso mudou. As provas continuam aí. A crise é artificial, uma farsa.

Há risco de nulidade?

Não há, juridicamente, a menor possibilidade. Não se pode considerar que notícias de um órgão de imprensa vinculado ideologicamente com os interesses de condenados, sejam consideradas provas de qualquer coisa, salvo da vontade de libertar Lula. Cadê os arquivos? Como foram recebidos? Houve manipulação? É possível fazer perícia? Qual é a participação da Intercept no crime? O material não tem valor. Prova por notícia?

Sobre o conteúdo, houve relação ilegal entre juiz e acusação?

Essa é uma discussão sem sentido. A relação entre juiz e procuradores, delegados e advogados se dá diuturnamente. Questões procedimentais, exposição de pontos de vista e explicação de futuros pedidos são comuns. Somos todos conhecidos, não amigos, de mais de 20 anos. Não há nada de irregular nas conversas. Essa é a prática judiciária. Observo, novamente, que não se pode atestar que essas conversas não tenham sido editadas.

Quando o juiz questiona andamento da operação, o método de interrogatório ou combina
recebimento de denúncia-crime, não há desequilíbrio entre as partes?

A questão está sendo tratada com certo farisianismo. Informar estado de investigações é necessário para explicar pedidos cautelares. O juiz reclamar das partes e de suas decisões acontece direto, inclusive em audiência. Quantas vezes fui conversar com juízes sobre liminares e eles disseram simplesmente: "Nem gaste saliva, doutor, a decisão liminar sai ainda hoje". Isso acontece com a defesa também.

Houve conluio entre a força-tarefa e o então juiz Moro no caso das supostas conversas sobre escutas de Lula e Dilma, sobre a informação de transferência de imóveis dos filhos de Lula?

Me parece que houve a comunicação ao Ministério Público de supostos crimes que o juiz teve conhecimento.

Como recebeu a reação ao conteúdo, como os pedidos de afastamento de Sérgio Moro e do coordenador da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol?

Com incredulidade. Considero que há muitos garantistas de fachada, que se valem de supostas conversas criminosamente obtidas para fazer valer seus interesses. Tudo é cercado de muita hipocrisia. Tudo é dirigido para soltar Lula. Será que o triplex não existiu? Que não houve corrupção na Petrobras?

É o mais duro ataque sofrido pela Lava Jato?

É um ataque covarde e criminoso, perpetrado por uma organização criminosa que, valendo-se de um jornalista ideologicamente comprometido e leniente, consegue criar esse falso drama com conversas pinçadas segundo o objetivo claro de libertar Lula.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
https://www.bol.uol.com.br/noticias/2019/06/18/o-objetivo-claro-e-libertar-lula-e-destruir-moro-diz-santos-lima.htm

2015/07/29

Bug descoberto em sistema Android pode afetar até 1 bilhão de telefones

Um bug descoberto no sistema operacional Android pode ter deixado cerca de 1 bilhão de telefones vulneráveis a ataques de hackers, segundo pesquisadores.

A falha no sistema podia ser explorada toda vez que alguém enviava uma mensagem de foto ou vídeo para um smartphone.

O Google disse que corrigiu o problema, mas que milhões de aparelhos precisam atualizar o seu software.

A falha, segundo os pesquisadores, era "extremamente perigosa".

Ela permitia que hackers enviassem um código malicioso dentro de uma mensagem de multimídia que podia acessar um serviço dentro do Android chamado Stagefright.

Depois de o Stagefright ser ativado - mesmo sem ação do dono do celular neste sentido -, outros aplicativos ou dados do aparelho podiam ser acessados pelo código malicioso.

"Estas vulnerabilidades são extremamente perigosas pois não precisam de nenhuma ação da vítima para serem exploradas", escreveram os pesquisadores, da companhia americana especializada em segurança Zimpherium.

Para eles, esta é a mais grave vulnerabilidade do Android já registrada e afetou 950 milhões de aparelhos.

Os pesquisadores vão revelar mais detalhes sobre esta falha no Android em uma conferência sobre segurança em Las Vegas na semana que vem.

Acesso à câmera

James Lyne, diretor global de pesquisa em segurança na companhia Sophos, afirmou que a vulnerabilidade afeta uma "enorme variedade" de telefones que usam o Android a partir da versão 2.2.

"Em alguns dispositivos, essa vulnerabilidade significou que o responsável pelo ataque podia acessar todos os tipos de conteúdo no aparelho ou acessar recursos como a câmera", disse.
A Zimpherium, por sua vez, notificou o Google, que, em seguida, produziu uma atualização para consertar o problema.

No entanto, milhões de aparelhos ainda estão sem esta atualização pois os fabricantes e as operadoras de celulares precisam distribuir estas atualizações e os usuários podem, manualmente, rejeitar as atualizações.

"Esta vulnerabilidade foi identificada em um ambiente de laboratório (usando) dispositivos com Android mais velhos e, até onde sabemos, ninguém foi afetado", informou o Google em uma declaração.

A empresa disse que disponibilizará mecanismos de proteção em código aberto em breve.

BBC

2011/08/31

Máscaras usadas pelo Anonymous geram receita para Time Warner

Justin Sullivan/France Presse

O grupo hacker Anonymous se mostrou contra o governo iraniano e a Igreja da Cientologia e brevemente tirou do ar os sites da Visa, da MasterCard e de outras corporações globais.

Quando membros do grupo aparecem em público para protestar contra censura e o que veem como corrupção, eles usam uma máscara de plástico de Guy Fawkes, um inglês do século 17 que tentou explodir o Parlamento da Inglaterra.

Branca, com bochechas rosas, um sorriso largo e um fino bigode com cavanhaque, a máscara combina com os hackers porque foi usada por um anarquista que desafiou um governo autoritário em "V de Vingança", um filme produzido em 2006 pela Warner Brothers.

O que poucas pessoas sabem, entretanto, é que a Time Warner, uma das maiores empresas de mídia do mundo e controladora da Warner Brothers, detém os direitos de imagem e recebe uma taxa de licença com a venda de cada máscara.

Os hackers usam a máscara quando protestam em frente a prédios da Cientologia. E eles a usaram durante um curto protesto neste mês em San Francisco contra a decisão do Bart (Bay Area Rapid Transit, sistema de transporte da região) de cortar o serviço de celular para impedir um protesto dentro das estações de trem

"É um símbolo do que o Anonymous defende, a luta contra governos malignos", disse um mascarado no protesto. O membro do grupo não quis revelar seu nome, observando que o ponto de usar a máscara é permanecer anônimo. "Você pode pegar uma máscara e se juntar à luta, também! Mas eu fiquei sabendo que a loja de fantasias vendeu todo o estoque até sexta", disse.

De fato, com a ajuda do Anonymous, a máscara tornou-se um dos mais populares disfarces e, de certa forma, contribuiu para os US$ 28 bilhões em receita acumulados pela Time Warner no último ano. É a máscara mais vendida na Amazon.com, na frente das máscaras de Batman, Harry Potter e Darth Vader.

"Nós vendemos mais de 100 mil dessas máscaras por ano, e é de longe a nossa máscara que mais vende", disse Howard Beige, vice-presidente-executivo da Rubie's Costume, uma companhia de roupas de Nova York que produz a máscara. "Em comparação, nós normalmente vendemos apenas cerca de 5.000 dos outros modelos de máscaras." A máscara da Vendetta, vendida por cerca de US$ 6 em vários revendedores, é feita no México ou na China, disse Beige.

Beige disse que não sabia o motivo pelo qual a máscara recentemente se tornou tão popular. "Nós apenas pensávamos que muitas pessoas gostaram do filme 'V de Vingança'. E então numa manhã eu vi uma imagem desses protestadores usando a máscara em uma matéria on-line", disse. "Eu rapidamente mostrei para meu gerente de vendas."

Guy Fawkes não é muito conhecido nos EUA, exceto talvez pelo filme. Mas na Grã-Bretanha a sua trama contra o governo --ele foi sentenciado à morte-- é celebrada como um feriado, o 5 de Novembro ou Dia de Guy Fawkes, e é comemorado com fogueiras e fogos de artifício.

Embora a imagem de Guy Fawkes que pertence à Time Warner tenha aparecido em 2006, ela não assumiu a sua nova vida até muito mais tarde. Isso ocorreu depois que membros de um fórum de mensagens on-line conhecido como 4chan postaram um boneco de palitinho desenhado, conhecido como "Epic Fail Guy", entrando em uma lata de lixo e reaparecendo com a máscara.

Então, em 2008, o Anonymous a abraçou, explica Gabriella Coleman, professora-assistente do departamento de mídia, cultura e comunicação da Universidade Nova York. "Milhares de membros saíram de trás de seus computadores e foram para as ruas protestar contra a Igreja da Cientologia", disse. "O Anonymous sabia que, se eles iriam se encontrar em um lugar público pela primeira vez, teriam que proteger as suas identidades. Eles inevitavelmente escolheram a máscara do 'V de Vingança' para isso".

"Havia literalmente milhares de pessoas em silêncio em frente à Igreja da Cientologia usando a mesma máscara de Guy Fawkes", disse Coleman. "As fotos e os vídeos que apareceram nos jornais por causa do protesto cimentaram a máscara como símbolo dos Anonymous."

A Warner Brothers não respondeu ao pedido de comentário sobre a popularidade da máscara como ferramenta dos manifestantes.

Alan Moore, o autor da revista em quadrinhos que inspirou o filme, não pôde ser encontrado para comentários, mas em uma entrevista dada para a "Entertainment Weekly" em 2008, ele expressou quão orgulhoso estava do papel da máscara nos protestos contra a Igreja da Cientologia.

"Aquilo me agradou", disse ele. "Aquilo me deu uma sensação boa."

Nick Bilton
Do "New York Times"
Folha.com
Uol
Tradução de Alexandre Orrico





2011/06/22

Ataque tira site da Petrobras do ar

Grupo que tirou do ar site da presidência ataca agora o site da maior estatal brasileira

O grupo de hackers autodenominado LulzSecBrazil, que nesta madrugada derrubou o site da presidência da República e do governo brasileiro, promoveu outro ataque nesta tarde. O alvo foi a Petrobras (www.petrobras.com.br), que, devido à invasão, ficou com sua página fora do ar por alguns minutos.

Tal como fez com o site da presidência, o grupo publicou a seguinte mensagem em seu twitter: “Tango Down www.petrobras.com.br”. O termo "tango down" costuma ser utilizado por militares quando um determinado alvo é eliminado. Num outro post, comenta o seguinte: “Acorda Brasil! Não queremos mais comprar combustível a R$2.75 a R$2.98 e exportar a menos da metade do preço! ACORDA DILMA!”.

O ataque que derrubou o site foi divulgado também por outro grupo hacker, o Anonymous, que num de seus perfis no twitter convocou outros hackers para que auxiliassem o grupo brasileiro na tentativa de derrubar o site da estatal.

Nesse tipo de ação, os hackers usam computadores infectados por vírus, chamados de zumbis, e direcionam o máximo deles para o site. Com os múltiplos acessos, o servidor tende a sair do ar por não aguentar o tráfego, numa ação chamada DDoS (Distributed Denial of Service - ou negação de serviço, numa tradução livre),

O grupo Annonymous também publicou na madrugada um vídeo no YouTube em que anunciam, junto com os hackers do LulzSec, que fariam uma invasão aos sites governamentais. Na divulgação, eles convidam a todos a participarem da defesa da internet livre e da promoção de ataques virtuais contra o que consideram governos corruptos.

"É hora de mostrar a governos corruptos do mundo que eles não têm direito de censurar o que não possuem. Não importa a cor da sua pele, origem ou crenças, nós convidamos você a se juntar a nós em nossa luta contra a censura e os governos corruptos", afirmam.

Petrobras

A Petrobras, no twitter, disse que seu site institucional está no ar e que tentativas de ataques de hackers estão sendo monitoradas. Disse ainda que por volta das 13h30 ocorreu um alto volume de acessos simultâneos, mas sem causar dano.

Severino Motta, iG Brasília | 22/06/2011 13:30 - Atualizada às 15:43

Hackers derrubam sites da Presidência e do governo brasileiro

Grupo chamado LulzSecBrazil assumiu a autoria do atentado em seu perfil nas redes sociais

Um grupo de hackers autodenominado LulzSecBrazil atacou nesta madrugada de quarta-feira os sites da Presidência da República (www.presidencia.gov.br) e do governo brasileiro (www.brasil.gov.br), deixando ambos fora do ar. Às 3h, os dois endereços já se encontravam disponíveis.

Por volta da 1h da manhã, o grupo publicou em seu perfil do Twitter a seguinte mensagem: "TANGO DOWN brasil.gov.br & presidencia.gov.br LulzSecBrazil". O termo "tango down" costuma ser utilizado por militares quando um determinado alvo é eliminado.

Uma hora depois da mensagem, o grupo LulzSec deu os parabéns à sua "unidade brasileira", também pelas redes sociais: "Our Brazilian unit is making progress. Well done @LulzSecBrazil, brothers!" (Nossa unidade brasileira está progredindo. Bom trabalho, irmãos do LulzSecBrazil).

Em sua página na internet, o grupo hacker LulzSec, ao lado de outra organização chamada Anonymous, afirmam que declararam "guerra aberta contra todos os governos, bancos e grandes corporações do mundo".

O grupo Annonymous também publicou na madrugada um vídeo no YouTube em que anunciam, junto com os hackers do LulzSec, que fariam uma invasão aos sites governamentais. Na divulgação, eles convidam a todos a participarem da defesa da internet livre e da promoção de ataques virtuais contra o que consideram governos corruptos.

"É hora de mostrar a governos corruptos do mundo que eles não têm direito de censurar o que não possuem. Não importa a cor da sua pele, origem ou crenças, nós convidamos você a se juntar a nós em nossa luta contra a censura e os governos corruptos", afirmam.

iG São Paulo
*com AE