Uma nova tempestade deve atingir a região de Nova Jersey e Nova York nesta quarta-feira, poucos dias após a passagem do Sandy, trazendo o risco de fortes ventos (até 89 km/h), chuvas intensas e alagamentos.
"Preparem-se para novos blecautes. Fiquem em casa. Façam estoques novamente", advertiu Joe Pollina, meteorologista da National Weather Service (órgão federal para previsões do tempo).
Os dois Estados ainda se recuperam das consequências do furacão, e depois ciclone, que devastou parte da costa leste americana. Os problemas se agravaram com a queda de temperaturas nesta segunda-feira enquanto dezenas de milhares de moradores ainda sofrem com a falta de energia.
"As noites são piores porque você se sente como estivesse lá fora, mesmo quando você está dentro [de casa]", disse Genice Josey, uma moradora de Far Rockaway, no distrito do Queens, em Nova York.
Além do frio, e da interrupção no fornecimento de energia, a cidade ainda tem pela frente a eleição presidencial, nesta terça-feira. Mas nem mesmo o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, sabia responder se a cidade estava pronta para o dia. "Eu não tenho a menor ideia", admitiu ontem.
A tempestade Sandy, que alcançou a costa leste trazendo ventos acima de 100 km/h na semana passada, provocou a morte de mais de 100 pessoas em dez Estados. Cerca de meio milhão de moradores no Estado de Nova York e outros 800 mil em Nova Jersey ainda permanecem sem luz.
DA ASSOCIATED PRESS, EM NOVA YORK
DE SÃO PAULO
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1180550-meteorologia-preve-nova-tempestade-para-costa-leste-dos-eua.shtml
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2012/11/05
2012/10/30
Furacão Sandy mata 16 nos EUA e no Canadá e inunda e paralisa Nova York
Sandy’ provoca inundação nas obras do Marco Zero, em Nova York. (Foto: John Minchillo / AP Photo)
Mortes nos EUA ocorreram em seis estados; uma pessoa desapareceu.
Prefeito nova-iorquino pediu à população para não sair de casa.
O furacão Sandy começou a varrer a Costa Leste dos EUA na noite desta segunda-feira (29), matando pelo menos 15 pessoas nos Estados Unidos e uma no Canadá. A ilha de Manhattan ficou alagada, caótica e com um grande apagão, informaram os serviços de emergência e testemunhas.
No Estado de Nova York, Sandy matou 7 pessoas, incluindo um homem de 30 anos atingido pela queda de uma árvore no Queens, disse um porta-voz do governador Andrew Cuomo.
Em Nova Jersey, há três mortos, dois deles atingidos por uma árvore, que caiu sobre um carro no condado de Morris, segundo os serviços de emergência.
Duas pessoas morreram na Pensilvânia, uma atingida por árvore e outra no desabamento de uma casa, informaram as autoridades locais.
Em Maryland, uma mulher bateu com o carro em uma árvore e morreu.
Na Virgínia Ocidental, outra mulher, de 48 anos, colidiu com um caminhão em meio a uma tempestade provocada por Sandy, informou a polícia.
No Atlântico, na Costa da Carolina do Norte, uma tripulante de um veleiro réplica do HMS Bounty morreu no hospital após ser resgatada no mar e levada a um hospital. O capitão do barco permanece desaparecido.
Na cidade canadense de Toronto, mais ao norte, uma mulher morreu ao ser atingida por uma placa de publicidade que se desprendeu com o forte vento.
Sandy tocou a terra na noite desta segunda pela costa de Nova Jersey como tempestade extratropical, com ventos de 130 km/h e deslocando-se a 37 km/h.
O olho do fenômeno atingiu as proximidades de Atlantic City, de acordo com o boletim do Centro Nacional de Furacões (CNF), com sede em Miami.
Em Nova York, ao menos 250 mil famílias ficaram sem energia elétrica na noite de segunda-feira na região de Manhattan, informou o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, em entrevista coletiva.
Vários bairros do sul de Manhattan ficaram sob as águas e sem eletricidade, disse Bloomberg, que pediu à população para permanecer em casa e evitar sair de carro para não prejudicar o deslocamento das equipes de emergência.
Segundo a CNN, o apagão no sul de Manhattan foi provocado pela explosão em uma subestação que entrou em curto devido à inundação do bairro.
Os rios East e Hudson transbordaram por conta da chuva torrencial que caiu na cidade e inundou túneis.
O setor de Battery Park, sul de Manhattan, foi coberto pelas águas.
As forças de segurança fecharam o acesso ao Battery Park e toda a zona próxima a Wall Street ficou deserta, exceto pela presença de carros da polícia, bombeiros e ambulâncias.
Equipes das companhias elétricas trabalhavam sem descansar para bombear água para fora das galerias e restabelecer os serviços, mas milhares de residências permaneciam sem energia. O apagão atingia diversas zonas, incluindo a Universidade de Nova York e alguns hospitais.
No bairro de Chelsea, a fachada inteira de um prédio de três andares caiu, mas sem provocar vítimas.
Vários carros de bombeiros e da polícia fecharam o acesso à Oitava Avenida entre as ruas 14 e 15.
A grande tempestade deixou milhões de pessoas sem energia elétrica em suas casas na região leste dos Estados Unidos.
As autoridades americanas haviam advertido riscos sem precedentes e ordenaram a saída de centenas de milhares de pessoas em cidades ao longo da faixa costeira da Nova Inglaterra (nordeste) até a Carolina do Norte (sudeste).
O presidente Barack Obama alertou os americanos sobre a ameaça representada por Sandy, ao citar uma "tempestade grande e poderosa' que poderia ter consequências desastrosas.
A passagem da tempestade interrompeu a campanha eleitoral americana a uma semana das equilibradas eleições de 6 de novembro.
Tanto Obama como o rival republicano, Mitt Romney, cancelaram eventos eleitorais.
Os dois candidatos têm consciência da importância política de dedicar toda a atenção às consequências da tragédia, pois lembram do que aconteceu com o furacão Katrina em 2005.
A resposta ao Katrina, que devastou Nova Orleans (Louisiana, centro-sul do país), foi encarada como um fracasso das autoridades, lideradas pelo então presidente republicano George W. Bush, o que marcou o restante de seu segundo mandato.
As autoridades declararam estado de emergência em Connecticut, Delaware, Maryland, Massachusetts, Nova Jersey, Nova York, Carolina do Norte, Pensilvânia, Vermont, Virginia e na capital americana.
O presidente Barack Obama aprovou o estado de emergência para liberar recursos federais aos estados afetados.
Em sua passagem pelo Caribe, na semana passada, Sandy deixou 67 mortos, milhares de desabrigados e muitos prejuízos. No Haiti, foram 51 mortos.
G1
Atualizado em 30/10/2012 08h12
Mortes nos EUA ocorreram em seis estados; uma pessoa desapareceu.
Prefeito nova-iorquino pediu à população para não sair de casa.
O furacão Sandy começou a varrer a Costa Leste dos EUA na noite desta segunda-feira (29), matando pelo menos 15 pessoas nos Estados Unidos e uma no Canadá. A ilha de Manhattan ficou alagada, caótica e com um grande apagão, informaram os serviços de emergência e testemunhas.
No Estado de Nova York, Sandy matou 7 pessoas, incluindo um homem de 30 anos atingido pela queda de uma árvore no Queens, disse um porta-voz do governador Andrew Cuomo.
Em Nova Jersey, há três mortos, dois deles atingidos por uma árvore, que caiu sobre um carro no condado de Morris, segundo os serviços de emergência.
Duas pessoas morreram na Pensilvânia, uma atingida por árvore e outra no desabamento de uma casa, informaram as autoridades locais.
Em Maryland, uma mulher bateu com o carro em uma árvore e morreu.
Na Virgínia Ocidental, outra mulher, de 48 anos, colidiu com um caminhão em meio a uma tempestade provocada por Sandy, informou a polícia.
No Atlântico, na Costa da Carolina do Norte, uma tripulante de um veleiro réplica do HMS Bounty morreu no hospital após ser resgatada no mar e levada a um hospital. O capitão do barco permanece desaparecido.
Na cidade canadense de Toronto, mais ao norte, uma mulher morreu ao ser atingida por uma placa de publicidade que se desprendeu com o forte vento.
Sandy tocou a terra na noite desta segunda pela costa de Nova Jersey como tempestade extratropical, com ventos de 130 km/h e deslocando-se a 37 km/h.
O olho do fenômeno atingiu as proximidades de Atlantic City, de acordo com o boletim do Centro Nacional de Furacões (CNF), com sede em Miami.
Em Nova York, ao menos 250 mil famílias ficaram sem energia elétrica na noite de segunda-feira na região de Manhattan, informou o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, em entrevista coletiva.
Vários bairros do sul de Manhattan ficaram sob as águas e sem eletricidade, disse Bloomberg, que pediu à população para permanecer em casa e evitar sair de carro para não prejudicar o deslocamento das equipes de emergência.
Segundo a CNN, o apagão no sul de Manhattan foi provocado pela explosão em uma subestação que entrou em curto devido à inundação do bairro.
Os rios East e Hudson transbordaram por conta da chuva torrencial que caiu na cidade e inundou túneis.
O setor de Battery Park, sul de Manhattan, foi coberto pelas águas.
As forças de segurança fecharam o acesso ao Battery Park e toda a zona próxima a Wall Street ficou deserta, exceto pela presença de carros da polícia, bombeiros e ambulâncias.
Equipes das companhias elétricas trabalhavam sem descansar para bombear água para fora das galerias e restabelecer os serviços, mas milhares de residências permaneciam sem energia. O apagão atingia diversas zonas, incluindo a Universidade de Nova York e alguns hospitais.
No bairro de Chelsea, a fachada inteira de um prédio de três andares caiu, mas sem provocar vítimas.
Vários carros de bombeiros e da polícia fecharam o acesso à Oitava Avenida entre as ruas 14 e 15.
A grande tempestade deixou milhões de pessoas sem energia elétrica em suas casas na região leste dos Estados Unidos.
As autoridades americanas haviam advertido riscos sem precedentes e ordenaram a saída de centenas de milhares de pessoas em cidades ao longo da faixa costeira da Nova Inglaterra (nordeste) até a Carolina do Norte (sudeste).
O presidente Barack Obama alertou os americanos sobre a ameaça representada por Sandy, ao citar uma "tempestade grande e poderosa' que poderia ter consequências desastrosas.
A passagem da tempestade interrompeu a campanha eleitoral americana a uma semana das equilibradas eleições de 6 de novembro.
Tanto Obama como o rival republicano, Mitt Romney, cancelaram eventos eleitorais.
Os dois candidatos têm consciência da importância política de dedicar toda a atenção às consequências da tragédia, pois lembram do que aconteceu com o furacão Katrina em 2005.
A resposta ao Katrina, que devastou Nova Orleans (Louisiana, centro-sul do país), foi encarada como um fracasso das autoridades, lideradas pelo então presidente republicano George W. Bush, o que marcou o restante de seu segundo mandato.
As autoridades declararam estado de emergência em Connecticut, Delaware, Maryland, Massachusetts, Nova Jersey, Nova York, Carolina do Norte, Pensilvânia, Vermont, Virginia e na capital americana.
O presidente Barack Obama aprovou o estado de emergência para liberar recursos federais aos estados afetados.
Em sua passagem pelo Caribe, na semana passada, Sandy deixou 67 mortos, milhares de desabrigados e muitos prejuízos. No Haiti, foram 51 mortos.
G1
Atualizado em 30/10/2012 08h12
2012/10/29
Furacão Sandy deve chegar à Costa Leste dos EUA em breve, diz agência
29 de outubro - Um barco bate em pedras em Island City, no bairro do Bronx em Nova York.
Librado Romero/The New York Times
Centro da tempestade está a 35 km de Atlantic City, em Nova Jersey
Inundações já tomam áreas costeiras, e há milhares sem energia elétrica.
O furacão Sandy, que promete ser a maior tempestade da história dos EUA, está "avançando rápido" em direção à costa dos estados de Nova Jersey e Delaware e deve chegar ao continente por volta das 20h locais (22h do horário brasileiro de verão), informou o Centro Nacional de Furacões no boletim das 19h locais. Sandy deve chegar ao continente na categoria de "ciclone pós-tropical", com ventos máximos sustentados reduzidos para 140 quilômetros por hora.
Essa classificação significa que a tempestade ainda tem ventos com a força de um furacão, mas com as caracteríticas de um ciclone tropical, segundo a agência americana.
A tempestade está a 35 quilômetros ao sul de Atlantic City, no estado americano de Nova Jersey, de acordo com o boletim.
Os primeiros efeitos de Sandy, que matou ao menos 66 pessoas em sua passagem pelo Caribe na semana passada, já eram sentidos, com inundações e fortes ventos, além de caos nos transportes e blecautes localizados.
As autoridades federais e estaduais se preparam para enfrentar a tempestade, que tem o potencial de ameaçar vidas.
A população das regiões afetadas já estava em alerta.
Milhares de voos foram afetados, centenas de milhares de pessoas tiveram de deixar suas casas em Nova York, onde todo o sistema de transporte público parou e a Bolsa de Valores permanecerá fechada até pelo menos terça-feira.
Nova York tinha o aspecto de uma verdadeira cidade-fantasma nesta segunda.
Pelo menos 300 mil residências do estado de Nova York ficaram sem eletricidade na tarde desta segunda devido à chegada do furacão, informou o governador Andrew Cuomo.
A expectativa pela tempestade também atrapalha a campanha presidencial dos EUA, a quase uma semana da votação de 6 de novembro que opõe o atual presidente Barack Obama e seu rival republicano Mitt Romney.
Na costa da Carolina do Norte, no domingo, a televisão mostrou imagens de ilhas que se estendem ao longo da costa varridas pelos ventos, pela chuva e pelo mar agitado. As montanhas de West Virginia podem ficar cobertas com um metro de neve.
Nova Jersey e Delaware ordenaram a retirada de moradores da região costeira que corre o risco de inundações.
Obama pediu aos seus compatriotas que levem "muito a sério" o perigo e disse que Sandy vai ser uma tempestade "grande e poderosa".
A rede de transporte público na cidade de Nova York - metrô, ônibus, trens - parou de operar domingo antes da chegada do furacão.
Além disso, milhares de voos domésticos e internacionais foram cancelados no domingo e na segunda, principalmente nos aeroportos de Nova York, Washington e Filadélfia.
A Suprema Corte dos EUA decidiu cancelar suas sessões marcadas para terça, postergando-as para quinta.
Os escritórios do governo federal também devem ficar fechados nesta terça.
De Washington a Nova York, os moradores e funcionários das redes de transporte empilhavam sacos de areia para proteger suas propriedades das inundações anunciadas, enquanto filas eram formadas diante dos supermercados para estocar alimentos.
G1
Atualizado em 29/10/2012 21h21
Librado Romero/The New York Times
Centro da tempestade está a 35 km de Atlantic City, em Nova Jersey
Inundações já tomam áreas costeiras, e há milhares sem energia elétrica.
O furacão Sandy, que promete ser a maior tempestade da história dos EUA, está "avançando rápido" em direção à costa dos estados de Nova Jersey e Delaware e deve chegar ao continente por volta das 20h locais (22h do horário brasileiro de verão), informou o Centro Nacional de Furacões no boletim das 19h locais. Sandy deve chegar ao continente na categoria de "ciclone pós-tropical", com ventos máximos sustentados reduzidos para 140 quilômetros por hora.
Essa classificação significa que a tempestade ainda tem ventos com a força de um furacão, mas com as caracteríticas de um ciclone tropical, segundo a agência americana.
A tempestade está a 35 quilômetros ao sul de Atlantic City, no estado americano de Nova Jersey, de acordo com o boletim.
Os primeiros efeitos de Sandy, que matou ao menos 66 pessoas em sua passagem pelo Caribe na semana passada, já eram sentidos, com inundações e fortes ventos, além de caos nos transportes e blecautes localizados.
As autoridades federais e estaduais se preparam para enfrentar a tempestade, que tem o potencial de ameaçar vidas.
A população das regiões afetadas já estava em alerta.
Milhares de voos foram afetados, centenas de milhares de pessoas tiveram de deixar suas casas em Nova York, onde todo o sistema de transporte público parou e a Bolsa de Valores permanecerá fechada até pelo menos terça-feira.
Nova York tinha o aspecto de uma verdadeira cidade-fantasma nesta segunda.
Pelo menos 300 mil residências do estado de Nova York ficaram sem eletricidade na tarde desta segunda devido à chegada do furacão, informou o governador Andrew Cuomo.
A expectativa pela tempestade também atrapalha a campanha presidencial dos EUA, a quase uma semana da votação de 6 de novembro que opõe o atual presidente Barack Obama e seu rival republicano Mitt Romney.
Na costa da Carolina do Norte, no domingo, a televisão mostrou imagens de ilhas que se estendem ao longo da costa varridas pelos ventos, pela chuva e pelo mar agitado. As montanhas de West Virginia podem ficar cobertas com um metro de neve.
Nova Jersey e Delaware ordenaram a retirada de moradores da região costeira que corre o risco de inundações.
Obama pediu aos seus compatriotas que levem "muito a sério" o perigo e disse que Sandy vai ser uma tempestade "grande e poderosa".
A rede de transporte público na cidade de Nova York - metrô, ônibus, trens - parou de operar domingo antes da chegada do furacão.
Além disso, milhares de voos domésticos e internacionais foram cancelados no domingo e na segunda, principalmente nos aeroportos de Nova York, Washington e Filadélfia.
A Suprema Corte dos EUA decidiu cancelar suas sessões marcadas para terça, postergando-as para quinta.
Os escritórios do governo federal também devem ficar fechados nesta terça.
De Washington a Nova York, os moradores e funcionários das redes de transporte empilhavam sacos de areia para proteger suas propriedades das inundações anunciadas, enquanto filas eram formadas diante dos supermercados para estocar alimentos.
G1
Atualizado em 29/10/2012 21h21
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