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2019/01/14

Oportunidades e desafios do cooperativismo financeiro para 2019

O ano que chega traz consigo inúmeras expectativas para todos os cidadãos brasileiros. Um novo governo e um novo Congresso Nacional tomarão posse, com propostas de mudanças e rupturas. Mas o que o setor cooperativista pode esperar para si?
 
Convidamos dois especialistas do nosso mercado para contarem suas perspectivas para o futuro do Brasil e das cooperativas brasileiras. De um lado, Ênio Meinen, diretor de operações do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) e autor de diversos artigos e livros sobre cooperativismo financeiro – área na qual milita há 34 anos. Do outro, Mauri Alex de Barros Pimentel, mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas, com formação superior em Administração de Cooperativas. Palestrante do ramo crédito, sua experiência profissional inclui atuação executiva em organizações como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Sebrae), o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), a Unimed, a Petrobras e o Sicoob. Confira as previsões da dupla:
 
Diante do novo cenário político e econômico trazido pelas eleições de 2018, quais são as suas expectativas para as cooperativas em 2019?
 
Ênio Meinen: O cooperativismo deve manter a sua trajetória de ascensão, no campo e na cidade, em todos os setores de atuação. A geração de empregos, que têm crescido entre 5% e 10% nos últimos anos, e a ampliação do nível de renda continuarão tendo contribuição relevante das organizações cooperativas. Vale lembrar que o movimento, dada a sua alta resiliência, se fortalece em intervalos de crise e, com isso, emerge ainda mais forte por ocasião da retomada da dinâmica econômica.
 
Mauri Pimentel: O cooperativismo representa um importante instrumento de desenvolvimento e transformação empreendedora. Pesquisas mostram que regiões com a presença efetiva de cooperativas apresentam Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) melhor que as demais localidades. Em setores como o agronegócio, que representa mais de 20% do PIB do país, quase 50% de toda a produção do campo passa pelas cooperativas. Na saúde suplementar, o cooperativismo representa mais de 35% do market share do setor e, no Crédito, experimentamos um crescimento virtuoso, com um aumento do número de cooperados próximo de 200% nos últimos 10 anos e um saldo de mais de 92 bilhões em operações de crédito. Portanto, considerando a expressividade já apresentada, a velocidade de crescimento da participação de mercado das cooperativas nos seus diversos setores e as perspectivas de recuperação da confiança internacional e economia local, acredito que as cooperativas brasileiras terão grandes oportunidades nos próximos anos.
 
Mudanças de governo afetam as cooperativas de alguma maneira? Por quê?
MP: Embora as sociedades cooperativas sejam instituições autônomas e independentes de interferência estatal, mudanças de governo afetam o mercado como um todo e o cooperativismo não está apartado disso. Dependendo das políticas a serem implementadas pelo novo governo, poderemos experimentar impactos positivos ou negativos no cooperativismo brasileiro. Tudo vai depender de como vamos figurar na agenda estratégica do novo governo. Acredito que o Sistema OCB terá papel importante como referência representativa nesse sentido. O fato é que, nos últimos anos, fomos capazes de demonstrar à sociedade brasileira o poder transformador e desenvolvimentista do cooperativismo, com destaque para o segmento de crédito, que vem ocupando papel protagonista na promoção da cidadania financeira dos brasileiros. Espero que o novo governo seja sensível a isso.
 
EM: A preocupação quanto a essa possibilidade já foi maior. Hoje as virtudes e a essencialidade das cooperativas já são bastante conhecidas. Não há como deixar à margem um setor que representa cerca de 11% de tudo que se produz no país, que responde por meio milhão de postos de trabalho e que gera divisas líquidas anuais de US$ 5 bilhões. Além disso, e por isso, os governos estão vinculados à diretriz constitucional que determina apoio e estímulo ao cooperativismo (art. 174, § 2º, da Carta Magna). Em síntese, o fomento ao empreendedorismo cooperativo já não se situa mais no nível de programa de governo, mas de política de Estado.
 
E para a economia brasileira, quais são as perspectivas para os próximos anos?
EM: A expectativa é de que o novo governo inicie os seus dias dedicando-se intensamente ao processo de reformas estruturais que o país reivindica. Precisamos, sobretudo, sair da trajetória suicida de irresponsabilidade fiscal que, ao drenar riquezas excessivas para os cofres públicos e especuladores financeiros, impede investimentos e, com isso, adia o sonho de empreendedores, trabalhadores e aposentados quanto a dias melhores.
 
MP: Do ponto de vista econômico, o Brasil mostra claros sinais de recuperação, mas ainda muito tímidos perto do que a sociedade brasileira precisa e merece. O cenário político, entretanto, ainda me parece nebuloso, uma vez que o novo governo terá de construir suas alianças para garantir a governabilidade e aprovar as reformas para a estabilização econômica e redução do custo da máquina pública, que hoje é um dos maiores do mundo. O que se pode afirmar nesse momento é que o Brasil é um país de enorme potencial econômico, referência no continente latino americano, um dos principais países das chamadas Economias Emergentes (Brics) e tem pela frente um cenário aparentemente positivo no tocante à confiança do mercado internacional e oportunidades de crescimento interno. Dependendo da capacidade do novo governo de aprovar as reformas estruturantes e combater duramente a corrupção, poderemos experimentar dias bem melhores para os próximos anos.
 
Como as cooperativas podem ajudar o Brasil a retomar a rota do crescimento?
EM: As cooperativas podem ampliar o seu protagonismo como agentes de implementação de políticas oficiais, já que se tratam de empreendimentos próximos e conectados com grande parcela das pessoas e dos pequenos empreendedores destinatários do orçamento governamental. Sem reduzir a importância de outras contribuições, independentemente do ramo, o cooperativismo financeiro tende a ampliar a participação no seu mercado, acentuando os benefícios relacionados à inclusão e à educação financeiras, à intensificação e à melhor distribuição do crédito e à redução dos spreads e das tarifas bancárias. Com essa promoção da justiça financeira, teremos mais cidadania, menos custos para as empresas e mais poupança. Por decorrência, mais recursos para investir. Em síntese, estamos falando de um autêntico círculo virtuoso.
 
MP: As palavras-chave são “empreendedorismo” e “inclusão”. O caráter aglutinador do cooperativismo propicia que pessoas antes alijadas dos meios de produção — muitas vezes à margem da economia ou exploradas por atravessadores ou players preocupados tão somente com o retorno financeiro de seus acionistas — possam ser inseridas nos sistemas de produção e consumo, por meio de uma alternativa empreendedora que conjuga resultado econômico com justiça social. Na medida em que mais pessoas sejam devidamente incluídas na economia formal, teremos mais produção para alimentar os mercados interno e externo, mais geração de trabalho e emprego, melhor distribuição de renda, maior potencial consumidor no país e, consequentemente, mais recursos alimentando a economia. Desse modo, podemos encarar o cooperativismo como um importante propulsor do desenvolvimento, que devidamente estimulado, representa um ativo estratégico para o novo governo rumo à recuperação da economia nacional.
 
Quais são os principais desafios internos e externos que as cooperativas brasileiras enfrentarão nos próximos anos?
MP: A tendência de estabilização econômica com consequentes controle do câmbio, redução da inflação e taxas de juros mais baixas impõe às cooperativas a necessidade de investir em ações e políticas que favoreçam o aumento da eficiência, da eficácia e da efetividade na condução dos negócios. A meu ver, isso importará na implementação de boas práticas de governança (estrutura e poder), na disseminação da cultura do planejamento (estratégia e inovação) e no desenvolvimento sistemático da gestão (pessoas e processos).
Somente a partir de investimentos consistentes nesse tripé as cooperativas poderão se manter competitivas e serão capazes de enfrentar adequadamente as intempéries do mercado global em que vivemos.
 
EM: As inovações tecnológicas certamente continuarão tendo lugar de destaque na agenda de desafios do setor cooperativo, o que exigirá investimentos ainda mais expressivos e desapego em relação aos atuais modelos operacionais. Ganhos de escala e estruturas de apoio eficientes (fazer mais com menos) também serão fatores cruciais para a sustentabilidade do movimento, uma vez que a concorrência trilhará percurso semelhante. Aqui, a propósito, a intercooperação surge como grande oportunidade e necessidade. É chegada a hora, portanto, de encurtar a distância entre o que pregamos e o que estamos fazendo!
 
Ainda no campo de influência dos líderes e executivos das cooperativas, há que se aprimorar a governança, incluindo a elaboração e aplicação de políticas consistentes de sucessão, pois a geração de pioneiros terá de passar o bastão para novos dirigentes. Por fim, e sem excluir outros temas, o cooperativismo precisa qualificar a sua comunicação com a sociedade e os stakeholders. Hoje empregamos muito mais a linguagem de empresas convencionais – dando ênfase, por exemplo, a grandes números contábeis –, nivelando-nos temerariamente a elas, em vez de jogar luz sobre os diferenciais ligados ao desenvolvimento econômico e à inclusão social. Parece, até mesmo, que temos preconceito em relação ao que fazemos, justamente quando a população clama por um modelo de empresa que tenha o DNA cooperativo!
 
Em um cenário de fortes mudanças tecnológicas e alta competitividade, como as cooperativas podem equilibrar suas facetas econômica e social?
EM: Não há segredo. A tecnologia pode e deve ser utilizada para facilitar e qualificar a atuação da cooperativa.
 
MP: Na contramão do que muitos pensam, tecnologia e competitividade não são antagônicos ao empreendedorismo cooperativo. Ao contrário, devem estar a serviço dele assim como o estão em relação a outros empreendimentos de sucesso no mercado. O foco deve ser deslocado do “produto” para a “experiência do público alvo”. Não podemos perder de vista que o cooperado, razão de existência de todo o sistema cooperativo, assume o papel de dono, cliente e fornecedor, dependendo do momento em que está se relacionando com a cooperativa, e essa característica torna a gestão do empreendimento cooperativo significativamente mais complexa do que os demais modelos organizacionais. Portanto, mais uma vez é preciso reforçar a necessidade de profissionalizar a gestão das cooperativas com técnicos que, além dos conhecimentos em boas práticas de gestão e governança, sejam capazes de adaptá-los às nuances próprias do modelo empresarial cooperativo. O segredo do sucesso está, portanto, nas pessoas: naquelas que representam a propriedade (cooperados) e em igual importância nas que representam a gestão (executivos e colaboradores) e o amplo e profundo conhecimento destes sobre a essência do modelo empresarial cooperativo é questão de sobrevivência para essas organizações.
 
Fonte: Sistema OCB / Revista Saber Cooperar
 
 

2017/07/22

Cooperativas de crédito devem crescer 10% até dezembro

As instituições financeiras cooperativas devem continuar crescendo no segundo semestre deste ano, apesar da retração econômica no País. A expectativa é do diretor de Operações do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Ênio Meinen, que estima uma elevação da ordem de 10% nos negócios, nos próximos seis meses. Ênio Meinen, autor de vários livros sobre cooperativismo de crédito, esteve no Estado do Espírito Santo para falar sobre o segmento para empresários.

– Que resultados o senhor tem observado nas palestras que vem realizando para associados? Quantas conferências já fez e quantas pessoas foram alcançadas?
Tenho atendido a muitos convites, dos diferentes sistemas cooperativos, para falar a cooperados e para as pessoas em geral, notadamente empresários e lideranças comunitárias. Ultimamente, a academia também tem evidenciado um grande interesse pelo tema do cooperativismo, por isso fizemos conferências em eventos de universidades abertos ao público e ministramos aulas em cursos de pós-graduação (a exemplo da USP). Creio que, nos últimos 18 meses, tenham sido alcançadas cerca de 10.500 pessoas, em 70 encontros.
O resultado dessa divulgação é uma melhor compreensão e aceitação do cooperativismo financeiro (a exemplo do Sicoob), para cuja solução, definitivamente, a sociedade está despertando.
 
– Analisando a conjuntura política e econômica do País, quais são as perspectivas para o cooperativismo financeiro no segundo semestre e em 2018?
Apesar da baixa dinâmica econômica, as instituições financeiras cooperativas devem continuar avançando no mercado bancário. Aliás, é na crise que o cooperativismo financeiro mais se desenvolve, como tem demonstrado o Sicoob no estado do Espírito Santo. Estimo, portanto, um crescimento da ordem de 10%, pelo menos, nos próximos seis meses. As razões desse avanço estão relacionadas, em especial, à melhor precificação dos produtos e serviços oferecidos pelas cooperativas, que já dispõem de um portfólio operacional equivalente ao dos grandes bancos brasileiros; à retração do sistema bancário tradicional na concessão de crédito e ao atendimento diferenciado, digno do que se confere a quem é dono do empreendimento cooperativo. A esses fatores podemos adicionar a circunstância de um maior domínio da sociedade sobre a natureza cooperativista e os seus múltiplos benefícios, notadamente de ordem econômica.
 
– Como as cooperativas de crédito se situam no atual ambiente financeiro, que já adquiriu fortes características digitais?
As cooperativas financeiras constituem, hoje, uma alternativa real no âmbito da indústria bancária, fortemente concentrada e hostilizada pela sociedade. Além de oferecerem um conjunto completo de produtos e serviços financeiros – que vão de aplicações financeiras diversas a todas as linhas de crédito; de cartões à adquirência bancária (vendas por meio de cartão de crédito e débito); de consórcios a seguros -, asseguram aos seus cooperados todas as facilidades digitais que os clientes acessam nos grandes bancos do País. Isso considerando que o orçamento para TI e processos das cooperativas, embora significativo, representa uma pequena parcela das dotações de que dispõem os gigantes do setor bancário. Nas cooperativas, que operam com uma margem de contribuição muito baixa, trabalha-se com a máxima de fazer bem mais com muito menos, valorizando o dinheiro do associado.
Ressalto que, embora as cooperativas, por seu nível de inovação digital, já sejam instituições “high tech”, elas não deixaram e não deixarão de ser “high touch”, pois muitos cooperados ainda valorizam o contato pessoal. Por isso, enquanto os bancos fecham agências, as cooperativas mantêm e até mesmo ampliam os seus pontos físicos.
 
 
Em Campos dos Goytacazes: www.sicoobfluminense.com.br

2017/05/17

Sicoob apresenta resultado de R$671 milhões no primeiro trimestre

O resultado é 15,4% maior do que o alcançado no mesmo período ano passado.

O maior sistema de cooperativas financeiras do País, Sicoob, registrou resultado de R$671 milhões no primeiro trimestre de 2017. O avanço foi de 15,4% em relação ao mesmo período em 2016, quando o saldo foi de R$581 milhões.
 
Os ativos totais registraram salto de 27,4%, ultrapassando a casa dos R$80 bilhões. Já as operações de crédito somaram R$38,7 bilhões, alta de 10,6%, mantendo o compromisso da instituição de, mesmo em período de recessão, atender a demanda por crédito de seus cooperados. O patrimônio líquido obteve alta de 15,5%, um crescimento de R$16,6 bilhões ante os $14,4 bilhões alcançados no ano passado.
 
No primeiro trimestre, o Sicoob registrou aumento de 29,2% em depósitos totais, atingindo R$51,5 bilhões. Em relação aos depósitos à vista, o sistema cresceu 26,3%, com R$8,5 bilhões registrados. Os depósitos a prazo somaram R$35 bilhões, alta de 28, 9%. Os depósitos na poupança também tiveram avanços se comparado ao ano de 2016, registrando R$3,2 bilhões, alta de 15,8%.
 
O Sicoob disponibilizou aos seus 3,7 milhões de cooperados, 129 novas agências até março de 2017, totalizando 2.587 pontos de atendimento em todo o País. Também estão disponíveis cerca de 880 Correspondentes Cooperativos, mais de 3.200 Postos de Atendimento Eletrônico (PAE) e 20 mil máquinas da Rede Banco24Horas.
 
Sobre o Sicoob
 
O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil, Sicoob, possui 3,7 milhões de cooperados em todo o país e está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. É composto por 485 cooperativas singulares, 16 cooperativas centrais e a Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Confederação).
 
Integram, ainda, o Sistema, o Banco Cooperativo do Brasil do Brasil (Bancoob) e suas subsidiárias (empresas de: cartões, consórcios, DTVM, seguradora, previdência) provedoras de produtos e serviços especializados para cooperativas financeiras. A rede Sicoob é a sexta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com mais de 2,5 mil pontos de atendimento. As cooperativas inseridas no Sistema oferecem aos cooperados serviços de conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, dentre outras soluções financeiras.
 
rua Dr. Siqueira, 278, parque Dom Bosco (em frente ao portão principal do IFFluminense)
Tel. (22) 27262750
 

2014/07/09

Cooperativas financeiras atendem 200 mil pequenos negócios e ganham espaço no mercado

BRASÍLIA – Com custo menor e atendimento personalizado, as cooperativas do ramo se tornaram mais atrativas para as micro e pequenas empresas na hora de pegar empréstimos e financiamentos. Segundo o diretor-presidente do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Marco Aurélio Almada, “o cooperativismo de crédito tem sido ágil e bastante objetivo na sua estratégia de atendimento às micro e pequenas empresas, até porque elas são fundamentais para o crescimento das cooperativas“.

Há experiências de cooperativas de Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Paraíba que participam do projeto Fomento a Boas Práticas, do Sebrae. O projeto da instituição busca orientar as cooperativas para que ofereçam produtos e serviços adequados às necessidades das micro e pequenas empresas, já que beneficia mais de 200 mil pequenos negócios.

O projeto do Sebrae busca fortalecer a relação das cooperativas com micro e pequenas empresas para facilitar o acesso delas ao crédito com taxas mais baixas. São feitos “intercâmbios técnicos” para que as instituições financeiras analisem in loco os produtos, serviços, as formas de gestão e governança dos pequenos negócios. Depois de feito esse “diagnóstico”, as cooperativas oferecem os serviços que melhor encaixam à realidade do segmento. “O cooperativismo de crédito vem crescendo rapidamente, mostrando maturidade e criatividade para se diferenciar e enfrentar a concorrência com ganhos para os pequenos negócios, que ainda enfrentam dificuldades na hora de contratar crédito”, observa o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. Segundo ele, esse ritmo de crescimento é essencial para que em um futuro próximo as cooperativas de crédito possam atingir dois dígitos de participação no sistema financeiro brasileiro. As cooperativas foram responsáveis por um aporte de R$ 9,5 bilhões às micro e pequenas empresas em 2013, volume 24% superior ao total liberado no ano anterior – R$ 7,7 bilhões. Embora ainda seja um parcela bem pequena diante dos R$ 317 bilhões desembolsados aos pequenos negócios no ano passado, o ritmo de expansão nas cooperativas foi superior aos 5,7% registrados no sistema financeiro como um todo.

Fonte: DCI (291)