Mostrando postagens com marcador preços. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preços. Mostrar todas as postagens

2019/06/26

Prévia da inflação fica em 0,06% em junho, menor taxa para o mês em 13 anos, aponta IBGE

Queda no preço de alimentos e combustíveis ajudou a desacelerar o indicador. No ano, IPCA-15 acumula alta de 2,33%; em 12 meses já chega a 3,84%.

Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro
 

2019/06/07

Inflação oficial desacelera e fica em 0,13% em maio, menor taxa para o mês desde 2006

Trata-se também do índice mensal mais baixo do ano. Em 12 meses, IPCA acumulado recuou para 4,66%, mas segue acima do centro da meta para 2019, que é de 4,25%

Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1
 
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,13% em maio, o que representa uma desaceleração ante a taxa de 0,57% de abril, segundo divulgou nesta sexta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foi o menor resultado para um mês de maio desde 2006 (0,10%). Trata-se também do índice mensal mais baixo do ano até o momento, refletindo principalmente a descompressão dos preços do grupo de alimentação e bebidas, que voltou a apresentar deflação.
Nos 4 primeiros meses do ano, porém, a inflação acumulada é de 2,22%, a maior taxa para o período desde 2016, quando ficou em 4,05%.
Em 12 meses, o índice acumulado recuou para 4,66%, abaixo dos 4,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Apesar da desaceleração, a taxa ainda permanece acima da meta central de inflação do governo para 2019, que é de 4,25%.
IPCA - Inflação oficial mês a mês
 
Variação mensal dos preços, em %
Fonte: IBGE
O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado. Mediana das projeções de consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data era de uma taxa de 0,20% em maio. Para 12 meses, a expectativa era de alta de 4,73%.

Alimentos e bebidas freiam inflação


Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, 4 registraram deflação em maio. A principal contribuição para a desaceleração índice geral veio de "Alimentação e bebidas" (-0,56%), após uma alta de 0,63% em abril. Só este grupo respondeu por uma impacto de -0,14 ponto percentual (p.p.) na inflação do mês.
Do lado das altas, as maiores pressões vieram dos grupos "Habitação" (0,98%), com impacto de 0,15 p.p. no índice geral, e "Saúde e cuidados pessoais" (0,59%), com impacto de 0,07 ponto percentual.
Veja a inflação de maio por grupos pesquisados e o impacto de cada um no índice geral:
  • Alimentação e Bebidas: -0,56% (-0,14 ponto percentual)
  • Habitação: 0,98% (0,15 p.p.)
  • Artigos de Residência: -0,10% (0 p.p.)
  • Vestuário: 0,34% (0,02)
  • Transportes: 0,07% (0,01 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 0,59% (0,07 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 0,16% (0,02 p.p.)
  • Educação: -0,04% (0 p.p.)
  • Comunicação: -0,03% (0 p.p.)

Inflação em 12 meses
Variação acumulada do IPCA no período, em %
Fonte: IBGE
No grupo alimentação, os destaques de queda para os preços do tomate (-15,08%), após alta de 28,64% em abril, feijão-carioca (-13,04%) e frutas (-2,87%). Por outro lado, o leite longa vida (2,37%) e a cenoura (15,74%) subiram em maio. Os produtos alimentícios adquiridos para o consumo dentro de casa tiveram queda de 0,89% no mês.
De acordo com o analista do IBGE, Pedro Kislanov da Costa, houve melhora nas condições climáticas em maio, com diminuição da chuva, o que favoreceu diversas colheitas. Além disso, aconteceu a colheita do feijão segunda safra, o que fez o produto chegar ao consumidor com o preço mais baixo.
 
Veja matéria na íntegra em:

2015/12/09

Inflação acelera e é a maior em novembro em 13 anos

IPCA ficou em 1,01% em novembro depois de avançar 0,82% em outubro.



A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 1,01% em novembro, depois de chegar a 0,82% no mês anterior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa para novembro desde 2002, quando atingiu 3,02%.
IPCA DE JANEIRO A NOVEMBRO
acumulado, em %
Created with @product.name@ @product.version@10,228,746,685,312,653,695,613,935,255,975,014,955,689,62Ano 2002Ano 2003Ano 2004Ano 2005Ano 2006Ano 2007Ano 2008Ano 2009Ano 2010Ano 2011Ano 2012Ano 2013Ano 2014Ano 20150102,557,512,5Ano 2011 em %: 5,97
Fonte: IBGE

O maior impacto no avanço geral de preços partiu do grupo de gastos com alimentos e bebidas, que ficaram 1,83% mais caros de outubro para novembro.

No ano, de janeiro a novembro, a inflação acumula alta de 9,62% - a maior para esse período desde 2002. Naquele ano, o IPCA havia ficado em 10,22%. Em 12 meses, o indicador está em 10,48%, bem acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5% ano ano. Essa variação também é a mais intensa desde novembro de 2003, quando atingiu 11,02%.

Individualmente, o que mais pesou no bolso do consumidor foi o aumento de preços dos combustíveis. O valor do litro da gasolina subiu 3,21% em novembro, ainda reflexo do reajuste de 6% autorizado pela Petrobras desde setembro.

Com o aumento do preço da gasolina, os outros combustíveis acabaram tendo seus valores reajustados também. Enquanto o custo do litro do etanol aumentou 9,31%, o do óleo diesel subiu 1,76%.

Mesmo com a pressão do aumento desses gastos, o grupo de despesas relativos a transportes, do qual fazem parte, viu sua taxa desacelerar, de 1,72% em outubro para 1,08% em novembro.

Nos alimentos, os itens comprados para consumo dentro de casa subiram 2,46% e as refeições fora de casa ficaram quase 10% mais caras. Entre os destaques de alta estão a batata-inglesa (27,46%), o tomate (24,65%), o açúcar cristal (15,11%) e o refinado (13,15%).

Além da comida e do combustível, a conta de luz também subiu 0,98%, contribuindo para o ligeiro aumento do grupo de gastos com habitação, cuja alta passou de 0,75% para 0,76%. Também ficaram maiores os preços de artigos de limpeza (1,5%), condomínio (1,35%) e botijão de gás (0,81%).

2015/10/07

Inflação acelera para 0,54% em setembro e chega a 9,5% em 12 meses

A inflação em setembro ficou em 0,54%, o que representa uma ala percentual de 0,32 ponto percentual em relação a agosto, quando tinha sido de 0,22%. No acumulado em 12 meses, chega a 9,49%, estourando o limite máximo da meta do governo.

Em setembro de 2014, a inflação tinha sido de 0,57%.

No acumulado de 2015, a inflação ficou em 7,64%, acima dos 4,61% em igual período do ano passado e também acima do teto da meta do governo. É o maior valor registrado no acumulado de janeiro a setembro desde 2003, quando atingiu 8,05%.

A meta do governo é de manter a inflação em 4,5%, com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, entre 2,5% e 6,5%.

Os dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foram divulgados nesta quarta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Vilão da vez foi o botijão de gás

O vilão da alta de preços em setembro foi o botijão de gás, importante na despesa das famílias, que respondeu por cerca de um quarto do índice.

O gás para uso residencial ficou 12,98% mais caro nos pontos de distribuição para o consumidor, percentual inferior ao reajuste de 15% autorizado pela Petrobras nas refinarias, com vigência a partir de 1º de setembro.

Em algumas regiões pesquisadas o preço do produto aumentou bem menos do que o reajuste concedido pela Petrobras, de 15%. Por exemplo, no Rio de Janeiro, a alta ficou em 9,49%.

Em outras, porém, o preço superou em muito o reajuste. É o caso de Vitória, onde atingiu 20,08%; em Goiânia, foi de 19,68%; e em Brasília, onde atingiu 19,23%.

Cebola fica 19% mais barata no mês

A cebola, que já figurou entre as maiores altas de preço neste ano, ficou 18,85% mais barata de agosto para setembro. Mesmo assim, a cebola acumula alta de 89,95% de janeiro a setembro e de 76,68% em 12 meses.

Outro antigo vilão, o tomate também ficou mais barato no último mês: queda de 13,86% no preço. No acumulado deste ano, ainda mantém avanço de 5,99% e, em 12 meses, de 12,84%.

Por outro lado, a batata-inglesa subiu 7,26% de agosto para setembro. De janeiro a setembro, a alta é de 13,93%; e 12 meses, de 69,1%.

No geral, os alimentos consumidos em casa tiveram leve queda, de 0,05%. Já os consumidos fora de casa subiram 0,77%.

Curitiba, Goiânia e Porto Alegre: inflação passa de 10% em 12 meses

Em três capitais brasileiras, a inflação acumulada em 12 meses supera os 10%. Em Curitiba, chega a 11,12%. Em Goiânia, a 10,74%. E em Porto Alegre, a 10,51%.

Já Vitória, Salvador e Belém registram a menor alta de preços nos últimos 12 meses: 8,1%, 8,13% e 8,13%, respectivamente.

Inflação e juros

A inflação alta tem sido uma das principais dores de cabeça para o Banco Central nos últimos anos.
A taxa de juros é um dos instrumentos mais básicos para controle da alta de preços.

Quando os juros sobem, as pessoas tendem a gastar menos e isso faz o preço das mercadorias cair (obedecendo à lei da oferta e procura), o que, em tese, controlaria a inflação.

Na última reunião, o BC manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25%, interrompendo uma sequência de sete altas. 
 
Essa taxa de juros é a mais alta desde agosto de 2006, quando ela também estava em 14,25%.

http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/10/07/inflacao-acelera-para-054-em-setembro-e-chega-a-95-em-12-meses.htm
(Com Reuters)