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2020/02/06

Entre 2016 e 2018: PF faz operação para apurar suspeita de desvio de R$ 50 milhões no extinto MT

De acordo com a polícia, organização criminosa desviou os recursos por meio de um contrato de prestação de serviços ao ministério.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (6) uma operação para investigar a suspeita de desvio de R$ 50 milhões no antigo Ministério do Trabalho. As irregularidades, de acordo com a PF, ocorreram entre 2016 e 2018.
A operação, chamada de Gaveteiro, foi às ruas para cumprir:
  • Dois mandados de prisão preventiva
  • 41 mandados de busca e apreensão, nos estados de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal

O alvo da PF é uma organização criminosa que, de acordo com as investigações, fez uma contratação de fachada de uma empresa para fornecer serviços de tecnologia ao ministério.
Segundo a polícia, a contratação serviu apenas para o grupo efetuar o desvio milionário dos recursos públicos, simulando o pagamento por um serviço aparentemente legal.
A PF também determinou o bloqueio de cerca de R$ 76 milhões nas contas dos investigados. Além disso, a operação obteve na Justiça medidas cautelares (provisórias) impedindo os suspeitos de deixarem o país.
A polícia afirmou que os investigados poderão ser enquadrados nos crimes de peculato, organização criminosa, fraude à licitação, falsificação de documento particular, corrupção ativa e passiva. As penas, se somadas, podem chegar a 40 anos de prisão.
No governo do presidente Jair Bolsonaro, o Ministério do Trabalho foi extinto e as atribuições que cabiam à pasta foram para o Ministério da Economia.
 

2017/12/08

Nova operação da PF em Campos: INSS

A Polícia Federal, com o apoio da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e do Ministério Público Federal, deflagrou na manhã desta sexta-feira (8), em Campos e região, a Operação Cardiopatas, em combate à corrupção de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a fraudes previdenciárias, cujo prejuízo à Previdência ultrapassa R$ 4,3 milhões. Ao todo, 50 mandados — 12 de prisão preventiva, três de prisão temporária, 20 de condução coercitiva e 15 de busca e apreensão — estão sendo cumpridos em diferentes bairros de Campos, inclusive na Pelinca, São João da Barra e Casimiro de Abreu. Pelo menos três médicos foram presos e um detido e prestam depoimentos na delegacia da PF. Outras pessoas, entre elas pacientes, também foram conduzidas à delegacia e algumas já liberadas após prestarem esclarecimentos. 
 
A ação contou com 120 policiais federais e dois analistas de inteligência previdenciária. Policiais do Rio de Janeiro dão apoio à operação, que teve início na madrugada desta sexta-feira. Dos 50 mandados, 28 já foram cumpridos. De acordo com a PF, entre os investigados estão técnicos do seguro social, médicos peritos, médicos particulares, agenciadores de benefícios e clientes da organização criminosa.
 
“No curso da investigação foram comprovadas fraudes em 34 benefícios por incapacidade, entre auxílios-doença e aposentadoria por invalidez, gerando um prejuízo apurado de pelo menos R$ 4.373.151,04 à Previdência. Os investigados responderão pelos crimes de estelionato previdenciário, corrupção passiva e ativa, peculato e violação de sigilo funcional”, informou, em nota, a Polícia Federal.
 
O nome da operação se deve ao fato de a maioria dos beneficiários cooptados pela organização criminosa terem simulado miocardiopatia dilatada ao INSS, com base em documentos médicos ideologicamente falsos.
 
Paula Vigneron 08/12/2017 08:05 - Atualizado em 08/12/2017 10:22
 

2016/09/23

PF em Campos

Cheque Cidadão: Polícia Federal prende coordenadora e secretária

Uma operação da Policia federal prendeu na manhã de hoje Alice Alvarenga e Gisele Koch Soares, secretária de Desenvolvimento e coordenadora do Cheque Cidadão,  além de pessoas ligadas a vereadores. Segundo informações, são 10 prisões, além de mandados de busca e apreensão e condução coercitiva. Uma coletiva de imprensa está marcada para 10h.

Os presos e conduzidos estão sendo ouvidos neste momento na sede da PF em Campos pelos delegados responsáveis. Procuradores do município também estão no local.

http://www.fmanha.com.br/blogs/nacurvadorio/2016/09/23/cheque-cidadao-policia-federal-prende-coordenadora-e-secretaria/


* Mais informações ao longo do dia.

2013/11/19

PM, oficial da Aeronáutica e professores são alvos de ação contra pedofilia

Após dois anos de investigações, a Polícia Federal faz na manhã desta terça-feira a Operação Glasnost em 11 Estados brasileiros. A ação é considerada uma das maiores no combate à pedofilia no País. Entre os alvos há pessoas de diferentes idades e profissões, incluindo um policial militar, um oficial da Aeronáutica, professores e um chefe de grupo de escoteiros.

Cerca de 400 policiais federais participam da operação em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Bahia e Goiás. Ao todo foram expedidos pela Justiça Federal cerca de 80 mandados de busca e apreensão, além de 20 medidas de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir à delegacia prestar esclarecimentos) e pelo menos um mandado de prisão preventiva.

Durante a apuração foram identificados quase uma centena de brasileiros envolvidos com a produção e o compartilhamento de imagens relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Além dos alvos da Operação Glasnost, mais de duzentos suspeitos continuam sob investigação. Há ainda brasileiros residentes nos Estados Unidos envolvidos no esquema que estão sendo investigados com a colaboração do FBI, a polícia federal americana.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados compartilhavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até de bebês para contatos do Brasil e do exterior. Parte do material continha cenas das vítimas sendo abusadas sexualmente por adultos.

Entre os suspeitos já identificados até o momento estão três abusadores sexuais. Um deles abusava sexualmente da própria filha, de apenas 5 anos, e compartilhava as imagens na internet com outros pedófilos. Nos casos onde foi constatado abuso, os suspeitos foram identificados e tomadas providências para que a violência fosse interrompida.

Todo o material coletado durante a ação será periciado e analisado para que sejam identificados os abusadores e produtores do material pornográfico. A operação recebeu o nome de Glasnost em referência ao termo russo que significa transparência. A palavra foi escolhida porque a maior parte dos investigados usava servidores russos para a divulgação de imagens de crianças e adolescentes na internet e para fazer contatos com outros pedófilos.

Portal Terra

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2013/11/19/pm-oficial-da-aeronautica-e-professores-sao-alvos-de-acao-contra-pedofilia/

2011/08/17

PF prende 23 por esquema de desvio de R$ 1 bi; ilha e quase cem veículos foram apreendidos

A Polícia Federal divulgou no começo da noite desta quarta-feira (17) um novo balanço da operação intitulada Alquimia, que desarticulou hoje uma quadrilha que teria dado prejuízo ao erário público de R$ 1 bilhão. A PF diz ter prendido até o momento 23 pessoas.

A organização atuava principalmente nos Estados de São Paulo e Bahia, mas tinha ramificações em Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe, além do Distrito Federal.

Todos os 129 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Na ação de hoje, foram apreendidos quase cem veículos, 2,5 kg de ouro em barra, R$ 40 mil em espécie --em apenas um dos locais --, além de oito jet-skis e uma lancha em uma ilha localizada na Bahia. O ilha, de 20 mil m² e que pertence a um dos investigados, também foi confiscada. A polícia também apreendeu três armas de fogo, maquinário industrial das empresas envolvidas e farta documentação contábil.

A fórmula para burlar o fisco era simples, segundo a PF. Empresas laranjas vendiam produtos para outras empresas, legais, e acumulavam impostos a pagar. Quando esse montante de impostos alcançava um certo valor, essa empresa "laranja" era considerada insolvente e desaparecia.

De acordo com a PF, a operação é uma das maiores do gênero deflagradas nos últimos anos no país. A suposta organização criminosa é composta por mais de 300 empresas nacionais e estrangeiras. As investigações mostram que 50 empresas "laranjas" movimentaram aproximadamente R$ 500 milhões entre 2005 e 2009.

O delegado coordenador da operação disse mais cedo, durante coletiva na sede da corporação, em Belo Horizonte (MG), que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) foi acionada para propor em juízo a interdição das empresas envolvidas no suposto esquema fraudulento. São cerca de 300 empresas investigadas.

De acordo com a Polícia Federal, as empresas cujos proprietários são acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal, atuam no ramo de produtos químicos, mas não terão os nomes revelados.

Segundo o delegado Marcelo Eduardo Freitas, somente em onze empresas do esquema, cuja fiscalização já se encerrou, os créditos tributários (impostos devidos principalmente à União) foi constatada uma sonegação de R$ 120 milhões até o momento.

“A procuradoria já foi efetivamente acionada, as provas já foram compartilhadas com a procuradoria e a ideia e que a PGFN proponha no juízo, onde essas execuções dos R$ 120 milhões estão paradas, uma ação solicitando a intervenção judicial em todas as empresas do grupo criminoso”, afirmou.

Segundo o delegado, haveria a possibilidade de uma indicação por um juiz de um interventor, que iria gerir as companhias a partir da intervenção para garantir o ressarcimento do dinheiro desviado aos cofres públicos.

“Inclusive (o interventor iria gerir) a principal empresa do grupo criminoso que tem um faturamento enorme em vários Estados da Federação”, citou o policial, afirmando que a empresa citada é nacional.

Ilha confiscada na Bahia

De acordo com o delegado Marcelo Eduardo Freitas, entre os bens confiscados dos suspeitos de integrar a quadrilha foram apreendidos também aviões. Na Bahia, a ilha de 20 mil m², que pertence a um dos líderes da suposta organização, foi confiscada com todos os bens pela Polícia Federal e por agentes da Receita Federal.

Um dos estratagemas utilizados pelo grupo era o de “blindar" o patrimônio dos envolvidos com a abertura de empresas no exterior, em paraísos fiscais. Das 300 empresas fiscalizadas, 30 estão localizadas em paraísos fiscais, principalmente na Ilhas Virgens Britânicas.

O delegado revelou ainda que as investigações sobre o grupo começaram no final da década de 90. Ao todo, 650 policiais federais, com auxílio de auditores da Receita Federal, participaram da operação.

Uol
foto: divulgação

PF faz megaoperação contra sonegação fiscal em 18 Estados

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a operação Alquimia, que investiga crimes de evasão de divisas, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro cometidos por empresas em 18 Estados brasileiros. A investigação aconteceu junto com a Receita Federal.

A Justiça decretou 31 mandados de prisão temporária, 129 de busca e apreensão, 163 de condução coercitiva e 195 sequestros de bens contra pessoas jurídicas e 62 de pessoas físicas. Entre os bens que estão sendo apreendidos nesta manhã estão ilhas e lanchas.

Segundo os investigadores, as medidas judiciais decretadas poderão rever ao patrimônio da União R$ 1 bilhão sonegados, a maior operação do gênero no país nos últimos anos. Os principais Estados são Minas Gerais, Bahia e São Paulo.

De acordo com a PF, o alvo da investigação são 300 empresas brasileiras e estrangeiras com sede em paraísos fiscais. Daquelas com atuação internacional, a maioria está sediada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas.

Matheus Leitão
de Brasília
atualizado às 8h56m
Folha.com
Uol

2011/04/13

Vereador é preso durante operação antimilícia no Rio

Grupo teria planejado morte de deputado e chefe da polícia


Um vereador foi preso na manhã desta quarta-feira (13) durante uma operação da polícia do Rio de Janeiro contra as milícias. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, o parlamentar preso é Luiz André Ferreira da Silva (PR), conhecido como "Deco" ou "O Iluminado", acusado de comandar uma milícia na zona oeste da capital fluminense. Segundo o Ministério Público, o vereador foi preso por volta das 6h na casa de um aliado, onde foram apreendidos R$ 61 mil e um cofre.

De acordo com o MP, o vereador era o principal dirigente da milícia que atuava em Jacarepaguá há pelo menos sete anos. Segundo a denúncia, o grupo empregava meios cruéis –como homicídios por meio de armas de fogo, facões e enforcamento– para se impor na região. Segundo informações que chegaram ao Disque-Denúncia em 2009, "Deco" e sua quadrilha planejaram o assassinato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presidente da CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, uma vereadora não identificada e a atual chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, então delegada titular da 28ª DP (Campinho).

A operação "Blecaute", iniciada hoje, está atrás de 14 suspeitos de integrarem o grupo. Entre os suspeitos também há ex-militares e guardas municipais. O pedido de prisão preventiva dos acusados de integrar o bando paramilitar foi assinado pelo Procurador-Geral de Justiça, Cláudio Lopes, e pelo Subprocurador-Geral de Justiça de Atribuição Originária Institucional e Judicial, Antonio José Campos Moreira.

A ação, realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), também deve cumprir 25 mandados de busca e apreensão em diversos pontos da cidade. Segundo as investigações, a quadrilha atua em pelo menos 13 comunidades, nos bairros da Praça Seca, Campinho, Tanque e Quintino.

Além dos crimes de formação de quadrilha armada e homicídios, o grupo também é acusado de praticar tortura, ocultação de cadáver, estupros, furto de sinal de televisão e internet, controle no fornecimento de gás, prestação irregular do serviço de transporte alternativo e exploração de máquinas caça-níquel.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou seis integrantes de uma outra milícia, que atuava na Estrada da Covanca, no bairro do Tanque, zona oeste. De acordo com o Gaeco, os milicianos promoviam "tribunais" clandestinos para executar desafetos. Segundo o MP, os seis denunciados tiveram a prisão preventiva decretada e responderão à ação penal na 1ª Vara Criminal da Capital por homicídio qualificado.

Cerca de 80 pessoas participam da operação, que tem o apoio da Subsecretaria de Inteligência, da Subprocuradoria-Geral de Justiça, do Gaeco, do Ministério Público e da Corregedoria Geral Unificada.

A reportagem ligou para o gabinete do vereador preso para comentar a detenção e recebeu a informação de que o advogado dele está se encaminhando para o local. O vereador nega as acusações.

Daniel Milazzo
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro
c/ed.