Algumas das concessionárias que administram as principais rodovias do Estado do Rio de Janeiro mantém até este domingo (4) esquemas especiais de trânsito montados para o feriado do Dia do Trabalho, comemorado na quinta-feira (1º). A tarde de domingo é considerada um horário de pico no retorno de cariocas que usem, por exemplo, a BR-101 (Niterói-Manilha). Já a Via Lagos espera 47 mil veículos só neste domingo.
Além dos esquemas especiais de trânsito, campanhas de conscientização serão realizadas nas vias. Veja, a seguir, como irão funcionar as principais estradas do Rio:
Nova Dutra
O esquema especial de trânsito da NovaDutra vai até 20h deste domingo (4). Durante o feriadão, a concessionária que administra a via colocou em prática uma campanha de segurança voltada aos motoristas e passageiros que trafegarem pela Via Dutra.
Durante a ação, serão distribuídos 40 mil folhetos com o tema “Pit Stop, você checa o carro antes de viajar e não se preocupa depois”. Os informes serão distribuídos nas praças de pedágio, a partir da tarde desta quarta-feira (30). No material os motoristas receberão dicas dos principais itens do carro que devem ser checados antes de viajar.
A ação Viagem Segura se estende para a rodovia com dicas para uma viagem segura durante o feriado, nos 34 painéis de mensagens variáveis e por meio da afixação de faixas às margens da rodovia. No total, são 40 faixas com dicas de condução segura e orientações em diversos pontos dos 402 quilômetros da Dutra.
BR-101 (Niterói-Manilha)
A Concessionária Autopista Fluminense também preparou uma operação especial de tráfego para atender ao maior movimento de veículos na BR-101/RJ Norte, durante o feriado prolongado. O reforço na operação de atendimento ao usuário na BR-101 segue até a noite de domingo (4). A concessionária acredita que o maior movimento no retorno do feriadão acontece das 16h às 23h no domingo e das 15h às 23h na segunda-feira (5).
Painéis de mensagens variáveis informarão aos usuários sobre as condições da rodovia. Locais estratégicos, ao longo da via, serão utilizados como pontos de veículos operacionais, ambulâncias e guinchos, para agilizar os atendimentos médicos e mecânicos necessários.
Ações de Engenharia de Tráfego foram programadas, visando facilitar o deslocamento dos usuários na rodovia. Cento e sete câmeras de monitoramento vão dar mais agilidade ao acionamento dos recursos para atendimento das ocorrências e auxiliarão a Polícia Rodovia Federal na fiscalização da rodovia.
BR-116 (Rio-Teresópolis)
Cerca de 120 mil veículos eram esperados na via BR-116 entre os dias 30 e 4 de abril, segundo a Concessionária Rio-Teresópolis (CRT). Até este domingo, estarão suspensos todos os serviços com interferência no tráfego.
A rodovia tem trechos com divisão de pista onde os motoristas devem redobrar a atenção, entre os quilômetros 84 e 89 (trecho Teresópolis-Além Paraíba) para implantação de drenos profundos e nos quilômetros 90 e 96, no trecho da Serra, para obras de contenção de encostas e recuperação de placas de concreto.
No feriado, a CRT manterá de prontidão na Rodovia Santos Dumont viaturas extras nos horários de maior movimento, oito guinchos, seis viaturas de inspeção, dois carros resgate, uma UTI móvel e uma ambulância, além de papa-filas na praça principal de pedágio em Bongaba.
A concessionária disponibiliza os números 0800-0210278 para atendimentos de emergência,
solicitação de serviço ou apoio, reclamações e informações em ligações gratuitas em plantão 24h.
Via Lagos
A rodovia esperava 145 mil veículos entre a quarta-feira (30) até a próxima segunda-feira (5). A CCR ViaLagos iniciou na quarta-feira (30) a operação especial para atender o aumento do tráfego e da demanda dos usuários em razão do feriado do Dia do Trabalhador.
Já para a volta do feriadão, a previsão é de que 47 mil veículos passem pela ViaLagos no domingo, e outros 21 mil na segunda-feira (5). As equipes do SOS Usuário Mecânico e Médico estarão reforçadas no período e localizadas em pontos estratégicos da ViaLagos com viaturas de inspeção, guinchos, e ambulâncias UTI e de resgate, 24 horas por dia, prontas para garantir maior agilidade nos atendimentos. Na praça de pedágio, os papa-filas agilizarão a passagem dos veículos nos horários de maior movimento.
Rio – Juiz de Fora (BR-040)
O reforço no atendimento de socorro mecânico e nas três praças de pedágio termina neste domingo (4). A Concer estima que 312 mil veículos utilizem o trecho de concessão da BR-040, de Juiz de Fora ao Rio de Janeiro durante o feriadão.
Nas três praças de pedágio da rodovia, a Concessionária colocará em ação equipes de papa-filas, dando mais agilidade ao fluxo de veículos que passa pelas vias de pagamento. A equipe reforçará o atendimento dos arrecadadores que ficam nas cabines de pedágio.
O Centro de Controle Operacional, que monitora as condições de trânsito e clima na rodovia, com o auxílio de inspetores e câmeras, também em tempo integral, aumentará o número de reboques para remover veículos com pane mecânica, principalmente em trechos de maior circulação de usuários, como na Baixada Fluminense e Serra de Petrópolis.
Itaboraí – Nova Friburgo – Macuco (RJ-116)
A Concessionária Rota 116 S/A prevê um fluxo de 120 mil veículos circulando pela Rodovia RJ 116 durante o feriado prolongado em comemoração ao Dia do Trabalho. Para atender ao aumento dos veículos, que deverão seguir para a região Serrana e Centro-Norte do Estado, uma operação especial terá início às 12 horas desta quarta-feira (30) e se estenderá até o mesmo horário de segunda-feira (5).
Cerca de 300 funcionários irão se revezar em plantões permanentes, 24 horas, nos 140 quilômetros concedidos da rodovia. A previsão da equipe técnica da Concessionária Rota 116 S/A é de que o aumento do fluxo seja registrado a partir das 18 horas de quarta-feira e no retorno do feriadão na tarde de domingo (4). A concessionária irá suspender as obras de melhorias que estão sendo realizadas em diferentes trechos da RJ 116 durante o feriado, mantendo apenas as equipes de manutenção para serviços emergenciais.
Ponte Rio-Niterói
A Ponte Rio-Niterói também teve esquema especial de operação e orientação aos usuários para o feriado do Dia do Trabalho. A expectativa da CCR Ponte era de que 180 mil veículos devem seguir em direção a Niterói e Região dos Lagos entre a quarta-feira (30) e a quinta-feira (1º). Neste domingo, às 10h15, o trânsito era bom na via: motoristas gastavam 13 minutos para fazer a travessia em ambos os sentidos.
g1
c/ed.
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2014/05/04
2013/11/06
Justiça derruba feriado da Consciência Negra em Curitiba e Londrina
Uma decisão liminar do TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) suspendeu o feriado do Dia da Consciência Negra em Curitiba, que seria comemorado pela primeira vez na cidade no próximo dia 20. A sentença, provisória, é fruto de ação movida pela ACP (Associação Comercial do Paraná) e o Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná). Mais de uma dezena de entidades do movimento negro prometem recorrer.
O feriado foi promulgado pela Câmara Municipal no início do ano. Os vereadores o aprovaram em 27 de novembro de 2012 (já sob protestos da ACP) e enviaram o texto para sanção do então prefeito Luciano Ducci (PSB), que disputou e perdeu a reeleição. Ducci não se manifestou no prazo legal. Assim, o texto voltou à Câmara. Em 11 de janeiro passado, o presidente da casa, Paulo Salamuni (PV), o promulgou.
"Vamos entrar com recurso contra a liminar. Hoje (quarta-feira, 6), vamos reunir uma série de entidades, advogados, a procuradoria da Câmara para elaborarmos o texto", disse Romeu Gomes de Miranda, representante dos movimentos negros e principal articulador da reação.
As entidades esperam apoio do MPE (Ministério Público Estadual) para recorrer da decisão do TJ-PR, tomada na última sexta-feira (1.º). Mas, em parecer enviado ao Tribunal a pedido dos desembargadores, o MPE avaliou que o município não tem a prerrogativa de criar feriados como o da Consciência Negra – mesma tese brandida por ACP e Sinduscon.
Entendimentos semelhantes já derrubaram o feriado de 20 de novembro em outras cidades brasileiras – Florianópolis, em 2012, e Goiânia, em 2009, são dois exemplos. Londrina (381 km ao norte de Curitiba), segunda maior cidade do Paraná e quarta da região sul, comemora o Dia da Consciência Negra desde 2010.
Este ano, porém, decisão obtida pela sindicato do comércio varejista da cidade autoriza as lojas a abrirem as portas no próximo dia 20. A prefeitura informou que serviços públicos, indústrias e serviços não vão funcionar.
Ramon irritou-se ao ser perguntado se a reação demonstrava racismo. "Você acha que [lutar contra] um prejuízo de R$ 160 milhões é preconceito?", reagiu. "Sou cristão, espírita kardecista, e minha vida é pautada por fazer bem à sociedade."
Em nota divulgada nesta quarta, ACP e Sinduscon reiteraram que não se opõem à comemoração do Dia da Consciência Negra, mas apenas ao feriado. "A ACP não se coloca em posição contrária à comemoração cívica e histórica da data, mas não abre mão da atitude democrática em defesa dos interesses da sociedade", afirma, no texto, o presidente em exercício José Eduardo de Moraes Sarmento.
"A entidade é favorável ao movimento da Consciência Negra, considera legítima a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira (mas), em vez de paralisar as atividades do comércio e da indústria, sugere a realização de palestras e eventos educativos, para debater nas empresas, escolas, instituições e entidades de classe a importância deste tema, o combate às injustiças sociais e a promoção da igualdade racial", diz a nota do Sinduscon.
"É uma decisão judicial, que se respeita", afirmou. "[Ainda assim, a Sepir] se coloca à disposição da Câmara [Municipal de Curitiba e de entidades do movimento negro] para fornecer informações que sirvam para interpor recursos que considere cabíveis."
"O 20 de novembro é data importante para a sociedade brasileira. Se homenageia Zumbi dos Palmares, um herói nacional. É um dia em que se faz conjunto de reflexões", argumentou Harley. Questionado se acha que, por isso, é preciso que a data seja feriado, ele esquivou-se. "Não vou entrar no mérito", falou.
Miranda, do movimento negro de Curitiba, foi mais taxativo. "Muitos questionam que não há feriados para celebrar outras etnias [presentes na formação de Curitiba]. Mas elas vieram por livre e espontânea vontade. Nós viemos arrastados, no porão de navios negreiros. E trabalhamos como escravos por quase quatro séculos. O feriado é uma forma de melhorar a autoestima do povo negro."
Rafael Moro Martins
Do UOL, em Curitiba
O feriado foi promulgado pela Câmara Municipal no início do ano. Os vereadores o aprovaram em 27 de novembro de 2012 (já sob protestos da ACP) e enviaram o texto para sanção do então prefeito Luciano Ducci (PSB), que disputou e perdeu a reeleição. Ducci não se manifestou no prazo legal. Assim, o texto voltou à Câmara. Em 11 de janeiro passado, o presidente da casa, Paulo Salamuni (PV), o promulgou.
"Vamos entrar com recurso contra a liminar. Hoje (quarta-feira, 6), vamos reunir uma série de entidades, advogados, a procuradoria da Câmara para elaborarmos o texto", disse Romeu Gomes de Miranda, representante dos movimentos negros e principal articulador da reação.
As entidades esperam apoio do MPE (Ministério Público Estadual) para recorrer da decisão do TJ-PR, tomada na última sexta-feira (1.º). Mas, em parecer enviado ao Tribunal a pedido dos desembargadores, o MPE avaliou que o município não tem a prerrogativa de criar feriados como o da Consciência Negra – mesma tese brandida por ACP e Sinduscon.
Entendimentos semelhantes já derrubaram o feriado de 20 de novembro em outras cidades brasileiras – Florianópolis, em 2012, e Goiânia, em 2009, são dois exemplos. Londrina (381 km ao norte de Curitiba), segunda maior cidade do Paraná e quarta da região sul, comemora o Dia da Consciência Negra desde 2010.
Este ano, porém, decisão obtida pela sindicato do comércio varejista da cidade autoriza as lojas a abrirem as portas no próximo dia 20. A prefeitura informou que serviços públicos, indústrias e serviços não vão funcionar.
Presidente da ACP nega que racismo seja motivação de pedido
Em entrevista ao UOL em janeiro deste ano, o presidente da ACP, Edson José Ramon, estimou que o feriado traria um prejuízo aproximado de R$ 160 milhões a Curitiba. A cifra foi obtida a partir da divisão do PIB municipal pelo número de dias do ano. À época, a entidade se preparava para recorrer à Justiça contra o Dia da Consciência Negra.Ramon irritou-se ao ser perguntado se a reação demonstrava racismo. "Você acha que [lutar contra] um prejuízo de R$ 160 milhões é preconceito?", reagiu. "Sou cristão, espírita kardecista, e minha vida é pautada por fazer bem à sociedade."
Em nota divulgada nesta quarta, ACP e Sinduscon reiteraram que não se opõem à comemoração do Dia da Consciência Negra, mas apenas ao feriado. "A ACP não se coloca em posição contrária à comemoração cívica e histórica da data, mas não abre mão da atitude democrática em defesa dos interesses da sociedade", afirma, no texto, o presidente em exercício José Eduardo de Moraes Sarmento.
"A entidade é favorável ao movimento da Consciência Negra, considera legítima a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira (mas), em vez de paralisar as atividades do comércio e da indústria, sugere a realização de palestras e eventos educativos, para debater nas empresas, escolas, instituições e entidades de classe a importância deste tema, o combate às injustiças sociais e a promoção da igualdade racial", diz a nota do Sinduscon.
Secretaria de Igualdade Racial não se pronuncia; movimento negro diz que feriado melhora autoestima
Ouvido pela reportagem nesta quarta, o secretário-executivo da Sepir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) do governo federal, Giovanni Harvey, não quis se posicionar na polêmica paranaense."É uma decisão judicial, que se respeita", afirmou. "[Ainda assim, a Sepir] se coloca à disposição da Câmara [Municipal de Curitiba e de entidades do movimento negro] para fornecer informações que sirvam para interpor recursos que considere cabíveis."
"O 20 de novembro é data importante para a sociedade brasileira. Se homenageia Zumbi dos Palmares, um herói nacional. É um dia em que se faz conjunto de reflexões", argumentou Harley. Questionado se acha que, por isso, é preciso que a data seja feriado, ele esquivou-se. "Não vou entrar no mérito", falou.
Miranda, do movimento negro de Curitiba, foi mais taxativo. "Muitos questionam que não há feriados para celebrar outras etnias [presentes na formação de Curitiba]. Mas elas vieram por livre e espontânea vontade. Nós viemos arrastados, no porão de navios negreiros. E trabalhamos como escravos por quase quatro séculos. O feriado é uma forma de melhorar a autoestima do povo negro."
Rafael Moro Martins
Do UOL, em Curitiba
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