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2020/05/21

Pesquisa do Sebrae revela que Cooperativas de Crédito são líderes na concessão de crédito frente a bancos em tempos de Coronavírus

58% dos pequenos negócios que buscaram crédito não conseguiram capital Só 14% dos que buscaram tiveram sucesso; segundo Sebrae, 
90% das micro e pequenas empresas tiveram queda de receita por causa do coronavírus


A extensão da crise causada pela pandemia do novo coronavírus levou um número maior de empreendedores a buscar empréstimo para manter o negócio. Pesquisa do Sebrae com a Fundação Getúlio Vargas mostra que cresceu em 8% o número de empresários que buscaram crédito entre 7 de abril e 5 de maio. Apesar da maior procura, só 14% das pequenas empresas que solicitaram crédito tiveram sucesso. 58% dos negócios tiveram o pedido negado pelas instituições financeiras e 28% ainda aguardam uma resposta. A pesquisa foi realizada entre 30 de abril e 5 de maio e ouviu 10.384 micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI) de todo o país.
 
O levantamento do Sebrae indica uma tendência de que os pequenos negócios evitam buscar crédito no mercado. Mesmo com quase 90% das empresas do segmento terem tido uma queda no faturamento, a maioria dos empresários (62%) não solicitou um empréstimo desde que a crise começou em março.
 
Carlos Melles, presidente do Sebrae, atribui esse comportamento de evitar tomar empréstimos às taxas de juros altas praticadas pelos bancos, ao excesso de burocracia no processo de análise de crédito e à falta de garantias reais por parte das pequenas empresas. Para tentar ajudar o setor, o Sebrae tenta ampliar o volume de instituições parceiras no crédito concedido com garantias do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) da instituição.
 
Hoje, 12 organizações podem operar a linha em parceria com o fundo. Só com a Caixa Econômica Federal, em pouco mais de 15 dias de operação, foram concedidos 291 milhões de reais em crédito para pequenos negócios em mais 3.376 operações.
 
Entre as pequenas empresas que buscaram crédito, 88% procuraram uma instituição bancária. Os mais demandados, desde que a crise do coronavírus começou, foram os bancos públicos (63%), seguidos dos bancos privados (57%) e das cooperativas de crédito (10%). Analisando a taxa de sucesso dos pedidos, as proporções se invertem. As cooperativas lideram na concessão de empréstimos (31%), depois aparecem os bancos privados (12%) e os bancos públicos (9%).

Impactos da crise nas pequenas empresas


A pesquisa do Sebrae mostra quase todos os pequenos negócios foram afetados pela pandemia. Com o isolamento recomendado, 44% dessas empresas interromperam a operação, pois dependem do fluxo de pessoas. Outros 32% seguem operando com ferramentas digitais e 12% continuam trabalhando mesmo sem acesso a uma infraestrutura tecnológica. Apenas 11% conseguiram manter a operação sem alterações.
 
A maioria das pequenas empresas, quase 90%, apontou uma queda no faturamento mensal. Na média, a receita foi 60% menor do que no período pré-crise. O resultado, ainda que negativo, é melhor que o identificado nas pesquisas de março e abril, quando a queda havia sido de, respectivamente, 64% e 69%.
 
Os setores mais afetados foram Economia Criativa, com queda média de 77%, Turismo (-75%) e Academias de Ginástica (-72%). Os que tiveram menor diminuição no faturamento foram Pet Shops e Serviços Veterinárias (-35%), Agronegócio (-43%) e Oficinas e Peças Automotivas (-48%).
 
Ao todo, 12% dos pequenos negócios ouvidos pela pesquisa relataram terem demitido funcionários nos últimos 30 dias por causa da crise. 29% das empresas optaram por suspender o contrato dos empregados, enquanto outros 23% deram férias coletivas, 18% reduziram a jornada de trabalho com redução de salários e 8% reduziram os salários com complemento do seguro-desemprego.
 
Para tentar sobreviver ao período, 29% das pequenas empresas começaram a fazer vendas online, principalmente por meio das redes sociais. 12% dos entrevistados disseram que começaram a gerenciar as contas do negócio por meios de aplicativos e 8% informaram que estão usando serviços de entrega por aplicativo para realizar vendas online.
Fonte: Exame.com
 
 
 
 

2020/04/20

Coronavírus: Justiça manda bancos suspenderem cobrança de empréstimos de aposentados

Decisão da Justiça do DF vale por 4 meses e atende a pedido de advogado. Juiz entendeu que medida faz com que idosos não precisem sair de casa em meio à pandemia.

Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília
 
A Justiça Federal do Distrito Federal determinou nesta segunda-feira (20) aos bancos que suspendam a cobrança de parcelas de empréstimos concedidos a aposentados.
A medida vale por quatro meses e foi tomada em razão da pandemia do novo coronavírus. Pela decisão, as instituições também não poderão cobrar juros ou multas.
Os idosos estão entre os grupos mais vulneráveis ao coronavírus e, no entendimento do juiz Renato Borelli, da 9ª Vara Federal Cível, a medida fará com que os idosos não precisem sair de casa e, assim, não se exponham a riscos.
"É medida necessária para garantir que os idosos, atingidos em maior número por consequências fatais da Covid-19, possam arcar com o custeio do tratamento médico necessário", escreveu.
 

Outros pontos da decisão


Em sua decisão, o magistrado também proíbe as instituições financeiras de distribuírem lucros e dividendos a seus acionistas, diretores ou membros do conselho além do valor mínimo previsto em lei - e estabelece o termo inicial para 20 de fevereiro, e não 6 de abril conforme inicialmente fixado.
Ele também condiciona o aumento da liquidez dos bancos à concessão de prorrogação de operações de créditos realizadas por empresas e pessoas físicas, sem juros ou multa, por um período de 60 dias.
 

2016/01/22

Reportagem do Jornal Hoje

Matéria veiculada hoje, 22 de janeiro, fala das vantagens das cooperativas de crédito sobre os bancos comuns.
Confira:

http://g1.globo.com/jornal-hoje/edicoes/2016/01/22.html#!v/4756253

2015/11/17

Programa No Fim das Contas mostra vantagens de pegar empréstimo de cooperativas



Alternativa sai mais barata do que recorrer a um banco ou financeira. Juros são mais baratos e tarifas podem ou não ser cobradas.

O quadro No Fim das Contas mostrou  a alternativa de pegar dinheiro emprestado por meio de cooperativas de crédito. A alternativa sai mais barata do que recorrer a um banco ou financeira.

Os riscos são semelhantes aos de um banco porque, como qualquer negócio, as cooperativas precisam ser bem administradas. De acordo com a colunista Mônica Carvalho, o que dá alguma segurança é que elas também são fiscalizadas pelo Banco Central e também têm fundo garantidor de crédito, que cobre até R$ 250 mil de cada cliente.
 
Vistas como forma de inclusão financeira, elas dão acesso ao dinheiro de forma mais barata. O objetivo das cooperativas de crédito não é obter lucro, mas prestar o serviço de jeito mais simples e em conta para os associados.

As principais características são: as tarifas bancárias podem ou não ser cobradas; todo cliente que quiser integrar uma cooperativa precisa depositar R$ 30, que pode ser resgatado quando a pessoa deixa a iniciativa; além de ser cliente, a pessoa se torna dono da cooperativa e participa das decisões, além de dividir o dinheiro que sobra; e os juros são mais baixos.

Veja diferença entre juros cobrados por cooperativas e bancos
  • Crédito pessoal
    Cooperativa: 2,3%
    Bancos: 3,4%
  • Cheque especial
    Cooperativa: 5,3%
    Bancos: 11,1%
  • Cartão de crédito
    Cooperativa: 7,3%
    Bancos: 12,7%
Fonte: G1 (link)

Assista o vídeo em: http://cooperativismodecredito.coop.br/2015/11/programa-no-fim-das-contas-mostra-vantagens-de-pegar-emprestimo-de-cooperativas/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CooperativasDeCreditoNoBrasilENoMundo+%28Portal+do+Cooperativismo+de+Cr%C3%A9dito%29