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2016/03/28

H1N1 atinge 11 Estados e causa 46 mortes no país; maioria em São Paulo

A gripe H1N1 já atinge 11 Estados e o Distrito Federal, totalizando 305 casos no país até 19 de março, segundo o Ministério da Saúde. Neste período, pelo menos 46 pessoas morreram em decorrência da doença. A maior parte dos doentes está no Estado de São Paulo.

O total de casos e mortes no primeiro trimestre de 2016 já é maior do que todos os infectados e mortos pelo H1N1 em 2015, quando 141 pessoas tiveram a doença e 36 foram a óbito.

A região Sudeste concentrava o maior número de casos de H1N1 (266), sendo 260 em São Paulo, três casos em Minas Gerais e outros três no Rio de Janeiro.

Santa Catarina é o segundo Estado em número de casos (14), seguido de Bahia (10); Pernambuco (5); Distrito Federal (3); Mato Grosso (2); Pará, Ceará, Paraná e Mato Grosso do Sul registraram um caso cada. Um outro caso importado foi notificado, mas a pessoa veio a óbito.

São Paulo tem mais casos e mortes

São Paulo tem o maior número de mortes (38 no Estado e oito na cidade de São Paulo), seguido por Bahia e Minas Gerais, cada um com dois óbitos; e Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Ceará, com um óbito cada. As vigilâncias locais monitoram os casos de H1N1 e repassam os dados para o Ministério da Saúde.

Um surto de H1N1 foi decretado no município de São Paulo, mas o governo local descartou epidemia. No ano passado, nenhuma morte por H1N1 foi registrada na cidade.

Em Blumenau (SC), duas pessoas diagnosticadas com o vírus H1N1 morreram no último sábado (26): uma mulher de 48 anos e um homem de 43. Ambos estavam internados há cerca de três semanas em hospitais do município do Vale do Itajaí.

Vacinação antecipada

O noroeste paulista também vive surto do vírus, o que fez a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo decidir antecipar a vacinação contra o vírus em 67 cidades da região de São José do Rio Preto, objetivando imunizar 323,7 mil pessoas.

A população será vacinada com doses do lote de 2015, com autorização do Ministério da Saúde, já que a campanha nacional de vacinação contra o H1N1 começa em 30 de abril.

Apesar de ter autorizado o uso de vacinas de lotes da campanha de 2015, o Ministério da Saúde afirma que, mesmo as pessoas que tomarem a vacina agora, devem voltar na campanha para se vacinar novamente e, assim, ficar protegido contra os dois outros tipos de vírus, H3N2 e Influenza B.

O intervalo entre uma vacina e outra deve ser de 30 dias.

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2016/03/28/casos-de-h1n1-atingem-11-estados-e-causa-45-mortes-no-pais-aponta-governo.htm

2014/04/17

Energia ficará mais cara para 24 milhões de clientes

BRASÍLIA e RIO - A conta de luz de cerca de 24 milhões de unidades consumidoras de nove distribuidoras do Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste ficará mais cara a partir deste mês. Os aumentos variam de 11,16% a 28,99% para residências e foram fortemente influenciados pelo alto custo da compra de energia, devido ao uso das térmicas e aos preços do mercado de curto prazo.

Para as indústrias, a conta sairá ainda mais salgada. A gaúcha Uhenpal (Usina Hidrelétrica Nova Palma Ltda.), por exemplo, foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a elevar a tarifa da indústria em 35,7% a partir de 19 de abril. A conta dos consumidores residenciais ficará 22% maior. A empresa fornece energia para 15 mil unidades consumidoras de sete cidades do estado.

O custo da energia comprada pelas distribuidoras aumentou substancialmente em razão de três fatores: o uso das usinas térmicas (mais caras), que começou no ano passado, para compensar a escassez de água nos reservatórios das hidrelétricas, a falta de contratos de longo prazo — que forçou as empresas a buscar energia no mercado livre — e assinatura de novos contratos de longo prazo já com preços mais altos.
 
Com a escalada dos preços da energia, a indústria passou a pagar a 10ª tarifa mais cara, num ranking de 28 países elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O custo do MWh no país já chega a R$ 301,66. A Índia tem a energia mais cara da lista, a R$ 630,92. Mas o custo no Brasil supera em larga escala o da China (R$ 201,48) e da Rússia (R$ 150,35).

O custo de energia no Rio de Janeiro e em São Paulo, segundo a Firjan, também fez os dois polos industriais avançarem no ranking dos estados onde a energia é mais cara. A lista tem Mato Grosso em primeiro lugar, com preço do MWh em R$ 424,27. O Rio passou da 6ª para a 4ª colocação, após reajuste da Ampla, totalizando R$ 368,94/MWh. Já São Paulo, avançou três posições, ficando em 15º lugar, com tarifa de R$ 285,34/MWh.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/energia-ficara-mais-cara-para-24-milhoes-de-clientes-12220038#ixzz2z9QEit4X