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2016/09/28

Campos e a Lava-Jato: PF abre inquérito sobre pagamentos de setor de propina da Odebrecht

Investigação está ligada às suspeitas da 35ª fase da Operação Lava Jato.
Segundo a PF, foram identificados diversos beneficiários de recursos ilícitos.

 Trecho da portaria emitida pela PF sobre a abertura do inquérito referente à 35ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal (PF) abriu na terça-feira (27) inquérito relacionado à 35ª fase da Operação Lava Jato, que prendeu Antonio Palocci, ex-ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e ex-ministro da Fazenda no governo Lula. Os agentes vão apurar obras suspeitas de irregularidades que foram citadas pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht – departamento cuja finalidade era pagamento de propina, de acordo com a investigação.

Entre as obras estão o metrô de Ipanema, no Rio de Janeiro, Linha 4 do metrô de São Paulo, construções de presídios, penitenciárias e casas de custódia no Rio, obras do Porto de Laguna (SC), do Aeroporto Santos Dumont, do autódromo de Jacarepaguá e das piscinas olímpicas do Pan-Americano de 2007, também no Rio de Janeiro (veja a lista completa mais abaixo).

Segundo a PF, foram identificados diversos beneficiários de recursos ilícitos repassados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. O inquérito vai investigar a prática de crimes como corrupção ativa e passiva, quadrilha, lavagem de capitais e de fraude a licitações.

O G1 entrou em contato com a empresa e aguarda um retorno.

35ª fase
A mais recente etapa da Lava Jato foi deflagrada na segunda-feira (26). Foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento e depois liberada.

Além de Palocci, foram presos o ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio Dourado, e Branislav Kontic, que atuou como assessor do ex-ministro. O trio está detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há evidências de que Palocci e Branislav receberam propina para atuar em favor da empreiteira, entre 2006 e o final de 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal.

"Conforme planilha apreendida durante a operação, identificou-se que entre 2008 e o final de 2013, foram pagos mais de R$ 128 milhões ao PT e seus agentes, incluindo Palocci. Remanesceu, ainda, em outubro de 2013, um saldo de propina de R$ 70 milhões, valores estes que eram destinados também ao ex-ministro para que ele os gerisse no interesse do Partido dos Trabalhadores", diz o MPF.

Ainda conforme o Ministério Público, o ex-ministro também participou de conversas sobre a compra de um terreno para a sede do Instituto Lula, que foi feita pela Odebrecht.

Veja a lista de obras suspeitas e beneficiados

(a) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Turista, Lampadinha, Inimigo, Doce relacionado a “Despesas Campos”.

(b) Pagamento de vantagem indevida ao codinome Casa De Doido, relacionado a obras do metrô de Ipanema, do Rio de Janeiro/RJ. Há menção de que o fato foi autorizado por Marcelo Bahia Odebrecht.

(c) Pagamentos de vantagem indevida ao codinome Guerrilheiro, cujo autorização foi expressamente dada por Marcelo Bahia Odebrecht.

(d) Retificação de pagamentos de vantagem indevida autorizada expressamente dada
por Marcelo Bahia Odebrecht e vinculadas a obras do Porto de Laguna.

(e) Pagamentos de vantagem indevida ao codinome Olho, provavelmente referente a
serviços da Odebrecht relacionado a processamento e tratamento de lixo em São Paulo.

Há menção expressa de que a definição do codinome foi tratada com Marcelo Bahia Odebrecht.

(f) Pagamento de vantagem indevida ao codinome Baianinho.

(g) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Gordo e Magro.

(h) Pagamentos de vantagem indevida atrelados a obras da Linha 4 do metrô de São Paulo/SP, solicitados pelo Diretor de Contrato das obras Marcio Pellegrini.

(i) Pagamentos de vantagem indevida ao codinome Atravessador, relacionados a obras da Odebrecht Ambiental em Rio das Ostras, havendo menção a autorização do codinome pelo próprio Marcelo Bahia Odebrecht.

(j) Pagamento de vantagem indevida ao codinome Proximus.

(k) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Dunga e Voador, cuja autorização foi expressamente dada por Marcelo Bahia Odebrecht

(l) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Bolinha e Velhinhos, vinculados a Obras da Odebrecht de construção de presídios, penitenciárias e casas de custódia no Rio de Janeiro, sendo que houve autorização expressa de Marcelo Bahia Odebrecht.

(m) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Shark, Rasputim, Bolinha, Pavão, Local, relacionados a obras do metrô de Ipanema, do Rio de Janeiro/RJ.

(n) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Alemão, Figueirense, Lagoa, Operador Local e Operador, vinculados aos recebimentos pela Odebrecht em virtude de obras do Porto de Laguna, e também a os codinomes Betão, Zambão, Legislador e Operador, em virtude de recebimentos por execução de obras no Porto do Rio Grande.

(o) Pagamento de vantagem indevida ao codinome Barba Negra, relacionado a obras do Aeroporto Santos Dummont.

(p) Pedido de autorização a Marcelo Bahia Odebrecht para pagamentos de vantagem indevida ao codinome Barba Verde tendo em vista a necessidade de se aprovar estudo de impacto ambiental para obra do Aeroporto Santos Dummont. Há menção expressa de haverá também pagamento de vantagem indevida por parte das empresas Carioca e Construcap.

Além disso, Benedicto Barbosa da Silva [ex-executivo da Odebrecht] Júnior informou a Marcelo Bahia Odebrecht que iria lhe apresentar, para fins de aprovação, quais seriam os pagamentos devidos pela empresa para a conquista do contrato para execução de obras do aeroporto.

(q) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Shark, Rasputim, Bolinha, Pavão, Gordo/Magro, relacionados a obras do metrô de Ipanema, do Rio de Janeiro/RJ.

(r) Autorização expressa de Marcelo Bahia Odebrecht para pagamentos de vantagem indevida que seriam devidos pela negociação ilícita realizada pela Odebrecht para publicação de edital com condições que a favoreciam para modernização do autódromo de Jacarepaguá e obras das piscinas olímpicas do Pan-Americano de 2007. Há menção de a propina seria arcada em conjunto com a Construtora Camargo Correa.

(s) Pagamentos de vantagem indevida ao codinome Cassino, cuja autorização foi expressamente dada por Marcelo Bahia Odebrecht e vinculados a obras no município de Rio das Ostras.

(t) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Animal e Três, cuja autorização foi expressamente dada por Marcelo Bahia Odebrecht e vinculados a obras da Terceira Perimetral de Porto Alegre/RS.

(u) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Orientador, Operador Local e Operador, vinculados aos recebimentos pela Odebrecht em virtude de obras do Porto de Laguna.

(v) Pagamento de vantagem indevida ao codinome Federal.

(w) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Shark, Rasputim e Pavão,
relacionados a obras do metrô de Ipanema, do Rio de Janeiro/RJ.

(x) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Shark, Ganso, Pavão, Local, Gordo/Magro relacionados a obras do metrô de Ipanema, do Rio de Janeiro/RJ.

(y) Pagamento de vantagem indevida ao codinome Consultor.

(z) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Tipografia, Oriente e Santo.

(aa) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Casa, Ibirapuera, Serrote.

(bb) Pagamento de vantagem indevida ao codinome Serrote, com expressa previsão de que os pagamentos estão vinculados a recebimento pela Odebrecht pela liberação de recursos pela execução de alguma obra não identificada.

(cc) Inúmeros pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Shark, Casa De
Doido, Pavão, Rasputim, Bolinha, Local E Gordo/Magro todos relacionados a obras do metrô de Ipanema, do Rio de Janeiro/RJ.

(dd) Pagamentos de vantagem indevida atrelados a obras da Linha 4 do metrô de São
Paulo/SP, solicitados pelo Diretor de Contrato das obras 10 Marcio Pellegrini ao agente identificado pelo codinome Estrela.

(ee) Pagamentos de vantagem indevida ao codinome Cassino, cuja autorização foi
expressamente dada por Marcelo Bahia Odebrecht e vinculados a obras no Hospital Geral de Guarus no Município de
Campos dos Goytacazes/RJ.

(ff) Pagamentos de vantagem indevida aos codinomes Proximus, Casa de Doido, Sasquat e Dat By Day, cuja autorização foi expressamente dada por Marcelo Bahia Odebrecht e vinculados a obras de algum programa social implementado no Rio de Janeiro/RJ.

Marcelo Odebrecht
Segundo a Polícia Federal, ex-presidente do grupo Odebrecht Marcelo Bahia Odebrecht participava das negociações, a partir do Setor de Operações Estruturadas, organizado para pagamentos ilícitos, segundo a polícia.

No âmbito da Operação Lava Jato, Marcelo Odebrecht cumpre a 19 anos e quatro meses de prisão por crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O empresário está preso preventivamente desde junho de 2015.

Outro lado
A defesa do ex-ministro Antonio Palocci e de Branislav foi procurada pelo G1 nesta quarta para comentar a abertura do inquérito, mas até a última atualização da reportagem não havia sido encontrada.

Na segunda, após a prisão de Palocci, o advogado José Roberto Batochio afirmou que o ex-ministro jamais recebeu qualquer vantagem ilícita. Ressaltou ainda que a prisão foi "totalmente desnecessária e autoritária", uma vez que Palocci tem endereço conhecido e poderia dar todas as informações necessárias se fosse intimado a depor.

“A operação que prendeu o ex-ministro é mais uma operação secreta, no melhor estilo da ditadura militar. Não sabemos de nada do que está sendo investigado. Um belo dia batem à sua porta e o levam preso”, afirmou Batochio.

“Soa muito estranho que às vésperas das eleições seja desencadeado mais este espetáculo deplorável, que certamente produzirá reflexos no pleito. Muito mais insólita foi a antecipação do show pelo Sr. ministro da Justiça em manifestação feita exatamente na cidade de Ribeirão Preto, onde Palocci foi prefeito duas vezes. Tempos estranhos”, acrescentou o advogado.

Adriana Justi, Bibiana Dionísio e Fernando Castro
Do G1 PR e da RPC Curitiba

Matéria completa em:
http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/09/pf-abre-inquerito-sobre-pagamentos-de-setor-de-propina-da-odebrecht.html


 

2014/08/08

Festival de jazz e blues em Rio das Ostras

Vem aí um festival que vale a pena conferir! O Rio das Ostras Jazz & Blues Festival reúne um set list fortíssimo e de tirar o fôlego. O evento que acontece pela 12º vez, surgiu em 2003 de maneira tímida, com a proposta de levar música de qualidade à população local de Rio das Ostras. Mas, a ideia deu tão certo, que o festival tornou-se uma referência no cenário do jazz e blues brasileiro, ganhando popularidade e atraindo visitantes de vários lugares do mundo.
Algumas das atrações mais esperadas este ano são o baixista e multi-instrumentista Marcus Miller; o cantor Al Jarreau; o trompetista Randy Brecker – premiado em 2014 com o Grammy de melhor álbum de formação “Jazz Ensemble” com Nigth in Calisia; e as atrações nacionais, como Pepeu Gomes; Carlos Malta, Pife Muderno e a banda carioca Afro Jazz.
O evento acontece nos dias 8, 9, 10 e 15, 16 e 17 de agosto, e estará espalhada por quatro palcos da cidade - localizados na Praça São Pedro, Iriry, Tartaruga e Costa Azul. Além de shows, o festival apresenta o concurso de bandas onde o vencedor será convidado a se apresentar com a grande atração, Al Jarreau. Para aqueles que não puderem comparecer, poderão conferir os shows ao vivo pela transmissão via web através do portal da prefeitura. Para quem quiser se aventurar, é só olhar o site e conferir a lista de hospedagens na cidade. Mas corre porque vai lotar!

Confira a programação de shows completa

Sexta-feira - 08 de agosto
COSTAZUL a partir das 20h
Orquestra Kuarup
Jamz
Carlos Malta e Pife Muderno
Marcus Miller
Pepeu Gomes

Sábado - dia 9 de agosto
SÃO PEDRO - 11h15
Duca Belintani
IRIRY - 14h15
Pepeu Gomes
TARTARUGA - 17h15
Marcus Miller
COSTAZUL - 20h
Afro Jazz
Larry McCray
Raul Midón
Rick Estrin & The Nightcats

Domingo - dia 10 de agosto
SÃO PEDRO - 11h15
Duca Belintani
IRIRY - 14h15
Pepeu Gomes
TARTARUGA 17h15
Marcus Miller
COSTAZUL 20h
Afro Jazz
Larry McCray
Raul Midón
Rick Estrin & The Nightcats

Sexta-feira - 15 de agosto
COSTAZUL - 19h30
Adriano Grineberg
Badi Assad com participação de Marcos Suzano
The Jig
Randy Brecker
Popa Chubby

Sábado - 16 de agosto
SÃO PEDRO - 11h15
Zuzo Moussawer Trio
IRIRY - 14h15
Popa Chubby
TARTARUGA - 17h15
Randy Brecker
COSTAZUL - 20h
Taryn, Toninho Horta e Rio Jazz Orquestra
HBC Super Trio c/ Scott Henderson, Jeff Berlin e Dennis Chambers
Al Jarreau
Rockin' Dopsie Jr & The Zydeco Twisters

Domingo - 17 de agosto
SÃO PEDRO - 11h15
Glaucus Linx & Ancestrais Fututros
IRIRY - 14h15
Rockin' Dopsie Jr & The Zydeco Twisters
TARTARUGA - 17h15
HBC Super Trio c/ Scott Henderson, Jeff Berlin e Dennis Chambers

Concurso de bandas - de 12 a 14 de agosto
12 de agosto 
COSTAZUL 19h
Show de encerramento:
Larry McCray

13 de agosto
COSTAZUL 19h
Show de encerramento:
Jefferson Gonçalves c/ participação de Laudir de Oliveira

14 de agosto
COSTAZUL 19h
Show de encerramento:
Gabriel Silva e banda Taboo
The Jig

iG

2012/06/14

Concurso da Prefeitura de Rio das Ostras é suspenso após Ação Cautelar proposta pelo MPRJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por intermédio da 1ª e da 2ª Promotoria de Tutela Coletiva de Macaé, obteve na Justiça liminar que suspende o VI Concurso Público do Município de Rio das Ostras, após constatação de diversas irregularidades na aplicação do certame. A Ação Cautelar Preparatória proposta pelas Promotorias ainda obteve a suspensão de eventuais pagamentos previstos à Fundação Roberto Trompowsky Leitão de Almeida, organizadora contratada sem licitação, e a abstenção da homologação do concurso.

A ação é preparatória para uma Ação Civil Pública (ACP) e foi proposta em face de Município de Rio das Ostras, Fundação Roberto Trompowsky Leitão de Almeida, Rio das Ostras Previdência (Ostraprev) e Fundação Rio das Ostras de Cultura (FRC), após a Ouvidoria-Geral do MPRJ receber centenas de reclamações referentes a irregularidades praticadas durante o concurso. De acordo com informações das Promotorias, a futura ACP poderá ter como objeto a anulação parcial ou total do concurso, bem como eventual pedido de condenação nas penas da Lei de Improbidade Administrativa, a depender do aprofundamento das investigações. A Ação Cautelar foi subscrita pelos Promotores de Justiça Luiz Fernando Amoedo e Rafaela Dominguez Figueiredo Ramos.

Ainda de acordo com as Promotorias, as primeiras reclamações registradas na Ouvidoria-Geral do Ministério Público foram sobre as constantes alterações nas datas de aplicação das provas. O horário dos exames de dois cargos, por exemplo, foi modificado com apenas uma semana de antecedência da realização do certame. O texto da ação narra que a interposição de recursos também foi alvo de queixas dos candidatos, uma vez que a organizadora estabeleceu somente um local para o recebimento, o protocolo da Prefeitura, e deveria ser entregue pelo próprio candidato em horário comercial, em curto espaço de tempo após a publicação dos resultados.

A Promotora Rafaela Dominguez informou que, entre as irregularidades mais graves, está a utilização de provas idênticas de conhecimentos específicos em exames cuja aplicação se deu em horários distintos, o que fere a isonomia, a competição e a moralidade administrativa, princípios norteadores do concurso público. Em relação a esse problema, os réus manifestaram, em reunião realizada no Ministério Público, a intenção de apenas anular as referidas questões, o que, segundo o texto da ação, "resultaria em violação direta ao edital, vez que, neste caso, não estaria sendo cobrado o conteúdo previsto no instrumento do certame". Informados pelo MPRJ da violação, optaram pela anulação das provas que apresentaram o problema aplicadas no turno da tarde.

Segundo os Promotores, após pesquisas, ficou constatado que diversas questões foram plagiadas de outros concursos. Em alguns casos, a prova inteira foi copiada, como por exemplo a de conhecimentos específicos de Professor de História, integralmente retirada dos exames aplicados pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, no concurso de 2001, e pela Prefeitura Municipal de Resende, no certame de 2007. Outros cargos tiveram os mesmos problemas.

Os candidatos aos cargos de Procurador Municipal e Procurador Municipal Autárquico, ao realizarem a prova discursiva também enfrentaram complicações. "De acordo com os representantes, em que pese as provas serem discursivas, foram distribuídos aos candidatos cartões-resposta para marcação de questões objetivas. Assim os candidatos ficaram sem ter onde responder as questões", narra trecho da ação.

A ação ainda relata que não houve fiscalização eficiente do uso de aparelhos eletrônicos, como celulares; número de fiscais era insuficientes; foi permitido o ingresso de candidatos após o início das provas; desrespeito ao horário previsto para o fechamento dos portões; e houve utilização de cartões de resposta passíveis de fraude. "A expressiva quantidade de representações narrando os fatos listados chamou a atenção do Ministério Público. Da leitura das denúncias, a impressão que se tem é que a desorganização foi expressiva no curso da fase de aplicação de provas", informou Rafaela Dominguez.

A Promotoria informou ainda que houve uma grave deficiência na publicidade do concurso. Nos dias 1º e 7 de junho foram publicados os resultados parciais, mas não as notas dos candidatos. Mesmo sem a publicação das notas, o que impediu os candidatos de interpor recursos, o concurso seguiu com as próximas fases, como convocação dos candidatos para as provas práticas e entrega de títulos.

Os réus ainda podem recorrer da decisão.

Número do processo: 0000192-98.2012.8.19.0068

http://www5.mp.rj.gov.br/consultaClippingWeb/clipAtual.do?id=203094&abrePopUp=true