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2016/03/17

Assim como PRB, bancadas do PSD e PTB discutem desembarque do governo

A piora do cenário político nos últimos dias, com a divulgação de novas notícias que atingiram o governo Dilma Rousseff, levou partidos da base aliada a intensificarem as discussões sobre possível desembarque do governo. Assim como o PRB, que desembarcou do governo na quarta-feira (16), outros partidos da base como PSD e PTB já discutem, nos bastidores, o rompimento oficial com o governo petista.

No PSD, que está a frente do Ministério das Cidades com Gilberto Kassab, já é grande a pressão de deputados pelo desembarque. Na quarta, o líder do partido na Câmara, deputado Rogério Rosso (DF), subiu o tom contra o governo e avaliou como "gravíssima" a conversa telefônica entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, para oposição, demonstra que Dilma nomeou Lula para a Casa Civil para que ele passasse a ter foro privilegiado.

No PTB, apesar da bancada na Câmara afirmar que já adota uma postura "independente" na Casa, deputados discutirão durante reunião nesta quinta-feira se farão algum anúncio oficial de rompimento com o governo Dilma, como fez o PRB. O partido está a frente do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, com Armando Monteiro, mas, segundo parlamentares da sigla, o rompimento oficial pode não significar a saída de Monteiro, pois ele é considerado cota pessoal de Dilma.

Hostilizados

Na quarta-feira, por sugestão do presidente do PRB, Marcos Pereira, a bancada do partido da Câmara aprovou por unanimidade o desembarque do governo. Segundo o dirigente, os 21 deputados da legenda e o senador Marcelo Crivella (RJ) adotarão postura de "independência" no Congresso.

"Decidimos sair por conta da crise política mesmo e da falta de condições de sustentar defesa do governo diante das bases. Nossos parlamentares não aguentavam mais ser hostilizados por apoiar esse governo", justificou Pereira.

A pouco menos de cinco meses da Olimpíada e Paraolimpíada do Rio de Janeiro, George Hilton promete entregar o Ministério dos Esportes nos próximos dias. De acordo com o presidente do PRB, Hilton já está redigindo sua carta de demissão e deverá entregá-la ao Palácio do Planalto, para combinar como será a transição. "Ele [Hilton] não estava em Brasília ontem, mas deve chegar hoje para tratar disso", comentou o dirigente partidário.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/03/17/assim-como-prb-bancadas-do-psd-e-ptb-discutem-desembarque-do-governo.htm



Obs. do Blog:
O vice-presidente Michel Temer, do PMDB, não compareceu à posse de Lula no ministério da Casa Civil, que já está sendo questionada na Justiça, em retaliação ao fato da presidente Dilma ter indicado para o ministério da Aviação Civil um membro do partido, quando o PMDB, em convenção nacional, decidiu que nenhum de seus integrantes iria assumir qualquer cargo no governo pelo menos no prazo de 30 dias, período no qual se discutirá a saída do PMDB do próprio governo, o que, aliás, pode ser antecipado.








2014/01/27

Secretarias do PT no Rio devem ficar com PSD e Solidariedade

Deputado estadual Pedro Fernandes, do Solidariedade, é cotado para a Assistência Social; Meio Ambiente deve ficar com PSD


BRASÍLIA - A definição da antecipação da saída do PT do governo se deu após o governador Sérgio Cabral perceber que não havia, de fato, qualquer movimento para a retirada da candidatura do petista Lindberg Farias e, simultaneamente, que faltava espaço para contemplar possíveis aliados. No caso, dois partidos, o PSD e o Solidariedade (SDD), que devem ganhar as secretárias desocupadas pelo PT. A tendência mais forte é que o deputado estadual Pedro Fernandes Neto, do SDD, assuma a pasta da Assistência Social e que a do Meio Ambiente fique com um nome do PSD.

Na terça-feira, após uma reunião com representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI), em Brasília, o governador, acompanhado do vice Luiz Fernando Pezão e do prefeito Eduardo Paes reuniu-se com a presidente Dilma Rousseff. Segundo relatos, quando a questão da sucessão estadual veio à tona, a presidente tergiversou e não deu qualquer sinalização clara de que trabalharia para retirar a candidatura do PT.

Nos dias seguintes, o governador teve uma reunião com o presidente nacional do SDD, Paulinho da Força, e conversas com dirigentes do PSD no estado. Todos deixaram claro que não se viam contemplados com espaço no governo dele. Foi após essas conversas que Cabral sacramentou a saída dos petistas Zaqueu Teixeira da Secretaria de Assistência Social e de Carlos Minc da Secretaria de Meio Ambiente.

- Ficou claro que não havia sentido em manter um casamento com data para terminar, tendo cargos estratégicos entregues a companheiros que não iriam nos ajudar - explica o aliado do governador.
Filho de Rosa Fernandes, a vereadora mais bem votada do Rio em 2012, Pedro Fernandes Neto não deseja disputar a eleição deste ano e assim pode permanecer na pasta sem problema. No caso do PSD, o nome desejado por Cabral é o do ex-deputado Índio da Costa, que até o início do mês ocupava a Secretaria de Esportes e Lazer da Prefeitura do Rio. Ao deixar o cargo, Índio se colocou como pré-candidato ao governo e tentava montar uma chapa que fosse de oposição ao PT nacionalmente, mas agora terá de decidir se aceita o novo cargo na administração.

Índio da Costa marcou para amanhã uma reunião da Executiva estadual do PSD para definir se apoiarão ou não a candidatura do vice-governador. O líder do governo na Assembleia Legislativa, André Corrêa, que é secretário-geral do partido no Rio, defende que Índio leve o partido para a aliança:

- O Índio está tendo uma postura democrática e vai reunir a executiva na quarta-feira para debater essa questão. É notório que defendo o apoio ao Pezão e pedi ao Índio que nos lidere para levar esse apoio ao vice-governador. Não tivemos qualquer discussão de espaço, mas se acontecer esse movimento o nome do Índio (para a secretaria) tem meu apoio - afirmou Corrêa.

Paulo Celso Pereira
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/secretarias-do-pt-no-rio-devem-ficar-com-psd-solidariedade-11420752#ixzz2reQh55p0 
 

2011/04/04

Campos e Macaé: novo PSD pode lançar candidatos próprios às prefeituras já em 2012

Rio - Um dia após anunciar sua ida para o recém-criado PSD, o ex-deputado federal Indio da Costa já começa a articular para as eleições municipais do ano que vem. Cidades da Região Metropolitana e importantes pólos no interior do estado poderão ter candidatos a prefeito próprios do PSD já em 2012.

"A intenção é lançar o partido de fato já nas eleições do ano que vem", disse. O partido deverá lançar candidatos próprios em sete municípios estratégicos do estado, além da capital: Niterói, São Gonçalo, Belford Roxo, Duque de Caxias, Macaé e Campos dos Goytacazes

Em relação a sua própria candidatura à prefeitura do Rio, Indio afirmou que não pensa no assunto no momento. "Minha prioridade é montar o partido no estado, para que a gente possa ter candidato próprio nas cidades mais emblemáticas e estratégicas", afirmou ele, que também será presidente do diretório estadual do PSD.

Sobre a especulada fusão com o PSB, o político garantiu que não há chances dela ocorrer. Segundo ele, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, fundador do partido, garantiu a ele e a outros que não há chances de ocorrer uma fusão.

"Para que vou sair de um partido e me unir a outro que vai se fundir com um terceiro que não tem minha ideologia?", argumentou.

PMDB deve ser futuro de Solange Amaral

Solange Amaral, outra ex-deputada que rompeu com o DEM de Cesar Maia, deve ter como destino o PMDB, do prefeito do Rio Eduardo Paes. Amiga pessoal do prefeito, Solange deve seguir para o partido e pode até assumir uma secretaria municipal. Ao O Dia Online, Indio da Costa afirmou que ela também seria muito bem-vinda ao PSD.

Pedro de Figueiredo
O Dia Online
Atualizado em 04.04.11 às 21h03
c/ed.