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2018/02/22

Governo Temer vai processar UNB por disciplina sobre o 'golpe de 2016'

Uma disciplina do curso de Ciências Polícias oferecida pela Universidade de Brasília (UNB) causou polêmica nas redes sociais e reação do governo do presidente Michel Temer (MDB). O governo do emedebista anunciou nesta quinta-feira (22) por meio do Ministério da Educação (MEC), que vai processar por improbidade administrativa os responsáveis pelas aulas sobre “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”. O nome é referência ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
 
A disciplina faz parte do curso de graduação em Ciências Políticas da universidade neste semestre. O curso inclui entre os módulos “O governo ilegítimo e a resistência”, que foi considerado pelo MEC, junto com “Democratização e Desdemocratização” e “O PT e o pacto Lulista” um “ataque  claro às instituições brasileiras, incluindo o próprio Supremo Tribunal Federal (STF)”. O MEC considerou que a disciplina tem “indicativos de ter sido criada exclusivamente para militância partidária”

Em nota, o ministro da educação Mendonça Filho disse lamentar que uma instituição respeitada como a UNB se aproprie do bem público para “promoção de pensamentos político-partidário”. O MEC informou que “irá encaminhar solicitação para a Advocacia-Geral da União (AGU), ao Tribunal de Contas da União (TCU), à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público Federal (MPF) para a apuração de improbidade administrativa por parte dos responsáveis pela criação da disciplina na Universidade de Brasília (UnB) por fazer proselitismo político e ideológico de uma corrente política usando uma instituição pública de ensino”.

Mais em:
https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2018/02/22/interna_politica,939433/governo-temer-vai-processar-unb-por-disciplina-sobre-o-golpe-de-2016.shtml

2017/12/26

Presidente Michel Temer visita Porto do Açu nesta quarta-feira

O Porto do Açu recebe nesta quarta-feira, às 11h, o presidente da República, Michel Temer (PMDB). Na ocasião está prevista a assinatura do decreto que cria a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no complexo. Também são esperadas as presenças do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marco Pereira, do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), do prefeito de Campos, Rafael Diniz (PPS), e outras autoridades.
 
Já aprovada no último dia 6, pelos ministros que compõem o Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação, a ZPE no Porto do Açu será a 26ª a ser criada no país por meio de decreto, mas apenas uma delas, a de Pecém no Ceará, está funcionando efetivamente. No estado do Rio, só existe uma, criada ainda em 1988, em Itaguaí, mas que também não está em operação.
 
A expectativa é que após a assinatura do decreto, o Governo do Estado abra um processo de licitação para contratar uma empresa que administre a Zona. A previsão é que o processo seja concluído ainda no primeiro trimestre do próximo ano. Já o funcionamento efetivo da ZPE, com a instalação de empresas interessadas na exportação de seus produtos, deve acontecer ente dois e três anos.
 
O projeto, que foi apresentado por sugestão do deputado Julio Lopes (PP-RJ), estava na área técnica do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), sob análise desde 2015. Segundo o parlamentar, as zonas de processamento de exportação são distritos industriais onde as empresas instaladas operam sob um regime especial de concessões tributárias e com procedimentos administrativos simplificados. A legislação determina que empresas instaladas em ZPEs precisem destinar ao menos 80% de sua produção para o mercado externo.
 
Com área de 2 km², a ZPE estará localizada a 10 km do Terminal Multicargas (T-Mult) do Porto do Açu, e contará com infraestrutura viária terrestre para o transporte de diferentes tipos e tamanhos de cargas. Atualmente, com 500 metros de cais e aproximadamente 200 mil m2 de área alfandegada, o terminal está em operação desde 2016 e pode movimentar granéis sólidos, cargas de projetos, veículos e contêineres, entre outros.
 
Outro diferencial é a implantação do Açu Gas Hub, que contará com 2 termelétricas com geração de 3 GW e terminal de regaseificação com capacidade para 42 milhões m³/dia. Com investimento previsto de R$ 7 bilhões, o Hub é mais um atrativo para as empresas que usam gás como matéria-prima se instalarem na ZPE do Açu.
 
Além disso, o Porto do Açu contará com um ramal ferroviário que ligará o empreendimento às cidades do Rio de Janeiro e Vitória. A ferrovia, de alta capacidade, possibilitará o transporte de diversos produtos, como granéis, rochas ornamentais, grãos e entre outros.
 
A administração dessa Zona de Processamento deverá ser concedida à iniciativa privada, por meio de processo de licitação. Caberá ao vencedor à responsabilidade com os custos de implantação do empreendimento, orçados em aproximadamente R$ 40,6 milhões.
 
Na semana passada, uma comitiva da Presidência da República desembarcou no aeroporto Bartolomeu Lisandro, em Campos, de uma aeronave oficial. Inicialmente, o grupo chegou à região para os preparativos para a vinda do presidente.
 
A vinda do presidente Temer chegou a ser confirmada pelo presidente da Prumo Logísitca, José Magela, no último dia 14, e a informação chegou a ser publicada na Folha da Manhã.
 
Moreira Franco destacou projeção
 
Ministro da secretaria Geral do Governo Temer e ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Moreira Franco será uma das autoridades que visitará o Porto do Açu. Entusiasta pelo desenvolvimento do estado por suas vocações no interior, Moreira sempre foi um canal dos políticos da região com o governo federal.
 
— O Porto do Açu é a projeção de futuro do que o Rio e o país querem ser. Um empreendimento de qualidade internacional que vai ser o maior da América do Sul, principalmente na geração de emprego. Esse decreto da ZPE melhora ainda mais as condições do porto — destacou, salientando que a ZPE, após a assinatura do decreto, entrará em processo imediato para sua implantação. “O Porto do Açu tem tamanho e a região tem dinamismo produtivo para fazer da Zona de Processamento, uma realidade”, garantiu.
 
Além da criação da ZPE, Moreira destacou ainda que o governo tem buscado dar condições para facilitar as ligações ao porto, focando na construção do ramal ferroviário EF 118, que fará ligação entre as capitais do Rio de Janeiro e Espírito Santo, com objetivo de interligar os principais terminais portuários privados ao longo da costa, inclusive o Porto do Açu.
 
— Além da ligação ferroviária também é importante pensar na questão rodoviária — destacou Moreira, que diz estar acompanhando as movimentações da prefeita Carla Machado em Brasília pela duplicação da BR 356. Através da mobilização da prefeita, o deputado Altineu Côrtes incluiu um valor de R$ 20 milhões na Lei Orçamentária-2018 para a obra. “Vamos melhor a integrar ela com a BR 101”, completou Moreira.
 

2016/08/05

Rio-16 começa com sonho do país de ser potência e segurança como preocupação

Arcos Olímpicos durante o amanhecer na praia de Copacabana
Diego Padgurschi/Folhapress
 

"Rio de Janeiro".

As três palavras proferidas em 2 de outubro de 2009 pelo belga Jacques Rogge, então presidente do Comitê Olímpico Internacional, ratificavam o Brasil na condição de xodó no cenário mundial.

Com a economia ascendente e um líder político, Luiz Inácio Lula da Silva, então adulado até por Barack Obama, o país decolava nas páginas do noticiário internacional. A conquista do direito de sediar a Olimpíada, a primeira na América do Sul, seria o cume.

O cenário do Brasil e, principalmente, do Rio se alterou substancialmente ao longo dos 2.499 dias que transcorreram entre a escolha da sede e a abertura dos Jogos, nesta sexta, dia 5 de agosto.

Às 20h, quando começar a contagem regressiva de 60 segundos no Maracanã, em meio a um público de cerca de 50 mil pessoas, os Jogos de 2016 terão seu início oficial, com algumas marcas.
 
Entre elas, está o sonho (factível, diga-se) do esporte brasileiro de se tornar uma potência. Por outro lado, a segurança nas arenas, que passou por alterações no últimos dias, é fonte de preocupação, e a organização está em xeque após as falhas detectadas na Vila Olímpica.

A marola positiva dos anos Lula deu lugar a uma crise grave, que levou ao processo de impeachment de sua sucessora, Dilma Rousseff.

Caberá a um presidente interino, Michel Temer, abrir a 31ª Olimpíada.

O país mergulhou na maior recessão de sua história desde a redemocratização. Em meio à desvalorização do real e o aumento da inflação, o governo do Estado do Rio, com as contas em colapso, decretou calamidade pública.

Única figura política de destaque remanescente da candidatura de 2009, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) confia seu futuro político ao sucesso do evento.

Sediar a maior competição esportiva do mundo –10.900 atletas de 205 nações em 42 modalidades— implicou custo de ao menos R$ 39 bilhões.

A promessa feita na candidatura era a de que a competição impulsionaria transformação no Rio, que já havia tentado ser sede em 2004 e 2012 —em 1956, tentou receber as provas equestres dos Jogos de Melbourne.

Houve recuperação de parte do centro histórico e da região portuária e inauguração de uma nova linha do metrô, mas promessas ficaram pelo caminho, sendo a despoluição da baía de Guanabara a mais relevante.

Nos meses finais, sobretudo, problemas e tensões se acumularam.

A disseminação do vírus da zika foi usado como justificativa por alguns atletas para não virem ao Rio.

Atentados terroristas em série na Europa causaram apreensão quanto à capacidade de o Brasil garantir segurança de atletas, oficiais e chefes de Estado.

A violência virou gargalo da organização por problemas com a empresa de segurança contratada para fazer revistas nas entradas de arenas.

O esquema de segurança, aliás, envolverá mais de 51 mil pessoas e terá seu grande teste na festa desta noite.

Em meio às vindas do nadador Michael Phelps e do velocista Usain Bolt, o esporte convive com a sombra do doping. A federação internacional de atletismo baniu o time russo depois que a Agência Mundial Antidoping revelou envolvimento de atletas, técnicos e do Estado em amplo esquema de dopagem.

No sábado (6), a ação começa. O Brasil inicia busca pelo status de potência olímpica. O esporte nacional contou com a melhor preparação da história, com investimento federal na casa de R$ 2 bilhões. A meta é chegar ao top 10, pelo total de pódios. Em Londres-12, foram 17 pódios. Esportes como vôlei e judô são os carros-chefes.

A continuidade desse novo status, contudo, já corre riscos. Os principais patrocinadores devem cortar investimentos com o encerramento dos Jogos, que acontece no dia 21, no Maracanã.

MARIANA LAJOLOPAULO ROBERTO CONDE
ENVIADOS ESPECIAIS AO RIO