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2019/07/03

Petrobras pode levantar até R$ 9,28 bi com privatização da BR neste mês

Jornal do Brasil     
 
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras poderá levantar até 9,28 bilhões de reais com a privatização de sua subsidiária BR Distribuidora, que deverá ocorrer neste mês a partir de uma oferta pública secundária de ações da maior distribuidora de combustíveis do Brasil na B3.
 
Conforme o prospecto preliminar da oferta, publicado nesta quarta-feira, a Petrobras buscará vender de 25% a 33,75% do capital social da subsidiária. A oferta total de ações dependerá do exercício de lotes adicional e suplementar.
 
A Petrobras prevê precificar a oferta em 23 de julho. As vendas dos lotes suplementar e adicional poderão ser concluídas até 28 de agosto, de acordo com o documento.
Serão ofertadas 291,25 milhões de ações, além de cerca de 43,687 milhões de ações no lote suplementar e de 58,25 milhões no lote adicional.
 
Dado o preço de fechamento de terça-feira das ações ordinárias da BR, a 23,60 reais por ação, a oferta levantaria entre 6,87 bilhões e 9,28 bilhões de reais.
 
Atualmente, a Petrobras detém uma participação de 71,25% na BR Distribuidora, após ter feito no final de 2017 uma oferta inicial de ações da subsidiária (IPO, na sigla em inglês) que levantou aproximadamente 5 bilhões de reais.
 
Com a oferta, a petroleira estatal reduzirá sua participação para menos de 50%, efetivamente privatizando a BR.
 
"O pedido de registro da oferta encontra-se atualmente sob a análise da CVM, estando a oferta sujeita à sua prévia aprovação", disse a Petrobras, destacando que não haverá registro da oferta ou das ações no exterior.
 
A oferta secundária será coordenada por JPMorgan, Citigroup, Bank of America Merrill Lynch, Credit Suisse, Itaú BBA e Santander Brasil.
 
O conselho de administração da petroleira estatal havia aprovado em maio a venda de uma participação adicional na BR, reduzindo sua fatia na empresa para menos de 50%.
 
O oferta ocorre como parte de um amplo programa de desinvestimentos da Petrobras que vem ocorrendo nos últimos anos, mas que vem se intensificando durante o governo de Jair Bolsonaro, que nomeou o economista Roberto Castello Branco, de linha liberal, para presidir a empresa.
 
A atual gestão da estatal busca levantar recursos com a venda de ativos considerados não essenciais para focar seus esforços na exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas, de alta rentabilidade.
 
Além do controle da BR, a empresa também está em busca de vender diversos campos de petróleo maduros, ativos diversos do setor de gás natural, 50% da capacidade de refino do Brasil, dentre outros.
 
(Por Marta Nogueira e Gram Slattery)

 
 

2016/01/13

Janot: por apoio, Lula loteou a BR Distribuidora

Trecho da denúncia que o procurador-geral enviou ao Supremo (Foto: Reprodução)

Janot diz que Lula deu 'ascendência' a Collor na BR Distribuidora

Segundo o procurador, objetivo de Lula era garantir apoio no Congresso.
Janot escreve ainda que Collor usou subsidiária para cobrar propinas.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ao Supremo Tribunal Federal que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu "ascendência" ao senador Fernando Collor sobre a BR Distribuidora em troca de apoio político no Congresso. A BR Distribuidora é uma subsidiária da Petrobras. A declaração de Janot está na peça de denúncia contra o deputado Vander Loubet (PT-MS) que o procurador enviou ao tribunal em dezembro de 2015.

"Após o fim do período de suspensão de direitos políticos, Fernando Affonso Collor de Mello retornou à vida pública. Na condição de senador pelo Partido Trabalhista Brasileiro do Estado de Alagoas (PTB-AL), por volta do ano de 2009, em troca de apoio político à base governista no Congresso Nacional, obteve do então Presidente da República, Luís Inácio Lula da SilvaI ascendência sobre a Petrobras Distribuidora- BR Distribuidora", escreveu Janot.

O G1 procurou o Instituto Lula e a assessoria do senador Collor para obter respostas sobre a denúncia, mas ainda não havia conseguido contato até a última atualização desta reportagem.
O procurador afirma ainda que o ex-ministro do governo Collor Paulo Leoni Ramos era o agente do senador nos negócio relativos à BR Distribuidora. Janot afirma que Collor e Leoni usaram a subsidiária para cobrar propinas e ocultar pagamentos ilegais.

"Em nome de Fernando Affonso Collor de Mello, Pedro Paulo Bergamschi de Leoni Ramos realizou os principais contatos na sociedade de economia mista, operacionalizou negócios em favor de empresas privadas, cobrou vantagens indevidas e adotou estratégias de intermediação e ocultação da origem e do destino da propina relacionada a tais contratos", continuou o procurador na denúncia enviada ao STF.

Segundo Janot, Pedro Leoni Ramos é o "principal operador" do esquema na BR Distribuidora. Janot escreve ainda que o ex-ministro é amigo pessoal de Collor e repassava propina ao senador.

"Ele [Leoni] era o responsável por articular todos os núcleos da organização criminosa implantada na sociedade de economia rnista, promovendo os contatos e acertos entre os diretores e funcionários de alto escalão da BR Distribuidora de um lado, e as empresas contratadas e os empresários beneficiados, de outro, bem como planejando e realizando o recebimento direto da propina e o seu posterior repasse ao senador Fernando Collor de Mello, do PTB, e também a outros parlamentares, especialmente ao deputado federal  Vander Luis dos Santos Loubet, do PT", disse o procurador-geral.

O poder de Collor sob a BR Distribuidora foi citado também no depoimento de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. No depoimento, que veio à tona nos últimos dias. Cerveró afirmou que Lula concedeu espaço para que o senador Fernando Collor pudesse ter influência para indicar diretores da BR Distribuidora.

PT

O procurador ressalta que Leoni Ramos repassava "vantagens indevidas" para o PT, em especial para Loubet. Também diz que o partido, na época do governo Lula, procurou, "por meio da chefia do Executivo Federal e da bancada no Congresso" ocupar parcelas da BR Distribuidora.

"No ano de 2009, quando parte da BR Distribuidora foi entregue ao senador Fernando Collor de Mello, do PTB, a Presidência da República era ocupada por Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores. Por isso, o PT, por meio da chefia do executivo federal, juntamente com sua bancada no Congresso Nacional, procurou reservar para si parcela da sociedade de economia mista em questão, mantendo-a em sua esfera de influência", afirmou Janot ao STF.


http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/01/1728860-loteamento-da-br-distribuidora-por-lula-originou-esquema-diz-janot.shtml

http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/2016/01/janot-diz-ao-stf-que-lula-deu-ascendencia-collor-na-br-distribuidora.html

2015/09/02

Sempre dá para piorar. Ou, o culpado é o outro?

Funcionários da Petrobras anunciam greve a partir de sexta-feira

 

Do UOL, em São Paulo
 
 

2015/08/18

Início de privatização?

18/08/2015 09h03 - Atualizado em 18/08/2015 09h03

Conselho da Petrobras aprovou venda de 25% da BR Distribuidora

Presidente do Conselho da estatal votou contra a decisão.
Plano foi aprovado no último dia 6 de agosto.

Do G1, em São Paulo

O Conselho da Petrobras aprovou, com voto contrário de seu presidente, Murilo Ferreira, a venda de pelo menos 25% da BR Distribuidora, unidade de distribuição combustíveis da estatal, segundo ata de reunião publicada na noite de segunda-feira (17).

O plano para abertura de capital e venda de ações da BR Distribuidora foi aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras em reunião realizada no último dia 6 de agosto. Na ocasião, a estatal não informou qual fatia da empresa seria colocada à venda.

No início de julho, no entanto, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, já havia falado, que, a depender dos estudos, a companhia poderia abrir até 25% do capital – e, se possível, ser até mais ousada.

Votos contra

 O presidente do Conselho, Murilo Ferreira, e o conselheiro que representa os funcionários da Petrobras, Deyvid Bacelar, votaram contra a abertura de capital.

Ferreira foi contra a venda alegando que decisões adicionais precisam ser tomadas, incluindo a contratação de profissionais com experiência em vendas no varejo e a aprovação de um plano de negócios para a BR Distribuidora, antes que qualquer venda possa ser formatada, segundo a ata.

Bacelar se opôs à proposta dizendo que as condições de mercado não são propícias para uma venda e que a BR Distribuidora pode dar retornos melhores à Petrobras se o Conselho melhorar a governança ou buscar parcerias em vez de abrir o capital da empresa.

A BR Distribuidora recentemente foi avaliada em cerca de US$ 10 bilhões por analistas da UBS Securities.

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/08/conselho-da-petrobras-aprovou-venda-de-25-da-br-distribuidora.html