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2019/10/30

Ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus são presos mais uma vez

Foi a quinta prisão de Garotinho e a terceira da esposa, que foram capturados em casa, no Flamengo

Por O Dia
 
 
Matéria na íntegra em:

2019/09/04

A parceria de Wilson Witzel com Anthony Garotinho

Informe do Dia

Aliança ganhou força no segundo turno da eleição do ano passado

Por CÁSSIO BRUNO
 
O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e o ex-governador Anthony Garotinho (sem partido) se aproximaram ainda mais no segundo turno da eleição passada. Uniram forças para derrotar o ex-prefeito Eduardo Paes, ex-MDB e, hoje, no DEM. Impedido pela Justiça eleitoral de concorrer, Garotinho viu em Witzel duas chances de ouro: derrotar um aliado de Cabral, seu inimigo número um, e ganhar cargos na gestão do azarão e futuro chefe do Palácio Guanabara. Conseguiu. Com as prisões, incluindo a de Rosinha (Patriota), também ex-governadora, veio à tona a aliança selada nos bastidores da campanha de 2018.

AMIGOS DO EX-GOVERNADOR EM CARGOS

Embora sempre negue a indicação, Cleiton Rodrigues, ex-braço-direito de Garotinho, desembarcou no coração da atual gestão. Foi chefe de gabinete de Witzel e, agora, está no primeiro escalão como secretário de Governo. Também preso, Sérgio Barcellos, até ontem subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Witzel, foi homem de confiança de Garotinho antes de ser chefe de gabinete da liderança do PSL na Alerj. Na Loterj, a loteria do estado, a atual cúpula esteve no órgão também no governo de Rosinha.

ATÉ O MARIDO DA FILHA FOI NOMEADO

O símbolo mais expressivo da aliança que Witzel e Garotinho tentam esconder, porém, chamase Marco Antônio Alvite Vazquez, marido da deputada federal Clarissa Garotinho (Pros-RJ) e genro do ex-governador. Ele está nomeado como assessor-chefe da Assessoria de Promoção Institucional da Secretaria de Turismo desde fevereiro. Tem salário de R$ 10 mil (brutos). A informação foi publicada ontem pela revista “Época” e confirmada pela Coluna. Clarissa não comentou.

SÓ NÃO DEMITIU O PAI DO DEPUTADO

Witzel demitiu ao menos oito pessoas de uma só vez da Câmara Metropolitana, ligada ao gabinete do governador. Menos... o pai do deputado Alexandre Knoploch (PSL)! Maurício Silva Knoploch dos Santos não foi incomodado. Tem salário de R$ 14 mil (brutos). O parlamentar, claro, é defensor ferrenho do governo na Alerj. Witzel prometeu extinguir a Câmara, mas não cumpriu ainda.
 

2019/09/03

Ex-governadores Garotinho e Rosinha são presos no Rio

O casal e outras três pessoas são suspeitos de participação em um esquema de superfaturamento em contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos e a construtora Odebrecht. É a quarta vez que o ex-governador é preso - e a segunda da mulher dele.

 
Por Cristina Boeckel, Guilherme Peixoto e Henrique Coelho, G1 Rio e TV Globo
 
Uma operação do Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco/MPRJ) prendeu na manhã desta terça-feira (3) os ex-governadores Anthony Garotinho (sem partido) e Rosinha Matheus (Patriota).
O casal e outras três pessoas são suspeitos de participação em um esquema de superfaturamento em contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos e a construtora Odebrecht.
O prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 60 milhões, segundo delações prestadas à força-tarefa da Lava Jato.
Até as 8h50, somente um mandado de prisão ainda não havia sido cumprido.
Garotinho e Rosinha foram presos em casa, no Flamengo, Zona Sul do Rio, e levados para a Cidade da Polícia, na Zona Norte, aonde chegaram por volta das 7h30. A previsão é que o casal passe por exame de corpo de delito no IML e pela triagem do sistema carcerário, em Benfica.
É a quarta vez que o ex-governador é preso - e a segunda da mulher dele.
O G1 tenta contato com a defesa do casal e dos demais citados.
 

Alvos da Operação Secretum Domus


  1. Ângelo Alvarenga Cardoso Gomes;
  2. Anthony Matheus Garotinho, preso;
  3. Gabriela Trindade Quintanilha;
  4. Rosinha Matheus Garotinho, presa;
  5. Sérgio dos Santos Barcelos, preso.

Os mandados de prisão foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
 

O que diz a denúncia


O MP fluminense afirma que a Prefeitura de Campos e a Odebrecht superfaturaram contratos para a construção de cerca de 10 mil casas populares. Os programas Morar Feliz I e II foram tocados durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita, entre os anos de 2009 e 2016, e não foram concluídos.
"Ambos os editais de licitação continham cláusulas extremamente restritivas, o que evidenciava que o instrumento convocatório havia sido preparado para que a Odebrecht fosse a vencedora dos certames", detalha nota do MP.
Em acordo de colaboração dentro da Operação Lava Jato, os denunciados Leandro Andrade Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Junior deram detalhes do esquema.
Com base nas delações, o MP diz ter constatado superfaturamento de R$ 29.197.561,07 no Morar Feliz I e de R$ 33.368.648,18 no Morar Feliz II. Somadas, as licitações ultrapassaram o valor de R$ 1 bilhão.

CPI investigou contratos


Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores de Campos investigou os contratos da prefeitura com a Odebrecht.
O relatório final, apresentado em março de 2018, apresentou indícios das seguintes irregularidades:
  • associação criminosa;
  • fraude ao caráter competitivo de licitação;
  • fraude de concorrência;
  • corrupção passiva;
  • caixa dois eleitoral;
  • improbidade administrativa.

Segundo a CPI, foram ouvidos cinco ex-secretários do município durante as investigações.
 
Matéria na integra, com vídeos, em:

2018/09/27

Maioria dos ministros do TSE barra candidatura de Anthony Garotinho

Ele já havia sido barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral do RJ e recorreu ao TSE para tentar se manter na disputa. Ministros levaram em conta condenação por improbidade administrativa.

Por Renan Ramalho, G1 — Brasília
 
   

2018/08/20

Eleições 2018: da Ascom da PRE

MP Eleitoral contesta registro de candidatura de Garotinho
Ex-governador está inelegível por ter sido condenado pelo TJ/RJ
20/08/2018

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro impugnou a candidatura a governador de Anthony Garotinho (PRP) por ele estar inelegível, pois o Tribunal de Justiça (TJ/RJ) o condenou por ato doloso de improbidade administrativa com lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito de terceiro. O TJ/RJ julgou em julho o processo sobre desvios de R$ 234,4 milhões da saúde no Estado em 2005 e 2006, quando Garotinho era secretário estadual de Governo. Desde a Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010), ficam inelegíveis por oito anos candidatos condenados em órgãos colegiados, como TJs.

O registro do político foi impugnado nesta segunda-feira, dia 20, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ), que o notificará para se defender. Na ação, o procurador regional eleitoral Sidney Madruga pediu ao TRE que seja dada, se necessário, a oportunidade de produzir prova testemunhal e documental.

A PRE fez consulta a tribunais superiores e não há decisão cautelar que suspenda tal inelegibilidade. No último dia 17, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não deu seguimento ao pedido de Garotinho para suspender o acórdão do TJ que manteve a condenação à suspensão dos direitos políticos por oito anos. O TJ tinha rejeitado por unanimidade um recurso do ex-governador contra a sentença da primeira instância que também o condenou a ressarcir o dano aos cofres públicos e a outras sanções.

“O ato de improbidade administrativa pelo qual o candidato foi condenado deu-se na forma dolosa, conforme explicitado no acórdão condenatório”, afirmou o procurador regional eleitoral Sidney Madruga, citando a súmula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segundo a qual não cabe à Justiça Eleitoral decidir sobre o acerto ou desacerto das decisões que configurem causas de inelegibilidade.

Para mais informações, leia a ação de impugnação.

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal na 2ª Região (RJ/ES) | Procuradoria Regional Eleitoral/RJ
Tel.: (21) 3554-9003/9199
Twitter: @mpf_prr2
 
 

2017/11/24

Câmeras não mostram outras pessoas na cela de Garotinho

Segundo presidente de sindicato, o ex-governador 'está mentindo ou teve uma alucinação'.

Por Matheus Rodrigues, G1 Rio
 
 
 

Garotinho diz que foi agredido na cadeia; agentes da Seap falam em autolesão

Ex-governador do Rio presta depoimento na delegacia de Bonsucesso. Defesa já havia alegado risco à integridade; funcionário do presídio suspeita de joelhada na parede.

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR) foi levado nesta sexta-feira (24) da cadeia em Benfica, onde está preso, para a 21ª DP (Bonsucesso), para prestar depoimento. Garotinho diz ter sido agredido no presídio com um porrete e afirma, ainda, que chegaram a apontar uma arma para ele. Agentes da Seap, porém, dizem que ele se autolesionou.

Garotinho deixou a delegacia por volta das 16h, após mais de três horas de depoimento.
 
De acordo com o ex-governador, a cela em que está foi invadida na madrugada — mas não se sabe por quem. Garotinho teria chegado à delegacia com o dedo do pé machucado e o joelho ralado. Um agente penitenciário ouvido pelo G1 diz que há a suspeita de que ele tenha pisado no próprio pé, se jogado no chão e batido com o joelho na parede.
 
c/ed.
 
 
Obs. pergunta do blog: será que não há câmeras que poderiam ou não comprovar a invasão da cela do detento?

2017/11/22

Justiça eleitoral determina sequestro de bens de Garotinho e Rosinha

Decisão do TRE também determinou bloqueio do dinheiro em contas do casal em qualquer instituição bancária.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por meio da 98ª Zona Eleitoral, determinou o sequestro de bens móveis e imóveis do ex-governador Anthony Garotinho e sua mulher, a ex-governadora do Rio e ex-prefeita de Campos dos Goytacazes. Os dois foram presos pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (22) em uma operação que investiga crimes eleitorais.

De acordo com a decisão, também foi determinado o bloqueio de dinheiro existente em nome do casal, em qualquer instituição bancária, bem como de algumas empresas da região.
 
A decisão considera ainda que são "inegáveis as vantagens auferidas direta ou indiretamente pelos réus Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho com suas eleições aos cargos de Deputado Federal e Prefeita de Campos dos Goytacazes, respectivamente nos anos de 2010 e 2012".
 
A Justiça afirma que o casal se beneficiou não só "de salários e vantagens recebidos no exercício dos mandatos obtidos com as atividades ilícitas através de captação ilícita de recursos não declarados à Justiça Eleitoral, mas também com recebimento de vultosas quantias tomadas de forma extorsiva de empresários desta municipalidade".
 
Por Aline Rickly, G1 Norte Fluminense
 

Prisões de Rosinha, Garotinho e Suledil: novas informações

Rosinha foi levada para a sede da Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Anthony Garotinho estava no Rio de Janeiro quando foi detido.

Os ex-governadores do Estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Matheus foram presos na manhã desta quarta-feira (22). Segundo um agente da Polícia Federal, a prisão teria relação com a delação do Ricardo Saud, da JBS.

Em depoimento, Ricardo Saud diz que fez os pagamentos para o PR em troca do apoio do partido à chapa Dilma-Temer, em 2014. Segundo o empresário, o contato era feito com o senador Antônio Carlos e o repasse para a sigla foi de R$ 36 milhões entre doação oficial dissimulada, uso de notas fiscais frias e propina paga em espécie. De acordo com Saud, ele se encontrou com o senador ou com emissários 'não menos que 10 vezes' em locais marcados ou na própria sede da JBS, em São Paulo.
O ex-governador já tinha sido preso na Operação Chequinho da Polícia Federal, que investiga um esquema de troca de votos envolvendo o programa social Cheque Cidadão, na eleição municipal do ano passado.
 
Rosinha foi levada para a sede da Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Garotinho estava no apartamento dele no Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, quando foi detido. A polícia ainda não informou se ele vai ser levado para Campos ou se a ex-governadora Rosinha vem para o Rio.
 
Suledil Bernardio, que foi secretário de Governo da Prefeitura de Campos durante a gestão de Rosinha, também é alvo da operação. Os agentes fizeram buscas na casa do ex-secretário e ele foi levado para a sede da polícia federal na cidade
 
A defesa dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho informa que só se pronunciará quando tiver acesso aos documentos que embasaram os mandados de prisão, o que ainda não aconteceu.
 
 
c/ed.

Rosinha, Garotinho e Suledil pressos pela PF

Casal estava em apartamento no Flamengo na manhã desta quarta-feira.

Luarlindo Ernesto
Rio - O ex-governador Anthony Garotinho e a sua mulher, Rosinha Garotinho, foram presos pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira. Os dois foram encontrados no apartamento onde moram, em um prédio na Rua Senador Vergueiro, no Flamengo, por volta das 8h.
http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-11-22/anthony-garotinho-e-rosinha-sao-presos.html


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), uma operação contra corrupção envolvendo empresas com contratos com a Prefeitura de Campos, no governo passado. Os policiais cumprem de oito a 10 mandados de prisão, expedidos pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 129ª Zona Eleitoral. Um dos mandados de prisão foi expedido contra a ex-prefeita Rosinha Garotinho, que acaba de se apresentar na delegacia da PF de Campos.
Dois mandados já foram cumpridos e estão na delegacia o ex-secretário de Controle e Orçamento, Suledil Bernardino, e um homem identificado apenas como Toninho, que seria ex-policial civil. Outro mandado é contra o subsecretário de Governo de Rosinha, Thiago Godoy, que estaria no Rio de Janeiro.
http://www.folha1.com.br/_conteudo/2017/11/politica/1227392-pf-cumpre-mandados-de-prisao-rosinha-e-integrantes-do-governo-passado.html
 

2017/09/13

Garotinho chega a Campos, RJ, para cumprir prisão domiciliar

Ex-governador do RJ foi condenado e preso por crimes eleitorais nesta quarta-feira (13). Ele chegou em casa às 15h50 após passar pelo IML e sede da Polícia Federal na cidade.

O ex-governador do RJ Anthony Garotinho (PR) chegou a Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, na tarde desta quarta-feira (13) para cumprir prisão domiciliar. Ele chegou em casa às 15h50 depois de passar pela sede da Polícia Federal onde colocou a tononezeleira eletrônica. Anteriormente, Garotinho também fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) da cidade, acompanhado do advogado, Carlos Azeredo, e da mulher, Rosinha Garotinho.

Garotinho foi preso nesta manhã no Rio de Janeiro, após decisão do juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral de Campos. O ex-governador foi condenado a mais de 9 anos de reclusão por comandar um esquema de compra de votos na cidade em 2016, quando era secretário de Governo. A pena, no entanto, foi transformada em prisão domiciliar com medidas cautelares até a decisão em segunda instância.
 
Ao justificar a prisão domiciliar, o juiz afirmou que grupo de Garotinho tentou atrapalhar o avanço da ação penal e usou até armas para intimidar testemunhas.
 
Por Amaro Mota e Ariane Marques, G1 Norte Fluminense e Região, Campos dos Goytacazes
 
Matéria integral em:

Anthony Garotinho é preso no Rio de Janeiro

Ele foi detido quando apresentava o programa de rádio que ancora na Rádio Tupi e cumprirá prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR) foi preso na manhã desta quarta-feira (13) no Rio de Janeiro. Ele foi detido quando apresentava o programa de rádio que ancora na Rádio Tupi. A Polícia Federal leva Garotinho para Campos dos Goytacazes (RJ) nesta manhã, para fazer exame no Instituto Médico-Legal. Depois, seguirá para casa, onde cumprirá prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

A ordem de prisão é do juiz Ralph Manhães, da 100º Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes. Garotinho é suspeito de comandar um esquema de troca de votos pela inclusão de famílias no programa social Cheque Cidadão, em Campos dos Goytacazes, de acordo com denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE). Ele foi secretário municipal na cidade.
 
Por volta das 10h30 desta quarta, após um intervalo na programação da Rádio Tupi, o locutor Cristiano Santos assumiu o “Fala Garotinho” e afirmou que o ex-governador teve de deixar o programa por questões de saúde – na terça-feira (12), ela não havia participado por problemas na voz.
 
"A vinheta não entrou errada, não. Estou de volta para fazer companhia pra você. Nosso Garotinho até tentou, você viu, até tentou fazer o programa hoje, mas a voz foi embora, e a orientação médica é que ele pare de falar, agora tem que se cuidar. O marido que pertence à Rosinha vai se cuidar para amanhã estar de volta, se Deus quiser, quando estiver bom. Já falei com ele, volta quando estiver bom. Eu cuido aqui do programa com muito carinho", afirmou Santos nesta quarta.
 
A assessoria de imprensa do ex-governador confirmou que ele foi conduzido a Campos dos Goytacazes e que não há mais informações para prestar.
 

2017/04/12

Rosinha na Lava Jato

A ex-prefeita de Campos dos Goytacazes e o marido foram citados por ex-executivos da Odebrecht

Ao prestar depoimentos nos acordos de delação premiada, os ex-executivos da empreiteira Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Leandro de Andrade Azevedo afirmaram que Anthony Garotinho recebeu dinheiro de caixa dois da empresa para a campanha dele ao governo do estado em 2014.

Segundo Leandro Azevedo, Garotinho e a mulher dele, Rosinha, receberam R$ 9,5 milhões em três eleições.
 
O delator disse, ainda, que mantinha relação próxima ao ex-governador do Rio e que, por isso, tratava das negociações sem burocracia. "Presenciei, algumas vezes, Garotinho telefonando para os secretários da Fazenda do Município durante a gestão de Rosinha em Campos (...) e pedindo que tivéssemos preferência na regularização dos pagamentos em atraso", diz trecho da delação.
 
Ainda de acordo com esses delatores, a mulher de Garotinho, Rosinha Garotinho, também recebeu recursos de caixa dois para as campanhas à Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ) em 2008 e 2012.
 

2016/11/24

TSE concede HC mas impõe restrições a Garotinho

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revogou nesta quinta-feira (24) o recolhimento domiciliar e também a prisão preventiva decretada na semana passada contra o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. Para isso, deverá pagar uma fiança de R$ 88 mil.

Na mesma decisão, a Corte determinou uma série de restrições ao ex-governador: além de proibição de contato com testemunhas no processo a que responde, não poderá mudar de endereço e se ausentar de sua residência por mais de 3 dias sem avisar o juiz do caso.

Também não retornar, até o final do processo, à cidade de Campos de Goytacazes (RJ), cidade onde teria, segundo as investigações, comandado um esquema de compra de votos.
Garotinho foi preso no último dia 16 sob suspeita de, como secretário municipal, ampliar o programa social Cheque Cidadão para corromper eleitores.

Segundo a defesa, ele passou mal após a prisão e foi levado para o Hospital Souza Aguiar, da rede pública. De lá, foi levado à força, por decisão judicial, para uma unidade de saúde dentro do Complexo de Gericinó, em Bangu.

Na última sexta (18), a ministra Luciana Lóssio, do TSE, liberou Garotinho para uma cirurgia do coração em hospital particular, pago por seu próprio bolso, e, posteriormente, determinou sua prisão domiciliar.

Na sessão desta quinta no TSE, o advogado de Garotinho, Fernando Fernandes, protestou contra os atos do juiz Glaucenir Silva do Oliveira, que mandou retirar Garotinho à força do hospital para voltar à prisão, na semana passada.

“Não se viu nesse país cenas tão horríveis, grotescas e desumanas como foram televisionadas. [...] Cenas de desumanidades que já não se vê em locais de guerra. Os atos cometidos poderiam ter chegado ao fim com um cadáver”, disse o advogado.

Relatora do caso no TSE, Luciana Lóssio entendeu que a prisão preventiva não era necessária, por não ficar provado risco às investigações e também de repetição de novos crimes. Além de questionar a veracidade de depoimentos dados por testemunhas, disse que, como a eleição em Campos já terminou, não poderia mais haver possibilidade de compra de votos.

Acompanharam a ministra outros cinco membros do TSE: Admar Gonzaga, Luiz Fux, Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia e Gilmar Mendes. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Herman Benjamin, votou para manter a prisão domiciliar.

Renan Ramalho
Do G1, em Brasília

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/11/tse-derruba-prisao-domiciliar-de-garotinho-e-impoe-fianca-de-r-88-mil.html

2016/11/21

Gravações mostram que Garotinho já tinha contato com ministra do TSE

Estadão Conteúdo

2016/11/19

Nova denúncia contra Garotinho

sábado, 19 de novembro de 2016

DENÚNCIA DE TENTATIVA DE SUBORNO COMPLICA AINDA MAIS SITUAÇÃO DE GAROTINHO


O juiz Glaucenir Oliveira, atualmente respondendo pela 100ª ZE, que determinou a prisão do ex-governador,  denunciou tentativa de suborno por parte de intermediários de Garotinho e do filho Waldimir


    Se estava complicada, a situação do ex-governador e (ainda) secretário de Governo da Prefeitura de Campos, Anthony Garotinho (PR), ficou ainda pior com a denúncia, feita pelo juiz da 100ª Zona Eleitoral, Glaucenir de Oliveira, de que teriam sido oferecidos a ele de R$ 1,5 milhão a R$ 5 milhões para evitar a prisão de Garotinho. A denúncia, narrada pelo juiz à Procuradoria Geral de Justiça do Estado já resultou em duas investigações, no Ministério Público e na Polícia Federal, por determinação do procurador geral da Justiça Eleitoral do RJ,  Sidney Madruga (ver matéria no site do MPRJ aqui e abaixo).
    Segundo a denúncia o ex-governador e o filho, Waldimir Matheus, teriam oferecido, por intermédio de terceiros “quantias milionárias” a pessoas conhecidas pelo juiz, com o objetivo de influenciar suas decisões, inclusive para evitar a prisão de ambos.
    Internado no Hospital Quinta D´Or, no Rio de Janeiro, depois de tumultuada e dramática transferência do Hospital Souza Aguiar para o Complexo de Bangu, Garotinho foi preso na quarta-feira por determinação do juiz Glaucenir no processo que apura o uso do cheque-cidadão na compra de votos na eleição em Campos este ano.  
     Segundo o Jornal Hoje, da Rede Globo, os advogados de Garotinho e Wladimir anunciaram que vão representar judicialmente contra o juiz, por "denunciação caluniosa".
     Pelo visto, essa história vai longe e, enquanto isso, a Prefeitura de Campos continua sem comando, porque, aliás, a prefeita (ainda) Rosinha está já há 30 dias sem vir à cidade, dando a dimensão da falta que faz. 
 

PRE/RJ quer inquérito urgente contra Garotinho e um de seus filhos

Pedidos à PF e MP-RJ se baseiam em fatos mencionados por juiz em Campos
A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) requereu à Polícia Federal que instaure um inquérito para apurar recentes condutas do ex-governador Anthony Garotinho e de seu filho Wladimir Matheus. A PRE quer que a Delegacia de Defesa Institucional da PF-RJ investigue fatos narrados pelo juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, Glaucenir Silva de Oliveira, segundo o qual eles teriam oferecido, por intermédio de terceiros, “quantias milionárias” a pessoas conhecidas pelo juiz, com o objetivo de influenciar suas decisões, inclusive para evitar a prisão de ambos.
Em ofício encaminhado na noite de ontem (18/11) à chefia da Delinst, o procurador regional eleitoral Sidney Madruga ressalta a gravidade dos fatos apontados, que configurariam um caso explícito de corrupção. Expedido dentro de investigação de possíveis crimes eleitorais do grupo político liderado por Garotinho, o mandado de prisão do ex-governador foi cumprido no último dia 16 em decorrência de investigações do Ministério Público Eleitoral e da PF.
“Os fatos serão apurados, em caráter urgente, pelo Ministerio Publico e Policia Federal, pois a situação retratada pelo Magistrado é extremamente grave", diz o procurador regional eleitoral Sidney Madruga, que menciona que as duas ofertas relatadas pelo juiz foram de entrega de propinas de R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões em troca de decisões judiciais favoráveis aos investigados.
Na noite desta 6ª feira, a PRE também expediu ofícios em caráter de urgência ao MP Estadual e para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ). No ofício ao procurador-geral de Justiça Marfan Vieira, o procurador eleitoral pede que a Promotoria em Campos tome as medidas necessárias para reprimir possíveis ilícitos criminais e eleitorais cometidos por pai e filho. No ofício ao presidente do TRE, a PRE dá ciência da abertura iminente de um inquérito da Polícia Federal para apurar os fatos narrados pelo juiz em Campos.

Assessoria de Comunicação
Procuradoria Regional da República na 2ª Região (RJ/ES) | Procuradoria Regional Eleitoral/RJ
Tel.: (21) 3554-9003/ 99492-5683
Twitter: @mpf_prr2
 

2016/11/18

Ex-governador Garotinho é transferido para Complexo de Bangu

- Atualizada às
Rio - O ex-governador Anthony Garotinho foi transferido para o Complexo Penitenciário de Gericinó, onde deverá ficar na unidade de Bangu 8, para presos com nível superior.
A saída de Garotinho do Hospital Municipal Souza Aguiar, onde se encontrava internado desde quarta-feira, foi muito tumultuada, pois a família queria impedir sua transferência, alegando que a unidade de saúde do presídio não tem condições para tratar o ex-governador, que estaria com problemas cardíacos.
Anthony Garotinho deixa o Hospital Souza AguiarVladimir Platonow/ Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) foi acionada pela Justiça de Campos dos Goytacazes para fazer a transferência de Garotinho, o que só ocorreu às 22h45. Ele saiu amparado pelos bombeiros do Samu, mas recusou-se a entrar na ambulância, levantando-se por duas vezes da maca onde estava, precisando ser contido pelos profissionais de saúde.
 
Mais em:

2016/11/17

PF: Garotinho terá alta e será encaminhado para Campos ainda hoje

Segundo a Delegada Federal Carla Dolinski, Garotinho, que foi preso na manhã de ontem e passou a noite internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, deverá ter alta nos próximos minutos. Uma equipe de agentes de Campos já aguarda para realizar a condução do secretário de Governo do município. Ele passará pela sede da PF em Campos, onde prestará depoimento antes de ir para Cadeia Pública Dalton Crespo de Melo.
A delegada contou ainda que o próprio preso manifestou vontade de vir para Campos.
Hospital – outra informação passada por Carla Dolinski é que caso o ex-governador passe mal novamente, a orientação da justiça é de que ele seja encaminhado para o Complexo Penitenciário de Bangu. Não há nenhuma autorizaçã, aqui ou na capital, para que Garotinho se interne em unidades da rede particular.

http://www.fmanha.com.br/
http://fmanha.com.br/blogs/pretonobranco/2016/11/17/pf-garotinho-tera-alta-e-sera-encaminhado-para-campos-ainda-hoje/

Ministra do TSE nega liberdade a Anthony Garotinho

A ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou na noite desta quarta-feira (16) um pedido de liberdade movido mais cedo pela defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, preso pela Polícia Federal.
Preso por suspeita de envolvimento com um esquema de compra de votos, Garotinho passou mal e foi levado para o hospital Souza Aguiar, no Centro, no fim da tarde desta quarta, onde passou por uma avaliação médica.
A mulher do ex-governador do Rio, Rosinha Garotinho, chegou ao hospital Souza Aguiar por volta das 2h desta quinta (17). Ela não falou com a imprensa.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/11/ministra-do-tse-nega-liberdade-anthony-garotinho.html

2016/11/16

Garotinho comandou compra de votos com ‘mão de ferro’, diz juiz

Na decisão em que decretou a prisão preventiva do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, nesta quarta-feira, na Operação Chequinho, o juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes (RJ), afirma que Garotinho comanda com “mãos de ferro” um esquema compra de votos no município, por meio do programa Cheque Cidadão, e usa seu poder para ameaçar testemunhas e constranger as autoridades que o investigam. O juiz eleitoral também aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público e tornou o ex-governador réu por de compra de votos.

“O réu efetivamente não só está envolvido, mas comanda com mão de ferro um verdadeiro esquema de corrupção eleitoral neste município, através de um programa assistencialista eleitoreiro e que tornou-se ilício diante da desvirtuação de sua finalidade”, afirma o magistrado no despacho.

O juiz relata que, “por determinação do réu e a fim de obter sucesso nas urnas nas últimas eleições”, 18.000 pessoas foram incluídas irregularmente entre os beneficiários do Cheque Cidadão, sem que fossem aplicados os procedimentos previstos pelo próprio programa, como avaliações por assistentes sociais.

“A fraude comandada pelo réu hipertrofiou o programa madiante a distribuição do Cheque Cidadão através de vereadores e candidatos de sua preferência e de sua base aliada, chegando alcançar o absurdo número de 18.000 benefícios além dos aproximadamente 11.000 benefícios que já existiam”, diz Glaucenir Silva de Oliveira.

Segundo as investigações da Chequinho, as fraudes se destinaram à eleição de vereadores aliados de Garotinho e de sua mulher, Rosinha Garotinho, que é prefeita de Campos e tem o marido como secretário de Governo.

Conforme o magistrado, o pedido de prisão preventiva se justifica à medida que Garotinho “afronta cotidianamente, acreditando na supremacia de seu poder, autoridades judiciais” e “exerce poder intimidativo sobre pessoas comuns, especialmente aquelas que estão envolvidas nos fatos ora objeto de cognição e que estão demonstrados no inquérito policial federal”. Em seus depoimentos, pelo menos duas testemunhas das fraudes relataram terem sofrido ameaças de pessoas ligadas ao ex-governador e aos vereadores envolvidos na fraude ao Cheque Cidadão.

Escutas telefônicas da Operação Chequinho também mostram, segundo o juiz, que Anthony Garotinho havia orientado os integrantes do esquema a atribuir aos beneficiários do esquema a “culpa” pela inclusão no programa social. “Resta demonstrado que o réu se utiliza da necessidade de pessoas humildes para alcançar seus objetivos ilícitos e eleitoreiros, transferindo a responsabilidade para aquelas”, diz Glaucenir Oliveira.

Para o magistrado, Garotinho “demonstrou claro desprezo pelos valores democráticos, pela liberdade dos cidadãos deste município em escolher os seus representantes, bem como pela Justiça Eleitoral”.
Nas mesmas escutas telefônicas, o presidente da Câmara de Campos, Edson Batista (PTB), chama Anthony Garotinho de “comandante”. “O réu é realmente uma figura política proeminente na gestão deste município, sendo considerado pelas autoridades do Legislativo e do Executivo Municipal como o prefeito de fato”, assinala o juiz eleitoral.

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