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2015/10/03

OAB apoia projeto de Aécio contra ‘dízimos’ de comissionados

BRASÍLIA - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos Vinicius Furtado Coelho, encaminhou nota ao presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), para comunicar que a entidade recebeu com grande entusiasmo e irá apoia o projeto de sua autoria que visa impedir aos ocupantes de cargos comissionados que façam doações a partidos e candidatos no período eleitoral, com os chamados “dízimos” Segundo Marcus Vinicius, a medida está de acordo com o sentimento da população, que não deseja mais a influência do poder econômico e político nas disputas eleitorais.

No comunicado, o presidente da OAB anuncia ainda que, dentro das discussões sobre financiamento de campanhas, no próximo dia 22 a entidade irá lançará uma mobilização nacional para criminalizar o Caixa 2 e conscientizar os eleitores a não votar em candidatos que utilizarem tal expediente.

“Assim como deve ser proibida a doações de empresas, que podem se beneficiar de contratos com o poder público, também é certo proibir a doação de quem ocupa cargos em comissão. A lógica é a mesma. A política é uma profissão de fé, mas não se pode permitir a existência de um “dízimo” que drene recursos públicos e desvie verbas para engordar o caixa dos partidos e candidatos, favorecendo prioritariamente aqueles que detém o controle da máquina pública”, diz a nota da OAB.

O presidente da OAB defende que as nomeações no setor público devem ser feitas com base na necessidade do Estado e na aptidão técnica dos escolhidos. E o projeto do PSDB, afirma, vai na direção da moralização dos gastos públicos e dos gastos de campanha.

“A OAB entende que as campanhas eleitorais devem ser barateadas. Não deve haver mais despesas milionárias e eleições hollywoodianas. Debates de ideias e propostas, serviços prestados a comunidade e bom conceito na sociedade devem ser a tônica da escolha dos eleitores. Após os escândalos de corrupção, a população não mais votará em candidato que fizer campanha rica”, completa a nota.
 
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2014/04/10

PMDB-RJ organiza ato em favor da candidatura de Aécio

Apesar do apoio do governador Luiz Fernando Pezão e do antecessor, Sérgio Cabral, à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o PMDB-RJ organiza um ato público em favor da candidatura do tucano Aécio Neves, em maio. O presidente regional do partido, Jorge Picciani, disse que o anúncio formal da adesão a Aécio terá também a participação de outros partidos, como Solidariedade e PSD. "Vamos trabalhar para que Aécio tenha a maior aliança no Estado", diz Picciani.

O dirigente peemedebista também negocia com os tucanos uma aliança em torno da reeleição de Pezão, que até agora tem a promessa de apoio de 14 partidos. A maioria dos aliados é de pequenas legendas, mas que ajudarão o governador a ter o maior tempo de televisão na campanha, de pelo menos nove minutos. Embora digam que o interesse nacional está acima das eleições estaduais, parlamentares do PSDB-RJ resistem à coligação com o PMDB depois de fazerem oposição a Cabral durante os dois mandatos.

O PMDB-RJ retirou o apoio a Dilma no ano passado, em represália à decisão do PT de lançar candidatura própria ao governo com o senador Lindbergh Farias. No início deste ano, Picciani passou a trabalhar intensamente por Aécio. "Vamos fazer talvez o maior ato público antes da campanha, com todos os partidos que apoiam Aécio no Rio de Janeiro. Estará presente um grande contingente de deputados federais e estaduais, prefeitos, ex-prefeitos e principalmente os candidatos dos mais diferentes partidos. Vamos dar a vitória ao Aécio aqui", promete Picciani.

O presidente peemedebista diz que tem maioria no diretório estadual para aprovar na convenção estadual o apoio a Aécio. Picciani tem evitado discutir a sucessão presidencial com Cabral e Pezão, que já manifestaram apoio a Dilma em diversas ocasiões. "Sempre deixamos claro que o PMDB não aceitaria palanque duplo para a presidente Dilma no Rio e tivemos apoio unânime do PMDB nacional. Se o PT decide romper a aliança conosco, não existe reciprocidade. Vamos aprovar o apoio a Aécio com ampla margem", diz Picciani.

Vitorioso na briga para garantir a candidatura própria do PT, com aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lindbergh enfrenta agora dificuldades para fechar alianças. Tem expectativa de receber apoio do PCdoB, depois que PSB anunciou apoio ao candidato do PROS a governador, deputado Miro Teixeira. O PDT, que também vinha negociando com Lindbergh, tende a ficar com Pezão. Embora tenha estimulado a candidatura do petista, Lula não participa da pré-campanha de Lindbergh, como faz com o candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro Alexandre Padilha. Além de Lindbergh e Pezão, Dilma tem outros dois aliados na disputa pelo Palácio Guanabara: o ex-governador Anthony Garotinho (PR) e o senador Marcelo Crivella (PRB).

2012/12/03

PSDB lança Aécio Neves como candidato em 2014

Agência Brasil

'Estou pronto', disse o ex-governador e senador por Minas Gerais sobre sua candidatura à Presidência; evento do partido contou com a presença de Guerra e FHC


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, lançaram nesta segunda-feira o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves candidato à Presidência da República em 2014. Para o presidente do partido, Aécio é hoje o melhor candidato da legenda, porque tem todas as condições de ser o próximo presidente da República. O lançamento foi durante seminário para prefeitos do PSDB, realizado em Brasília. Aécio também foi lançado, ao mesmo tempo, candidato a presidente do partido.   Aécio Neves, presente ao anúncio, declarou-se honrado e disse que sua candidatura será lançada no início de 2014. Para ele este é o momento de o PSDB fazer um projeto de uma nova gestão para o País, porque o PT abriu mão de administrar o Brasil em troca de um projeto de governo. "Eu estou pronto. O Brasil está cansado com o que está acontecendo", disse Aécio, referindo-se às denúncias de corrupção no atual governo.

O ex-presidente FHC ressaltou obras inacabadas do atual governo, como a transposição do Rio São Francisco. "É uma vergonha. Este governo não tem nenhuma eficiência. Não tem por causa das malfeitorias e dos malfeitos e isso não é questão de moralismo. É porque isso afeta os resultados. É o povo que paga por isso", afirmou.

Mais contundente, Sérgio Guerra disse que a transposição do Rio São Francisco foi mal planejada, que já foram gastos R$ 7 bilhões, que continua faltando água na região e que ninguém foi preso por isso. Lembrou também que a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, já custa três vezes mais do que projeto original.

Para Fernando Henrique é possível, sim, ganhar de Dilma Rousseff nas próximas eleições. O que é preciso agora, ressaltou, é ter a capacidade de levantar questões, ouvir o que a população tem a dizer e transformar isso em propostas viáveis ressaltando a qualidade e não apenas a quantidade.

Agência Estado
iG