https://www.instagram.com/reel/DcE1yoRDPZw/?igsh=YnYwbmRyMjM0dzMx&igsi=YnYwbmRyMjM0dzMx
https://www.instagram.com/reel/DcE1yoRDPZw/?igsh=YnYwbmRyMjM0dzMx&igsi=YnYwbmRyMjM0dzMx
https://www.instagram.com/reel/DcE1yoRDPZw/?igsh=YnYwbmRyMjM0dzMx&igsi=YnYwbmRyMjM0dzMx
https://www.instagram.com/reel/DcE1yoRDPZw/?igsh=YnYwbmRyMjM0dzMx&igsi=YnYwbmRyMjM0dzMx
A importância do Cooperativismo para o Brasil em 2025
O cooperativismo tem desempenhado
um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico do Brasil, e em 2025 a
expectativa é a de que sua relevância seja ainda mais evidente. Com uma
economia global cada vez mais interconectada e desafios locais que exigem
soluções criativas, o modelo cooperativo se destaca como uma alternativa
sustentável e inclusiva.
O Brasil conta com mais de 4,5
mil cooperativas registradas, que atuam nos ramos Financeiro; Agropecuário;
Consumo; Infraestrutura; Trabalho, Bens e Serviços; Transporte e Saúde. Estas
organizações representam mais de 23 milhões de cooperados e geram milhões de
empregos diretos e indiretos, o que demonstra que o cooperativismo se
consolidou como um dos pilares da economia nacional, promovendo inovação,
equidade e resiliência econômica.
Ao contrário de modelos
empresariais tradicionais, as cooperativas priorizam o bem-estar coletivo em
vez do lucro de poucos acionistas. Em regiões rurais, as cooperativas
agrícolas, por exemplo, são responsáveis por boa parte da produção de alimentos
para o mercado interno e externo. Além disso, promovem a inclusão de pequenos
produtores no mercado, garantindo preços justos e acesso a tecnologias.
Inovação
Social e Sustentabilidade
As cooperativas desempenham um
papel essencial na promoção da sustentabilidade. Seja por meio de práticas
agrícolas regenerativas, seja na utilização de energias renováveis em
cooperativas de energia, o modelo cooperativo contribui para a preservação ambiental.
Ao longo dos últimos anos,
iniciativas de cooperativas de crédito, como o Sicoob Fluminense, têm
financiado projetos voltados para o desenvolvimento sustentável, como energia
solar e agricultura orgânica, demonstrando o compromisso do setor com um futuro
mais verde.
Outro aspecto importante do
cooperativismo é o seu caráter democrático. Todos os membros têm voz e voto,
independentemente do capital investido. Esta estrutura promove a inclusão
social e fortalece a cidadania, empoderando comunidades a participarem
ativamente das decisões que afetam suas vidas. Isso é especialmente relevante
em um país diverso e desigual como o Brasil.
Em 2025, as cooperativas
brasileiras deverão continuar inclusive a expandir sua influência
internacional, especialmente nos setores de crédito e agronegócio. A exportação
de produtos agrícolas e o fornecimento de serviços financeiros para micro e
pequenos empreendedores mostram como o cooperativismo contribui para a balança
comercial e o crescimento econômico do país.
Apesar dos avanços, o
cooperativismo ainda enfrenta desafios, como a necessidade de maior apoio
governamental, modernização tecnológica e educação cooperativa para novas
gerações. A ampliação do acesso a linhas de crédito e políticas públicas
específicas podem impulsionar ainda mais o setor nos próximos anos, que direta
e inicialmente produz riqueza nas próprias regiões em que atua.
Assim, o cooperativismo se firma
como uma força transformadora no Brasil, promovendo desenvolvimento econômico,
justiça social e sustentabilidade. Este
modelo não apenas atende às demandas do presente, mas também prepara o
país para os desafios do futuro. Investir no fortalecimento das cooperativas é
apostar em um Brasil mais igualitário, resiliente e próspero.
Neilton Ribeiro da Silva
Diretor Presidente do Sicoob
Fluminense
Série detalha pensamento econômico de pré-candidatos; Sergio Moro tem entre as propostas o crescimento com fortalecimento de instituições democráticas
O objetivo do programa de governo de Sergio Moro é a retomada do crescimento econômico. Porém, o que se deseja é um crescimento que seja, ao mesmo tempo, inclusivo e sustentável. Inclusivo porque, além do aumento da renda per capita, buscará a eliminação da pobreza extrema e a melhoria da distribuição de renda. Sustentável porque o governo exercerá a sua obrigação de defender o meio ambiente.
Não haverá retomada do crescimento sem um aperfeiçoamento das instituições. A capacidade de crescer é uma função da qualidade das instituições. Este foi um dos principais erros do atual governo, no qual a política de confronto e de enfraquecimento das instituições impactou a segurança jurídica e a previsibilidade necessárias ao crescimento econômico.
Esse também foi um dos erros do governo do PT. A aposta no capitalismo de compadrio e em um modelo de cooptação de apoio político jamais levaria a um crescimento econômico sustentável. Escolhas políticas erradas aliadas à nova matriz econômica levaram à recessão de 2014 a 2016, da qual ainda não nos recuperamos. É preciso fortalecer as instituições democráticas, que terão que ser respeitadas e aprimoradas, como o fim da reeleição para cargos executivos, eliminação de privilégios e a reforma do Judiciário.
No campo econômico, a condição necessária mais importante para a reconquista do crescimento é a montagem de um arcabouço fiscal. Nos ciclos econômicos o governo tem que ter a capacidade de fazer uma política fiscal contracíclica, mas em “tempos normais” tem que manter a dívida pública em níveis sustentáveis, o que impõe que haja controle dos gastos. O arcabouço fiscal ideal requer reformas que cortem desperdícios e privilégios, direcionando recursos a setores e atividades com maior retorno social, isto é, que gerem ganhos para a sociedade como um todo, e não direcionados para barganhas políticas.
Porém, a responsabilidade fiscal é apenas a condição necessária. Além de criar um ambiente previsível que estimule os investimentos, é preciso aumentar a eficiência produtiva, removendo distorções. Um exemplo está no campo tributário, com uma reforma sobre os impostos e sobre bens e serviços, unificando-os em um IVA único cobrado no destino e com créditos liquidados em dinheiro. Nosso sistema tributário precisa ser aperfeiçoado eliminando a regressividade na incidência.
Outro exemplo está no campo da infraestrutura, que é complexo e requer uma análise isolada e profunda, mas que deverá ser realizado em grande parte pelo setor privado, na forma de concessões. Aqui serão fundamentais aperfeiçoamentos regulatórios, objetivando elevar a segurança jurídica e incrementar a competição.
No campo social, tanto quanto no econômico, o mundo já abandonou o mito do “Estado mínimo”, como foi idealizado por Thatcher e Reagan. Ainda existem testemunhos de como isso funcionava, como é o caso dos EUA, que preza a eficiência e a meritocracia, mas tolera a crescente concentração de rendas e riquezas. No extremo oposto estão os países da Europa Ocidental, onde o tamanho do Estado varia de país para país, com assistência universal de saúde em alguns casos e com o estado sendo o único provedor da educação, em outros.
O Brasil tem um nível enorme de pobreza extrema e uma camada enorme da população não tem oportunidade de acesso. A obrigação do governo é atuar neste campo, e há exemplos de políticas públicas, como na assistência à primeira infância, na educação, na orientação objetiva da saúde, e nas transferências de renda que “deem a todos o mesmo ponto de partida”.
O outro pilar do programa de Sergio Moro é o compromisso com o meio ambiente, que além de um valor em si traz dividendos políticos e econômicos. Como parte do planeta temos que fazer a nossa parte no campo ambiental.
Graças a uma longa tradição de pesquisa, com destaque para universidades e a Embrapa, há mais de 20 anos que a produção agrícola no Brasil cresce devido ao aumento da produção por unidade de área cultivada, sem a necessidade de incorporar novas terras.
A agricultura brasileira é um exemplo de eficiência e, no entanto, vem sofrendo limitações impostas por outros países devido ao desmatamento criminoso, principalmente na Amazônia.
O Brasil tem que readquirir o papel responsável que tinha no passado, começando com a meta de um desmatamento zero, aliada a políticas de desenvolvimento sustentável para a população da região amazônica. O Brasil não pode fugir à sua responsabilidade, e tem que assumir o protagonismo e a liderança mundiais em um cenário de preocupação com a mudança climática.
Matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo, edição de 6 de janeiro
https://www.agenciasindical.com.br/veja-as-bases-para-programa-de-governo-de-sergio-moro/
"Temos só 15 semanas para mudar o Brasil", declarou Guedes, citado pelo jornal O Estado de S. Paulo, durante um almoço na casa do secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, em Brasília. No topo das prioridades estão duas reformas: a Administrativa e a Tributária.
"São projetos complicados, muito complicados cada um deles em si, mas temos que manter em mente que a Reforma da Previdência passou e isso era bastante improvável que passasse no Brasil. Todos os problemas que existiam [naquela época] permanecem hoje. Ou seja, o governo não possui uma base sólida no Congresso, o presidente nem pertence a um partido político, isto é inédito e complica mais, dificulta mais a interlocução do governo com o Congresso. Mas se há um consenso de que todas essas reformas são importantes e há vontade de fazê-las, por que não?", afirmou o pesquisador.
"[A Reforma Administrativa] é mais complicada porque há menos consenso na sociedade que algo deva ser feito [...] Em teoria, é algo que deve ser feito e deve ser aceito, mas o funcionalismo é representado pela CUT e ela vai espernear muito quando esse tema foi debatido no Congresso. Então não vai ser fácil, mas eu acho que junto à sociedade civil há muito apoio para isso", sentenciou o pesquisador.
"Quando isso acontecer eu acho que o Brasil pode deslanchar, mas sempre há muita oposição a tudo aqui no Brasil, há muita picuinha, o pessoal perde muito tempo falando e não diz nada no final das contas, se perde muito tempo e as coisas não são organizadas. Acho que com a Reforma da Previdência, que foi feita no ano passado, muita coisa foi feita e me serve de exemplo para me provar errado, de que as coisas podem sim acontecer. Acho melhor a gente manter um certo otimismo do que manter uma atitude cínica de que não pode acontecer. Acho que pode acontecer sim", finalizou.
