2016/03/04

PF deflagra 24ª fase da Lava Jato com buscas em endereços do ex-presidente Lula

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (4) a 24ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Aletheia. O seu objetivo é dar continuidade às investigações de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros praticados por diversas pessoas no contexto do esquema criminoso revelado e relacionado à Petrobras.

Em nota, a PF informa que cerca de 200 policiais federais e 30 auditores da Receita Federal cumprem 44 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para a delegacia a fim de prestar depoimento e depois é liberada. 
 
As medidas estão sendo cumpridas nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia. A operação  também inclui buscas em Guarujá, Diadema, Santo André, Manduri e Atibaia.
Segundo a PF, a casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, em São Paulo, e o Instituto Lula são alvos da operação. Marisa Letícia, uma nora, seus três filhos e alguns contatos próximos do presidente também estão sendo investigados.
 
Lula foi levado pelos policiais de sua casa. De acordo com a Folha de S. Paulo, ele é um dos alvos de mandado de busca e apreensão e condução coercitiva, portanto ainda será obrigado a depor. Especula-se que a possível delação de Delcídio do Amaral, revelada pela revista Istoé (prontamente negada pelo senador petista), possa ter alguma ligação com a ação da PF.
A operação recebeu o nome de Aletheia, em referência a uma expressão grega que significa “a busca da verdade”. Segundo a GloboNews, o ex-presidente esteve no aeroporto de Congonhas nesta manhã para depor.

23ª fase levou marqueteiro do PT

Batizada de Acarajé, em referência à expressão usada pelos próprios suspeitos para falar do suposto dinheiro desviado, a fase anterior da Lava Jato foi a que prendeu o publicitário João Santana, responsável pelas campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores. Sua mulher, Mônica Moura, também foi detida. O casal é suspeito de receber cerca de US$ 7,5 milhões (cerca de R$ 28 milhões).
 
Santana foi quem tocou não só a campanha da reeleição de Lula, em 2006, como também as duas da atual presidente, Dilma Rousseff. A PF suspeita de que os valores irregulares têm origem no esquema de corrupção da Petrobras.
 
Com informações da Agência Brasil

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